Bento Verboto é o pseudônimo da autora Umbra . A odisseia é caraterizado por uma viagem marcada por eventos imprevisíveis, e na voz e definição do autor, ela é a chance que temos de nos reinventar em meio à mudança. Esta obra é um emaranhado poético que caracteriza e elucida em suas páginas sentimentos que afloram em meio ao encontro e desencontro de almas, do sexo e da falta dele, do desejo e do sentimento tudo por meio do desejo e de uma narrativa que provoca-nos diferentes sensações, pois ela nos aborda em diferentes óticas e perspectivas dos encontros e dos amantes que conquistamos ao longo da nossa vida. Das características da obra, duas delas merecem destaque: os poemas possuem link de músicas que complementam a leitura, o que torna tudo mais pessoal e garante uma experiência única, trazendo a tona os sentimentos que, certamente, ocasionaram na escrita desta obra. Outro ponto interessante é a possibilidade de ler o livro de trás para frente, como em uma joga de vira-vira, ou...
Search
Faça uma pesquisa
Hit enter to search or ESC to close
Featured Posts
Postagens
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[RESENHA #527] Flow por grafia, de Taz Mureb
Flow por grafia não tem definição, não tem forma, é um livro livre que não se encaixa em um padrão normativo de publicação, mas se diferencia de tudo e todos em poética e sinestesia. Taz Mureb, trouxe em suas páginas um misto de tudo o que acredita e luta em vida em suas músicas. Artista do rap, a escrita da autora caracteriza-se por ser multifacetada, há aqui, ausência de forma predominante, mas mistura-se entre todas suas escritas um misto de poesias, poemas, cartas, confissões e músicas, tudo poeticamente alinhado à uma diagramação repleta de ilustrações que casam-se em passos lentos ao propósito da narrativa: mostrar quem é Taz Mureb. Flow por grafia é uma obra que fala por si só, suas páginas, repleta de poesias e poemas de parachoque de caminhão, caminham-se e se somam com uma diagramação que transmite a mensagem de imposição e imponência, há aqui força e bravura. Páginas com destaque em vermelho, poesias e poemas que transitam entre um capítulo e outro e um emaranhado poético co...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[RESENHA#526] Agridoce, de Andréa Rezende
Falar de poesia sempre evoca um sentimento de responsabilidade maior do que de outros livros, isso ocorre pois a subjetividade habita nas entrelinhas do sentimento. A poesia é, costumo dizer, a leitura da alma, ou seja, a real interpretação da obra nos é revelada no momento em que nosso caminho se cruza com os desdobramentos da verdades impostas em suas linhas. Agridoce é como chamamos a mistura que ocorre entre o doce e o salgado ou entre o ácido e o doce. O titulo não poderia ser melhor. A obra transmite um misto entre o doce dos desejos e o ácido da realidade, o salgado das lutas e o doce das conquistas. A autora, professora, traz em seus versos muito daquilo o que acredita e luta, e para tal, ela debruça-se em desvencilhar os sentimentos decorrentes de sua formação e carreira, trazendo para o leitor um misto de sentimentos que lhe são únicos, fazendo-nos caminhar por seus anseios e desejos de uma forma sublime. Este emaranhado poético ao qual Andréa Rezende nos submete é um li...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[RESENHA #525] Mad Maria, de Márcio Souza
SOUZA, Márcio. Mad Maria / Márcio Souza - 6.ed. - Rio de Janeiro: Record, 2023 ISBN978-65-5587-555-3 Mad Maria (apelido locomotiva da Madeira-Mamoré) narra-nos a história da construção da ferrovia Madeira-Mamoré, no norte do Brasil, um dos maiores desafios arquitetônicos do início do século XX. Este enredo versa-nos acerca de um acontecimento real e drástico acerca da construção de uma das maiores ferrovias já construídas durante o período em que Rio de Janeiro ainda era considerada a Capital Federal do Brasil. A abertura do livro avisa-nos acerca de que há em suas páginas muito da verdade do ocorrido, mas alerta-nos também sobre o fato da obra ser um romance, o que considero, nada bonito, ao contrário, totalmente tenebroso, ainda que visceral e verídico. Marcio Souza escreve uma obra dividida em dois grandes períodos da história, o primeiro, claro, diz-nos a respeito da construção de uma grande ferrovia que massacrou diversos trabalhadores levando muito deles à morte em nome do ca...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[RESENHA #526] Jimi Hendrix - uma sala cheia de espelhos, de Charles R. Cross
Cross, Charlie R. Jimi hendrix - uma sala cheia de espelhos: A verdadeira história por trás do mito do maior guitarrista de todos os tempos / Charles R. Cross; Tradução: Martha Argel.- 1. Ed. - São Paulo: Editora Seoman, 2022. Esta biografia, escrita pelo autor best-seller e reconhecido jornalista musical Charles R. Cross, traz relatos inéditos sobre a vida e obra do maior guitarrista de todos os tempos. Muito já foi escrito sobre ele, contudo, Hendrix é muito mais conhecido pelo seu mito do que por sua verdadeira biografia, por sua infância e pelos bastidores da sua curta e incendiária carreira como músico, o que é corrigido neste livro de forma impecável. Baseado em mais de 300 entrevistas, documentos nunca antes revelados e diversas pesquisas, este livro apresenta um profundo e fascinante retrato do gênio da música que conseguiu sair da pobreza para o sucesso, colocar fogo no mundo do rock e inadvertidamente pôr fim em seu próprio talento. A obra inclui também muitas informações so...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[RESENHA #525] Samba de enredo, de Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas
MUSSA, ALBERTO. Samba de enredo: história e arte / Alberto Mussa, Luiz Antonio Simas - 2ºed. rev, ampl. - Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2023. Apresentação/sinopse Samba de enredo: história e arte surgiu em 2009, da parceria entre Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas, ambos escritores apaixonados pela cultura do samba. O livro apresenta análises minuciosas de sambas de enredo e suas relações com a história social do país. Em meio a ritmos, letras e personagens, leitores e leitoras conhecem o modo como esse gênero tipicamente brasileiro vem sendo construído e se desenvolvendo, de 1870 até a atualidade. Para analisar a letra e o contexto desses sambas-enredos, Alberto Mussa e Luiz Antonio Simas ouviram cerca de 1.600 canções gravadas, além de outras, que estão registradas na memória acumulada ao longo de vários carnavais. Nesta nova edição, revista e ampliada, os autores atualizaram o livro com um posfácio, que trata das mudanças nos sambas de enredo, de 2010 a 2022. O...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[RESENHA #524] A teoria do Estado de Dante Alighieri, por Hans Kelsen
São Paulo: KELSEN, Hans. A teoria do Estado de Dante Alighieri . Editora Contracorrente: Tradução: Luiz Felipe Brandão Osório 2021, 186p Sinopse/apresentação: A Editora Contracorrente tem a satisfação de anunciar a publicação da primeira edição em português do livro A Teoria do Estado de Dante Alighieri, do celebrado jurista e filósofo Hans Kelsen. Trata-se da obra inaugural de Hans Kelsen, publicada em 1905, na qual o jurista de Viena examina o trabalho “político” de Dante Alighieri. Nela se prefigura o interesse de Kelsen pela democracia, pela legitimação do poder e pelos sistemas internacionais de manutenção da paz, como também são reconhecidas algumas perspectivas metodológicas que encontrarão máxima expressão na produção madura de Kelsen. - Para que possamos analisar a escrita de Kelsen, faz necessário revisitar o significado de Estado de Direito, de acordo com a enciclopédia jurídica da PUC-SP, Estado de Direito nada mais é: O Estado de Direito em seu sentido amplo “signifi...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[RESENHA #523] Amigos, Amores e aquela coisa terrível, de Matthew Perry
PERRY, Matthew. Rio de Janeiro: Amigos, amores e aquela coisa terrível , ed BestSeller, 2023, 289p A migos, amores e aquela coisa terrível é um livro autobiográfico do astro de friends, Matthew Perry. O livro é uma narrativa sincera da vida de Perry enquanto homem e astro, trazendo relatos surpreendentes do autor durante uma fase difícil em sua vida: o abuso de álcool e drogas, o que justifica o e aquela coisa terrível [vício, dependência] presente no titulo. A narrativa é objetiva, sincera e crua, fornecendo ao leitor uma viagem no tempo na vida de Perry, percorrendo por sua ascensão em friends à seus medos e angustias, os momentos nos set de filmagens e toda sua luta contra o alcoolismo. O prefácio da obra foi assinado pro Lisa Kudrow, a Phoebe, também do seriado friends. Lisa nos conta sobre como era frequentemente rechaçada com perguntas sobre o astro: Como anda Matthew Perry? A atriz revela que as questões acerca do astro eram demasiadamente delicada...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[RESENHA #522] Autoajude-me, de Marianne Power
POWER, Marianne. Rio de Janeiro: Autoajude-me, Ed. BestSeller, 2023, 347p Os livros de autoajuda podem até mudar a sua vida, mas não necessariamente para melhor... Em Autoajude-me!, Marianne Power narra sua hilária e comovente trajetória em busca do autoaperfeiçoamento e do autoconhecimento a partir da leitura dos clássicos desse gênero literário. Marianne Power era viciada em literatura de autoajuda. Suas prateleiras eram repletas de livros dos clássicos aos mais recentes lançamentos sobre como encontrar a melhor versão de si mesma. No entanto, aos 36 anos, se sentia perdida, como se sua vida estivesse empacada. Ela percebeu que, apesar de ter lido tantos guias de auto-aperfeiçoamento, nunca havia seguido à risca nenhum deles. Então, um dia, decidiu mudar tudo. A autora escolheu finalmente ir atrás da vida perfeita que os livros prometiam aquela na qual não havia dívidas, ansiedade, ressacas ou horas intermináveis na frente da TV; aquela em que ela andava pela cidade com autoconfiança...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[RESENHA #521] Preconceito linguístico, de Marcos Bagno
Marcos Bagno, mineiro de Cataguases, é autor de livros infantis, juvenis e, além disso, já escreveu um livro de contos, A invenção das horas, ganhador do IV Prêmio Bienal Nestlé de Literatura em 1988. Em o Preconceito Linguístico – O que é, como se faz - publicado em 1999 pela editora Loyola, Bagno traz uma discussão sobre as implicações sociais da língua. Ele já havia discutido em seu livro A língua de Eulália, Novela Sociolinguística forma preconceituosa com que a língua é tratada na escola e na sociedade e, no Preconceito Linguístico, retoma essa discussão. Na edição mais atual de seu livro (15ª), encontrei algumas modificações significativas em comparação com a primeira edição. Segundo o autor, essas mudanças devem-se à vontade de manter o livro sempre atualizado, sintonizado com a evolução e a maneira de ver as coisas; com as críticas, sugestões e comentários que o trabalho recebe. Dentre as mudanças, destaco o acréscimo de um capítulo final - O Preconceito contra a linguística e ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos