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Antonio Arruda lança “O corte que desafia a lâmina”

“Há, em todo pássaro, um limite de liberdade e morte. A mesma garra que impulsiona para o voo é a que sustenta o pouso (e todo pouso de pássaro carrega um pouco de morte). Há, em todo pássaro uma chama alimentada pelo vento de seu voo se apaga fim do dia no galho repousado.” —  Trecho do livro Roteirista do programa  Era Uma Vez no Quintal , da TV Cultura (Vencedor do prêmio APCA em 2014) e das duas temporadas da série da Netflix  Cidade Invisível  (indicada ao ABRA em 2022), o também jornalista e mestre em Teoria Literária e Literatura Comparada  Antonio Arruda  estreia na literatura com o livro  O corte que desafia a lâmina  (Editora Cachalote, 131 págs.). A obra, híbrida entre ficção e autobiografia, se estrutura como um inventário poético e visceral de experiências extremas — narrativas que oscilam entre o íntimo e o simbólico, o real e o alegórico, o profano e o sagrado, costuradas por uma estética do enfrentamento. Os textos mesclam corpo, s...

A Hora do Mal: Uma Ambição Desmedida que Cede à Simplicidade e ao Vazio

"A Hora do Mal", o novo épico de terror de Zach Cregger, chegou aos cinemas envolto em um burburinho colossal, prometendo ser o novo divisor de águas do gênero. No entanto, ao contrário de seu aclamado trabalho anterior, este filme se revela uma experiência frustrante: uma produção que mira nas estrelas da narrativa complexa, mas tropeça feio, entregando um enredo que é, no final das contas, simples e insatisfatório, mascarado por uma estrutura pretensiosa. A Questão da Estrutura: Enrolação Disfarçada de Arte O filme adota uma abordagem fragmentada, dividida em capítulos, cada um focado no ponto de vista de um personagem diferente. A intenção, claramente, é criar um quebra-cabeça angustiante e multifacetado, evocando a grandiosidade de épicos como Magnólia , como o próprio diretor mencionou. No entanto, essa escolha narrativa se torna o calcanhar de Aquiles do filme. Em vez de aprofundar a trama ou os personagens, a repetição de eventos sob diferentes ângulos soa como uma man...

RESENHA: TDAH de A a Z: o manual definitivo para entender e superar, de Vitor Zindacta

ZINDACTA, Vitor. TDAH de A a Z: o manual definitivo para entender e superar . Rio Verde, GO: [edição do autor], 2025. 350 p.; 14 x 21 cm. A obra TDAH de A a Z: O Manual Definitivo para Entender e Superar , de Vitor Zindacta, publicada de forma independente em 2025, constitui um guia abrangente e prático sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), fundamentado em pesquisas científicas e experiências pessoais do autor. Com estrutura organizada em 22 capítulos, introdução, apêndices e referências, o livro busca desmistificar o TDAH, promovendo estratégias de gerenciamento, autoajuda e perspectivas futuras, com ênfase em abordagens baseadas em evidências como o DSM-5 (ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA, 2013) e estudos genéticos recentes. Destinado a leigos, profissionais de saúde e indivíduos com TDAH, o texto é oferecido gratuitamente em formato digital, alinhando-se a uma visão acessível de saúde mental, onde o autor destaca que "o TDAH é uma condição neur...

RESENHA: Entendendo o autismo: um guia completo para diagnóstico, tratamento e inclusão, de Vitor Zindacta

ZINDACTA, Vitor. Entendendo o autismo: um guia completo para diagnóstico, tratamento e inclusão . Rio Verde, GO: [edição do autor], 2025. 1 recurso eletrônico A obra Entendendo o autismo: um guia completo para diagnóstico, tratamento e inclusão , de Vitor Zindacta, lançada em 2025 como uma publicação independente em formato digital, representa uma contribuição significativa para a disseminação de conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O autor, com experiência pessoal relatada no Capítulo 1, adota uma abordagem empática e baseada em evidências, alinhada a fontes como o DSM-5-TR (ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE PSIQUIATRIA, 2022) e dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O livro, estruturado em 13 capítulos, apêndice e referências, visa desmistificar o autismo, promovendo inclusão social e neurodiversidade, com ênfase em diagnóstico precoce, tratamentos comprovados e legislação brasileira. Como guia gratuito, ele atende a famílias, educadores e profissionais de saúde, co...

Um bate papo com o autor Vitor Zindacta

Rio Verde, GO – Longe dos grandes eixos editoriais do país, o escritor goiano Vitor Zindacta constrói uma carreira literária marcada pela coragem e pela versatilidade. De romances eróticos que exploram as profundezas do desejo a guias sensíveis sobre o luto, ele transita por gêneros distintos com uma fluidez que instiga e cativa leitores. Estudante de História e História da Arte, Zindacta utiliza seu conhecimento acadêmico como lente para observar e narrar as complexas facetas da experiência humana. Nesta conversa aprofundada, mergulhamos em seu processo criativo, no impacto de suas obras e nos caminhos que o levaram a explorar territórios tão diversos da escrita. REDAÇÃO: Vitor, sua bibliografia é notavelmente diversa. Você publicou romances como "Ruínas do Desejo", contos eróticos em "Todos os Ruidosos Pássaros e Outras Devassidões" e um livro de não ficção sobre o luto, "Viver com a Perda". O que te move a explorar gêneros tão distintos? Vitor Zindact...

5 dark romances escritos por Vitor Zindacta para conhecer

REDAÇÃO - 23 de setembro de 2025 Para os leitores que не temem mergulhar em narrativas intensas e psicologicamente complexas, o gênero dark romance tem se consolidado como um terreno fértil para histórias de amor que florescem nos lugares mais sombrios. No Brasil, um dos nomes que se aventura com maestria por essas nuances é o autor goiano Vitor Zindacta. Conhecido por sua versatilidade, é em suas obras mais obscuras que ele desafia as convenções do romance tradicional, construindo anti-heróis cativantes e tramas repletas de tensão. O dark romance explora temas tabu, dinâmicas de poder e personagens moralmente ambíguos, onde a linha entre a paixão e a obsessão é perigosamente tênue. Se você está pronto para explorar esse universo, selecionamos cinco livros essenciais de Vitor Zindacta que servem como uma porta de entrada perfeita para seu trabalho no gênero. 1. Quando a vingança chama Nesta obra, Zindacta nos apresenta a jornada de transformação de Alina, uma órfã de 19 anos cuja pur...

Como escreve: Vitor Zindacta

Rio Verde, GO – Para além das páginas de seus livros, que viajam por diferentes gêneros e emoções, existe um autor com uma rotina, um método e um processo de imersão. Vitor Zindacta, radicado em Rio Verde, Goiás, não apenas cria narrativas, mas constrói universos a partir de uma disciplina que mescla inspiração, pesquisa acadêmica e um profundo trabalho emocional. Nesta conversa, abrimos a porta do ateliê de escrita de Vitor para entender como nascem suas histórias, como ele se prepara para temas tão diversos e qual é a rotina que sustenta sua produção literária no coração do Brasil. REDAÇÃO: Vitor, todo escritor tem um ponto de partida. Como uma nova ideia para um livro costuma surgir para você? É uma imagem, uma frase, um personagem, um tema que te inquieta? Vitor Zindacta: Raramente é algo completamente formado. Geralmente, começa com uma inquietação, um sentimento difuso ou uma imagem persistente. Para um de meus romances de paixão, por exemplo, a faísca foi a imagem de um casal...

RESENHA: Refinaria, de Rodrigo Cabral

Foto: Acervo Pessoal / Divulgação Em refinaria, a escrita de Rodrigo Cabral deriva, em primeiro momento, de “sonhos hipersalinos”. O autor revisita memórias de infância num território preenchido por salinas prateando os dias. Lembranças em estado bruto são mescladas às percepções do poeta sobre elementos do patrimônio histórico e da paisagem — a praia, a lagoa, os montes de sal, a restinga, o canal, as pedras portuguesas na calçada, a figueira que se mantém numa rua onde quase tudo muda, menos a centenária árvore. Ao autor, interessa investigar o que se transforma e observar o que resta. É desse modo que inaugura sua refinaria, coletando significados e experimentos diversos para a palavra. A poesia experimentada em vida é matéria-prima fundamental: “todo poeta calango / ejeta-se do corpo / desencarna do verso / e regenera-se na vida”. Ainda que esteja enraizado no vocabulário pertinente às cidades da Região dos Lagos, o livro faz movimentos de ida e vinda, de forma a conceber refinaria...

7 de setembro: Para quem?

O 7 de setembro é, historicamente, uma data emblemática para o povo brasileiro, marcada pela celebração da Independência, um momento de orgulho nacional e reafirmação da identidade coletiva. No entanto, neste ano, o cenário que permeia essa data é envolto em tensões políticas e sociais profundas, com manifestações que refletem um país dividido. Entre essas manifestações, destaca-se a luta dos bolsonaristas por uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos envolvidos na invasão do Congresso, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023. O Significado Histórico do 7 de Setembro Tradicionalmente, o Dia da Independência representa a consolidação da soberania do Brasil, quando Dom Pedro I proclamou a ruptura do domínio português. É um momento em que se reforçam valores como a democracia, a unidade nacional e o respeito às instituições. Para muitos, é uma oportunidade de celebrar as conquistas do país e refletir sobre os desafios que ainda pers...