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Nicolas Lemos: Um papo sobre livros e fantasia

JULIE HOLIDAY
ERIC MONJARDIM
| |

Imagem: O autor Nícolas Lemos / Divulgação


Em sua mais nova obra, o autor
Nicolas convida os leitores a ingressarem no universo de "As Crônicas de Joanne", uma história onde a fantasia e a realeza servem de pano de fundo para temas profundamente humanos e contemporâneos
. Através da protagonista Joanne Roberts, uma jovem pintora que vê o mundo através de um olhar artístico aguçado, o autor explora a transição da vida simples em Nova Esperança para a complexidade e as máscaras do palácio de Elindor.

Muito além das reviravoltas políticas e do encantamento dos reinos, a narrativa destaca-se por colocar a saúde mental no centro da jornada. Ao apresentar uma heroína que lida com a ansiedade — o "mal do século" que muitas vezes embaraça suas pinceladas — Nicolas utiliza sua experiência pessoal para criar uma conexão genuína com o leitor moderno, promovendo a aceitação e a busca por ajuda.

Nesta entrevista, o autor detalha como sua paixão pelo cinema, pela monarquia e pelas artes plásticas moldou a criação de Joanne, uma personagem que prova que a verdadeira força não reside na ausência de medo, mas na coragem de ser quem se é em meio às incertezas do destino. Prepare as suas tintas e mergulhe nos bastidores desta série que promete colorir a literatura fantástica com sensibilidade e inclusão.

Imagem: Arte gráfica / Divulgação

REDAÇÃO: Nicolas, como surgiu a Joanne? Ela foi inspirada em alguém real ou nasceu de algum sentimento específico que você queria explorar?

NICOLAS: Joanne Roberts nasceu da minha paixão por monarquia e histórias fantásticas! Também por protagonistas fortes e determinadas! É uma união de tudo aquilo que sempre adorei na literatura e no cinema!

REDAÇÃO: Joanne é uma personagem que lida com a ansiedade, algo que "embaralha suas pinceladas". Qual a importância de trazer a saúde mental para o centro de uma história de fantasia/realeza?

NICOLAS: É de suma importância falar sobre a ansiedade, ainda mais em uma protagonista! É algo de que se tem falado pouco, sendo um dos maiores males deste século! Estando presente na série, pode fazer as pessoas não terem medo e aceitarem ajuda, combatendo esse mal.

REDAÇÃO: A vila de Nova Esperança e o reino de Elindor parecem opostos. O que esses dois cenários representam na jornada de amadurecimento da protagonista?

NICOLAS: Nova Esperança representa a vida simples da protagonista, o lar, o aconchego. Elindor é algo grandioso na vida dela, algo para o qual ela não está preparada, mas que chegará e será de suma importância para o seu desenvolvimento dentro da série. É um elo de amadurecimento e responsabilidade!

REDAÇÃO: Joanne não se vê como uma heroína clássica. Na sua visão, o que a torna especial e capaz de cativar o leitor moderno?

NICOLAS: Joanne tem seus próprios sonhos, mas também é cheia de medos e incertezas. Ela se difere de muitos protagonistas por ser mais voltada à família e por acreditar sempre, mesmo com seus defeitos. O talento dela a levará a grandes lugares.

REDAÇÃO: A arte é o refúgio da Joanne. Por que você escolheu a pintura, e não outra forma de expressão, para ser a voz dessa personagem?

NICOLAS: Sempre gostei muito de pintura e arte; aprecio grandes pintores da história, como Van Gogh. Isso não é muito bem aproveitado na literatura, e uma protagonista com esse talento se difere e causa uma boa impressão, pois a arte pode mudar destinos.

REDAÇÃO: Lina Grace é a peça-chave que tira Joanne da zona de conforto. Como você define a importância da amizade verdadeira no processo de enfrentar nossos medos?

NICOLAS: Joanne Roberts e Lina Grace têm aquela amizade verdadeira que não precisa de palavras. Até por exemplo, na ansiedade da protagonista, Lina a entende, e só sua presença já cria entre as duas um grande elo de empatia e amor. Elas têm uma amizade genuína desde crianças, aquela que se diferencia das demais, conquistada do jeito que as duas são, com respeito e admiração!

REDAÇÃO: O palácio de Elindor é descrito como um lugar de máscaras. Como Joanne lida com a pressão de ter que se encaixar em um mundo tão impecável e, muitas vezes, falso?

NICOLAS: Sendo pintora, Joanne tem um olhar bem mais aguçado do que a maioria das pessoas. Ela percebe coisas, ouve vozes e vê detalhes que pouquíssimas pessoas conseguem reparar, até mesmo figuras importantes do castelo. Isso a diferencia e faz com que o fato de estar no Castelo de Bergenhon não seja um fardo muito grande.

REDAÇÃO: "Cores do Destino" é o subtítulo deste volume. Podemos esperar que as cores tenham um significado simbólico ou quase mágico ao longo da série?

NICOLAS: Joanne descobrirá coisas muito importantes ao longo da série. Essas cores são fundamentais, tanto para sua vida como pintora quanto para grandes descobertas que ela fará. A tinta a acompanhará e será um marco até no momento mais importante do livro.

REDAÇÃO: Qual foi o maior desafio ao escrever sobre uma personagem que, muitas vezes, prefere o silêncio e a invisibilidade?

NICOLAS: Acredito que a escrita flui naturalmente, principalmente quando a personagem principal tem sensibilidade e consegue se diferenciar pelo seu talento e sua coragem. Seu talento a destaca; é ele que vai levá-la a lugares incríveis, mesmo que ela nunca imagine e prefira o anonimato.

REDAÇÃO: Na sinopse, você menciona que o destino não perguntou o que ela queria. Você acredita que todos temos um destino traçado ou somos nós que misturamos as tintas?

NICOLAS: Assim como Joanne, nós temos um propósito determinado. Ela descobre coisas que nunca imaginou, e nós também temos que estar preparados para mudanças e para sermos maiores do que imaginávamos.

REDAÇÃO: A relação de Joanne com a mãe, Sandy, parece ser um porto seguro. Como essa base familiar influencia as decisões que ela toma no palácio?

NICOLAS: Sandy e Joanne moram sozinhas em Nova Esperança; esse elo que as duas têm é muito importante! Sandy sempre apoiou o talento da filha e, mesmo não concordando com muitas coisas ou temendo-as, ela a apoia, e será um porto seguro em muitos momentos da série.

REDAÇÃO: O concurso de arte é o ponto de virada da história. Você já participou de algo que mudou drasticamente o rumo da sua vida, assim como aconteceu com a Joanne?

NICOLAS: Já vivi muitos momentos em que tive que mudar drasticamente de ambiente. Tive que deixar muitas coisas no passado para viver a vida que o destino queria! Temos que estar preparados para essas mudanças para não sermos pegos de surpresa! E, caso a surpresa aconteça, estaremos prontos, com coragem e determinação!

REDAÇÃO: A ansiedade é descrita de forma muito sensorial no texto. Você realizou alguma pesquisa específica ou usou experiências pessoais para descrever esses momentos da Joanne?

NICOLAS: Convivo com a ansiedade há alguns anos. Colocar isso na protagonista é algo totalmente novo e faz com que pessoas que sofrem disso não tenham medo de falar e busquem ajuda, pois é um mal que precisa ser combatido e olhado com um pouco mais de carinho. A saúde mental é muito importante!

REDAÇÃO: O que Elindor exige de Joanne que ela mais teme entregar?

NICOLAS: O reino vai exigir que Joanne mude muitas coisas, mas o destino quer que ela seja ela mesma. Ela fará grandes descobertas e precisará unir forças para que isso não seja um fardo, mas sim algo que ela use a favor do reino, a favor das pessoas!

REDAÇÃO: "Saber a hora de calar e a hora de se posicionar". Esse equilíbrio é o grande aprendizado da Joanne?

NICOLAS: É um dos grandes aprendizados! Joanne virá de origem humilde e terá grandes oportunidades perto de pessoas muito importantes e influentes! Às vezes, o silêncio ajuda, mas a astúcia fará com que ela descubra coisas inimagináveis!

REDAÇÃO: Como tem sido o feedback dos leitores no Instagram oficial da série? A identificação com o tema da ansiedade tem surpreendido você?

NICOLAS: Fico feliz pelo feedback que tenho recebido! Muitos têm gostado da Joanne e da história, amam a arte que ela carrega e também me perguntam muito sobre a personagem Harper Willow, que tem TEA (Transtorno do Espectro Autista). Acho essa inclusão muito importante! Ela será uma personagem de suma importância para várias coisas dentro do livro e da série!

REDAÇÃO: Nicolas, se você pudesse dar um conselho para a Joanne no momento em que ela entra nos corredores de Elindor, qual seria?

NICOLAS: Meu conselho é: seja você mesma; as pessoas certas te enxergarão por isso e te valorizarão por isso! Quando somos nós mesmos, tudo flui e as descobertas não são tão pesadas assim! Peso é ser o que não somos!

REDAÇÃO: Podemos esperar grandes reviravoltas políticas em Elindor, ou o foco principal será sempre o conflito interno da Joanne?

NICOLAS: Teremos muitas reviravoltas políticas em Elindor! O rei Joseph e a rainha Isolde estão completando 10 anos de casamento; muitas coisas mudaram no reino após a morte da rainha Isabel I! Muitas descobertas surgirão e, às vezes, nem tudo é o que parece!

REDAÇÃO: O que os leitores podem esperar para o futuro de "As Crônicas de Joanne"? Este é apenas o começo de uma longa jornada?

NICOLAS: Penso em fazer uma grande série, de cinco a seis livros! A jornada de Joanne Roberts está apenas começando em Cores do Destino! A pintora desastrada terá muitos desafios e muitas descobertas! É só o começo!

REDAÇÃO: Para encerrar, Nicolas, qual "cor" você definiria para o momento atual da sua carreira como escritor?

NICOLAS: Eu escolho a cor favorita da Joanne! O roxo, que simboliza a criatividade, que a une ao seu elo artístico e, futuramente, a algo ainda maior em sua vida, que será descoberto por ela mesma no momento certo!

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O Post Literal é um portal de cultura e entretenimento focado na interseção entre literatura, cinema e cultura pop. Fundado e editado pelo escritor Vítor Zindacta, o site se propõe a investigar as artes não apenas como lazer, mas como reflexos do tempo atual. A plataforma oferece críticas, resenhas, análises aprofundadas e entrevistas, cobrindo desde clássicos literários e lançamentos do mercado editorial nacional até fenômenos do universo geek e cinematográfico.

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Encontre as melhores resenhas de livros, documentários e cinema no Post Literal. Explore análises aprofundadas e fique por dentro das novidades do mundo literário e cinematográfico.

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Em sua mais nova obra, o autor
Nicolas convida os leitores a ingressarem no universo de "As Crônicas de Joanne", uma história onde a fantasia e a realeza servem de pano de fundo para temas profundamente humanos e contemporâneos
. Através da protagonista Joanne Roberts, uma jovem pintora que vê o mundo através de um olhar artístico aguçado, o autor explora a transição da vida simples em Nova Esperança para a complexidade e as máscaras do palácio de Elindor.

Muito além das reviravoltas políticas e do encantamento dos reinos, a narrativa destaca-se por colocar a saúde mental no centro da jornada. Ao apresentar uma heroína que lida com a ansiedade — o "mal do século" que muitas vezes embaraça suas pinceladas — Nicolas utiliza sua experiência pessoal para criar uma conexão genuína com o leitor moderno, promovendo a aceitação e a busca por ajuda.

Nesta entrevista, o autor detalha como sua paixão pelo cinema, pela monarquia e pelas artes plásticas moldou a criação de Joanne, uma personagem que prova que a verdadeira força não reside na ausência de medo, mas na coragem de ser quem se é em meio às incertezas do destino. Prepare as suas tintas e mergulhe nos bastidores desta série que promete colorir a literatura fantástica com sensibilidade e inclusão.

Imagem: Arte gráfica / Divulgação

REDAÇÃO: Nicolas, como surgiu a Joanne? Ela foi inspirada em alguém real ou nasceu de algum sentimento específico que você queria explorar?

NICOLAS: Joanne Roberts nasceu da minha paixão por monarquia e histórias fantásticas! Também por protagonistas fortes e determinadas! É uma união de tudo aquilo que sempre adorei na literatura e no cinema!

REDAÇÃO: Joanne é uma personagem que lida com a ansiedade, algo que "embaralha suas pinceladas". Qual a importância de trazer a saúde mental para o centro de uma história de fantasia/realeza?

NICOLAS: É de suma importância falar sobre a ansiedade, ainda mais em uma protagonista! É algo de que se tem falado pouco, sendo um dos maiores males deste século! Estando presente na série, pode fazer as pessoas não terem medo e aceitarem ajuda, combatendo esse mal.

REDAÇÃO: A vila de Nova Esperança e o reino de Elindor parecem opostos. O que esses dois cenários representam na jornada de amadurecimento da protagonista?

NICOLAS: Nova Esperança representa a vida simples da protagonista, o lar, o aconchego. Elindor é algo grandioso na vida dela, algo para o qual ela não está preparada, mas que chegará e será de suma importância para o seu desenvolvimento dentro da série. É um elo de amadurecimento e responsabilidade!

REDAÇÃO: Joanne não se vê como uma heroína clássica. Na sua visão, o que a torna especial e capaz de cativar o leitor moderno?

NICOLAS: Joanne tem seus próprios sonhos, mas também é cheia de medos e incertezas. Ela se difere de muitos protagonistas por ser mais voltada à família e por acreditar sempre, mesmo com seus defeitos. O talento dela a levará a grandes lugares.

REDAÇÃO: A arte é o refúgio da Joanne. Por que você escolheu a pintura, e não outra forma de expressão, para ser a voz dessa personagem?

NICOLAS: Sempre gostei muito de pintura e arte; aprecio grandes pintores da história, como Van Gogh. Isso não é muito bem aproveitado na literatura, e uma protagonista com esse talento se difere e causa uma boa impressão, pois a arte pode mudar destinos.

REDAÇÃO: Lina Grace é a peça-chave que tira Joanne da zona de conforto. Como você define a importância da amizade verdadeira no processo de enfrentar nossos medos?

NICOLAS: Joanne Roberts e Lina Grace têm aquela amizade verdadeira que não precisa de palavras. Até por exemplo, na ansiedade da protagonista, Lina a entende, e só sua presença já cria entre as duas um grande elo de empatia e amor. Elas têm uma amizade genuína desde crianças, aquela que se diferencia das demais, conquistada do jeito que as duas são, com respeito e admiração!

REDAÇÃO: O palácio de Elindor é descrito como um lugar de máscaras. Como Joanne lida com a pressão de ter que se encaixar em um mundo tão impecável e, muitas vezes, falso?

NICOLAS: Sendo pintora, Joanne tem um olhar bem mais aguçado do que a maioria das pessoas. Ela percebe coisas, ouve vozes e vê detalhes que pouquíssimas pessoas conseguem reparar, até mesmo figuras importantes do castelo. Isso a diferencia e faz com que o fato de estar no Castelo de Bergenhon não seja um fardo muito grande.

REDAÇÃO: "Cores do Destino" é o subtítulo deste volume. Podemos esperar que as cores tenham um significado simbólico ou quase mágico ao longo da série?

NICOLAS: Joanne descobrirá coisas muito importantes ao longo da série. Essas cores são fundamentais, tanto para sua vida como pintora quanto para grandes descobertas que ela fará. A tinta a acompanhará e será um marco até no momento mais importante do livro.

REDAÇÃO: Qual foi o maior desafio ao escrever sobre uma personagem que, muitas vezes, prefere o silêncio e a invisibilidade?

NICOLAS: Acredito que a escrita flui naturalmente, principalmente quando a personagem principal tem sensibilidade e consegue se diferenciar pelo seu talento e sua coragem. Seu talento a destaca; é ele que vai levá-la a lugares incríveis, mesmo que ela nunca imagine e prefira o anonimato.

REDAÇÃO: Na sinopse, você menciona que o destino não perguntou o que ela queria. Você acredita que todos temos um destino traçado ou somos nós que misturamos as tintas?

NICOLAS: Assim como Joanne, nós temos um propósito determinado. Ela descobre coisas que nunca imaginou, e nós também temos que estar preparados para mudanças e para sermos maiores do que imaginávamos.

REDAÇÃO: A relação de Joanne com a mãe, Sandy, parece ser um porto seguro. Como essa base familiar influencia as decisões que ela toma no palácio?

NICOLAS: Sandy e Joanne moram sozinhas em Nova Esperança; esse elo que as duas têm é muito importante! Sandy sempre apoiou o talento da filha e, mesmo não concordando com muitas coisas ou temendo-as, ela a apoia, e será um porto seguro em muitos momentos da série.

REDAÇÃO: O concurso de arte é o ponto de virada da história. Você já participou de algo que mudou drasticamente o rumo da sua vida, assim como aconteceu com a Joanne?

NICOLAS: Já vivi muitos momentos em que tive que mudar drasticamente de ambiente. Tive que deixar muitas coisas no passado para viver a vida que o destino queria! Temos que estar preparados para essas mudanças para não sermos pegos de surpresa! E, caso a surpresa aconteça, estaremos prontos, com coragem e determinação!

REDAÇÃO: A ansiedade é descrita de forma muito sensorial no texto. Você realizou alguma pesquisa específica ou usou experiências pessoais para descrever esses momentos da Joanne?

NICOLAS: Convivo com a ansiedade há alguns anos. Colocar isso na protagonista é algo totalmente novo e faz com que pessoas que sofrem disso não tenham medo de falar e busquem ajuda, pois é um mal que precisa ser combatido e olhado com um pouco mais de carinho. A saúde mental é muito importante!

REDAÇÃO: O que Elindor exige de Joanne que ela mais teme entregar?

NICOLAS: O reino vai exigir que Joanne mude muitas coisas, mas o destino quer que ela seja ela mesma. Ela fará grandes descobertas e precisará unir forças para que isso não seja um fardo, mas sim algo que ela use a favor do reino, a favor das pessoas!

REDAÇÃO: "Saber a hora de calar e a hora de se posicionar". Esse equilíbrio é o grande aprendizado da Joanne?

NICOLAS: É um dos grandes aprendizados! Joanne virá de origem humilde e terá grandes oportunidades perto de pessoas muito importantes e influentes! Às vezes, o silêncio ajuda, mas a astúcia fará com que ela descubra coisas inimagináveis!

REDAÇÃO: Como tem sido o feedback dos leitores no Instagram oficial da série? A identificação com o tema da ansiedade tem surpreendido você?

NICOLAS: Fico feliz pelo feedback que tenho recebido! Muitos têm gostado da Joanne e da história, amam a arte que ela carrega e também me perguntam muito sobre a personagem Harper Willow, que tem TEA (Transtorno do Espectro Autista). Acho essa inclusão muito importante! Ela será uma personagem de suma importância para várias coisas dentro do livro e da série!

REDAÇÃO: Nicolas, se você pudesse dar um conselho para a Joanne no momento em que ela entra nos corredores de Elindor, qual seria?

NICOLAS: Meu conselho é: seja você mesma; as pessoas certas te enxergarão por isso e te valorizarão por isso! Quando somos nós mesmos, tudo flui e as descobertas não são tão pesadas assim! Peso é ser o que não somos!

REDAÇÃO: Podemos esperar grandes reviravoltas políticas em Elindor, ou o foco principal será sempre o conflito interno da Joanne?

NICOLAS: Teremos muitas reviravoltas políticas em Elindor! O rei Joseph e a rainha Isolde estão completando 10 anos de casamento; muitas coisas mudaram no reino após a morte da rainha Isabel I! Muitas descobertas surgirão e, às vezes, nem tudo é o que parece!

REDAÇÃO: O que os leitores podem esperar para o futuro de "As Crônicas de Joanne"? Este é apenas o começo de uma longa jornada?

NICOLAS: Penso em fazer uma grande série, de cinco a seis livros! A jornada de Joanne Roberts está apenas começando em Cores do Destino! A pintora desastrada terá muitos desafios e muitas descobertas! É só o começo!

REDAÇÃO: Para encerrar, Nicolas, qual "cor" você definiria para o momento atual da sua carreira como escritor?

NICOLAS: Eu escolho a cor favorita da Joanne! O roxo, que simboliza a criatividade, que a une ao seu elo artístico e, futuramente, a algo ainda maior em sua vida, que será descoberto por ela mesma no momento certo!

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Nicolas Lemos: Um papo sobre livros e fantasia


Imagem: O autor Nícolas Lemos / Divulgação


Em sua mais nova obra, o autor
Nicolas convida os leitores a ingressarem no universo de "As Crônicas de Joanne", uma história onde a fantasia e a realeza servem de pano de fundo para temas profundamente humanos e contemporâneos
. Através da protagonista Joanne Roberts, uma jovem pintora que vê o mundo através de um olhar artístico aguçado, o autor explora a transição da vida simples em Nova Esperança para a complexidade e as máscaras do palácio de Elindor.

Muito além das reviravoltas políticas e do encantamento dos reinos, a narrativa destaca-se por colocar a saúde mental no centro da jornada. Ao apresentar uma heroína que lida com a ansiedade — o "mal do século" que muitas vezes embaraça suas pinceladas — Nicolas utiliza sua experiência pessoal para criar uma conexão genuína com o leitor moderno, promovendo a aceitação e a busca por ajuda.

Nesta entrevista, o autor detalha como sua paixão pelo cinema, pela monarquia e pelas artes plásticas moldou a criação de Joanne, uma personagem que prova que a verdadeira força não reside na ausência de medo, mas na coragem de ser quem se é em meio às incertezas do destino. Prepare as suas tintas e mergulhe nos bastidores desta série que promete colorir a literatura fantástica com sensibilidade e inclusão.

Imagem: Arte gráfica / Divulgação

REDAÇÃO: Nicolas, como surgiu a Joanne? Ela foi inspirada em alguém real ou nasceu de algum sentimento específico que você queria explorar?

NICOLAS: Joanne Roberts nasceu da minha paixão por monarquia e histórias fantásticas! Também por protagonistas fortes e determinadas! É uma união de tudo aquilo que sempre adorei na literatura e no cinema!

REDAÇÃO: Joanne é uma personagem que lida com a ansiedade, algo que "embaralha suas pinceladas". Qual a importância de trazer a saúde mental para o centro de uma história de fantasia/realeza?

NICOLAS: É de suma importância falar sobre a ansiedade, ainda mais em uma protagonista! É algo de que se tem falado pouco, sendo um dos maiores males deste século! Estando presente na série, pode fazer as pessoas não terem medo e aceitarem ajuda, combatendo esse mal.

REDAÇÃO: A vila de Nova Esperança e o reino de Elindor parecem opostos. O que esses dois cenários representam na jornada de amadurecimento da protagonista?

NICOLAS: Nova Esperança representa a vida simples da protagonista, o lar, o aconchego. Elindor é algo grandioso na vida dela, algo para o qual ela não está preparada, mas que chegará e será de suma importância para o seu desenvolvimento dentro da série. É um elo de amadurecimento e responsabilidade!

REDAÇÃO: Joanne não se vê como uma heroína clássica. Na sua visão, o que a torna especial e capaz de cativar o leitor moderno?

NICOLAS: Joanne tem seus próprios sonhos, mas também é cheia de medos e incertezas. Ela se difere de muitos protagonistas por ser mais voltada à família e por acreditar sempre, mesmo com seus defeitos. O talento dela a levará a grandes lugares.

REDAÇÃO: A arte é o refúgio da Joanne. Por que você escolheu a pintura, e não outra forma de expressão, para ser a voz dessa personagem?

NICOLAS: Sempre gostei muito de pintura e arte; aprecio grandes pintores da história, como Van Gogh. Isso não é muito bem aproveitado na literatura, e uma protagonista com esse talento se difere e causa uma boa impressão, pois a arte pode mudar destinos.

REDAÇÃO: Lina Grace é a peça-chave que tira Joanne da zona de conforto. Como você define a importância da amizade verdadeira no processo de enfrentar nossos medos?

NICOLAS: Joanne Roberts e Lina Grace têm aquela amizade verdadeira que não precisa de palavras. Até por exemplo, na ansiedade da protagonista, Lina a entende, e só sua presença já cria entre as duas um grande elo de empatia e amor. Elas têm uma amizade genuína desde crianças, aquela que se diferencia das demais, conquistada do jeito que as duas são, com respeito e admiração!

REDAÇÃO: O palácio de Elindor é descrito como um lugar de máscaras. Como Joanne lida com a pressão de ter que se encaixar em um mundo tão impecável e, muitas vezes, falso?

NICOLAS: Sendo pintora, Joanne tem um olhar bem mais aguçado do que a maioria das pessoas. Ela percebe coisas, ouve vozes e vê detalhes que pouquíssimas pessoas conseguem reparar, até mesmo figuras importantes do castelo. Isso a diferencia e faz com que o fato de estar no Castelo de Bergenhon não seja um fardo muito grande.

REDAÇÃO: "Cores do Destino" é o subtítulo deste volume. Podemos esperar que as cores tenham um significado simbólico ou quase mágico ao longo da série?

NICOLAS: Joanne descobrirá coisas muito importantes ao longo da série. Essas cores são fundamentais, tanto para sua vida como pintora quanto para grandes descobertas que ela fará. A tinta a acompanhará e será um marco até no momento mais importante do livro.

REDAÇÃO: Qual foi o maior desafio ao escrever sobre uma personagem que, muitas vezes, prefere o silêncio e a invisibilidade?

NICOLAS: Acredito que a escrita flui naturalmente, principalmente quando a personagem principal tem sensibilidade e consegue se diferenciar pelo seu talento e sua coragem. Seu talento a destaca; é ele que vai levá-la a lugares incríveis, mesmo que ela nunca imagine e prefira o anonimato.

REDAÇÃO: Na sinopse, você menciona que o destino não perguntou o que ela queria. Você acredita que todos temos um destino traçado ou somos nós que misturamos as tintas?

NICOLAS: Assim como Joanne, nós temos um propósito determinado. Ela descobre coisas que nunca imaginou, e nós também temos que estar preparados para mudanças e para sermos maiores do que imaginávamos.

REDAÇÃO: A relação de Joanne com a mãe, Sandy, parece ser um porto seguro. Como essa base familiar influencia as decisões que ela toma no palácio?

NICOLAS: Sandy e Joanne moram sozinhas em Nova Esperança; esse elo que as duas têm é muito importante! Sandy sempre apoiou o talento da filha e, mesmo não concordando com muitas coisas ou temendo-as, ela a apoia, e será um porto seguro em muitos momentos da série.

REDAÇÃO: O concurso de arte é o ponto de virada da história. Você já participou de algo que mudou drasticamente o rumo da sua vida, assim como aconteceu com a Joanne?

NICOLAS: Já vivi muitos momentos em que tive que mudar drasticamente de ambiente. Tive que deixar muitas coisas no passado para viver a vida que o destino queria! Temos que estar preparados para essas mudanças para não sermos pegos de surpresa! E, caso a surpresa aconteça, estaremos prontos, com coragem e determinação!

REDAÇÃO: A ansiedade é descrita de forma muito sensorial no texto. Você realizou alguma pesquisa específica ou usou experiências pessoais para descrever esses momentos da Joanne?

NICOLAS: Convivo com a ansiedade há alguns anos. Colocar isso na protagonista é algo totalmente novo e faz com que pessoas que sofrem disso não tenham medo de falar e busquem ajuda, pois é um mal que precisa ser combatido e olhado com um pouco mais de carinho. A saúde mental é muito importante!

REDAÇÃO: O que Elindor exige de Joanne que ela mais teme entregar?

NICOLAS: O reino vai exigir que Joanne mude muitas coisas, mas o destino quer que ela seja ela mesma. Ela fará grandes descobertas e precisará unir forças para que isso não seja um fardo, mas sim algo que ela use a favor do reino, a favor das pessoas!

REDAÇÃO: "Saber a hora de calar e a hora de se posicionar". Esse equilíbrio é o grande aprendizado da Joanne?

NICOLAS: É um dos grandes aprendizados! Joanne virá de origem humilde e terá grandes oportunidades perto de pessoas muito importantes e influentes! Às vezes, o silêncio ajuda, mas a astúcia fará com que ela descubra coisas inimagináveis!

REDAÇÃO: Como tem sido o feedback dos leitores no Instagram oficial da série? A identificação com o tema da ansiedade tem surpreendido você?

NICOLAS: Fico feliz pelo feedback que tenho recebido! Muitos têm gostado da Joanne e da história, amam a arte que ela carrega e também me perguntam muito sobre a personagem Harper Willow, que tem TEA (Transtorno do Espectro Autista). Acho essa inclusão muito importante! Ela será uma personagem de suma importância para várias coisas dentro do livro e da série!

REDAÇÃO: Nicolas, se você pudesse dar um conselho para a Joanne no momento em que ela entra nos corredores de Elindor, qual seria?

NICOLAS: Meu conselho é: seja você mesma; as pessoas certas te enxergarão por isso e te valorizarão por isso! Quando somos nós mesmos, tudo flui e as descobertas não são tão pesadas assim! Peso é ser o que não somos!

REDAÇÃO: Podemos esperar grandes reviravoltas políticas em Elindor, ou o foco principal será sempre o conflito interno da Joanne?

NICOLAS: Teremos muitas reviravoltas políticas em Elindor! O rei Joseph e a rainha Isolde estão completando 10 anos de casamento; muitas coisas mudaram no reino após a morte da rainha Isabel I! Muitas descobertas surgirão e, às vezes, nem tudo é o que parece!

REDAÇÃO: O que os leitores podem esperar para o futuro de "As Crônicas de Joanne"? Este é apenas o começo de uma longa jornada?

NICOLAS: Penso em fazer uma grande série, de cinco a seis livros! A jornada de Joanne Roberts está apenas começando em Cores do Destino! A pintora desastrada terá muitos desafios e muitas descobertas! É só o começo!

REDAÇÃO: Para encerrar, Nicolas, qual "cor" você definiria para o momento atual da sua carreira como escritor?

NICOLAS: Eu escolho a cor favorita da Joanne! O roxo, que simboliza a criatividade, que a une ao seu elo artístico e, futuramente, a algo ainda maior em sua vida, que será descoberto por ela mesma no momento certo!

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