Continue Lendo

Menu


Institucional

Carregando Destaques...
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
comtato lançamentos

“A Torre”, estreia poética de Thaís Alcoforado, utiliza o tarot como arquitetura simbólica para narrar ruínas, travessias e renascimentos

JULIE HOLIDAY
ERIC MONJARDIM
| |


Publicada pela Editora Primata, a obra marca o início da trajetória literária da recifense Thaís Alcoforado. Em A Torre, a autora constrói uma poética que dialoga com os arcanos maiores do tarot e com referências da literatura e do pensamento contemporâneo para elaborar uma cartografia sensível sobre trauma, perda, autoconhecimento e transformação. O livro propõe ao leitor uma travessia simbólica pelos escombros da experiência humana, sugerindo que todo colapso pode também ser ponto de partida para novas fundações.

Com 116 páginas, a publicação se organiza a partir da imagem central da carta A Torre, um dos arcanos mais emblemáticos do tarot, tradicionalmente associado à ruptura de estruturas, revelações abruptas e mudanças inevitáveis. A partir desse símbolo, Alcoforado desenvolve uma sequência de poemas que dialogam também com outros seis arcanos do baralho, transformando o tarot em linguagem poética e dispositivo de reflexão existencial.

O livro conta com prefácio da psicanalista, jornalista e escritora Gabrielle Estevans, que descreve a obra como um espaço de reconstrução simbólica. Segundo ela, o gesto de escrita da autora reproduz o próprio movimento da carta que inspira o título da obra: o colapso necessário para que algo novo possa surgir.

“Ao escrever, Thaís deixa, pela segunda vez, a própria Torre ruir. No vazio que se abre, escuta a linguagem dos sonhos, do corpo e das cartas. Ao fim, a lalangue é solo fértil. A queda, uma nova fundação. E o livro, uma catedral portátil para todos aqueles que, de algum modo, também foram expulsos de seus territórios.”

Nesse contexto, A Torre apresenta-se como um verdadeiro livro-ritual, em que os poemas funcionam simultaneamente como confissão íntima, exercício de elaboração psíquica e espécie de oráculo literário. Os versos investigam aquilo que ocorre antes, durante e depois das rupturas — sejam elas emocionais, afetivas ou simbólicas. Mais do que narrar o desmoronamento, a autora se interessa pelas brechas que surgem entre os escombros: os momentos de lucidez, libertação e reconfiguração que se tornam possíveis após a queda.

Para Gabrielle Estevans, o tarot, na obra, não é apenas tema, mas também estrutura narrativa e linguagem simbólica. Os arcanos funcionam como eixos interpretativos que organizam a experiência poética, permitindo à autora explorar diferentes dimensões do colapso — desde o fim de relações até o questionamento de estruturas familiares, identidades e desejos.

Poesia como oráculo

A própria autora descreve o livro como um experimento de poesia oracular, no qual tarot e escrita se aproximam como ferramentas de introspecção e autoconhecimento. Segundo Alcoforado, os poemas surgiram inicialmente como uma forma de sobrevivência emocional e gesto de fé na continuidade da vida. A unidade do projeto, porém, tornou-se mais clara durante sua participação nas oficinas de Escriterapia, conduzidas por Gabrielle Estevans, quando percebeu que os textos possuíam conexões internas e poderiam dialogar diretamente com os arcanos do tarot.

Para a poeta, tanto a poesia quanto o tarot são práticas de escuta e interpretação do mundo.

“O tempo todo seguimos pistas, recebemos indícios. Estar presente é não ignorar essas pistas. Essa é a verdadeira magia, e tanto o tarot quanto a poesia podem nos ajudar nessa missão”, afirma.

Entre territórios, fronteiras e silêncios

A trajetória de Thaís Alcoforado atravessa múltiplos territórios e experiências culturais. Nascida no Recife, a autora é advogada, mestre em Direito Internacional e especialista em estudos de paz e conflito. Ao longo de sua carreira como trabalhadora humanitária, viveu em países como Senegal, Irã e República Dominicana.

Atualmente residente no Panamá, a escritora passou o último ano na província de Darién, região rural próxima à fronteira com a Colômbia. Foi nesse ambiente de natureza intensa e relativa reclusão que a escrita e o tarot ganharam novo espaço em sua rotina, tornando-se práticas essenciais de reflexão e criação.

O isolamento, a convivência com a paisagem selvática e o contato cotidiano com animais e comunidades locais contribuíram para moldar o ambiente sensível em que A Torre foi concebido.

“Percebi que quanto mais se escreve, mais se torna urgente escrever. Agora, minha meta é manter esse canal aberto, criando espaços intencionais para que a escrita exista dentro da vida cotidiana”, afirma.

Referências literárias e simbólicas

No campo da poesia brasileira contemporânea, Alcoforado aponta como referências autoras como Bruna Beber, Ana Estaregui, Prisca Agustoni, Sofia Mariutti, Mar Becker e Júlia Carvalho Hansen.

No universo simbólico do tarot, destaca-se a influência de Alejandro Jodorowsky e da obra O Caminho do Tarot, escrita em parceria com Marianne Costa.

Entre as leituras que dialogam diretamente com o projeto literário do livro estão também os diários de Susan Sontag, o ensaio poético Eros, o Amargo-Doce, de Anne Carson, e o clássico Mulheres que Correm com os Lobos, da analista junguiana Clarissa Pinkola Estés.

Essas referências alimentam a busca da autora por uma escrita que combine experiência cotidiana, imaginação simbólica e espiritualidade, criando uma poesia sensorial que transita entre diferentes dimensões da experiência humana.

Poema

Trecho do poema “Hefesto”, presente no livro (pág. 19):

Como a construção

A catástrofe também demanda paciência

Ainda assim, o momento exato do desabamento

Parece sempre repentino

Os acontecimentos teriam sido devastadores

Se eu não tivesse começado a me preparar

Sem suspeita

Justo a tempo

Para todo tipo de emergências

Tudo que veio antes, um ensaio

Tudo o que vier depois, uma réplica

Do choque primordial


Ficha técnica

Título: A Torre
Autora: Thaís Alcoforado
Editora: Editora Primata
Ano: 2025
Páginas: 116
ISBN: 978-65-5269-041-8
Gênero: Poesia

Instagram da autora:
https://www.instagram.com/alcoforado.thais/

SOBRE O SITE

O Post Literal é um portal de cultura e entretenimento focado na interseção entre literatura, cinema e cultura pop. Fundado e editado pelo escritor Vítor Zindacta, o site se propõe a investigar as artes não apenas como lazer, mas como reflexos do tempo atual. A plataforma oferece críticas, resenhas, análises aprofundadas e entrevistas, cobrindo desde clássicos literários e lançamentos do mercado editorial nacional até fenômenos do universo geek e cinematográfico.

CURADORIA

Encontre as melhores resenhas de livros, documentários e cinema no Post Literal. Explore análises aprofundadas e fique por dentro das novidades do mundo literário e cinematográfico.

Encontre as melhores resenhas de livros, documentários e cinema no Post Literal. Explore análises aprofundadas e fique por dentro das novidades do mundo literário e cinematográfico.

Tecnologia do Blogger.

Political News

Sport

Pesquisar este blog

Archive

Follow by Email

If you like Articles on this blog, Please subscribe for free via email.

About

Your Ads Here
Your Ads Here
Your Ads Here

Economy

Recent in Sports

3/Sports/post-list

Random Posts

3/random/post-list

Business

Travel

Hot Widget

recent/hot-posts

Label

Colaboradores

Label

Formulir Kontak

Nome

E-mail *

Mensagem *

“A Torre”, estreia poética de Thaís Alcoforado, utiliza o tarot como arquitetura simbólica para narrar ruínas, travessias e renascimentos


Publicada pela Editora Primata, a obra marca o início da trajetória literária da recifense Thaís Alcoforado. Em A Torre, a autora constrói uma poética que dialoga com os arcanos maiores do tarot e com referências da literatura e do pensamento contemporâneo para elaborar uma cartografia sensível sobre trauma, perda, autoconhecimento e transformação. O livro propõe ao leitor uma travessia simbólica pelos escombros da experiência humana, sugerindo que todo colapso pode também ser ponto de partida para novas fundações.

Com 116 páginas, a publicação se organiza a partir da imagem central da carta A Torre, um dos arcanos mais emblemáticos do tarot, tradicionalmente associado à ruptura de estruturas, revelações abruptas e mudanças inevitáveis. A partir desse símbolo, Alcoforado desenvolve uma sequência de poemas que dialogam também com outros seis arcanos do baralho, transformando o tarot em linguagem poética e dispositivo de reflexão existencial.

O livro conta com prefácio da psicanalista, jornalista e escritora Gabrielle Estevans, que descreve a obra como um espaço de reconstrução simbólica. Segundo ela, o gesto de escrita da autora reproduz o próprio movimento da carta que inspira o título da obra: o colapso necessário para que algo novo possa surgir.

“Ao escrever, Thaís deixa, pela segunda vez, a própria Torre ruir. No vazio que se abre, escuta a linguagem dos sonhos, do corpo e das cartas. Ao fim, a lalangue é solo fértil. A queda, uma nova fundação. E o livro, uma catedral portátil para todos aqueles que, de algum modo, também foram expulsos de seus territórios.”

Nesse contexto, A Torre apresenta-se como um verdadeiro livro-ritual, em que os poemas funcionam simultaneamente como confissão íntima, exercício de elaboração psíquica e espécie de oráculo literário. Os versos investigam aquilo que ocorre antes, durante e depois das rupturas — sejam elas emocionais, afetivas ou simbólicas. Mais do que narrar o desmoronamento, a autora se interessa pelas brechas que surgem entre os escombros: os momentos de lucidez, libertação e reconfiguração que se tornam possíveis após a queda.

Para Gabrielle Estevans, o tarot, na obra, não é apenas tema, mas também estrutura narrativa e linguagem simbólica. Os arcanos funcionam como eixos interpretativos que organizam a experiência poética, permitindo à autora explorar diferentes dimensões do colapso — desde o fim de relações até o questionamento de estruturas familiares, identidades e desejos.

Poesia como oráculo

A própria autora descreve o livro como um experimento de poesia oracular, no qual tarot e escrita se aproximam como ferramentas de introspecção e autoconhecimento. Segundo Alcoforado, os poemas surgiram inicialmente como uma forma de sobrevivência emocional e gesto de fé na continuidade da vida. A unidade do projeto, porém, tornou-se mais clara durante sua participação nas oficinas de Escriterapia, conduzidas por Gabrielle Estevans, quando percebeu que os textos possuíam conexões internas e poderiam dialogar diretamente com os arcanos do tarot.

Para a poeta, tanto a poesia quanto o tarot são práticas de escuta e interpretação do mundo.

“O tempo todo seguimos pistas, recebemos indícios. Estar presente é não ignorar essas pistas. Essa é a verdadeira magia, e tanto o tarot quanto a poesia podem nos ajudar nessa missão”, afirma.

Entre territórios, fronteiras e silêncios

A trajetória de Thaís Alcoforado atravessa múltiplos territórios e experiências culturais. Nascida no Recife, a autora é advogada, mestre em Direito Internacional e especialista em estudos de paz e conflito. Ao longo de sua carreira como trabalhadora humanitária, viveu em países como Senegal, Irã e República Dominicana.

Atualmente residente no Panamá, a escritora passou o último ano na província de Darién, região rural próxima à fronteira com a Colômbia. Foi nesse ambiente de natureza intensa e relativa reclusão que a escrita e o tarot ganharam novo espaço em sua rotina, tornando-se práticas essenciais de reflexão e criação.

O isolamento, a convivência com a paisagem selvática e o contato cotidiano com animais e comunidades locais contribuíram para moldar o ambiente sensível em que A Torre foi concebido.

“Percebi que quanto mais se escreve, mais se torna urgente escrever. Agora, minha meta é manter esse canal aberto, criando espaços intencionais para que a escrita exista dentro da vida cotidiana”, afirma.

Referências literárias e simbólicas

No campo da poesia brasileira contemporânea, Alcoforado aponta como referências autoras como Bruna Beber, Ana Estaregui, Prisca Agustoni, Sofia Mariutti, Mar Becker e Júlia Carvalho Hansen.

No universo simbólico do tarot, destaca-se a influência de Alejandro Jodorowsky e da obra O Caminho do Tarot, escrita em parceria com Marianne Costa.

Entre as leituras que dialogam diretamente com o projeto literário do livro estão também os diários de Susan Sontag, o ensaio poético Eros, o Amargo-Doce, de Anne Carson, e o clássico Mulheres que Correm com os Lobos, da analista junguiana Clarissa Pinkola Estés.

Essas referências alimentam a busca da autora por uma escrita que combine experiência cotidiana, imaginação simbólica e espiritualidade, criando uma poesia sensorial que transita entre diferentes dimensões da experiência humana.

Poema

Trecho do poema “Hefesto”, presente no livro (pág. 19):

Como a construção

A catástrofe também demanda paciência

Ainda assim, o momento exato do desabamento

Parece sempre repentino

Os acontecimentos teriam sido devastadores

Se eu não tivesse começado a me preparar

Sem suspeita

Justo a tempo

Para todo tipo de emergências

Tudo que veio antes, um ensaio

Tudo o que vier depois, uma réplica

Do choque primordial


Ficha técnica

Título: A Torre
Autora: Thaís Alcoforado
Editora: Editora Primata
Ano: 2025
Páginas: 116
ISBN: 978-65-5269-041-8
Gênero: Poesia

Instagram da autora:
https://www.instagram.com/alcoforado.thais/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

“A Torre”, estreia poética de Thaís Alcoforado, utiliza o tarot como arquitetura simbólica para narrar ruínas, travessias e renascimentos


Publicada pela Editora Primata, a obra marca o início da trajetória literária da recifense Thaís Alcoforado. Em A Torre, a autora constrói uma poética que dialoga com os arcanos maiores do tarot e com referências da literatura e do pensamento contemporâneo para elaborar uma cartografia sensível sobre trauma, perda, autoconhecimento e transformação. O livro propõe ao leitor uma travessia simbólica pelos escombros da experiência humana, sugerindo que todo colapso pode também ser ponto de partida para novas fundações.

Com 116 páginas, a publicação se organiza a partir da imagem central da carta A Torre, um dos arcanos mais emblemáticos do tarot, tradicionalmente associado à ruptura de estruturas, revelações abruptas e mudanças inevitáveis. A partir desse símbolo, Alcoforado desenvolve uma sequência de poemas que dialogam também com outros seis arcanos do baralho, transformando o tarot em linguagem poética e dispositivo de reflexão existencial.

O livro conta com prefácio da psicanalista, jornalista e escritora Gabrielle Estevans, que descreve a obra como um espaço de reconstrução simbólica. Segundo ela, o gesto de escrita da autora reproduz o próprio movimento da carta que inspira o título da obra: o colapso necessário para que algo novo possa surgir.

“Ao escrever, Thaís deixa, pela segunda vez, a própria Torre ruir. No vazio que se abre, escuta a linguagem dos sonhos, do corpo e das cartas. Ao fim, a lalangue é solo fértil. A queda, uma nova fundação. E o livro, uma catedral portátil para todos aqueles que, de algum modo, também foram expulsos de seus territórios.”

Nesse contexto, A Torre apresenta-se como um verdadeiro livro-ritual, em que os poemas funcionam simultaneamente como confissão íntima, exercício de elaboração psíquica e espécie de oráculo literário. Os versos investigam aquilo que ocorre antes, durante e depois das rupturas — sejam elas emocionais, afetivas ou simbólicas. Mais do que narrar o desmoronamento, a autora se interessa pelas brechas que surgem entre os escombros: os momentos de lucidez, libertação e reconfiguração que se tornam possíveis após a queda.

Para Gabrielle Estevans, o tarot, na obra, não é apenas tema, mas também estrutura narrativa e linguagem simbólica. Os arcanos funcionam como eixos interpretativos que organizam a experiência poética, permitindo à autora explorar diferentes dimensões do colapso — desde o fim de relações até o questionamento de estruturas familiares, identidades e desejos.

Poesia como oráculo

A própria autora descreve o livro como um experimento de poesia oracular, no qual tarot e escrita se aproximam como ferramentas de introspecção e autoconhecimento. Segundo Alcoforado, os poemas surgiram inicialmente como uma forma de sobrevivência emocional e gesto de fé na continuidade da vida. A unidade do projeto, porém, tornou-se mais clara durante sua participação nas oficinas de Escriterapia, conduzidas por Gabrielle Estevans, quando percebeu que os textos possuíam conexões internas e poderiam dialogar diretamente com os arcanos do tarot.

Para a poeta, tanto a poesia quanto o tarot são práticas de escuta e interpretação do mundo.

“O tempo todo seguimos pistas, recebemos indícios. Estar presente é não ignorar essas pistas. Essa é a verdadeira magia, e tanto o tarot quanto a poesia podem nos ajudar nessa missão”, afirma.

Entre territórios, fronteiras e silêncios

A trajetória de Thaís Alcoforado atravessa múltiplos territórios e experiências culturais. Nascida no Recife, a autora é advogada, mestre em Direito Internacional e especialista em estudos de paz e conflito. Ao longo de sua carreira como trabalhadora humanitária, viveu em países como Senegal, Irã e República Dominicana.

Atualmente residente no Panamá, a escritora passou o último ano na província de Darién, região rural próxima à fronteira com a Colômbia. Foi nesse ambiente de natureza intensa e relativa reclusão que a escrita e o tarot ganharam novo espaço em sua rotina, tornando-se práticas essenciais de reflexão e criação.

O isolamento, a convivência com a paisagem selvática e o contato cotidiano com animais e comunidades locais contribuíram para moldar o ambiente sensível em que A Torre foi concebido.

“Percebi que quanto mais se escreve, mais se torna urgente escrever. Agora, minha meta é manter esse canal aberto, criando espaços intencionais para que a escrita exista dentro da vida cotidiana”, afirma.

Referências literárias e simbólicas

No campo da poesia brasileira contemporânea, Alcoforado aponta como referências autoras como Bruna Beber, Ana Estaregui, Prisca Agustoni, Sofia Mariutti, Mar Becker e Júlia Carvalho Hansen.

No universo simbólico do tarot, destaca-se a influência de Alejandro Jodorowsky e da obra O Caminho do Tarot, escrita em parceria com Marianne Costa.

Entre as leituras que dialogam diretamente com o projeto literário do livro estão também os diários de Susan Sontag, o ensaio poético Eros, o Amargo-Doce, de Anne Carson, e o clássico Mulheres que Correm com os Lobos, da analista junguiana Clarissa Pinkola Estés.

Essas referências alimentam a busca da autora por uma escrita que combine experiência cotidiana, imaginação simbólica e espiritualidade, criando uma poesia sensorial que transita entre diferentes dimensões da experiência humana.

Poema

Trecho do poema “Hefesto”, presente no livro (pág. 19):

Como a construção

A catástrofe também demanda paciência

Ainda assim, o momento exato do desabamento

Parece sempre repentino

Os acontecimentos teriam sido devastadores

Se eu não tivesse começado a me preparar

Sem suspeita

Justo a tempo

Para todo tipo de emergências

Tudo que veio antes, um ensaio

Tudo o que vier depois, uma réplica

Do choque primordial


Ficha técnica

Título: A Torre
Autora: Thaís Alcoforado
Editora: Editora Primata
Ano: 2025
Páginas: 116
ISBN: 978-65-5269-041-8
Gênero: Poesia

Instagram da autora:
https://www.instagram.com/alcoforado.thais/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Mobile Logo Settings

Mobile Logo Settings
image

Labels

Ad Space

Responsive Advertisement

Upload Image

Upload Image
"Upload image from computer" > Save > Edit Again > Get URL

Fashion

Labels

Categories

Business

Recent Post

Ticker

6/recent/ticker-posts

Politic

Feature Label Area

Word

#Advertisement


300x250 AD TOP

Whats Hot This Week

Navigation Pages [Footer]

Blogroll


Navigation Pages [Vertical]

Blogger templates

Responsive Advertisement

Blogger news

Follow on FaceBook


Trending video


Popular Posts

Popular Posts

Icone Newsletter

Assine nossa newsletter

e receba conteúdo incrível