Sanchez, poeta paulistano talentoso e promissor, vem conquistando seu espaço na cena literária brasileira com seus versos visceralmente sinceros. Com poemas publicados em renomadas revistas literárias do país e participação na equipe de poetas do portal Fazia Poesia, Sanchez cativa seus leitores com sua sensibilidade e sua habilidade única de transmitir emoções através das palavras. Em seu livro de estreia, "dentrofora", lançado em 2023 pela editora Laranja Original, o autor nos presenteia com um mergulho profundo em sua alma poética, revelando a força e a beleza de sua escrita. Confira a seguir alguns dos poemas que compõem essa obra marcante. estalo bissexto existe um ponto cego em nossa cegueira, clareira na geleia espessa de cada dia: encontrar aquilo no limiar entre o livre e o inútil. compromissos imaginários circulados no calendário do ano passado, futuro confinado a folhas amareladas, futuro realizado no passado, futuro que, mesmo assim, não deixa de ser futuro. o uso...
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Vitor Zindacta
Resenha: A forma do fogo, de Felipe Rodrigues
Foto: Arte digital A forma do fogo é um livro de poesias escrito pelo poeta e advogado Felipe Rodrigues. A obra se inicia diretamente com o sumário, essa escolha pessoal do autor em não utilizar uma introdução, prólogo, nota de abertura ou semelhante é uma característica distinta que evoca no leitor a necessidade de aprofundar nos escritos de maneira mais verossímil, com mais afinco, o que denota a possibilidade de andar pelos degraus dos sentimentos presentes em cada linha de forma mais nivelada, possibilitando uma compreensão mais assertiva dos fatos, o que claro, torna a leitura mais instigante, causando um sentimento de inovação do contexto em relação as expectativas dos caminhos descritos e propostos pelo autor. Outra análise possível é o fato do fogo não ser contido, controlado, por suas chamas ascenderem de forma instantânea dentro de seus limites da existência, ardendo. Este arder das chamas provoca uma reflexão latente acerca dos temas abordados, como se o medo, angústia e os ...
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Vitor Zindacta
Resenha: Os anos, de Annie Ernaux
Foto: Arte digital APRESENTAÇÃO Uma das principais escritoras francesas da atualidade, Annie Ernaux, empreende neste livro a ambiciosa e bem-sucedida tarefa de escrever uma autobiografia impessoal. Com ousadia e precisão estilística, ela lança mão de um sujeito coletivo e indeterminado, que ocupa o lugar do eu para dar luz a um novo gênero literário, no qual recordações pessoais se mesclam à grande História, numa evocação do tempo única. Nascida em 1940, em uma pequena cidade no interior da França, Ernaux pertence a uma geração que veio ao mundo tarde demais para se lembrar da guerra, mas que foi receptora imediata das recordações e mitologias familiares daquele tempo. Uma geração que nasceu cedo demais para estar à frente de Maio de 68, mas que ainda assim viu naquelas manifestações a possibilidade dos mais jovens de uma liberdade que por pouco não pode gozar. Finalista do International Booker Prize e vencedor dos prêmios Renaudot na França e Strega na Itália, Os anos é uma meditação ...
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Vitor Zindacta
Três perguntas rápidas para Claudia Cavalcanti, autora de Avenida Beberibe
Você pode nos dizer o nome de três autores e/ou autoras que influenciam sua forma de escrever? Herdei de Thomas Mann, humildemente, o gosto pelas frases longas. Já quanto à mistura de texto + fotos, posso citar Katja Petrowskaja, autora de Talvez Esther (e, claro, acima de tudo e de todos, W. G. Sebald). Teria sido influenciada por Maria Stepánova (sobretudo por suas ideias), se tivesse lido Em memória da memória antes de escrever Avenida Beberibe. Qual a maior saudade que sente do Recife? Sinto saudade do Recife com meus avós. Sem tantos tubarões, digo, espigões. Saudade também da tapioca de rua. Fotos digitais ou reveladas? Na adolescência, tive um laboratório caseiro. Adorava revelar e ampliar minhas fotos (amadoras, mas eu tentava caprichar) tiradas a partir de uma máquina analógica de respeito. Há muitos anos, aderi às fotos feitas no iPhone. Gosto demais, e me esforço para que sigam caprichadas. A resposta é: fotos – analógicas e digitais.
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Vitor Zindacta
5 Poemas de Vitor Miranda, autor de “Exátomos”
A precisão dos átomos em forma de poesia: conheça o novo livro de Vitor Miranda, "Exátomos". Com uma capa que convida à reflexão, a seleção de poemas aborda a exatidão do universo e questiona o rumo que temos dado às nossas vidas. Em cinco partes distintas, a obra promete atravessar diferentes emoções e provocar sensações únicas. Conheça mais sobre o autor e sua trajetória literária, que inclui contos, músicas e parcerias com renomados artistas. Prepare-se para uma leitura intensa, regada a vinho, músicas e emoções à flor da pele. Conheça cinco poemas da obra de Vitor Miranda: Exátomos em cada grão de átomo exátomos espaços entre vãos onde há ausência há plenitude tudo se completa na exatidão dançam átomos na amplidão Poema poema fóssil sentimento matéria arqueológica signo paleolítico o breu da árvore amazônica onde dorme o escorpião pião seu corpo em giro eterno esqueleto de sonhos arcada dentária de dinossauros ácido nucleico religião objeto ausente de átomos o indizível ...
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Vitor Zindacta
3 poemas de Raquel Lopes, autora de “leveza do efêmero”
Raquel Lopes, poeta e escritora nascida em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil, nos convida a contemplar a beleza da vida em sua mais recente obra "Leveza do Efêmero". Com seu talento único, a autora nos presenteia com poemas que celebram a esperança, a beleza e a efemeridade do tempo. Em meio às dificuldades do cotidiano, Raquel nos lembra da importância de nutrir a esperança em nossos corações e aproveitar cada momento de nossas vidas. Embarque nessa jornada poética e deixe-se envolver pela magia das palavras de Raquel Lopes. Conheça agora três poemas da obra ''leveza do efêmero'': A Leveza do Efêmero Raios de luz botões de rosas pétalas das flores Em tudo ela gosta. O cheiro das árvores o vento que refresca a vida em constante movimento Transformação (a todo momento) O tempo calmo as ondas agitadas o mar … Aves migratórias animais domésticos selvagens Com e sem veneno Um dia ou dois sem pressa...
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Vitor Zindacta
5 Poemas de Christian Dancini, autor de “dialeto das nuvens”
O poeta Christian Dancini de Oliveira, natural de São Roque, São Paulo, é uma revelação no cenário da poesia contemporânea. Desde os onze anos de idade, ele se dedica a escrever versos e, aos 22 anos, já tinha dois livros publicados, além de diversos trabalhos em revistas renomadas. Em seu livro Dialeto das Nuvens, o autor nos leva a uma viagem por suas diferentes fases criativas, explorando desde a fragilidade humana até o surrealismo mais profundo. Nesta matéria, vamos conhecer mais sobre esse talentoso poeta e sua obra que nos convida a sentir, mais do que meramente entender. Conheça cinco poemas presentes na obra dialeto das nuvens : Coração índigo Uma andorinha se desprende do teu crepúsculo, eu vejo agora teus olhos confusos e tristes, por trás da máscara. Equilibrista em minha aorta. Um anjo azul e rosa que pousou na ponta da minha melancolia. O teu lume. Deixastes para trás o teu lume que, palpável, deslizou para dentro da minha garganta. Então, eu o engoli: borboletas em meu e...
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