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Resenha: Vidas secas, de Graciliano Ramos

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Resenha: Vidas secas, de Graciliano Ramos

Arte digital

APRESENTAÇÃO

Certa vez Graciliano Ramos disse que uma de suas missões pessoais era registrar, através da ficção, a intensidade trágica do cotidiano de retirantes do início do século XX que buscavam esperança longe da seca nordestina. Tarefa magistralmente executada com o livro Vidas secas.

Construída pela escrita precisa e penetrante do autor, a narrativa é permeada pelo desamparo e pela desesperança. Um enredo impactante, uma história de coragem, de encontros, de saberes e de dissabores de seres humanos e animais que persistem à procura de seu lugar no mundo.

Peça fundamental da literatura nacional, Vidas secas é um retrato em várias dimensões do Brasil a partir do relato da história de uma família sertaneja. O casal Fabiano e Sinha Vitória, seus dois filhos, "o menino mais novo" e "o menino mais velho", e a cachorra Baleia tentam fugir de uma situação de extrema pobreza e carência. Cada personagem é a encarnação de tantas e tantas pessoas que sofrem com as desigualdades e dramas de nosso país.

Para fazer jus a sua relevância, o volume conta composfácio de Alfredo Bosi, um dos maiores críticos literários brasileiros.

RESENHA

Nova edição do livro pela Global Editora

O livro vidas secas, do autor Graciliano Ramos, narra a história de uma família de retirantes que caminha exausta e faminta em busca de sombra e água no sertão. O pai, Fabiano, a mãe, Sinha Vitória e os dois filhos, que são apresentados unicamente como 'filho mais velho' e 'filho mais novo', e a cachorra, comicamente chamada baleia, devido à desnutrição . A obra se inicia com o pai, Fabiano, irritando-se com a lentidão dos passos do filho mais novo, chegando a cogitar abandoná-lo durante o percurso em busca de sombra, água e alimento. A família, ao chegar a uma fazenda abandonada, encontram um preá morto e acendem uma fogueira para cozinhar a carne. Fabiano, otimista, imagina um futuro próspero para sua família naquele local. A esposa, Sinha Vitória, e os filhos encontram alívio temporário da sede e fome. A cachorra Baleia aguarda pacientemente sua vez de comer os ossos do animal. A narrativa termina com a esperança de uma nova vida para a família naquela terra.

Graciliano Ramos retrata, em "Vidas Secas", uma trama repleta de personagens em negação, enfrentando obstáculos físicos e sociais, sem apelar para discursos políticos panfletários. No ambiente de imposição arbitrária e relações de trabalho baseadas na obediência e dominação, o romance flerta com o sistema patriarcal e a reprodução do latifúndio, onde os camponeses são alheios aos seus direitos. Sem participação política, vivem em condições semelhantes à escravidão ou a práticas feudais.

O livro permite um estudo do contexto político e social do Brasil nos anos 1930, destacando-se pela estética literária. A montagem da obra permite a apreciação das histórias individualmente. "Mudança" apresenta a família fugindo da seca, ambientando-nos no sertão. "Fabiano" analisa o pai que luta para sustentar a família, enquanto "Cadeia" aborda o poder estatal e opressor, ressaltando as dificuldades enfrentadas pelo grupo de pessoas marginalizadas.

O quarto capítulo do romance "Vidas Secas", intitulado "Sinhá Vitória", é tão impactante quanto o segundo, pois destaca a importância da matriarca da família na narrativa. Ela é retratada como uma figura sábia que não aceita a pobreza e a miséria como algo natural, mas sim como um obstáculo a ser superado. Nos capítulos seguintes, conhecemos mais sobre os filhos da família: o mais novo deseja seguir os passos do pai e se tornar um homem do sertão, enquanto o mais velho se interessa pela linguagem e seus significados.

Em "Inverno", a natureza castiga os personagens com chuvas intensas que ameaçam inundar a casa da família. Apesar de ser um momento de aparente calmaria, todos sabem que uma seca devastadora está por vir. Na festa de Natal da cidade, em "Festa", a família se sente inferiorizada diante das pessoas mais abastadas e aparentemente felizes. Esse encontro desperta sentimentos de humilhação e melancolia, que culminam em um dos momentos mais intensos do livro: a morte da cadela Baleia, um dos personagens mais marcantes da literatura brasileira.

No décimo capítulo de "Vidas Secas", intitulado "Contas", Sinhá Vitória mostra sua astúcia ao perceber que o dono da fazenda está enganando Fabiano nos cálculos, aproveitando-se de sua falta de instrução. Diante disso, Fabiano se sente inferiorizado diante do poder opressor e conclui que é um renegado. No capítulo seguinte, "O Soldado Amarelo", Graciliano Ramos aborda o autoritarismo militar, mas mostra o soldado em desvantagem no espaço de Fabiano, na caatinga.

No penúltimo capítulo, "O Mundo Cheio de Penas", a família sente a seca se aproximando cada vez mais, refletindo sobre sua condição e se preparando para a "Fuga", desfecho cíclico da narrativa que revela a luta pela sobrevivência da família ao retornar ao sertão.

"Vidas Secas" é um livro essencial para os brasileiros, com seu estilo conciso e incisivo. Graciliano Ramos constrói os capítulos como contos que se unem para formar a estrutura do romance, destacando-se na construção dos personagens como Fabiano, Sinhá Vitória, os meninos, Baleia, o papagaio, o fazendeiro e o soldado amarelo. Esses personagens juntos representam as ideias do Manifesto Regionalista de Gilberto Freyre e alcançam um apuro político e estético que o coloca como uma das obras-primas da literatura brasileira do século XX.

Vidas Secas de Graciliano Ramos é uma obra que expõe de forma crua e realista a exploração e miséria enfrentadas pelos trabalhadores rurais no sertão brasileiro. O autor mostra de forma contundente como Fabiano é enganado e oprimido pelo seu patrão, sendo obrigado a aceitar condições desumanas e injustas.

A situação de Fabiano como homem bruto o torna vulnerável à exploração e ao abuso de poder por parte daqueles que detêm o controle sobre ele. A obra denuncia a falta de assistência e compaixão por parte das autoridades e da sociedade em geral, que ignoram a miséria e o sofrimento daqueles que mais precisam de ajuda.

A morte de Baleia, que simboliza a única fonte de conforto e lealdade para a família, é um momento tocante que revela a profunda humanidade e compaixão que falta nos personagens humanos da história. A linguagem regional e a escrita próxima da fala tornam a narrativa ainda mais envolvente e realista, fazendo com que o leitor se sinta parte da dura realidade retratada.

Em suma, Vidas Secas é uma obra poderosa e impactante que questiona as injustiças sociais e a opressão enfrentada pelos mais vulneráveis na sociedade brasileira. Uma leitura obrigatória para quem deseja entender as profundas desigualdades e desafios enfrentados pelos trabalhadores rurais no Brasil.

ENEM: Quais são os livros que mais caem no exame?


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das maiores provas de avaliação educacional do Brasil e conta com uma vasta gama de conteúdos que podem cair na prova, incluindo obras literárias. Neste artigo, vamos explorar quais são os livros que mais caem no Enem, ajudando os estudantes a se prepararem da melhor forma possível para o exame.

"O Cortiço" - Aluísio Azevedo

Pobreza, corrupção, injustiça, traição são elementos integram O cortiço, principal obra do Naturalismo brasileiro. Nela, Aluísio Azevedo denuncia as mazelas sociais enfrentadas pelos moradores de um cortiço no Rio de Janeiro no século XIX. É um romance que convida a analisar por meio da observação crítica do cotidiano das personagens a animalização do ser humano, questão que se mostra, mais do que nunca, atual.

"Memórias Póstumas de Brás Cubas" - Machado de Assis

Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Com essas palavras, o narrador de Memórias Póstumas de Brás Cubas resume a sua vida. O tom assumido na obra, bem como as técnicas empregadas na composição romanesca, são alguns dos fatores que justificam o lugar de Machado de Assis entre os maiores escritores do século XIX. Neste romance repleto de digressões filosóficas, o escritor se vale da posição privilegiada de Brás Cubas, que, como defunto autor, narra as suas desventuras e revela as contradições da sociedade brasileira do século XIX, por meio de uma análise aprofundada de seus personagens.

"Dom Casmurro" - Machado de Assis


Em Dom Casmurro, o narrador Bento Santiago retoma a infância que passou na Rua de Matacavalos e conta a história do amor e das desventuras que viveu com Capitu, uma das personagens mais enigmáticas e intrigantes da literatura brasileira. Nas páginas deste romance, encontra-se a versão de um homem perturbado pelo ciúme, que revela aos poucos sua psicologia complexa e enreda o leitor em sua narrativa ambígua acerca do acontecimento ou não do adultério da mulher com olhos de ressaca, uma das maiores polêmicas da literatura brasileira.

"Vidas Secas" - Graciliano Ramos


Lançado originalmente em 1938,  Vidas secas  retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. O pai, Fabiano, caminha pela paisagem árida da caatinga do Nordeste brasileiro com a sua mulher, Sinha Vitória, e os dois filhos, que não têm nome, sendo chamados apenas de “filho mais velho” e “filho mais novo”. São também acompanhados pela cachorrinha da família, Baleia, cujo nome é irônico, pois a falta de comida a fez muito magra.

Vidas secas  pertence à segunda fase modernista da literatura brasileira, conhecida como “regionalista” ou “romance de 30”. Denuncia fortemente as mazelas do povo brasileiro, principalmente a situação de miséria do sertão nordestino. É o romance em que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa: o que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro."Iracema" - José de Alencar

"Mayombe" - Pepetela

Escrito no período em que Pepetela participou da guerra pela libertação de seu país, Mayombe é uma narrativa que mergulha fundo na organização dos combatentes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), trazendo à tona seus questionamentos, contradições, medos e convicções. Os bravos guerrilheiros que lutam no interior da densa floresta tropical confrontam-se não somente com as tropas portuguesas, mas também com as diferenças culturais e sociais que buscam superar em direção a uma Angola unificada e livre.

"A Hora da Estrela" - Clarice Lispector


A nordestina Macabéa, a protagonista de A hora da estrela, é uma mulher miserável, que mal tem consciência de existir. Depois de perder seu único elo com o mundo, uma velha tia, ela viaja para o Rio, onde aluga um quarto, se emprega como datilógrafa e gasta suas horas ouvindo a Rádio Relógio. Apaixona-se, então, por Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino, que logo a trai com uma colega de trabalho. Desesperada, Macabéa consulta uma cartomante, que lhe prevê um futuro luminoso, bem diferente do que a espera.

"Quincas Borba" - Machado de Assis


O romance a ascensão social de Rubião que, após receber toda a herança do filósofo louco Quincas Borba - criador da filosofia "Humanitas" e muda-se para a Corte no final do século XlX. Na viagem de trem rumo à capital, Rubião conhece o casal Sofia e Cristiano Palha, qua percebe estar diante de um ingênuo - e agora rico - provinciano: impressão que também é compartilhada por todos os que estão ao seu redor. As desventuras de Rubião e sua relação com os amigos parasitários dão a tônica da obra, que critica o convívio social e os valores morais e éticos vigentes na época.

"Sagarana" - João Guimarães Rosa

"Sagarana" traz cenários e personagens típicos do interior do país, mais especificamente do sertão de Minas Gerais. A linguagem inventiva do livro é outro aspecto que distinguiria para sempre o autor no campo da literatura brasileira. Ao mesmo tempo em que incorpora fragmentos essenciais da oralidade sertaneja, pescando regionalismos e recuperando antigas expressões de linguagem do sertão, Rosa inova com a criação de neologismos cuidadosamente lapidados. Dentre os nove contos que fazem parte do livro, destacam-se os célebres “A hora e vez de Augusto Matraga”, “Conversa de bois” e “O burrinho pedrês”

"Capitães da Areia" - Jorge Amado


Desde o seu lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes. Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e suas ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente da sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade.


15 livros livros de receitas para cozinheiros iniciantes


1. Cozinha Prática


Neste novo livro, Rita Lobo apresenta 60 receitas e todas as dicas, técnicas culinárias e truques de economia doméstica da temporada de básicos do programa Cozinha Prática, do GNT. Um curso de culinária em 13 capítulos muito bem explicados e ilustrados. Conhece alguém que ainda foge do fogão? Essa pessoa é você? Este livro pode mudar a sua vida.

2. Só para um: alimentação saudável para quem mora sozinho


Mora sozinho e quer comer melhor? Rita Lobo ensina você a vencer os obstáculos da cozinha para um ― sem precisar cozinhar do zero a cada refeição. Além de receitas saborosas e muitas técnicas culinárias, este livro traz soluções incríveis para a sua rotina: tem receita em uma panela só, tem uma aula completa de pê-efe, tem dicas desde a lista de compras até a hora de lavar a louça. Sem nem perceber, você vai ficar craque em planejamento. Vai aprender a armazenar, congelar e aproveitar melhor (e reaproveitar!) os alimentos. Vai saber montar uma despensa básica e escolher os utensílios. E ainda vai se divertir na cozinha. Só para um é uma ferramenta fundamental para você manter uma alimentação sempre saudável.

3. Alimentação natural para o dia a dia: 100 receitas vegetarianas com ingredientes simples

Vegetais, frutas, legumes, temperos, raízes e grãos se combinam em sopas e saladas, pratos principais, acompanhamentos e petiscos para as mais diversas horas. E o melhor: de forma acessível, sem pesar no bolso. Com receitas práticas que funcionam, Sarah Britton ensina refeições práticas que todo mundo pode preparar, em qualquer dia da semana. Sopa de ervilha com gengibre e limão; salada cítrica de beterraba crua e quinoa; risoto de forno de abóbora e sálvia; babaganuche de berinjela defumada; biscoitos picantes de cenoura e cominho; sorvete magnífico de banana e amêndoas; e muito mais ― incluindo opções veganas e sem glúten. Especialista em nutrição holística, Sarah Britton nos mostra que comida de qualidade não precisa ser cara nem complicada e pode estar presente em nossa mesa todos os dias.

4. Todas as sextas


Todas as sextas, livro vencedor do Prêmio Jabuti, combina um relato autobiográfico arrebatador e uma seleção com mais de 90 receitas que fizeram o sucesso dos menus executivos da chef Paola Carosella às sextas-feiras em seu restaurante Arturito, em São Paulo. A prosa poética de Paola revela uma mulher batalhadora, determinada e vitoriosa, que transcendeu os percalços da vida com a ajuda da cozinha. Suas receitas, com histórias e comentários instigantes, transbordam generosidade, gratidão, amor e excelência técnica. E as belíssimas imagens do premiado fotógrafo britânico Jason Lowe completam o livro de forma natural, como Paola tanto gosta.

5. Pequenos Gourmets, + de 120 receitas para se apaixonar por comida, Bruna Leite

Posso dar essa comida agora ou espero mais alguns meses? Pedaços grandes ou pequenos? Quando o assunto é alimentação infantil, são tantas questões práticas, dúvidas, opiniões e influências que ficamos confusos. Com mais de 120 receitas para bebês e crianças se apaixonarem por comida, Pequenos Gourmets chega para inspirar com receitas práticas, reais e deliciosas, e também para alimentar a autoconfiança de mães, pais, avós, cuidadores e todos que têm a desafiadora tarefa de alimentar uma criança. Este livro vai muito além de uma obra que traz boas opções nutricionais para nossos bebês, ele é sobre o paladar. É sobre ensinar que a mesa é o lugar mais feliz da casa!

6. Rita, Help! Me ensina a cozinhar


Há mais de 20 anos, Rita Lobo ensina todo mundo a cozinhar. Na quarentena, ela nem saiu de perto do fogão, para poder ajudar mesmo quem nunca tinha cozinhado na vida. Rita fez mais de 50 lives, gravou um programa de TV e uma série do YouTube em casa (até de pijama ela apareceu!), produziu muitas fotos, testou dezenas de receitas, respondeu a centenas de dúvidas nas redes sociais, enviou uma newsletter diária — e ainda escreveu este livro, um guia com tudo o que você precisa para se virar na cozinha. Tem dicas de higienização e lista de compras, além de receitas como arroz soltinho, feijão caseiro, o segredo da omelete, temperos para diferentes hortaliças, a fórmula da sopa de legumes, bolo de cenoura com cobertura de chocolate e dois tipos de brigadeiro.

7. O que tem na geladeira?

Como é que eu transformo a compra da feira em refeições variadas e saborosas todo santo dia? Este livro tem a resposta. Rita Lobo ensina sua fórmula de criar receitas e apresenta mais de 200 opções para variar o cardápio. Em O que tem na geladeira?, que é baseado na série de mesmo nome do canal Panelinha no YouTube, você vai descobrir que preparar comida saudável de verdade é mais simples do que parece. O livro é dividido em 30 capítulos, cada um dedicado a um alimento da abóbora ao tomate, passando pela cebola, escarola, milho, repolho, entre outros. E você vai aprender os melhores cortes, técnicas de cozimento e combinações de sabor para esses alimentos. Além das preparações com hortaliças, raízes e legumes, o livro apresenta também opções de receitas com carnes para compor o cardápio. Tem filé de pescada frita, tagine de peixe, coxa de frango assada, peito de frango grelhado, bisteca grelhada, lombo de porco, costelinha, kafta de carne, bife de contrafilé e muito mais. Nas mais de 200 receitas, bem variadas, você encontra opções de entradas, pratos principais, muitos acompanhamentos e até alguns bolos, como o de cenoura, de mandioca, de pamonha, e sobremesas, como o doce de abóbora, o curau e um incrível sorvete de cenoura indiano, o kulfi. Para Rita Lobo, cozinhar é como ler e escrever: todo mundo deveria saber. Mas ninguém nasce sabendo! Este livro vai dar uma mãozinha nesse processo de aprendizagem.

8. Uma – receitas simples em uma panela só


Este livro reúne 120 receitas de pratos deliciosos e fáceis, preparados em uma assadeira, panela ou travessa só. E ainda melhor: cada receita tem apenas oito ingredientes ou menos, o que significa preparação (e limpeza) mínima com máximo de conveniência. Escolha entre deliciosos almoços para quem trabalha em casa; jantares rápidos que toda a família irá amar; opções sem carne e refeições que os mais novatos na cozinha podem preparar, em capítulos como:

9. A Arte Culinária de Julia Child: Técnicas e Receitas Essenciais de uma Vida Dedicada à Cozinha

Julia Child, a introdutora da culinária francesa nos Estados Unidos, oferece respostas completas para diversas questões, que são de grande ajuda na cozinha doméstica. Ao longo dos anos, ela desenvolveu novas técnicas para antigos problemas usando utensílios tradicionais de cozinha e produtos disponíveis no mercado. Neste livro, um resumo essencial e indispensável da arte culinária de Julia Child, todas as soluções estão ao alcance da sua mão, com receitas detalhadas e truques para se aprimorar no fascinante mundo da alta gastronomia.

10. Básico: Enciclopédia de receitas do Brasil

"Básico", o novo livro de Ana Trajano, apresenta a cozinha brasileira viva em várias versões. São 512 receitas, resultantes dos dezenove anos de andanças pelo nosso país e de muitas pesquisas da autora sobre a nossa culinária de raiz. Ele começa com um Tira-gosto, capítulo de petiscos que dá boas-vindas ao leitor da mesma maneira que recebemos nossos amigos em casa. Depois vêm os pratos principais, Mistura, seguidos pelos acompanhamentos que ajudam dar Sustância ao prato. Em seguida, as Sobremesas que revela a Fartura da doçaria brasileira e por fim, os Pães e Quitandas que acompanham nosso tradicional cafezinho. O livro revela toda a diversidade gastronômica brasileira com belíssimas fotos de encher os olhos. A obra convida a todos a manter e a resgatar a autoestima de nossa cozinha e incentivar a presença dessa cozinha cada vez mais nos cursos, pesquisas e bibliografias, torcendo para que ingredientes como azeite de dendê, manteiga de garrafa e boas farinhas de mandioca, entre outros, abandonem o rótulo de “regionais” para tornar- se, como o arroz e o feijão, parte de nosso dia a dia.

11. A química dos bolos: Receitas e segredos para dias mais doces


É difícil (para não dizer impossível!) encontrar uma pessoa que não se derreta com um bolo recém-saído do forno ― pense num de fubá, ainda quentinho, recebendo uma chuva de açúcar com canela que se dissolve preguiçosamente. Ou num daqueles bem fofinhos, de banana, nadando em um rio de brigadeiro ou de caramelo. Hummm… Não existe dieta nem mau humor que resista a uma fatia. Apesar disso tudo, fazer um bolo não é tão simples. Além de escolher bons ingredientes, também é útil conhecer alguns segredinhos e entender a química e a ciência por trás dos processos de uma receita. Com anos de prática, paixão pelo que faz e conhecimento científico de sobra, Joyce Galvão ensina as receitas que marcaram sua vida e os truques infalíveis que tem escondidos na manga. E mais: retoma histórias e sabores tipicamente brasileiros para fazer uma confeitaria que tem o gostinho de casa.

12. Pitadas da Rita: Receitas e dicas práticas para deixar o dia a dia mais saboroso

Uma pitada de sal, outra de pimenta? Neste livro, uma Pitada é, acima de tudo, uma vontade de acrescentar algo especial ao momento. Pode ser na disposição da mesa, na composição do prato, uma técnica culinária que facilite o preparo da refeição. Mas não pense que Pitada é pitado, não! O conteúdo foi testado, aprovado e fotografado ao longo de quase dois anos no blog Pitadas, do site Panelinha. E também nas Pitadas da Rita Lobo na Rádio Eldorado.

13. Nutrir: Receitas simples para corpo e alma

Gisele Bündchen acredita que a saúde é nossa maior riqueza e que o bem-estar começa pela comida. Em casa, ela escolhe seguir uma alimentação baseada em proteínas magras e saudáveis e legumes e verduras ricos em nutrientes, mas também acredita em uma alimentação flexível (com direito a noite de pizza com as crianças!). Nessa rotina também entram receitas sem glúten, com ingredientes como farinha de amêndoas, óleo de abacate e tâmaras. Em Nutrir: Receitas simples para corpo e alma você encontra formas para criar uma rotina cheia de intenções positivas, alimentos nutritivos e gratidão como base para um estilo de vida saudável. São 100 receitas que incluem sugestões para combinações leves e fartas, bem como dicas para tornar as refeições mais atraentes para as crianças:

14. Pão nosso: Receitas caseiras com fermento natural

Imagine assar em casa um pão melhor que o da padaria. É isso que você vai aprender em Pão nosso. Além de ensinar os segredos do levain, o fermento natural, Luiz Américo Camargo ainda propõe receitas caseiras que passaram pelo seu rigor de crítico de gastronomia. São dezenas de pães: integral, de nozes, de azeitona, de mandioca, baguete, até panetone tem. E você também vai encontrar refeições inteiras em torno das fornadas. Da irresistível salada panzanella, passando pela surpreendente rabanada salgada até um ragu de linguiça que é de limpar o prato ― com pão, naturalmente.

15. Misturando sabores: receitas e harmonização de ervas e especiarias


Misturando sabores, receitas e harmonização de ervas e especiarias apresenta informações sobre origem e variações de 59 tipos de ervas e especiarias mais utilizadas no Brasil, Incluindo nome em português e em cinco outros idiomas, e dicas de como melhor utilizá-las e conservá-las. Ricamente ilustrada com fotos especialmente produzidas, a publicação mostra ainda 25 misturas mais comuns da culinária mundial. Um dos destaques deste livro são as receitas selecionadas, em que ervas, especiarias e as misturas enriquecem o sabor de entradas, pratos principais, acompanhamentos e sobremesas.

As cinco melhores séries SITCOMS já criadas


Um sitcom é uma série de televisão que possui um gênero muito específico: o de pessoas comuns em situações e problemas que beiram a realidade. Não é muito difícil pensar em uma série que fala sobre a vida cotidiana com tanto afinco e desejo. Pensando nisso, separamos cinco grandes séries que abordam os problemas das vida adulta como nenhuma outra. Confira abaixo:

The Good Place (2016)

Eleanor Shellstrop (Kristen Bell) está morta. Acontece que, após sua partida, ela foi enviada ao "Good Place - ou "Lugar Bom" -, um lugar de eterna felicidade destinado às pessoas que fizeram o bem durante suas vidas. Lá, todos são bons e encontram as suas almas gêmeas, com quem passarão o resto da eternidade. Mas tudo isso não passa de um acidente: Eleanor não merece estar lá. E agora, será que ela vai conseguir esconder a verdade de Michael (Ted Danson), que coordena a vizinhança, ou será eventualmente enviada ao "Bad Place"?

The Office (2005)

No mesmo formato de pseudodocumentário da série britânica, The Office retrata o cotidiano de um escritório em Scranton, na Pensilvânia. Filial da empresa fictícia Dunder Mifflin, os funcionários tem como função vender o suprimento de papel fornecido pela companhia. Michael Scott (Steve Carell), gerente da franquia, é um chefe incoerente e imaturo mas que se preocupa com o bem estar de seus empregados. Assim, The Office traça um olhar cômico e honesto sobre seus personagens, destacando suas diferenças e particularidades e como isso afeta a convivência diária durante o trabalho. Embora, à princípio, não exista um laço emocional muito forte entre eles, aos poucos amizades são formadas e os funcionários da Dunder Mifflin se tornam uma espécie de segunda família. Entre as relações mais memoráveis de The Office está o casal Jim (John Krasinski), um vendedor, e Pam (Jenna Fischer), a recepcionista. Ao longo das temporadas, a adorável amizade entre os dois se transforma em um intenso amor romântico.

The Big Bang Theory (2007)

Na sitcom The Big Bang Theory, Leonard Hofstadter (Johnny Galecki) e Sheldon Cooper (Jim Parsons) são dois físicos brilhantes que trabalham no Instituto de Tecnologia da Califórnia e dividem um apartamento em Pasadena. Leonard vem de uma família cheia de prodígios e tem de lidar com a expectativa opressora de seus parentes. Por outro lado, Sheldon frequentou faculdade desde cedo, é o garoto de ouro do Texas com dois doutorados, mestrados e, mesmo assim, tem pouquíssimo traquejo social para se relacionar com outros seres humanos. Leonard e Sheldon passam a maior parte do tempo com os amigos Howard (Simon Helberg) e Raj (Kunal Nayyar), dois cientistas que também amam cinema, quadrinhos e videogames. A dinâmica do quarteto muda quando Penny (Kaley Cuoco), uma jovem atraente e aspirante a atriz, se muda para o apartamento da frente, encantando Leonard logo de cara. Apesar de ser muito diferente dos rapazes, aos poucos Penny se aproxima dos Geeks.

Friends (1994)

Seis jovens são unidos por laços familiares, românticos e, principalmente, de amizade, enquanto tentam vingar em Nova York. Rachel é a garota mimada que deixa o noivo no altar para viver com a amiga dos tempos de escola Monica, sistemática e apaixonada pela culinária. Monica é irmã de Ross, um paleontólogo que é abandonado pela esposa, que descobriu ser lésbica. Do outro lado do corredor do apartamento de Monica e Rachel, moram Joey, um ator frustrado, e Chandler, de profissão misteriosa. A turma é completa pela exótica Phoebe.

How i Meet You Mother (2005)

Em 2030, o arquiteto Ted Mosby (Josh Radnor) conta a história sobre como conheceu a mãe dos seus filhos. Ele volta no tempo para 2005, relembrando suas aventuras amorosas em Nova York e a busca pela mulher dos seus sonhos. Ao longo do anos, Ted aproveita para falar a jornada dos seus amigos: o advogado Marshall Eriksen (Jason Segel), a professora Lily Aldrin (Alyson Hannigan), a jornalista Robin Scherbatsky (Cobie Smulders) e o mulherengo convicto Barney Stinson (Neil Patrick Harris).

5 filmes sobre tragédias climáticas para refletir a situação do RS


O mundo não acabará, a menos que se analisem os sinais enviados pela mãe natureza. Recentemente, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das piores catástrofes climáticas já vistas no Brasil, com uma chuva sem precedentes que inundou 446 municípios do Estado, causando alagamentos, erosões, derrubadas de árvores, casas e prejuízos significativos. Isso levanta questões sobre organização e planejamento urbano, já que a falta de planejamento em áreas propensas a alagamentos contribuiu para essa situação. Tragédias como essa são mais comuns do que se pensa, e destacam a necessidade de lidar com os efeitos das mudanças climáticas e da ação humana.

Para refletir sobre a responsabilidade do homem em relação à natureza, listamos cinco filmes que abordam os impactos da falta de responsabilidade ambiental.

O dia depois de amanhã / Prime Video

O dia depois de amanhã (2004)

A Terra sofre alterações climáticas que modificam drasticamente a vida da humanidade. Com o norte se resfriando cada vez mais e passando por uma nova era glacial, milhões de sobreviventes rumam para o sul. Porém o paleoclimatologista Jack Hall (Dennis Quaid) segue o caminho inverso e parte para Nova York, já que acredita que seu filho Sam (Jake Gyllenhaal) ainda está vivo.

2012 - IMDB

2012 (2009)

Em 2008, o presidente americano (Danny Glover) convoca uma reunião de emergência com as principais potências para conversar sobre um grande perigo para a humanidade. Os anos passam e, com a proximidade de 2012, as autoridades decidem que não é mais possível conter o perigo eminente que pode significar o fim do mundo. Com isso, colocam em prática o plano iniciado anos atrás, sob o comando dos cientistas Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor) e Carl Anheuser (Oliver Platt). Enquanto isso, o escritor Jackson Curtis (John Cusack) leva sua vida de marido separado, pai de dois filhos, como motorista de limusine e tendo que aturar as reclamações da ex esposa (Amanda Peet). Ao levar os filhos para passear, ele descobre os primeiros sintomas da destruição do planeta.

A inundação do milênio / Netflix

A inundação do milênio (2022)

Inspirada em eventos reais que aconteceram em 1997, A Inundação do Milênio é uma série polonesa da Netflix que acompanha um desastre ecológico iminente. Depois de analisar centenas de pesquisas, uma ambientalista percebe que os níveis das águas em uma cidade estão subindo rapidamente e logo irão tomar conta das ruas e invadir as casas e prédios. Ela tenta avisar as autoridades, mas, a princípio, é ignorada. Depois que a situação já está se tornando caótica, o governo local toma uma decisão controversa: sacrificar as áreas rurais para proteger a cidade, criando barricadas. A escolha enfurece a parte afetada da população que luta para se proteger da inundação que está por vir. Paralelamente a catástrofe iminente, está acontecendo a campanha para eleger um novo secretário, quando um dos candidatos toma uma atitude que pode lhe garantir a eleição. O elegível Jakub Marczak entra em contato com Jásmina Tremer, uma das melhores profissionais do país e a única capaz de reduzir os danos da inundação que irá afetar milhares de pessoas.

Parasita / Netflix

Parasita (2019)

Em Parasita, toda a família de Ki-taek (Song Kang Ho) está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.

Presságio - Netflix

Presságio (2009)

1959. Um grupo de alunos faz alguns desenhos sobre como imaginam que será o futuro. Eles serão guardados em uma cápsula do tempo, que apenas será aberta daqui a 50 anos. Um deles, feito por uma garota, traz uma série de números aleatórios, que ela alega terem sido ditos por alguém que não vê. Meio século depois a cápsula é aberta e este desenho chega às mãos de Caleb Koestler (Chandler Canterbury). O pai dele, o professor de astrofísica John Koestler (Nicolas Cage), percebe que trata-se de uma mensagem codificada que prediz as datas e os números de mortos de cada uma das grandes tragédias ocorridas nos últimos 50 anos. John passa a investigar melhor o desenho e descobre que ele prevê mais três catástrofes ainda não ocorridas, a última delas de proporções globais.

20 livros que são verdadeiros calhamaços para se aventurar

Foto: Achados e lidos 

1. Em busca do tempo perdido - Marcel Proust: 4.521 páginas

Em busca do tempo perdido é uma das maiores criações da literatura mundial. Dividida em sete livros, a obra-prima de Marcel Proust foi publicada entre 1913 e 1927, e sua beleza e força vão se revelando cada vez mais impactantes com o correr dos anos.

3. Os Irmãos Karamazov – Fiodor Dostoievski : 911 páginas

Último romance de Dostoiévski, Os irmãos Karamázov representa uma síntese de toda sua produção e é tido por muitos como sua obra-prima. Um marco da literatura universal, influenciou pensadores como Nietzsche e Freud - que o considerava "o maior romance já escrito" - e sucessivas gerações de escritores em todo o mundo.

4. 2666 – Roberto Bolaño: 856 páginas

O livro é composto de cinco romances, interligados por dois dramas centrais: a busca por um autor recluso e uma série de assassinatos na fronteira México-Estados Unidos. A primeira história narra a saga de quatro críticos europeus em busca de Benno von Archimboldi, um escritor alemão recluso do qual não se conhecem fotos. Na segunda, há a agonia de um professor mexicano às voltas com seus problemas existenciais. O terceiro romance conta a história de um jornalista esportivo que acaba se envolvendo com crimes cometidos contra mulheres da cidade de Santa Teresa, no México (ficcionalização de Ciudad Juárez). Na quarta e mais extensa das partes do livro, os crimes de Santa Teresa são narrados com a frieza e o distanciamento próprios da linguagem jornalística das páginas policiais. E finalmente, na quinta história o leitor é conduzido de volta à Segunda Guerra, tornando-se testemunha do passado misterioso de Benno von Archimboldi. Apesar do tamanho monumental - a edição espanhola de 2666 tem mais de mil páginas -, a trama enigmática mantém o leitor em estado de suspensão até as últimas palavras, quando só então o autor oferece a solução que permite compreender o conjunto do livro.

5. As crônicas do gelo e do fogo - R.R Martin: 6.312 páginas

A guerra dos tronos é o primeiro livro da série best-seller internacional As Crônicas de Gelo e Fogo, que deu origem à adaptação de sucesso da HBO, Game of Thrones. O verão pode durar décadas. O inverno, toda uma vida. E a guerra dos tronos começou. Como Guardião do Norte, lorde Eddard Stark não fica feliz quando o rei Robert o proclama a nova Mão do Rei. Sua honra o obriga a aceitar o cargo e deixar seu posto em Winterfell para rumar para a corte, onde os homens fazem o que lhes convém, não o que devem... e onde um inimigo morto é algo a ser admirado. Longe de casa e com a família dividida, Eddard se vê cada vez mais enredado nas intrigas mortais de Porto Real, sem saber que perigos ainda maiores espreitam a distância. Nas florestas ao norte de Winterfell, forças sobrenaturais se espalham por trás da Muralha que protege a região. E, nas Cidades Livres, o jovem Rei Dragão exilado na Rebelião de Robert planeja sua vingança e deseja recuperar sua herança de família: o Trono de Ferro de Westeros.

6. Guerra e Paz – Liev Tolstói: 2.262 páginas

A narração deste clássico da literatura russa se passa durante a campanha de Napoleão na Áustria, a invasão da Rússia e a retirada das tropas francesas, abarcando de 1805 a 1813. Tostoi combina romance, epopeia militar e filosofia nesta obra.Guerra e Paz mostra como a invasão de Napoleão Bonaparte à Russia em 1812 foi vista pela corte russa.

7. Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa: 560 páginas

Publicado originalmente em 1956, Grande sertão: veredas , de João Guimarães Rosa, revolucionou o cânone brasileiro e segue despertando o interesse de renovadas gerações de leitores. Ao atribuir ao sertão mineiro sua dimensão universal, a obra é um mergulho profundo na alma humana, capaz de retratar o amor, o sofrimento, a força, a violência e a alegria. Esta nova edição conta com novo estabelecimento de texto, cronologia ilustrada, indicações de leituras e célebres textos publicados sobre o romance, incluindo um breve recorte da correspondência entre Clarice Lispector e Fernando Sabino e escritos de Roberto Schwarz, Walnice Nogueira Galvão, Benedito Nunes, Davi Arrigucci Jr. e Silviano Santiago. Dispostos cronologicamente, os ensaios procuram dar a ver, ao menos em parte, como se constituiu essa trama de leituras.

8. Os Buddenbrooks – Thomas Mann: 712 páginas

Primeiro romance de Thomas Mann, publicado em 1901, este livro monumental acompanha a saga dos Buddenbrook, uma família de comerciantes abastada do norte da Alemanha. Quatro gerações são retratadas na crônica familiar inspirada na linhagem do próprio escritor e situada numa cidade com todas as características de Lübeck, a terra natal dos Mann. Com personagens vívidos, diálogos brilhantes e elevada riqueza de detalhes, o autor lança um olhar preciso sobre a vida da burguesia alemã - entre nascimentos e funerais; casamentos e separações; desentendimentos e rivalidades; sucessos e fracassos. Esses acontecimentos sucedem-se ao longo dos anos, mas à medida que os Buddenbrook sucumbem à sedução da modernidade, o declínio moral e financeiro parece estabelecido. O leitor contemporâneo encontra intactos o frescor e o fascínio deste que é considerado um dos principais romances do século XX.

9. A Comédia Humana – Honoré de Balzac: 924 páginas

Em A prima Bete, a ressentida, pobre e solteirona Lisbeth Fischer, a personagem-título, vinga-se de maneira terrível de todas as humilhações que sofreu de seus parentes ricos. A única personagem brasileira do conjunto d’A Comédia está neste romance; trata-se do Barão Henrique Montes de Montejanos, de cara fechada, que se veste de acordo com a moda parisiense e usa um grande diamante na gravata. Montejanos, apaixonado pela Senhora Marneffe, é ludibriado por ela com falsas promessas e reiteradas traições, até o momento em que reclama sua vingança.

O primo Pons, personagem que dá título ao livro, é um velho e ingênuo músico que, por sua conhecida gula, é constantemente humilhado pelos parentes ricos, que ele visita todos os dias em busca de comida. Pons também é colecionador de objetos de arte (como dizia-se que o próprio Balzac também era). Estes objetos vão sendo amontoados em seu quarto, e apenas quando ele cai doente, e os demais descobrem que as obras valem algum dinheiro, mobilizam-se como aves de rapina em torno do parente pobre.

No meio da pobreza e da baixeza moral das personagens desses dois romances, Balzac encontra meios de registrar duas grandes novidades de seu tempo: a daguerreotipia e as ferrovias. Assim, além de registrar oas tipos humanos, torna-se o grande cronista de um momento de transição na França do século XIX, capital do mundo.10. O Tempo e o Vento – Érico Veríssimo: 1.528 páginas

11. Finnegans Wake, de James Joyce: 627 páginas

Finnegans Wake agora se apresenta em volume único, com o premiado aparato crítico de Donaldo Schüler e apresentação de Henrique P. Xavier. Esse volume inaugura a coleção rolarriuana. ooOoo Por flores e por floras, por faunos e por faunas, por vidas e por vias, flui Finnegans Wake, o romance e o rio, o romance-rio. E fluem recordações, estilhaçadas, entrelaçadas. Como os átomos epicúreos, os fragmentos joycianos caem em efêmeras e progressivas combinações… O romance alude, incorpora, modifica e parodia número imenso de obras, núcleos seminais de nova floração. Não há página sem evocações literárias – as bíblicas superam todas – como se Joyce quisesse abarcar tudo o que se escreveu, fazendo de todos os textos um livro só… Quem vem do Ulisses ao Finnegans Wake passa da narrativa em vigília à narrativa ao despertar, relato de um sonho que envolve o universo. O romance não registra a experiência onírica de uma das personagens. Finnegans Wake desdobra o mapa de uma mente ampla como o universo. O sonhador não sonha para alguém sobre algo num código conhecido. Acontecido fora da interlocução, o sonho quebra as cadeias da subordinação. Joyce proclama na formação de palavras, de frases, de cenas processos que se avizinham do método interpretativo de Freud… O sonho navega por águas que a vigilância comprometida com o socialmente aceito deliberadamente ignora. Desejos culposos emergem envolvidos em papel vistoso, fitas e cartão de felicitações. A beleza sonora, rítmica e verbal de Finnegans Wake esconde violência, sentimentos proibidos, indecências. Parte da obscuridade dirigida a leitores atilados tem esta origem. Para se fazer entendido, o texto oferece muitas versões do mesmo código cifrado. Os nomes e os caracteres emergem lentamente, às apalpadelas, aos pedaços… Tradução: Donaldo Schüler Edição, Prefácio, Projeto Gráfico e Capa: Henrique P. Xavier Imagem da Capa: Retrato de J. Joyce, de Constantin Brancusi Coleção rolarriuana Prêmios:Prêmio APCA de Tradução 2003 / “Fato Literário” da Feira do Livro de Porto Alegre 2003 / Prêmio Jabuti de Tradução 2004

12. A Dança dos Dragões, de  George R.R. Martins:1056 páginas 

É outono em Westeros, e a Guerra dos Cinco Reis parece finalmente entrar na reta final. Stannis Baratheon se instala no Norte e jura conquistar o apoio dos senhores da região para continuar sua luta pelo trono, embora seja atrapalhado pela invasão de homens de ferro em grande parte da costa. Na Muralha, Jon Snow é eleito o 998º Senhor Comandante da Patrulha da Noite, mas inimigos o cercam de todos os lados, tanto na Patrulha quanto para além da Muralha. Enquanto isso, Tyrion Lannister atravessa o Mar Estreito rumo a Pentos, sem objetivos definidos, sem aliados e cada vez mais sem opções. Na Baía dos Escravos, Daenerys Targaryen conquista a cidade de Meereen e decide ficar e governá-la, praticando as habilidades de liderança que serão tão necessárias quando partir para Westeros. No entanto, sua presença já foi notada por muitos senhores nos Sete Reinos, e das Ilhas de Ferro e de Dorne, de Vilavelha e das Cidades Livres, emissários estão a caminho, querendo se unir à sua causa e, se possível, usá-la para os próprios fins. Em todos os cantos conflitos ganham vida e traições vêm daqueles mais próximos. Guerreiros, selvagens, nobres e escravos – todos têm pela frente um longo inverno, enquanto destino, ambição e política ditam o ritmo da dança mais perigosa de todas.

13. Os Cantos, de Ezra Pound: 712 páginas

"Pound escreveu e descreveu seus 'Cantos' vitalícios e foi tão maltratado quanto bispo do Rosário, só que não o encarceraram. Bispo se dizia Jesus, Pound se dizia pagão ou ateu, ou anarquista. Mas será que os dois eram o que eram? Acreditavam mesmo no que diziam? Acho tudo encenável." – Gerald Thomas

14. O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar: 592 páginas

“A verdade, a triste ou bela verdade, é que cada vez gosto menos de romances, da arte romanesca tal como é praticada nestes tempos. O que estou escrevendo agora será (se algum dia eu terminar) algo assim como um antirromance, uma tentativa de romper os moldes em que esse gênero está petrificado”, escreveu Julio Cortázar numa carta de 1959, quando iniciava a escrita do que viria a ser O jogo da amarelinha . Publicado em 1963, o relato de amor entre um intelectual argentino no exílio, Horacio Oliveira, e uma misteriosa uruguaia, a Maga, ao acaso das ruas e das pontes de Paris, é um marco da literatura do século vinte. A nova edição brasileira traz uma seleção de cartas do autor sobre a escrita e a recepção de O jogo da amarelinha , tradução de Eric Nepomuceno, projeto gráfico de Richard McGuire e textos de Haroldo de Campos, Mario Vargas Llosa, Julio Ortega e Davi Arrigucci Jr.

15. Ada ou Ardor, de Vladimir Nabokov: 608 páginas

Ada ou ardor reconta a duradoura relação de amor entre dois primos, Ada e Van, desde o primeiro encontro na Mansão de Ardis, em uma “América de sonho”, e ao longo de oitenta anos de arrebatamento, viagens através de continentes, separações e recomeços. Ao narrar essa história trágica e idílica, Nabokov reinventa a própria vida. Não estamos mais na Terra, mas na Antiterra, uma espécie de espelho distorcido de nossa realidade. No mundo nabokoviano, entre outras coisas, fala-se russo nos Estados Unidos, e os telefones são movidos a água, depois de o uso da eletricidade ter sido proibido. Nessa realidade recriada, Nabokov mescla uma série de referências e estilos para narrar uma história de amor interdita, emocional, que foge a todos os padrões convencionais.

16. It: A Coisa, Stephen King (1104 páginas)

Durante as férias de 1958, em uma pacata cidadezinha chamada Derry, um grupo de sete amigos começa a ver coisas estranhas. Um conta que viu um palhaço, outro que viu uma múmia. Finalmente, acabam descobrindo que estavam todos vendo a mesma coisa: um ser sobrenatural e maligno que pode assumir várias formas. É assim que Bill, Beverly, Eddie, Ben, Richie, Mike e Stan enfrentam a Coisa pela primeira vez. Quase trinta anos depois, o grupo volta a se encontrar. Mike, o único que permaneceu em Derry, dá o sinal ― uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. É preciso unir forças novamente. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Só eles podem vencer a Coisa.

17. Sob a redoma, Stephen King (960 páginas)

Em Sob a redoma, em um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é essa barreira, de onde ela veio e quando – ou se – ela irá desaparecer. Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem e aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma, e a questão só se agrava quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James “Big Jim” Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade. Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque isolado na cidade, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra pode significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas. No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda um segredo a sete chaves. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva.

18. O Regresso, Rosamunde Pilcher (1092 páginas)

O Regresso tem como personagem principal Judith Dunbar, uma jovem que sempre viveu longe de sua família. Ficou na Inglaterra, pois vai estudar num internato para moças. Lá, conhecerá alguém que se tornará sua grande amiga e confidente, Loveday Carey-Lewis. Através desta amizade conhece Nancherrow, a propriedade dos Carey-Lewis na Cornualha, apaixonando-se por todos os membros desta acolhedora família, que a deixam completamente à vontade, e pelo tratamento que recebe como parte do clã. A partir da convivência com os Carey-Lewis ela amadurece, tornando-se uma pessoa mais segura emocionalmente e muito afetuosa. Porém, às vésperas de embarcar para o tão esperado reencontro com sua verdadeira família, eclode a Segunda Guerra Mundial, e pessoas queridas se alistam, partindo para o desconhecido. Sua vida transforma-se totalmente e ela decide se engajar no esforço coletivo da guerra, trabalhando na Marinha.

19. O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas (1396 páginas)

Traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos, vinganças e muito suspense. A trama de O conde de Monte Cristo traz uma emoção diferente a cada página e talvez isso explique a razão de a obra do escritor francês Alexandre Dumas ter se transformado em um clássico da literatura mundial, mexendo com a imaginação dos leitores há mais de 150 anos. No romance, o marinheiro Edmond Dantés é preso injustamente, vítima de um complô. Anos depois, consegue escapar da prisão, enriquece e planeja uma vingança mirabolante. A galeria de personagens criada por Dumas faz um retrato fiel da França do século XIX, um mundo em transformação, em que passou a ser possível a mudança de posições sociais. As aventuras de Dantés ainda ganharam diversas versões cinematográficas que colaboraram para o sucesso da trama.

20. O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien (1212 páginas)

Apesar de ter sido publicado em três volumes – a sociedade do anel, as duas torres e o retorno do rei – desde os anos 1950, o senhor dos anéis não é exatamente uma trilogia, mas um único grande romance que só pode ser compreendido em seu conjunto, segundo a concepção de seu autor, j.r.r. Tolkien. Com design cuidadosamente pensado para refletir a unidade da obra e os desenhos originais feitos por tolkien para as capas de cada volume, este box reúne os três livros da saga do anel e oferece aos leitores uma nova oportunidade de mergulhar no notável mundo da terra-média.

Resenha: Vidas secas, de Graciliano Ramos

Arte digital

APRESENTAÇÃO

Certa vez Graciliano Ramos disse que uma de suas missões pessoais era registrar, através da ficção, a intensidade trágica do cotidiano de retirantes do início do século XX que buscavam esperança longe da seca nordestina. Tarefa magistralmente executada com o livro Vidas secas.

Construída pela escrita precisa e penetrante do autor, a narrativa é permeada pelo desamparo e pela desesperança. Um enredo impactante, uma história de coragem, de encontros, de saberes e de dissabores de seres humanos e animais que persistem à procura de seu lugar no mundo.

Peça fundamental da literatura nacional, Vidas secas é um retrato em várias dimensões do Brasil a partir do relato da história de uma família sertaneja. O casal Fabiano e Sinha Vitória, seus dois filhos, "o menino mais novo" e "o menino mais velho", e a cachorra Baleia tentam fugir de uma situação de extrema pobreza e carência. Cada personagem é a encarnação de tantas e tantas pessoas que sofrem com as desigualdades e dramas de nosso país.

Para fazer jus a sua relevância, o volume conta composfácio de Alfredo Bosi, um dos maiores críticos literários brasileiros.

RESENHA

Nova edição do livro pela Global Editora

O livro vidas secas, do autor Graciliano Ramos, narra a história de uma família de retirantes que caminha exausta e faminta em busca de sombra e água no sertão. O pai, Fabiano, a mãe, Sinha Vitória e os dois filhos, que são apresentados unicamente como 'filho mais velho' e 'filho mais novo', e a cachorra, comicamente chamada baleia, devido à desnutrição . A obra se inicia com o pai, Fabiano, irritando-se com a lentidão dos passos do filho mais novo, chegando a cogitar abandoná-lo durante o percurso em busca de sombra, água e alimento. A família, ao chegar a uma fazenda abandonada, encontram um preá morto e acendem uma fogueira para cozinhar a carne. Fabiano, otimista, imagina um futuro próspero para sua família naquele local. A esposa, Sinha Vitória, e os filhos encontram alívio temporário da sede e fome. A cachorra Baleia aguarda pacientemente sua vez de comer os ossos do animal. A narrativa termina com a esperança de uma nova vida para a família naquela terra.

Graciliano Ramos retrata, em "Vidas Secas", uma trama repleta de personagens em negação, enfrentando obstáculos físicos e sociais, sem apelar para discursos políticos panfletários. No ambiente de imposição arbitrária e relações de trabalho baseadas na obediência e dominação, o romance flerta com o sistema patriarcal e a reprodução do latifúndio, onde os camponeses são alheios aos seus direitos. Sem participação política, vivem em condições semelhantes à escravidão ou a práticas feudais.

O livro permite um estudo do contexto político e social do Brasil nos anos 1930, destacando-se pela estética literária. A montagem da obra permite a apreciação das histórias individualmente. "Mudança" apresenta a família fugindo da seca, ambientando-nos no sertão. "Fabiano" analisa o pai que luta para sustentar a família, enquanto "Cadeia" aborda o poder estatal e opressor, ressaltando as dificuldades enfrentadas pelo grupo de pessoas marginalizadas.

O quarto capítulo do romance "Vidas Secas", intitulado "Sinhá Vitória", é tão impactante quanto o segundo, pois destaca a importância da matriarca da família na narrativa. Ela é retratada como uma figura sábia que não aceita a pobreza e a miséria como algo natural, mas sim como um obstáculo a ser superado. Nos capítulos seguintes, conhecemos mais sobre os filhos da família: o mais novo deseja seguir os passos do pai e se tornar um homem do sertão, enquanto o mais velho se interessa pela linguagem e seus significados.

Em "Inverno", a natureza castiga os personagens com chuvas intensas que ameaçam inundar a casa da família. Apesar de ser um momento de aparente calmaria, todos sabem que uma seca devastadora está por vir. Na festa de Natal da cidade, em "Festa", a família se sente inferiorizada diante das pessoas mais abastadas e aparentemente felizes. Esse encontro desperta sentimentos de humilhação e melancolia, que culminam em um dos momentos mais intensos do livro: a morte da cadela Baleia, um dos personagens mais marcantes da literatura brasileira.

No décimo capítulo de "Vidas Secas", intitulado "Contas", Sinhá Vitória mostra sua astúcia ao perceber que o dono da fazenda está enganando Fabiano nos cálculos, aproveitando-se de sua falta de instrução. Diante disso, Fabiano se sente inferiorizado diante do poder opressor e conclui que é um renegado. No capítulo seguinte, "O Soldado Amarelo", Graciliano Ramos aborda o autoritarismo militar, mas mostra o soldado em desvantagem no espaço de Fabiano, na caatinga.

No penúltimo capítulo, "O Mundo Cheio de Penas", a família sente a seca se aproximando cada vez mais, refletindo sobre sua condição e se preparando para a "Fuga", desfecho cíclico da narrativa que revela a luta pela sobrevivência da família ao retornar ao sertão.

"Vidas Secas" é um livro essencial para os brasileiros, com seu estilo conciso e incisivo. Graciliano Ramos constrói os capítulos como contos que se unem para formar a estrutura do romance, destacando-se na construção dos personagens como Fabiano, Sinhá Vitória, os meninos, Baleia, o papagaio, o fazendeiro e o soldado amarelo. Esses personagens juntos representam as ideias do Manifesto Regionalista de Gilberto Freyre e alcançam um apuro político e estético que o coloca como uma das obras-primas da literatura brasileira do século XX.

Vidas Secas de Graciliano Ramos é uma obra que expõe de forma crua e realista a exploração e miséria enfrentadas pelos trabalhadores rurais no sertão brasileiro. O autor mostra de forma contundente como Fabiano é enganado e oprimido pelo seu patrão, sendo obrigado a aceitar condições desumanas e injustas.

A situação de Fabiano como homem bruto o torna vulnerável à exploração e ao abuso de poder por parte daqueles que detêm o controle sobre ele. A obra denuncia a falta de assistência e compaixão por parte das autoridades e da sociedade em geral, que ignoram a miséria e o sofrimento daqueles que mais precisam de ajuda.

A morte de Baleia, que simboliza a única fonte de conforto e lealdade para a família, é um momento tocante que revela a profunda humanidade e compaixão que falta nos personagens humanos da história. A linguagem regional e a escrita próxima da fala tornam a narrativa ainda mais envolvente e realista, fazendo com que o leitor se sinta parte da dura realidade retratada.

Em suma, Vidas Secas é uma obra poderosa e impactante que questiona as injustiças sociais e a opressão enfrentada pelos mais vulneráveis na sociedade brasileira. Uma leitura obrigatória para quem deseja entender as profundas desigualdades e desafios enfrentados pelos trabalhadores rurais no Brasil.

ENEM: Quais são os livros que mais caem no exame?


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das maiores provas de avaliação educacional do Brasil e conta com uma vasta gama de conteúdos que podem cair na prova, incluindo obras literárias. Neste artigo, vamos explorar quais são os livros que mais caem no Enem, ajudando os estudantes a se prepararem da melhor forma possível para o exame.

"O Cortiço" - Aluísio Azevedo

Pobreza, corrupção, injustiça, traição são elementos integram O cortiço, principal obra do Naturalismo brasileiro. Nela, Aluísio Azevedo denuncia as mazelas sociais enfrentadas pelos moradores de um cortiço no Rio de Janeiro no século XIX. É um romance que convida a analisar por meio da observação crítica do cotidiano das personagens a animalização do ser humano, questão que se mostra, mais do que nunca, atual.

"Memórias Póstumas de Brás Cubas" - Machado de Assis

Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Com essas palavras, o narrador de Memórias Póstumas de Brás Cubas resume a sua vida. O tom assumido na obra, bem como as técnicas empregadas na composição romanesca, são alguns dos fatores que justificam o lugar de Machado de Assis entre os maiores escritores do século XIX. Neste romance repleto de digressões filosóficas, o escritor se vale da posição privilegiada de Brás Cubas, que, como defunto autor, narra as suas desventuras e revela as contradições da sociedade brasileira do século XIX, por meio de uma análise aprofundada de seus personagens.

"Dom Casmurro" - Machado de Assis


Em Dom Casmurro, o narrador Bento Santiago retoma a infância que passou na Rua de Matacavalos e conta a história do amor e das desventuras que viveu com Capitu, uma das personagens mais enigmáticas e intrigantes da literatura brasileira. Nas páginas deste romance, encontra-se a versão de um homem perturbado pelo ciúme, que revela aos poucos sua psicologia complexa e enreda o leitor em sua narrativa ambígua acerca do acontecimento ou não do adultério da mulher com olhos de ressaca, uma das maiores polêmicas da literatura brasileira.

"Vidas Secas" - Graciliano Ramos


Lançado originalmente em 1938,  Vidas secas  retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. O pai, Fabiano, caminha pela paisagem árida da caatinga do Nordeste brasileiro com a sua mulher, Sinha Vitória, e os dois filhos, que não têm nome, sendo chamados apenas de “filho mais velho” e “filho mais novo”. São também acompanhados pela cachorrinha da família, Baleia, cujo nome é irônico, pois a falta de comida a fez muito magra.

Vidas secas  pertence à segunda fase modernista da literatura brasileira, conhecida como “regionalista” ou “romance de 30”. Denuncia fortemente as mazelas do povo brasileiro, principalmente a situação de miséria do sertão nordestino. É o romance em que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa: o que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro."Iracema" - José de Alencar

"Mayombe" - Pepetela

Escrito no período em que Pepetela participou da guerra pela libertação de seu país, Mayombe é uma narrativa que mergulha fundo na organização dos combatentes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), trazendo à tona seus questionamentos, contradições, medos e convicções. Os bravos guerrilheiros que lutam no interior da densa floresta tropical confrontam-se não somente com as tropas portuguesas, mas também com as diferenças culturais e sociais que buscam superar em direção a uma Angola unificada e livre.

"A Hora da Estrela" - Clarice Lispector


A nordestina Macabéa, a protagonista de A hora da estrela, é uma mulher miserável, que mal tem consciência de existir. Depois de perder seu único elo com o mundo, uma velha tia, ela viaja para o Rio, onde aluga um quarto, se emprega como datilógrafa e gasta suas horas ouvindo a Rádio Relógio. Apaixona-se, então, por Olímpico de Jesus, um metalúrgico nordestino, que logo a trai com uma colega de trabalho. Desesperada, Macabéa consulta uma cartomante, que lhe prevê um futuro luminoso, bem diferente do que a espera.

"Quincas Borba" - Machado de Assis


O romance a ascensão social de Rubião que, após receber toda a herança do filósofo louco Quincas Borba - criador da filosofia "Humanitas" e muda-se para a Corte no final do século XlX. Na viagem de trem rumo à capital, Rubião conhece o casal Sofia e Cristiano Palha, qua percebe estar diante de um ingênuo - e agora rico - provinciano: impressão que também é compartilhada por todos os que estão ao seu redor. As desventuras de Rubião e sua relação com os amigos parasitários dão a tônica da obra, que critica o convívio social e os valores morais e éticos vigentes na época.

"Sagarana" - João Guimarães Rosa

"Sagarana" traz cenários e personagens típicos do interior do país, mais especificamente do sertão de Minas Gerais. A linguagem inventiva do livro é outro aspecto que distinguiria para sempre o autor no campo da literatura brasileira. Ao mesmo tempo em que incorpora fragmentos essenciais da oralidade sertaneja, pescando regionalismos e recuperando antigas expressões de linguagem do sertão, Rosa inova com a criação de neologismos cuidadosamente lapidados. Dentre os nove contos que fazem parte do livro, destacam-se os célebres “A hora e vez de Augusto Matraga”, “Conversa de bois” e “O burrinho pedrês”

"Capitães da Areia" - Jorge Amado


Desde o seu lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes. Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e suas ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente da sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade.


15 livros livros de receitas para cozinheiros iniciantes


1. Cozinha Prática


Neste novo livro, Rita Lobo apresenta 60 receitas e todas as dicas, técnicas culinárias e truques de economia doméstica da temporada de básicos do programa Cozinha Prática, do GNT. Um curso de culinária em 13 capítulos muito bem explicados e ilustrados. Conhece alguém que ainda foge do fogão? Essa pessoa é você? Este livro pode mudar a sua vida.

2. Só para um: alimentação saudável para quem mora sozinho


Mora sozinho e quer comer melhor? Rita Lobo ensina você a vencer os obstáculos da cozinha para um ― sem precisar cozinhar do zero a cada refeição. Além de receitas saborosas e muitas técnicas culinárias, este livro traz soluções incríveis para a sua rotina: tem receita em uma panela só, tem uma aula completa de pê-efe, tem dicas desde a lista de compras até a hora de lavar a louça. Sem nem perceber, você vai ficar craque em planejamento. Vai aprender a armazenar, congelar e aproveitar melhor (e reaproveitar!) os alimentos. Vai saber montar uma despensa básica e escolher os utensílios. E ainda vai se divertir na cozinha. Só para um é uma ferramenta fundamental para você manter uma alimentação sempre saudável.

3. Alimentação natural para o dia a dia: 100 receitas vegetarianas com ingredientes simples

Vegetais, frutas, legumes, temperos, raízes e grãos se combinam em sopas e saladas, pratos principais, acompanhamentos e petiscos para as mais diversas horas. E o melhor: de forma acessível, sem pesar no bolso. Com receitas práticas que funcionam, Sarah Britton ensina refeições práticas que todo mundo pode preparar, em qualquer dia da semana. Sopa de ervilha com gengibre e limão; salada cítrica de beterraba crua e quinoa; risoto de forno de abóbora e sálvia; babaganuche de berinjela defumada; biscoitos picantes de cenoura e cominho; sorvete magnífico de banana e amêndoas; e muito mais ― incluindo opções veganas e sem glúten. Especialista em nutrição holística, Sarah Britton nos mostra que comida de qualidade não precisa ser cara nem complicada e pode estar presente em nossa mesa todos os dias.

4. Todas as sextas


Todas as sextas, livro vencedor do Prêmio Jabuti, combina um relato autobiográfico arrebatador e uma seleção com mais de 90 receitas que fizeram o sucesso dos menus executivos da chef Paola Carosella às sextas-feiras em seu restaurante Arturito, em São Paulo. A prosa poética de Paola revela uma mulher batalhadora, determinada e vitoriosa, que transcendeu os percalços da vida com a ajuda da cozinha. Suas receitas, com histórias e comentários instigantes, transbordam generosidade, gratidão, amor e excelência técnica. E as belíssimas imagens do premiado fotógrafo britânico Jason Lowe completam o livro de forma natural, como Paola tanto gosta.

5. Pequenos Gourmets, + de 120 receitas para se apaixonar por comida, Bruna Leite

Posso dar essa comida agora ou espero mais alguns meses? Pedaços grandes ou pequenos? Quando o assunto é alimentação infantil, são tantas questões práticas, dúvidas, opiniões e influências que ficamos confusos. Com mais de 120 receitas para bebês e crianças se apaixonarem por comida, Pequenos Gourmets chega para inspirar com receitas práticas, reais e deliciosas, e também para alimentar a autoconfiança de mães, pais, avós, cuidadores e todos que têm a desafiadora tarefa de alimentar uma criança. Este livro vai muito além de uma obra que traz boas opções nutricionais para nossos bebês, ele é sobre o paladar. É sobre ensinar que a mesa é o lugar mais feliz da casa!

6. Rita, Help! Me ensina a cozinhar


Há mais de 20 anos, Rita Lobo ensina todo mundo a cozinhar. Na quarentena, ela nem saiu de perto do fogão, para poder ajudar mesmo quem nunca tinha cozinhado na vida. Rita fez mais de 50 lives, gravou um programa de TV e uma série do YouTube em casa (até de pijama ela apareceu!), produziu muitas fotos, testou dezenas de receitas, respondeu a centenas de dúvidas nas redes sociais, enviou uma newsletter diária — e ainda escreveu este livro, um guia com tudo o que você precisa para se virar na cozinha. Tem dicas de higienização e lista de compras, além de receitas como arroz soltinho, feijão caseiro, o segredo da omelete, temperos para diferentes hortaliças, a fórmula da sopa de legumes, bolo de cenoura com cobertura de chocolate e dois tipos de brigadeiro.

7. O que tem na geladeira?

Como é que eu transformo a compra da feira em refeições variadas e saborosas todo santo dia? Este livro tem a resposta. Rita Lobo ensina sua fórmula de criar receitas e apresenta mais de 200 opções para variar o cardápio. Em O que tem na geladeira?, que é baseado na série de mesmo nome do canal Panelinha no YouTube, você vai descobrir que preparar comida saudável de verdade é mais simples do que parece. O livro é dividido em 30 capítulos, cada um dedicado a um alimento da abóbora ao tomate, passando pela cebola, escarola, milho, repolho, entre outros. E você vai aprender os melhores cortes, técnicas de cozimento e combinações de sabor para esses alimentos. Além das preparações com hortaliças, raízes e legumes, o livro apresenta também opções de receitas com carnes para compor o cardápio. Tem filé de pescada frita, tagine de peixe, coxa de frango assada, peito de frango grelhado, bisteca grelhada, lombo de porco, costelinha, kafta de carne, bife de contrafilé e muito mais. Nas mais de 200 receitas, bem variadas, você encontra opções de entradas, pratos principais, muitos acompanhamentos e até alguns bolos, como o de cenoura, de mandioca, de pamonha, e sobremesas, como o doce de abóbora, o curau e um incrível sorvete de cenoura indiano, o kulfi. Para Rita Lobo, cozinhar é como ler e escrever: todo mundo deveria saber. Mas ninguém nasce sabendo! Este livro vai dar uma mãozinha nesse processo de aprendizagem.

8. Uma – receitas simples em uma panela só


Este livro reúne 120 receitas de pratos deliciosos e fáceis, preparados em uma assadeira, panela ou travessa só. E ainda melhor: cada receita tem apenas oito ingredientes ou menos, o que significa preparação (e limpeza) mínima com máximo de conveniência. Escolha entre deliciosos almoços para quem trabalha em casa; jantares rápidos que toda a família irá amar; opções sem carne e refeições que os mais novatos na cozinha podem preparar, em capítulos como:

9. A Arte Culinária de Julia Child: Técnicas e Receitas Essenciais de uma Vida Dedicada à Cozinha

Julia Child, a introdutora da culinária francesa nos Estados Unidos, oferece respostas completas para diversas questões, que são de grande ajuda na cozinha doméstica. Ao longo dos anos, ela desenvolveu novas técnicas para antigos problemas usando utensílios tradicionais de cozinha e produtos disponíveis no mercado. Neste livro, um resumo essencial e indispensável da arte culinária de Julia Child, todas as soluções estão ao alcance da sua mão, com receitas detalhadas e truques para se aprimorar no fascinante mundo da alta gastronomia.

10. Básico: Enciclopédia de receitas do Brasil

"Básico", o novo livro de Ana Trajano, apresenta a cozinha brasileira viva em várias versões. São 512 receitas, resultantes dos dezenove anos de andanças pelo nosso país e de muitas pesquisas da autora sobre a nossa culinária de raiz. Ele começa com um Tira-gosto, capítulo de petiscos que dá boas-vindas ao leitor da mesma maneira que recebemos nossos amigos em casa. Depois vêm os pratos principais, Mistura, seguidos pelos acompanhamentos que ajudam dar Sustância ao prato. Em seguida, as Sobremesas que revela a Fartura da doçaria brasileira e por fim, os Pães e Quitandas que acompanham nosso tradicional cafezinho. O livro revela toda a diversidade gastronômica brasileira com belíssimas fotos de encher os olhos. A obra convida a todos a manter e a resgatar a autoestima de nossa cozinha e incentivar a presença dessa cozinha cada vez mais nos cursos, pesquisas e bibliografias, torcendo para que ingredientes como azeite de dendê, manteiga de garrafa e boas farinhas de mandioca, entre outros, abandonem o rótulo de “regionais” para tornar- se, como o arroz e o feijão, parte de nosso dia a dia.

11. A química dos bolos: Receitas e segredos para dias mais doces


É difícil (para não dizer impossível!) encontrar uma pessoa que não se derreta com um bolo recém-saído do forno ― pense num de fubá, ainda quentinho, recebendo uma chuva de açúcar com canela que se dissolve preguiçosamente. Ou num daqueles bem fofinhos, de banana, nadando em um rio de brigadeiro ou de caramelo. Hummm… Não existe dieta nem mau humor que resista a uma fatia. Apesar disso tudo, fazer um bolo não é tão simples. Além de escolher bons ingredientes, também é útil conhecer alguns segredinhos e entender a química e a ciência por trás dos processos de uma receita. Com anos de prática, paixão pelo que faz e conhecimento científico de sobra, Joyce Galvão ensina as receitas que marcaram sua vida e os truques infalíveis que tem escondidos na manga. E mais: retoma histórias e sabores tipicamente brasileiros para fazer uma confeitaria que tem o gostinho de casa.

12. Pitadas da Rita: Receitas e dicas práticas para deixar o dia a dia mais saboroso

Uma pitada de sal, outra de pimenta? Neste livro, uma Pitada é, acima de tudo, uma vontade de acrescentar algo especial ao momento. Pode ser na disposição da mesa, na composição do prato, uma técnica culinária que facilite o preparo da refeição. Mas não pense que Pitada é pitado, não! O conteúdo foi testado, aprovado e fotografado ao longo de quase dois anos no blog Pitadas, do site Panelinha. E também nas Pitadas da Rita Lobo na Rádio Eldorado.

13. Nutrir: Receitas simples para corpo e alma

Gisele Bündchen acredita que a saúde é nossa maior riqueza e que o bem-estar começa pela comida. Em casa, ela escolhe seguir uma alimentação baseada em proteínas magras e saudáveis e legumes e verduras ricos em nutrientes, mas também acredita em uma alimentação flexível (com direito a noite de pizza com as crianças!). Nessa rotina também entram receitas sem glúten, com ingredientes como farinha de amêndoas, óleo de abacate e tâmaras. Em Nutrir: Receitas simples para corpo e alma você encontra formas para criar uma rotina cheia de intenções positivas, alimentos nutritivos e gratidão como base para um estilo de vida saudável. São 100 receitas que incluem sugestões para combinações leves e fartas, bem como dicas para tornar as refeições mais atraentes para as crianças:

14. Pão nosso: Receitas caseiras com fermento natural

Imagine assar em casa um pão melhor que o da padaria. É isso que você vai aprender em Pão nosso. Além de ensinar os segredos do levain, o fermento natural, Luiz Américo Camargo ainda propõe receitas caseiras que passaram pelo seu rigor de crítico de gastronomia. São dezenas de pães: integral, de nozes, de azeitona, de mandioca, baguete, até panetone tem. E você também vai encontrar refeições inteiras em torno das fornadas. Da irresistível salada panzanella, passando pela surpreendente rabanada salgada até um ragu de linguiça que é de limpar o prato ― com pão, naturalmente.

15. Misturando sabores: receitas e harmonização de ervas e especiarias


Misturando sabores, receitas e harmonização de ervas e especiarias apresenta informações sobre origem e variações de 59 tipos de ervas e especiarias mais utilizadas no Brasil, Incluindo nome em português e em cinco outros idiomas, e dicas de como melhor utilizá-las e conservá-las. Ricamente ilustrada com fotos especialmente produzidas, a publicação mostra ainda 25 misturas mais comuns da culinária mundial. Um dos destaques deste livro são as receitas selecionadas, em que ervas, especiarias e as misturas enriquecem o sabor de entradas, pratos principais, acompanhamentos e sobremesas.

As cinco melhores séries SITCOMS já criadas


Um sitcom é uma série de televisão que possui um gênero muito específico: o de pessoas comuns em situações e problemas que beiram a realidade. Não é muito difícil pensar em uma série que fala sobre a vida cotidiana com tanto afinco e desejo. Pensando nisso, separamos cinco grandes séries que abordam os problemas das vida adulta como nenhuma outra. Confira abaixo:

The Good Place (2016)

Eleanor Shellstrop (Kristen Bell) está morta. Acontece que, após sua partida, ela foi enviada ao "Good Place - ou "Lugar Bom" -, um lugar de eterna felicidade destinado às pessoas que fizeram o bem durante suas vidas. Lá, todos são bons e encontram as suas almas gêmeas, com quem passarão o resto da eternidade. Mas tudo isso não passa de um acidente: Eleanor não merece estar lá. E agora, será que ela vai conseguir esconder a verdade de Michael (Ted Danson), que coordena a vizinhança, ou será eventualmente enviada ao "Bad Place"?

The Office (2005)

No mesmo formato de pseudodocumentário da série britânica, The Office retrata o cotidiano de um escritório em Scranton, na Pensilvânia. Filial da empresa fictícia Dunder Mifflin, os funcionários tem como função vender o suprimento de papel fornecido pela companhia. Michael Scott (Steve Carell), gerente da franquia, é um chefe incoerente e imaturo mas que se preocupa com o bem estar de seus empregados. Assim, The Office traça um olhar cômico e honesto sobre seus personagens, destacando suas diferenças e particularidades e como isso afeta a convivência diária durante o trabalho. Embora, à princípio, não exista um laço emocional muito forte entre eles, aos poucos amizades são formadas e os funcionários da Dunder Mifflin se tornam uma espécie de segunda família. Entre as relações mais memoráveis de The Office está o casal Jim (John Krasinski), um vendedor, e Pam (Jenna Fischer), a recepcionista. Ao longo das temporadas, a adorável amizade entre os dois se transforma em um intenso amor romântico.

The Big Bang Theory (2007)

Na sitcom The Big Bang Theory, Leonard Hofstadter (Johnny Galecki) e Sheldon Cooper (Jim Parsons) são dois físicos brilhantes que trabalham no Instituto de Tecnologia da Califórnia e dividem um apartamento em Pasadena. Leonard vem de uma família cheia de prodígios e tem de lidar com a expectativa opressora de seus parentes. Por outro lado, Sheldon frequentou faculdade desde cedo, é o garoto de ouro do Texas com dois doutorados, mestrados e, mesmo assim, tem pouquíssimo traquejo social para se relacionar com outros seres humanos. Leonard e Sheldon passam a maior parte do tempo com os amigos Howard (Simon Helberg) e Raj (Kunal Nayyar), dois cientistas que também amam cinema, quadrinhos e videogames. A dinâmica do quarteto muda quando Penny (Kaley Cuoco), uma jovem atraente e aspirante a atriz, se muda para o apartamento da frente, encantando Leonard logo de cara. Apesar de ser muito diferente dos rapazes, aos poucos Penny se aproxima dos Geeks.

Friends (1994)

Seis jovens são unidos por laços familiares, românticos e, principalmente, de amizade, enquanto tentam vingar em Nova York. Rachel é a garota mimada que deixa o noivo no altar para viver com a amiga dos tempos de escola Monica, sistemática e apaixonada pela culinária. Monica é irmã de Ross, um paleontólogo que é abandonado pela esposa, que descobriu ser lésbica. Do outro lado do corredor do apartamento de Monica e Rachel, moram Joey, um ator frustrado, e Chandler, de profissão misteriosa. A turma é completa pela exótica Phoebe.

How i Meet You Mother (2005)

Em 2030, o arquiteto Ted Mosby (Josh Radnor) conta a história sobre como conheceu a mãe dos seus filhos. Ele volta no tempo para 2005, relembrando suas aventuras amorosas em Nova York e a busca pela mulher dos seus sonhos. Ao longo do anos, Ted aproveita para falar a jornada dos seus amigos: o advogado Marshall Eriksen (Jason Segel), a professora Lily Aldrin (Alyson Hannigan), a jornalista Robin Scherbatsky (Cobie Smulders) e o mulherengo convicto Barney Stinson (Neil Patrick Harris).

5 filmes sobre tragédias climáticas para refletir a situação do RS


O mundo não acabará, a menos que se analisem os sinais enviados pela mãe natureza. Recentemente, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das piores catástrofes climáticas já vistas no Brasil, com uma chuva sem precedentes que inundou 446 municípios do Estado, causando alagamentos, erosões, derrubadas de árvores, casas e prejuízos significativos. Isso levanta questões sobre organização e planejamento urbano, já que a falta de planejamento em áreas propensas a alagamentos contribuiu para essa situação. Tragédias como essa são mais comuns do que se pensa, e destacam a necessidade de lidar com os efeitos das mudanças climáticas e da ação humana.

Para refletir sobre a responsabilidade do homem em relação à natureza, listamos cinco filmes que abordam os impactos da falta de responsabilidade ambiental.

O dia depois de amanhã / Prime Video

O dia depois de amanhã (2004)

A Terra sofre alterações climáticas que modificam drasticamente a vida da humanidade. Com o norte se resfriando cada vez mais e passando por uma nova era glacial, milhões de sobreviventes rumam para o sul. Porém o paleoclimatologista Jack Hall (Dennis Quaid) segue o caminho inverso e parte para Nova York, já que acredita que seu filho Sam (Jake Gyllenhaal) ainda está vivo.

2012 - IMDB

2012 (2009)

Em 2008, o presidente americano (Danny Glover) convoca uma reunião de emergência com as principais potências para conversar sobre um grande perigo para a humanidade. Os anos passam e, com a proximidade de 2012, as autoridades decidem que não é mais possível conter o perigo eminente que pode significar o fim do mundo. Com isso, colocam em prática o plano iniciado anos atrás, sob o comando dos cientistas Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor) e Carl Anheuser (Oliver Platt). Enquanto isso, o escritor Jackson Curtis (John Cusack) leva sua vida de marido separado, pai de dois filhos, como motorista de limusine e tendo que aturar as reclamações da ex esposa (Amanda Peet). Ao levar os filhos para passear, ele descobre os primeiros sintomas da destruição do planeta.

A inundação do milênio / Netflix

A inundação do milênio (2022)

Inspirada em eventos reais que aconteceram em 1997, A Inundação do Milênio é uma série polonesa da Netflix que acompanha um desastre ecológico iminente. Depois de analisar centenas de pesquisas, uma ambientalista percebe que os níveis das águas em uma cidade estão subindo rapidamente e logo irão tomar conta das ruas e invadir as casas e prédios. Ela tenta avisar as autoridades, mas, a princípio, é ignorada. Depois que a situação já está se tornando caótica, o governo local toma uma decisão controversa: sacrificar as áreas rurais para proteger a cidade, criando barricadas. A escolha enfurece a parte afetada da população que luta para se proteger da inundação que está por vir. Paralelamente a catástrofe iminente, está acontecendo a campanha para eleger um novo secretário, quando um dos candidatos toma uma atitude que pode lhe garantir a eleição. O elegível Jakub Marczak entra em contato com Jásmina Tremer, uma das melhores profissionais do país e a única capaz de reduzir os danos da inundação que irá afetar milhares de pessoas.

Parasita / Netflix

Parasita (2019)

Em Parasita, toda a família de Ki-taek (Song Kang Ho) está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.

Presságio - Netflix

Presságio (2009)

1959. Um grupo de alunos faz alguns desenhos sobre como imaginam que será o futuro. Eles serão guardados em uma cápsula do tempo, que apenas será aberta daqui a 50 anos. Um deles, feito por uma garota, traz uma série de números aleatórios, que ela alega terem sido ditos por alguém que não vê. Meio século depois a cápsula é aberta e este desenho chega às mãos de Caleb Koestler (Chandler Canterbury). O pai dele, o professor de astrofísica John Koestler (Nicolas Cage), percebe que trata-se de uma mensagem codificada que prediz as datas e os números de mortos de cada uma das grandes tragédias ocorridas nos últimos 50 anos. John passa a investigar melhor o desenho e descobre que ele prevê mais três catástrofes ainda não ocorridas, a última delas de proporções globais.

20 livros que são verdadeiros calhamaços para se aventurar

Foto: Achados e lidos 

1. Em busca do tempo perdido - Marcel Proust: 4.521 páginas

Em busca do tempo perdido é uma das maiores criações da literatura mundial. Dividida em sete livros, a obra-prima de Marcel Proust foi publicada entre 1913 e 1927, e sua beleza e força vão se revelando cada vez mais impactantes com o correr dos anos.

3. Os Irmãos Karamazov – Fiodor Dostoievski : 911 páginas

Último romance de Dostoiévski, Os irmãos Karamázov representa uma síntese de toda sua produção e é tido por muitos como sua obra-prima. Um marco da literatura universal, influenciou pensadores como Nietzsche e Freud - que o considerava "o maior romance já escrito" - e sucessivas gerações de escritores em todo o mundo.

4. 2666 – Roberto Bolaño: 856 páginas

O livro é composto de cinco romances, interligados por dois dramas centrais: a busca por um autor recluso e uma série de assassinatos na fronteira México-Estados Unidos. A primeira história narra a saga de quatro críticos europeus em busca de Benno von Archimboldi, um escritor alemão recluso do qual não se conhecem fotos. Na segunda, há a agonia de um professor mexicano às voltas com seus problemas existenciais. O terceiro romance conta a história de um jornalista esportivo que acaba se envolvendo com crimes cometidos contra mulheres da cidade de Santa Teresa, no México (ficcionalização de Ciudad Juárez). Na quarta e mais extensa das partes do livro, os crimes de Santa Teresa são narrados com a frieza e o distanciamento próprios da linguagem jornalística das páginas policiais. E finalmente, na quinta história o leitor é conduzido de volta à Segunda Guerra, tornando-se testemunha do passado misterioso de Benno von Archimboldi. Apesar do tamanho monumental - a edição espanhola de 2666 tem mais de mil páginas -, a trama enigmática mantém o leitor em estado de suspensão até as últimas palavras, quando só então o autor oferece a solução que permite compreender o conjunto do livro.

5. As crônicas do gelo e do fogo - R.R Martin: 6.312 páginas

A guerra dos tronos é o primeiro livro da série best-seller internacional As Crônicas de Gelo e Fogo, que deu origem à adaptação de sucesso da HBO, Game of Thrones. O verão pode durar décadas. O inverno, toda uma vida. E a guerra dos tronos começou. Como Guardião do Norte, lorde Eddard Stark não fica feliz quando o rei Robert o proclama a nova Mão do Rei. Sua honra o obriga a aceitar o cargo e deixar seu posto em Winterfell para rumar para a corte, onde os homens fazem o que lhes convém, não o que devem... e onde um inimigo morto é algo a ser admirado. Longe de casa e com a família dividida, Eddard se vê cada vez mais enredado nas intrigas mortais de Porto Real, sem saber que perigos ainda maiores espreitam a distância. Nas florestas ao norte de Winterfell, forças sobrenaturais se espalham por trás da Muralha que protege a região. E, nas Cidades Livres, o jovem Rei Dragão exilado na Rebelião de Robert planeja sua vingança e deseja recuperar sua herança de família: o Trono de Ferro de Westeros.

6. Guerra e Paz – Liev Tolstói: 2.262 páginas

A narração deste clássico da literatura russa se passa durante a campanha de Napoleão na Áustria, a invasão da Rússia e a retirada das tropas francesas, abarcando de 1805 a 1813. Tostoi combina romance, epopeia militar e filosofia nesta obra.Guerra e Paz mostra como a invasão de Napoleão Bonaparte à Russia em 1812 foi vista pela corte russa.

7. Grande Sertão: Veredas – Guimarães Rosa: 560 páginas

Publicado originalmente em 1956, Grande sertão: veredas , de João Guimarães Rosa, revolucionou o cânone brasileiro e segue despertando o interesse de renovadas gerações de leitores. Ao atribuir ao sertão mineiro sua dimensão universal, a obra é um mergulho profundo na alma humana, capaz de retratar o amor, o sofrimento, a força, a violência e a alegria. Esta nova edição conta com novo estabelecimento de texto, cronologia ilustrada, indicações de leituras e célebres textos publicados sobre o romance, incluindo um breve recorte da correspondência entre Clarice Lispector e Fernando Sabino e escritos de Roberto Schwarz, Walnice Nogueira Galvão, Benedito Nunes, Davi Arrigucci Jr. e Silviano Santiago. Dispostos cronologicamente, os ensaios procuram dar a ver, ao menos em parte, como se constituiu essa trama de leituras.

8. Os Buddenbrooks – Thomas Mann: 712 páginas

Primeiro romance de Thomas Mann, publicado em 1901, este livro monumental acompanha a saga dos Buddenbrook, uma família de comerciantes abastada do norte da Alemanha. Quatro gerações são retratadas na crônica familiar inspirada na linhagem do próprio escritor e situada numa cidade com todas as características de Lübeck, a terra natal dos Mann. Com personagens vívidos, diálogos brilhantes e elevada riqueza de detalhes, o autor lança um olhar preciso sobre a vida da burguesia alemã - entre nascimentos e funerais; casamentos e separações; desentendimentos e rivalidades; sucessos e fracassos. Esses acontecimentos sucedem-se ao longo dos anos, mas à medida que os Buddenbrook sucumbem à sedução da modernidade, o declínio moral e financeiro parece estabelecido. O leitor contemporâneo encontra intactos o frescor e o fascínio deste que é considerado um dos principais romances do século XX.

9. A Comédia Humana – Honoré de Balzac: 924 páginas

Em A prima Bete, a ressentida, pobre e solteirona Lisbeth Fischer, a personagem-título, vinga-se de maneira terrível de todas as humilhações que sofreu de seus parentes ricos. A única personagem brasileira do conjunto d’A Comédia está neste romance; trata-se do Barão Henrique Montes de Montejanos, de cara fechada, que se veste de acordo com a moda parisiense e usa um grande diamante na gravata. Montejanos, apaixonado pela Senhora Marneffe, é ludibriado por ela com falsas promessas e reiteradas traições, até o momento em que reclama sua vingança.

O primo Pons, personagem que dá título ao livro, é um velho e ingênuo músico que, por sua conhecida gula, é constantemente humilhado pelos parentes ricos, que ele visita todos os dias em busca de comida. Pons também é colecionador de objetos de arte (como dizia-se que o próprio Balzac também era). Estes objetos vão sendo amontoados em seu quarto, e apenas quando ele cai doente, e os demais descobrem que as obras valem algum dinheiro, mobilizam-se como aves de rapina em torno do parente pobre.

No meio da pobreza e da baixeza moral das personagens desses dois romances, Balzac encontra meios de registrar duas grandes novidades de seu tempo: a daguerreotipia e as ferrovias. Assim, além de registrar oas tipos humanos, torna-se o grande cronista de um momento de transição na França do século XIX, capital do mundo.10. O Tempo e o Vento – Érico Veríssimo: 1.528 páginas

11. Finnegans Wake, de James Joyce: 627 páginas

Finnegans Wake agora se apresenta em volume único, com o premiado aparato crítico de Donaldo Schüler e apresentação de Henrique P. Xavier. Esse volume inaugura a coleção rolarriuana. ooOoo Por flores e por floras, por faunos e por faunas, por vidas e por vias, flui Finnegans Wake, o romance e o rio, o romance-rio. E fluem recordações, estilhaçadas, entrelaçadas. Como os átomos epicúreos, os fragmentos joycianos caem em efêmeras e progressivas combinações… O romance alude, incorpora, modifica e parodia número imenso de obras, núcleos seminais de nova floração. Não há página sem evocações literárias – as bíblicas superam todas – como se Joyce quisesse abarcar tudo o que se escreveu, fazendo de todos os textos um livro só… Quem vem do Ulisses ao Finnegans Wake passa da narrativa em vigília à narrativa ao despertar, relato de um sonho que envolve o universo. O romance não registra a experiência onírica de uma das personagens. Finnegans Wake desdobra o mapa de uma mente ampla como o universo. O sonhador não sonha para alguém sobre algo num código conhecido. Acontecido fora da interlocução, o sonho quebra as cadeias da subordinação. Joyce proclama na formação de palavras, de frases, de cenas processos que se avizinham do método interpretativo de Freud… O sonho navega por águas que a vigilância comprometida com o socialmente aceito deliberadamente ignora. Desejos culposos emergem envolvidos em papel vistoso, fitas e cartão de felicitações. A beleza sonora, rítmica e verbal de Finnegans Wake esconde violência, sentimentos proibidos, indecências. Parte da obscuridade dirigida a leitores atilados tem esta origem. Para se fazer entendido, o texto oferece muitas versões do mesmo código cifrado. Os nomes e os caracteres emergem lentamente, às apalpadelas, aos pedaços… Tradução: Donaldo Schüler Edição, Prefácio, Projeto Gráfico e Capa: Henrique P. Xavier Imagem da Capa: Retrato de J. Joyce, de Constantin Brancusi Coleção rolarriuana Prêmios:Prêmio APCA de Tradução 2003 / “Fato Literário” da Feira do Livro de Porto Alegre 2003 / Prêmio Jabuti de Tradução 2004

12. A Dança dos Dragões, de  George R.R. Martins:1056 páginas 

É outono em Westeros, e a Guerra dos Cinco Reis parece finalmente entrar na reta final. Stannis Baratheon se instala no Norte e jura conquistar o apoio dos senhores da região para continuar sua luta pelo trono, embora seja atrapalhado pela invasão de homens de ferro em grande parte da costa. Na Muralha, Jon Snow é eleito o 998º Senhor Comandante da Patrulha da Noite, mas inimigos o cercam de todos os lados, tanto na Patrulha quanto para além da Muralha. Enquanto isso, Tyrion Lannister atravessa o Mar Estreito rumo a Pentos, sem objetivos definidos, sem aliados e cada vez mais sem opções. Na Baía dos Escravos, Daenerys Targaryen conquista a cidade de Meereen e decide ficar e governá-la, praticando as habilidades de liderança que serão tão necessárias quando partir para Westeros. No entanto, sua presença já foi notada por muitos senhores nos Sete Reinos, e das Ilhas de Ferro e de Dorne, de Vilavelha e das Cidades Livres, emissários estão a caminho, querendo se unir à sua causa e, se possível, usá-la para os próprios fins. Em todos os cantos conflitos ganham vida e traições vêm daqueles mais próximos. Guerreiros, selvagens, nobres e escravos – todos têm pela frente um longo inverno, enquanto destino, ambição e política ditam o ritmo da dança mais perigosa de todas.

13. Os Cantos, de Ezra Pound: 712 páginas

"Pound escreveu e descreveu seus 'Cantos' vitalícios e foi tão maltratado quanto bispo do Rosário, só que não o encarceraram. Bispo se dizia Jesus, Pound se dizia pagão ou ateu, ou anarquista. Mas será que os dois eram o que eram? Acreditavam mesmo no que diziam? Acho tudo encenável." – Gerald Thomas

14. O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar: 592 páginas

“A verdade, a triste ou bela verdade, é que cada vez gosto menos de romances, da arte romanesca tal como é praticada nestes tempos. O que estou escrevendo agora será (se algum dia eu terminar) algo assim como um antirromance, uma tentativa de romper os moldes em que esse gênero está petrificado”, escreveu Julio Cortázar numa carta de 1959, quando iniciava a escrita do que viria a ser O jogo da amarelinha . Publicado em 1963, o relato de amor entre um intelectual argentino no exílio, Horacio Oliveira, e uma misteriosa uruguaia, a Maga, ao acaso das ruas e das pontes de Paris, é um marco da literatura do século vinte. A nova edição brasileira traz uma seleção de cartas do autor sobre a escrita e a recepção de O jogo da amarelinha , tradução de Eric Nepomuceno, projeto gráfico de Richard McGuire e textos de Haroldo de Campos, Mario Vargas Llosa, Julio Ortega e Davi Arrigucci Jr.

15. Ada ou Ardor, de Vladimir Nabokov: 608 páginas

Ada ou ardor reconta a duradoura relação de amor entre dois primos, Ada e Van, desde o primeiro encontro na Mansão de Ardis, em uma “América de sonho”, e ao longo de oitenta anos de arrebatamento, viagens através de continentes, separações e recomeços. Ao narrar essa história trágica e idílica, Nabokov reinventa a própria vida. Não estamos mais na Terra, mas na Antiterra, uma espécie de espelho distorcido de nossa realidade. No mundo nabokoviano, entre outras coisas, fala-se russo nos Estados Unidos, e os telefones são movidos a água, depois de o uso da eletricidade ter sido proibido. Nessa realidade recriada, Nabokov mescla uma série de referências e estilos para narrar uma história de amor interdita, emocional, que foge a todos os padrões convencionais.

16. It: A Coisa, Stephen King (1104 páginas)

Durante as férias de 1958, em uma pacata cidadezinha chamada Derry, um grupo de sete amigos começa a ver coisas estranhas. Um conta que viu um palhaço, outro que viu uma múmia. Finalmente, acabam descobrindo que estavam todos vendo a mesma coisa: um ser sobrenatural e maligno que pode assumir várias formas. É assim que Bill, Beverly, Eddie, Ben, Richie, Mike e Stan enfrentam a Coisa pela primeira vez. Quase trinta anos depois, o grupo volta a se encontrar. Mike, o único que permaneceu em Derry, dá o sinal ― uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. É preciso unir forças novamente. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. Só eles podem vencer a Coisa.

17. Sob a redoma, Stephen King (960 páginas)

Em Sob a redoma, em um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é essa barreira, de onde ela veio e quando – ou se – ela irá desaparecer. Os moradores de Chester’s Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem e aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma, e a questão só se agrava quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James “Big Jim” Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade. Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque isolado na cidade, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra pode significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas. No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda um segredo a sete chaves. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva.

18. O Regresso, Rosamunde Pilcher (1092 páginas)

O Regresso tem como personagem principal Judith Dunbar, uma jovem que sempre viveu longe de sua família. Ficou na Inglaterra, pois vai estudar num internato para moças. Lá, conhecerá alguém que se tornará sua grande amiga e confidente, Loveday Carey-Lewis. Através desta amizade conhece Nancherrow, a propriedade dos Carey-Lewis na Cornualha, apaixonando-se por todos os membros desta acolhedora família, que a deixam completamente à vontade, e pelo tratamento que recebe como parte do clã. A partir da convivência com os Carey-Lewis ela amadurece, tornando-se uma pessoa mais segura emocionalmente e muito afetuosa. Porém, às vésperas de embarcar para o tão esperado reencontro com sua verdadeira família, eclode a Segunda Guerra Mundial, e pessoas queridas se alistam, partindo para o desconhecido. Sua vida transforma-se totalmente e ela decide se engajar no esforço coletivo da guerra, trabalhando na Marinha.

19. O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas (1396 páginas)

Traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos, vinganças e muito suspense. A trama de O conde de Monte Cristo traz uma emoção diferente a cada página e talvez isso explique a razão de a obra do escritor francês Alexandre Dumas ter se transformado em um clássico da literatura mundial, mexendo com a imaginação dos leitores há mais de 150 anos. No romance, o marinheiro Edmond Dantés é preso injustamente, vítima de um complô. Anos depois, consegue escapar da prisão, enriquece e planeja uma vingança mirabolante. A galeria de personagens criada por Dumas faz um retrato fiel da França do século XIX, um mundo em transformação, em que passou a ser possível a mudança de posições sociais. As aventuras de Dantés ainda ganharam diversas versões cinematográficas que colaboraram para o sucesso da trama.

20. O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien (1212 páginas)

Apesar de ter sido publicado em três volumes – a sociedade do anel, as duas torres e o retorno do rei – desde os anos 1950, o senhor dos anéis não é exatamente uma trilogia, mas um único grande romance que só pode ser compreendido em seu conjunto, segundo a concepção de seu autor, j.r.r. Tolkien. Com design cuidadosamente pensado para refletir a unidade da obra e os desenhos originais feitos por tolkien para as capas de cada volume, este box reúne os três livros da saga do anel e oferece aos leitores uma nova oportunidade de mergulhar no notável mundo da terra-média.

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