A antologia Viagem na Coreografia da Mente: A Experiência Simbólica no Fluxo de Consciência, organizada por Gabriela Queiroz e lançada pela Mondru Editora em 2025, estabelece-se como um marco de experimentação literária derivado de oficinas imersivas do portal EducaMondru. A obra propõe uma incursão profunda pelos recantos da mente, utilizando o fluxo de consciência não apenas como estilo, mas como ferramenta poética para desbravar vertentes psicológicas e dimensões existenciais. Ao reunir autores como Arthur Petrola, Gabriele Gomes, Juliana Dias, Lincoln de Barros e Patrícia Najjar, o volume constrói uma narrativa polifônica que desafia a organização lógica tradicional em favor de uma apresentação subjetiva e ininterrupta das impressões humanas. O projeto gráfico, pontuado por colagens em tom de stippling, reforça visualmente essa fragmentação do eu, sugerindo que a identidade é uma composição constante de memórias, traumas e percepções imediatas. A técnica central explorada na coletâ...
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Vitor Zindacta
Onde mora a poesia: a poética feminina na universidade, org. Kellen Dias e Leila Mendes
A publicação de Onde mora a poesia: a poética feminina na universidade, organizada por Kellen Dias e Leila Mendes e lançada pela Mondru Editora em 2025, estabelece um marco fundamental na cartografia literária contemporânea brasileira ao deslocar o eixo da produção intelectual do rigor asséptico dos gabinetes para a vibração orgânica do verso. Esta antologia não se propõe apenas como uma reunião de textos, mas como um manifesto de ocupação. Ao questionarem onde reside o fenômeno poético, as organizadoras evocam a tradição de Adélia Prado para sentenciar que, entre aquelas cujas auras vibram fêmea, não cabe a passividade do gauche. A obra apresenta-se como um emaranhado poético que ressoa como bandeiras em meio a um campo de guerra simbólico, oferecendo rumo e esperança através de vozes que, embora transitem pela Academia, recusam-se a ser domesticadas por ela. O livro é um organismo vivo que abriga o som de mulheres que se refazem incorpóreas em corpos de poesia, desafiando a premissa ...
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Vitor Zindacta
Resenha: Eu, eu mesmo e o outro, org. Luigi Ricciardi
A antologia "Eu, eu mesmo e o outro", sob a batuta organizacional de Luigi Ricciardi e o selo da Mondru Editora, estabelece-se como um campo de experimentação radical onde o biográfico é transmutado em substância narrativa. O livro é o subproduto de uma oficina de escrita autoficcional que reuniu vozes de diferentes gerações e experiências em um exercício de escuta corajosa. Para Ricciardi, escrever sobre si exige um desprendimento que vai além do confessional, exigindo que o autor se mova por um território onde o real e o imaginado se confundem de forma deliberada. Esta obra não se propõe a ser um repositório de verdades absolutas, mas um "registro de travessia", onde cada texto busca organizar o caos da memória e devolvê-lo ao mundo como algo digno de partilha. A diversidade de estilos — que oscila entre o lírico, o ensaístico e o testemunhal — é a força motriz que sustenta a coletânea, revelando que a autoficção é, acima de tudo, um gesto de invenção política e a...
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Resenha: Realidade estilhaçadas, org. Carlos Freitas
A antologia Realidades Estilhaçadas, organizada por Carlos Freitas e publicada pela Mondru Editora em 2023, apresenta-se como um mosaico literário vibrante, fruto de uma oficina de escrita criativa que reuniu autores de diversas origens e trajetórias profissionais. A obra é composta por narrativas curtas que exploram o terreno instável do absurdo, do bizarro e do fantástico, gravitando em torno de um sistema que o organizador descreve como kafkiano. O título do livro é uma metáfora precisa para a experiência de leitura: cada conto atua como um fragmento de vidro que, embora parte de um todo, reflete uma perspectiva única e muitas vezes desconfortável da condição humana, rompendo com a linearidade da normalidade cotidiana para revelar as fendas sob o solo que julgamos firme. Através de vozes que variam entre o lirismo e a crueza, a coletânea propõe uma investigação íntima da alma, carregada de críticas sociais e inquietações que desafiam o leitor a questionar as fronteiras entre o real ...
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Vitor Zindacta
Resenha: Poesia experimental, org. Jeferson Barbosa
A antologia Poesia Experimental, publicada pela editora Mondru em 2023, sob a organização de Jeferson Barbosa, apresenta-se não apenas como um livro, mas como um artefato de resistência estética e provocação visual. Concebida a partir de uma oficina de criação, a obra reúne a produção de sete artistas que se propuseram a tensionar as fronteiras tradicionais entre a literatura e as artes plásticas. O projeto gráfico, assinado pelo próprio organizador, já anuncia em sua capa — marcada por sobreposições tipográficas e linhas verticais — que o leitor não encontrará um fluxo linear de leitura, mas sim um campo de forças onde a palavra é tratada como matéria plástica e sonora. A introdução da obra evoca o pensamento de Décio Pignatari, sublinhando que a poesia deve estar alinhada à música e às artes visuais, afastando-se do mero suporte literário convencional. Essa premissa fundamenta toda a curadoria, que selecionou de três a cinco trabalhos de cada poeta, abrangendo desde poemas-constelaçã...
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Vitor Zindacta
Resenha: Cartografia poética da ausência, org. Jeferson Barbosa
A antologia Cartografias Poéticas da Ausência, organizada por Jeferson Barbosa e publicada pela Mondru Editora em 2025, apresenta-se como um inventário sensível das lacunas que compõem a experiência humana contemporânea. A obra é o resultado tangível de uma oficina de poesia narrativa, na qual um grupo diverso de escritores brasileiros foi desafiado a explorar a materialidade da palavra como agente de narração. O título não é meramente ilustrativo; ele reflete a constatação de que o tema da falta — seja ela de um amor, de um lar, da memória ou da justiça social — serviu como o eixo gravitacional que uniu as produções dos autores envolvidos. Ao navegar por estas páginas, o leitor é convidado a percorrer mapas de uma geografia do sentir, onde a poesia não apenas narra fatos, mas dá corpo e contorno ao que não está mais lá, mas insiste em habitar os silêncios. O livro está estruturado de forma a destacar as vozes individuais dos participantes, apresentando seleções de poemas de autores co...
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Vitor Zindacta
Academia Mineira de Letras convoca escritores para IV Lançamento Coletivo: inscrições abertas até 5 de abril
Imagem: Lançamento São elegíveis obras publicadas em 2025 e 2026. O evento acontece em julho e a inscrição é gratuita O IV Lançamento Coletivo da Academia Mineira de Letras acontece no dia 04 de julho, sábado, das 10h às 13h30. A instituição convida autores interessados a inscreverem suas obras do dia 1º ao dia 5 de abril de 2026, por meio de formulário online. Na ocasião do lançamento, além de sessão de autógrafos e venda dos livros, um representante de cada obra selecionada terá até 15 minutos de fala, para apresentar seu livro – seja por meio de leitura de trecho, comentário, conversa. Assim, o autor ou um representante do livro deve estar presente no dia do lançamento coletivo, para participar desse momento de fala. Link para inscrições online: https://forms.gle/NQpkUDM8D3d6ii7o9 Após a inscrição online, um exemplar do livro deve ser enviado à instituição para apreciação, com data de postagem até o dia 05 de abril. A obra deve ser postada em nome de “AML – Lançamento coletivo 2026 ...
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Vitor Zindacta
Daniel Renattini confirma presença na FliFantasy com sua tetralogia recém finalizada
Imagem: Divulgação O autor Daniel Renattini participa d o Festival Literário de Fantasia ( FliFantasy ), no Marte Hall (Vila Mariana, São Paulo), que acontece no dia 26 de abril, de 10h às 19h. O evento contará com programação voltada à literatura fantástica, reunindo autores e leitores em um espaço dedicado ao gênero. O escritor, que finalizou recentemente (2025) sua tetralogia jovem "Herdeiros das Estrelas", l evará suas obras e terá momentos de troca com o público. Durante a feira, Daniel Renattini estará disponível para sessão de autógrafos, conversa com leitores e venda de seus livros. A participação no evento reforça a proximidade do autor com seu público e a importância do contato direto com leitores em espaços literários independentes.“Cada evento que vou é sempre motivo de empolgação, porque sei que vou reencontrar leitores e conhecer novos. Ter esse contato direto com o público, ainda mais em uma feira focada em literatura de fantasia, torna o tra...
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Vitor Zindacta
Estreia de Alice Puterman expõe violência sexual e saúde mental em livro que denuncia violência contra mulheres
Imagem: Divulgação Em Candura , publicado pela editora TAUP (Toma Aí Um Poema), a escritora Alice Puterman, de 23 anos, transforma seis anos de produção literária em um livro de poesia que articula experiência pessoal e denúncia social. A obra se insere em um contexto alarmante: o crescimento contínuo dos índices de violência sexual no Brasil. Longe de se limitar ao relato autobiográfico, o livro se constrói como um testemunho lírico sobre trauma, saúde mental e a complexa reconstrução do corpo feminino como território de resistência. Há livros que nascem do desejo de narrar; outros emergem como uma necessidade vital. Candura pertence a esta segunda categoria. Escrito entre a adolescência e o início da vida adulta da autora, o livro apresenta uma escrita que não busca amenizar a dor, mas nomeá-la. Já no prefácio, Puterman estabelece o tom da obra ao afirmar: “Não sei dizer onde a violência começa em minha vida, mas a violência que eu cometo a mim mesma termina com estas páginas”. A fr...
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