A Princesa e o Goblin, de George MacDonald, é uma dessas obras que parecem simples à primeira vista, mas revelam uma profundidade simbólica e emocional à medida que avançamos por suas páginas. Publicado originalmente em 1872, o livro combina elementos clássicos dos contos de fadas — princesas, reinos, criaturas subterrâneas, passagens secretas — com reflexões sutis sobre fé, coragem, imaginação e amadurecimento. Logo no início, no Capítulo 1 – “Por que a princesa tem uma história sobre ela” , somos apresentados à pequena Irene, uma menina de oito anos que vive entre montanhas repletas de cavernas misteriosas. O narrador estabelece o tom encantatório do romance ao iniciar com a clássica fórmula: “Era uma vez uma princesinha cujo pai era rei de um vasto país, cheio de montanhas e vales.” (p. 17) A ambientação é fundamental. As montanhas não são apenas cenário, mas organismos vivos, cheios de galerias, minas e segredos. É nesse espaço que se escondem os goblins, criaturas que vivem no su...
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