FELINTO, Marilene / Mulher Feita e outros contos . Marilene Felinto - São Paulo: Fósforo, 2022. ISBN 978-65-89733-79-7 APRESENTAÇÃO Como podemos comparar um homem que deixou de ser escritor para se dedicar ao ofício de mecânico com uma mulher que viaja em um trem de Berlim para Munique enquanto observa outra passageira comer um ovo, e ainda, com uma menina que não aceita o fato de não ser notada por um colega de classe? Como esses e outros personagens tão diversos podem confluir? Aparentemente, não há nada que nos faça pensar que histórias tão banais possam se interligar, mas, nos dez textos de Mulher feita e outros contos, Marilene Felinto usa a simplicidade cotidiana para mostrar ao leitor que a complexidade da vida está ligada de modo íntimo ao ordinário. A certa altura, uma senhora se surpreende ao ser questionada por uma jovem a respeito de formigas tanajuras servidas como iguarias no interior do país. Aquela pergunta tão singela, sobre algo tão prosaico, recria “na memória d...
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Vitor Zindacta
Compêndio Mítico do Rio de Janeiro, de Alberto Mussa, ganha nova edição
Mussa criou uma coleção de cinco volumes primorosos que buscam resgatar a história popular do Brasil por meio de segredos e superstições. Cada um dos volumes é uma novela policial que se passa em um século diferente da história do Rio de Janeiro. O primeiro livro, O Trono da Rainha Jinga, se passa em 1626. O segundo, O Senhor do Lado Esquerdo, começa com um crime cometido em 1913. A Primeira História do Mundo se passa em 1567, quando a cidade do Rio de Janeiro tinha apenas dois anos de idade e pouco mais de 400 moradores. Já em A Hipótese Humana, Mussa utiliza a cosmologia indígena brasileira como ponto de partida para a narrativa de um assassinato que envolve capoeira e agentes secretos da polícia. Em todas as obras, o autor utiliza crimes para reconstruir o mito do Rio de Janeiro. Alberto Mussa narra a história do Rio de Janeiro em cinco romances fascinantes, um para cada século desde a fundação da cidade. Em um box exclusivo com novas capas e texto de Hermano Vianna, as obras indepe...
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Vitor Zindacta
[RESENHA #560] Escravidão contemporânea, org. Leonardo Sakamoto
APRESENTAÇÃO Todo ano, milhares de pessoas são traficadas e submetidas a condições desumanas de serviço e impedidas de romper a relação com o empregador. Não raro, são impedidas de se desligar do trabalho até concluírem a tarefa para a qual foram aliciadas, sob ameaças que vão de torturas psicológicas a espancamentos e assassinatos. Pessoas que têm sua dignidade arrancada por um regime de trabalho escravo. Este livro, organizado por Leonardo Sakamoto, reúne grandes especialistas nacionais e estrangeiros que mostram o que é o trabalho escravo contemporâneo, sua história recente, como ele se insere no Brasil e no mundo, o que tem sido feito para erradicá-lo, e por que tem sido tão difícil combatê-lo. Uma obra necessária, uma ferramenta para uma das mais importantes batalhas de nosso tempo. Afinal, enquanto qualquer ser humano for vítima de trabalho escravo, a humanidade não será, de fato, livre. RESENHA Entre 1995 e setembro de 2019, mais de 54 mil pessoas foram encontradas em regime de ...
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Vitor Zindacta
[RESENHA #559] Meu caminho de volta para casa, de Dani Floresani
FLORESANI, Dani: Meu caminho de volta para casa / Dani Floresani. - 1ed. - São Paulo: Paraquedas, 2022. 184p A busca por um propósito em meio da dor, livro de Dani Floresani é um emaranhado poético da busca pelo divino em meio á dor de momentos e lembranças enraizados no amor e afeto maternal. Meu caminho de volta para casa , de Dani Floresani, é um discurso poético e doloroso da autora, uma descrição precisa, dolorida e minuciosa de um período ao qual não podemos fugir: a dor. A narrativa aborda os acontecimentos e percalços enfrentados pela autora ao descobrir o diagnóstico da doença de sua mãe: ELA (esclerose lateral amiotrófica), uma doença degenerativa progressiva que afeta o sistema nervoso central causando paralisia motora irreversível, os pacientes desta doença morrem de forma precoce ao perder a capacidade de executar tarefas cruciais como comer, caminhar e falar. O diagnóstico veio de forma precoce, causando dor e sofrimento à toda a família, impactando diretamente o sen...
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Vitor Zindacta
“Bagdá noir”: coletânea reúne 14 contos policiais sombrios sobre a cidade mais famosa do Iraque
Colagem Digital / Acervo Post Literal / Todos os direitos reservados Está chegando ao Brasil a coletânea de contos Bagdá noir, da série noir da Akashic Books. Após os sucessos de Beirute noir (org. Iman Humaydan) e Marraquexe noir (org. Yassin Adnan), a série pousa no Iraque com a antologia organizada por Samuel Shimon. “Bagdá noir”, que tem como protagonista uma das cidades mais devastadas pela guerra nas últimas décadas, recebeu a primorosa tradução direta do árabe de Jemima Alves, que já traduziu, na Tabla, poemas da coletânea Gaza, terra da poesia e o romance Gente, isso é Londres, da libanesa Hanan Al-Shaykh. A ideia do projeto é reunir escritores locais que conhecem a fundo a cidade onde vivem, e propor a cada um que escreva um conto noir inédito, localizado em uma área específica da sua cidade. Porém, em Bagdá noir, você vai encontrar uma cidade um pouco diferente. De um lado, a Bagdá que ainda busca superar os traumas de uma ditadura opressora e violenta como a de Saddam Hussei...
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Vitor Zindacta
[RESENHA #558] Sonhos no terceiro reich, de Charlotte Beradt
Charlotte Beradt era uma jornalista que morava em Berlim e fugiu para a Inglaterra em 1939 e depois para Nova York em 1940. Ela pediu que as pessoas ao seu redor lhe contassem os sonhos que tiveram entre 1933 e 1939: sua tia, um médico, um leiteiro, uma vizinha, sua costureira, um amigo empresário... Ela reuniu cinquenta desses "sonhos impostos pela ditadura" em seu livro clássico de documentação onírica sonhos no terceiro reich , publicado pela primeira vez em 1966. Os sonhos revelam como o regime nazista afetou o inconsciente coletivo dos alemães. O psicanalista Christian Duker assina a apresentação desta obra, apresentando-nos os paradigmas que norteiam os estudos da psicanalise, as contribuições dos relatos de Charlotte e sua vivência familiar durante a ascensão do terceiro reich. O titulo de sua apresentação faz um complemento ao seu conteúdo, chamando-nos a atenção para o que vem a seguir: o sonho como ficção e o despertar do pesadelo. Após passar um período estudando ...
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Vitor Zindacta
[RESENHA #557] Eugénie Grandet, de Honoré de Balzac
Eugénie Grandet é um romance de Honoré de Balzac publicado pela primeira vez em 1833. A obra retrata os tipos da vida provinciana na França de então e é considerada a obra que exibe maior aprimoramento narrativo na vasta produção de Balzac . A história se passa na primeira metade do século XIX e é sobre a história da personagem que dá nome ao livro, e o cotidiano de sua família abastada, numa província francesa. Eugênia é filha única de um rico comerciante avarento, o sr. Grandet . O livro é rico em detalhes, tanto na ambientação como nos próprios personagens. Honoré de Balzac escreve de forma poética os hábitos da sociedade do interior da França, bem como seus costumes tipicamente rurais e econômicos . Balzac foi um dos grandes retratistas da burguesia francesa do século XIX e possuía extrema habilidade para criar personagens . Ele nasceu em 20 de maio de 1799 em Tours, região de França, e morreu em 18 de agosto de 1850 em Paris ....
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Vitor Zindacta
[RESENHA #556] A relíquia, de Eça de Queiroz
A Relíquia é um romance realista escrito pelo português Eça de Queiroz e publicado em 1887. A obra é profundamente sarcástica e protagonizada por Teodorico Raposo, um sujeito que decide escrever um relato memorialista para contar as experiências que viveu. A história é narrada em primeira pessoa e associa à narrativa de viagem um olhar bem-humorado sobre a condição de adaptação humana, em seus interesses de posse e em suas ilusões sociais e afetivas, por meio de negociações íntimas, por vezes conflitivas, entre o sacrifício e a recompensa. Eça de Queiroz nasceu em 25 de novembro de 1845, em Póvoa do Varzim, Portugal. Seus pais não eram casados, o que, na época, era algo escandaloso. Por isso, foi batizado em outra cidade — Vila do Conde. Seu pai era brasileiro e sua mãe, portuguesa. Além de A Relíquia, Eça de Queiroz escreveu outras obras notáveis como O Crime do Padre Amaro e Os Maias . A Relíquia , é uma obra-prima cómica que merece ser redescoberta. (...) um rom...
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