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Márcio Sampaio recebe homenagem na Academia Mineira e Letras

Divulgação “Márcio Sampaio, um caleidoscópio poético” será lançado às 10h, na sede da AML, com João Pombo Barile, Flávio Vignoli e o homenageado. O evento é gratuito e aberto ao público A Academia Mineira de Letras realiza no sábado,  25 de outubro, às 10h , uma homenagem ao artista e poeta  Márcio Sampaio  (Cadeira 28), com o lançamento do  Suplemento Especial “Márcio Sampaio, um caleidoscópio poético” . O evento contará com a presença de  João Pombo Barile , editor do Suplemento MG,  Flávio Vignoli,  organizador da edição especial, e do homenageado. A entrada é gratuita e aberta ao público. O evento acontece na sede da AML (Rua da Bahia, 1466 – Centro). A publicação resulta da pesquisa “A obra como caleidoscópio do arquivo de Márcio Sampaio”, de Flávio Vignoli, que investiga a extensa e multifacetada produção do artista entre os anos de 1965 e 1985 — período que coincide com a ditadura militar no Brasil. O estudo aborda a constituição do arquivo do a...

Verônica Yamada lança duas obras que transitam entre diferentes gêneros literários

  A autora best-seller da Amazon apresenta “Tempos Amarelos” (editora SEDAS) e “Um namoro de mentira com meu k-idol” Autora, editora e médica oftalmologista nipo-brasileira  Verônica Yamada  lança dois títulos que transitam entre gêneros, trazendo em “ Tempos Amarelos” (Editora SEDAS, 136 págs.)  uma narrativa distópica que aborda a hiperprodutividade tóxica e a importância da ancestralidade nos processos de cura; e logo depois produzindo  “Um namoro de mentira com meu k-idol”,  uma comédia romântica, dentro do universo dos k-idols. Com trajetória que inclui diferentes gêneros e públicos, Verônica estreou com “A face obscura de Lívia”, e também já lançou a autoficção “Loucura e Perversidade”, a fantasia “Herdeiros das Trevas”, o livro de contos “Código de Vingança” — premiado com o VII Prêmio Talentos Helvéticos — e, mais recentemente, a distopia “Carne de segunda”, que se tornou um best-seller na Amazon. Ainda publicou títulos infantis e participou de anto...

Ana Carolina Francisco compartilha narrativa poética de coming of age

  “Corpos, Fendas e Fronteiras” mergulha na formação subjetiva de uma jovem mulher em trânsito entre afetos, países e lutas políticas, entrelaçando poesia, memória e insurgência. “Ana é uma voz plural de mulheres que escrevem e espantam os antigos silêncios, que podem viver, agir, transbordar. Ela faz parte desta luta que há séculos risca um patriarcado que silenciou e dividiu as mulheres, dentro delas mesmas e dentre suas semelhantes. Ana vem reunir pedaços, soprar feridas, acender corpos em suas fagulhas. Brisa e brasa, reinventam terras, e Ana está apenas começando. Quem a lê sente: ela já começou há muito tempo.” Susana Fuentes, escritora, atriz, pesquisadora, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e semifinalista do Prêmio Oceanos, no texto de quarta capa do livro   “Ana Carolina Francisco parece ser a principal representante (sem o sentido ortodoxo de periodização ou de filiação a uma corrente) de uma linguagem poética que pode ser definida como teatro da subversão,...

“O talento do Guará”: livro infantil em versos rimados mostra às crianças que todo talento floresce no seu tempo

  Publicada pelo selo de originais da Leiturinha, estreia de Laís Graf combina humor, poesia e afeto para falar sobre autoestima, amizade e valorização das diferenças Em uma floresta repleta de animais animados para o tradicional show de talentos, um lobo-guará sente que não tem nada de especial a oferecer. Esse é o ponto de partida de   "O talento do Guará"   (Leiturinha, 32 págs.), livro de estreia da escritora curitibana  Laís Graf . Com rimas divertidas, a narrativa mostra, de maneira delicada e engraçada, a importância de cada criança reconhecer e valorizar suas próprias habilidades.   A obra, ilustrada pela designer e artista visual  Deise Lino,  apresenta uma história que combina humor e emoção. “Quis escrever algo que fosse interessante não apenas para as crianças, mas também para os adultos que leem para elas. Em vários momentos, incluí piadinhas que só os responsáveis vão captar”, conta a autora. O resultado é uma experiência de leitura que u...

Kleiton Ferreira lança romance épico sobre memória e redenção no Brasil sertanejo do século 20

Em “Crônicas de um mentiroso – Era uma vez no Nordeste…”, o juiz e escritor narra a jornada de um homem que atravessa o século 20 entre soldados, cangaceiros e revolucionários, confrontando as próprias verdades em meio à violência e ao amor. “Era eu, a vereda, e dois cadáveres ensanguentados. Primeiros corpos crivados por balas a serem captados por estes olhos, cujas gravuras se carimbariam para o resto da vida em meu juízo. Morte ao vivo e a cores. Dois tiros bem dados por um padre. E isso era só o começo da aventura.” Trecho do livro Divulgação O escritor e juiz federal alagoano Kleiton Ferreira lança Crônicas de um mentiroso – Era uma vez no Nordeste... (Editora Labrador, 2025, 368 págs.), romance histórico que atravessa os principais conflitos do país no século 20. O protagonista Paulo, narrador da trama, é lançado ainda jovem nas entranhas impiedosas e violentas de grupos revolucionários armados. Astuto e destemido, o rapaz se vale de artimanhas para sobreviver e desvendar misté...

“Cronofagia”, de Carla Brasil: quando a poesia mastiga o tempo

  Leonardo Gudel “A poeta não foge do sujo, vai até o limite, sempre em favor da ideia, sem sacrificar o encantamento perverso de algumas imagens, beirando o sórdido.”  —   Ruy Guerra, no prefácio de “Cronofagia” Carla Brasil ( @eu.carlabrasil)  não estreia de forma tímida.  Cronofagia  (Editora Appris) é uma irrupção — uma obra que atravessa o leitor com seus 37 poemas de carne e ironia, onde o tempo deixa de ser medida e se torna matéria. É poesia que grita, sangra e debocha do presente, ao mesmo tempo em que o contempla com assombro. Com prefácio do cineasta, dramaturgo e também poeta  Ruy Guerra , o livro já nasce em meio a elogios raros. “É muito bom ler uma jovem poeta como Carla Brasil, que na sua primeira arremetida chega tão longe. Me dá vontade de usar um daqueles sonoros palavrões descarados, para escancarar o meu entusiasmo”, escreve ele, destacando a ousadia e a densidade da autora. A obra, que já foi lançada na Bienal do Livro Rio e na FL...