Em De sangue e cinzas , Jennifer L. Armentrout constrói uma fantasia que combina erotismo, intriga política e elementos sobrenaturais com ritmo ágil e atmosfera carregada. Publicado originalmente em 2020, o romance inaugura uma saga que rapidamente conquistou leitores por sua protagonista complexa e pelo jogo de sedução e poder que atravessa cada capítulo. Ambientado no Reino de Solis, o livro apresenta uma sociedade rigidamente hierarquizada, sustentada por crenças religiosas e por um medo constante do que se esconde além das muralhas do Rise. Nesse cenário, a jovem Penellaphe Balfour, conhecida como Poppy, ocupa o papel mais paradoxal de todos: é a Donzela, a Escolhida dos deuses, destinada à Ascensão, mas vive como prisioneira de um destino que jamais escolheu. Desde as primeiras páginas, Armentrout estabelece o conflito central da narrativa ao revelar o isolamento imposto à protagonista. Poppy é criada para ser intocável, invisível e obediente. Sua identidade pública é moldada por ...
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Vitor Zindacta
De sangue e cinzas: desejo, poder e ruptura em um reino erguido sobre sangue e silêncio
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Vitor Zindacta
Resenha | Trópico dos Pecados: Moral, Sexualidade e Inquisição no Brasil
Publicado originalmente em 1989 e resultado de uma tese de doutorado defendida na Universidade de São Paulo, Trópico dos Pecados: Moral, Sexualidade e Inquisição no Brasil , de Ronaldo Vainfas, permanece como uma das mais sólidas investigações sobre as relações entre religião, poder e sexualidade no Brasil colonial. Ancorado em vasta documentação inquisitorial, correspondência jesuítica, tratados morais e legislação eclesiástica, o livro examina o confronto entre as normas oficiais da Igreja tridentina e as práticas cotidianas da sociedade colonial entre os séculos XVI e XVIII. A obra parte de um problema central: como a Contrarreforma, com seu projeto moralizante e disciplinador, foi transplantada para o trópico e enfrentou um mundo colonial marcado por escravidão, patriarcalismo, mestiçagem e ampla margem para práticas consideradas ilícitas. Logo na introdução, Vainfas esclarece seus objetivos ao afirmar que busca examinar “os valores e os métodos de tal projeto moralizante” e confro...
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Vitor Zindacta
Uma Vida Pequena: a anatomia da dor e da amizade no romance monumental de Hanya Yanagihara
Publicado originalmente em 2015 e lançado no Brasil pela Editora Record em 2016, Uma Vida Pequena , de Hanya Yanagihara, é um romance que desafia limites narrativos e emocionais. Com mais de mil páginas, a obra constrói um retrato devastador e profundamente humano sobre amizade, trauma, ambição e os diferentes modos de sobreviver à própria história. O livro acompanha quatro amigos — Jude, Willem, JB e Malcolm — desde a juventude em Nova York até a maturidade, mas é sobretudo a trajetória de Jude St. Francis que concentra o eixo moral e afetivo da narrativa. Yanagihara estrutura o romance como um mosaico de vidas interligadas, começando pela busca de um apartamento em Manhattan, um detalhe aparentemente banal que simboliza o início da vida adulta. Logo nas primeiras páginas, somos apresentados à precariedade financeira e às tensões cotidianas que unem e diferenciam os quatro protagonistas. A autora trabalha com minúcia as dinâmicas de amizade, expondo rivalidades sutis, lealdades s...
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Vitor Zindacta
Resenha: Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves
Foto: Negrê Relançado em 2024 e mantendo-se em destaque em 2025 pela editora Record, "Um Defeito de Cor" de Ana Maria Gonçalves é um romance histórico monumental que narra a vida de Kehinde, uma africana escravizada que, já idosa, retorna ao Brasil em busca de seu filho perdido. Publicado originalmente em 2006, o livro ganhou renovada atenção após ser tema do enredo da Portela no Carnaval de 2025, consolidando sua posição como uma obra seminal na literatura brasileira contemporânea. Com mais de 900 páginas, a narrativa entrelaça ficção e pesquisa histórica para explorar a diáspora africana e a resistência negra. "Um Defeito de Cor" adota uma estrutura episódica linear, narrada em primeira pessoa por Kehinde, que reflete sobre sua vida desde a infância em Daomé (atual Benin) até sua velhice no Brasil do século XIX. A narrativa segue o modelo de "romance de formação" descrito por Bakhtin (1981), mas subvertido por sua protagonista, cuja jornada não culmina ...
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Vitor Zindacta
Resenha: Umbandas: uma história do Brasil, de Luiz Antonio Simas
APRESENTAÇÃO O historiador Luiz Antonio Simas frequenta terreiros de umbanda desde a mais tenra idade. Balizado pela história do Brasil e amparado pela própria trajetória, Simas elabora aqui um estudo inédito, original, que se propõe a contar a história do país à luz das umbandas — de tão brasileira que é, a umbanda se torna plural. Por isso, já no título deste livro a palavra não vem no singular. A diversidade do país, segundo o autor, se manifesta nas várias umbandas existentes, que se multiplicaram em histórias como a de sua avó, alagoana criada em Pernambuco e que se mudou para o Rio de Janeiro carregando consigo suas crenças e ritos. RESENHA O livro "Umbandas: uma história do Brasil", de Luiz Antonio Simas, propõe uma reflexão sobre as umbandas e sua profunda imbricação com a formação histórica e social do Brasil. Dividido em duas partes, a obra transita entre a "poética do encantamento" e a "política do encantamento", explorando as diversas manifest...
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Vitor Zindacta
Resenha: Band of Brothers, de Stephen E. Ambrose
APRESENTAÇÃO A Easy Company, 506º Regimento de Infantaria Pára-Quedista do Exército Norte-Americano, foi uma das melhores companhias de fuzileiros do mundo. Band of brothers é o relato sobre os homens dessa unidade que combateram, passaram fome, sofreram com o frio e morreram. Uma equipe que teve 150% de baixas e considerava a medalha Purple Heart um distintivo. Baseando-se em horas de entrevistas com sobreviventes, bem como nos diários e nas cartas dos soldados, Stephen Ambrose conta a história desse notável grupo, que sempre recebia as missões mais difíceis, sendo responsável por tudo, do salto de pára-quedas na França nas primeiras horas da manhã do Dia D à captura do Ninho da Águia, a fortaleza de Hitler em Berchtesgaden. De seu rigoroso treinamento na Geórgia, em 1942, ao Dia D e à vitória dos Aliados, Ambrose teceu uma narrativa primorosa, com riqueza de detalhes, sobre as características dos soldados de infantaria de elite, transcrevendo no decorrer da obra as próprias palavras ...
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Vitor Zindacta
Resenha: A caminho de macondo, de Gabriel García Marquez
APRESENTAÇÃO A caminho de Macondo convida os leitores a mergulhar no processo de criação do universo mítico de Cem anos de solidão , uma das maravilhas da literatura latino-americana. Esta antologia reúne todos os textos publicados por Gabriel García Márquez nos quais a mágica Macondo foi tomando forma e que marcam o prelúdio da escrita de sua obra-prima. Gabriel García Márquez argumentou em várias ocasiões que primeiro era preciso aprender a escrever um livro e só depois encarar a página em branco. Foram quase vinte anos vivendo em Macondo para que aprendesse a escrever sua obra-prima Cem anos de solidão . Nesta antologia, os leitores encontrarão as publicações que precedem a escrita de sua obra mais célebre e que ilustram a gênese da mítica cidade. A caminho de Macondo reúne desde os textos seminais de 1950 a 1954, publicados inicialmente em colunas de jornais e revistas alguns com a indicação Apontamentos para um romance , até o conteúdo integral...
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Vitor Zindacta
Resenha: Herdeiro das trevas, de C.S Pacat
APRESENTAÇÃO Os guerreiros da Luz sobreviveram ao primeiro ataque das Trevas, mas pagaram um preço alto demais. Com outra ameaça prestes a eclodir, se não agirem depressa, muito mais tragédias estarão a caminho. Perseguidos pelas forças inimigas, Will e seus aliados precisam deixar a segurança do Salão e viajar até o mundo antigo para deter a ascensão das Trevas, fazendo novas e perigosas alianças e desvendando segredos impactantes do passado. No entanto, Will também esconde um segredo sombrio: sua verdadeira identidade. Caso a verdade venha à tona, quem é amigo pode se tornar um inimigo. Mas a atração que sente por James St. Clair, o Traidor, faz com que se aproxime cada vez mais de sua vida pregressa e das Trevas. RESENHA O livro 'herdeiro das trevas', é o segundo livro da série 'ascensão das trevas', da autora australiana C.S Pacat, publicado no Brasil pela editora Galera, selo adolescente do Grupo Editorial Record. O livro se inicia apresentando a angustiante experi...
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Vitor Zindacta
José Olympio relança "Lampião", obra de estreia de Rachel de Queiroz
Rachel de Queiroz, já uma romancista consagrada, decidiu aventurar-se na dramaturgia. Enfrentando o desafio de frente, ela abordou a história de vida de Virgulino Ferreira da Silva - o bandido que liderava a mais famosa gangue de cangaceiros do Nordeste brasileiro - com o peso dramático e a urgência social que sempre foram sua paixão como escritora. Lampião rapidamente se tornou uma figura única no imaginário popular; seus trajes de cowboy típicos dos jagunços (homens armados) dos anos 1920, juntamente com suas poses imponentes projetadas através de fotografias e até mesmo seus óculos de aros finos, considerados raros para pessoas comuns naquela época, faziam parte dessa persona mítica que ele encarnava apesar de ser cego em um olho. Ao revisitar suas referências mais próximas, Rachel de Queiroz desconstruiu seu retrato corajoso e ocasionalmente frágil do icônico Lampião. Seu personagem principal desafia o governador da região sertaneja a ceder poder, mas também se sente atento diante ...
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Vitor Zindacta
O indomável: João Carlos Martins entre som e silêncio, de Jamil Chade
APRESENTAÇÃO João Carlos Martins é considerado um dos maiores pianistas intérpretes de Johann Sebastian Bach, com quem divide, além do primeiro nome, um amor profundo, inquestionável e autêntico pela música. Nesta biografia, o jornalista Jamil Chade expõe suas facetas mais públicas e seus segredos: pianista prodígio, músico silenciado pelo próprio corpo, personagem com erros e acertos, reinvenção ambulante, maestro indomável. Da infância debruçada sobre o piano, sob o olhar atento do pai obcecado pelo sucesso do filho e disposto a recorrer a métodos questionáveis para isso, a juventude como uma promessa realizada de talento e fama e a consagração interrompida em seu auge pela gradual atrofia nas mãos, João reinventou o conceito de sobrevivência a cada silêncio forçado a suportar. Mesmo quando esteve afastado dos palcos, como no curto período em que foi empresário esportivo e durante sua passagem breve e polêmica pela política, a esperança de que a música retornasse para ele o impediu d...
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Vitor Zindacta
Resenha: Os diários de Albert Einstein: América do sul, 1925, org. Ze'ev Rosenkranz
APRESENTAÇÃO Com Os diários de viagem de Albert Einstein em mãos, o leitor poderá conhecer a fundo os pensamentos, sentimentos e opiniões sem censura de um dos maiores gênios da ciência, durante a viagem de três meses pela América do Sul, incluindo sua estadia no Rio de Janeiro. Na primavera de 1925, Albert Einstein embarcou em uma viagem para a Argentina, o Uruguai e o Brasil. Após inúmeros convites das comunidades científica e judaica, Einstein concordou com a visita prolongada por razões acadêmicas e humanitárias. Ao mesmo tempo ele tentava encerrar um caso com sua secretária, ansiando então pela fuga proporcionada por uma longa viagem a bordo do S.S. Cap Polonio. Em seus diários de viagem, o cientista e ícone humanitário anotou suas primeiras impressões e reflexões mais profundas sobre as pessoas que conheceu e os lugares que visitou. Organizados pelo estudioso Ze’ev Rosenkranz, os diários demonstram – sem censura – um homem peculiar, violinista apaixonado, espirituoso e carismátic...
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