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[RESENHA #1001] é que essa pequenez do (nosso) universo sempre me assustou um pouco, de Rafaella Pastore Miotto

JULIE HOLIDAY
ERIC MONJARDIM


SINOPSE

"É Que Essa Pequenez do (Nosso) Universo Sempre Me Assustou Um Pouco" é uma jornada poética e introspectiva que mergulha nos mais profundos sentimentos e reflexões sobre o universo, o lugar que ocupamos nele e a sua imensidão (ou a falta dela). Desde o primeiro texto, somos apresentados a uma escritora que se vê refletida nas palavras que ela própria compõe. Ao abordar a solidão e a dor que carrega consigo, a autora revela a sua própria luta interna, compartilhando as dificuldades enfrentadas para superar as mágoas e tristezas. Ela explora a ideia de que cada pessoa é responsável por salvar-se, por encontrar sua própria luz em meio à escuridão, assim como também oferecer uma mão amiga a si mesma. Ao longo do livro, a prosa poética continua a explorar essas questões existenciais, levando os leitores a uma jornada tocante e profunda. Com uma linguagem poética rica em emoções e simbolismos, o livro convida o leitor a refletir sobre a vastidão do universo e nossa conexão com ele, destacando como nossa pequenez nesse cosmos pode ser assustadora, mas ao mesmo tempo, uma fonte inesgotável de maravilhas e descobertas interiores. "É Que Essa Pequenez do (Nosso) Universo Sempre Me Assustou Um Pouco" é uma obra que ressoa com aqueles que buscam uma conexão mais profunda consigo mesmos e com o universo, desvendando as complexidades da alma humana e as reflexões sobre nossa existência no vasto e misterioso cosmos.


RESENHA

"É Que Essa Pequenez do (Nosso) Universo Sempre Me Assustou Um Pouco" é uma obra poética que mergulha nas profundezas da alma humana, explorando temas como solidão, dor e a busca pela redenção interior. A autora, Rafaella Pastore Miotto, revela sua própria luta interna através de textos que transbordam emoção e reflexão.

A obra é narrada em forma de diário, ela não possui uma cronologia objetiva ou direta, nem liga-se em particular com outros acontecimentos, pelo contrário, os textos escritos pela autora somam-se em reflexões poéticas e sugestivas por ela elaboradas em períodos distintos com datação e hora definida.

Através da obra, somos levados a refletir sobre a nossa insignificância diante da vastidão do universo e das tragédias que assolam a humanidade. A autora questiona a apatia e a indiferença do ser humano diante da destruição que ele mesmo causa, destacando a necessidade urgente de olhar para dentro de si e encontrar a redenção.

A linguagem poética rica em simbolismos e metáforas convida o leitor a mergulhar em suas próprias emoções e reflexões, desvendando as complexidades da existência e a conexão profunda com o universo. "É Que Essa Pequenez do (Nosso) Universo Sempre Me Assustou Um Pouco" é uma obra que ressoa com aqueles que buscam uma compreensão mais profunda de si mesmos e do mundo ao seu redor, tocando nas feridas da alma e abrindo caminho para a cura e a transformação.

Os textos apresentados são intensos e carregados de emoção, explorando diferentes temas de forma poética e sincera. A autora demonstra uma sensibilidade profunda ao abordar sentimentos como a explosão emocional e o medo de sonhar.

No texto da página 8, a autora descreve a sensação de transbordar de emoções e se entregar por completo a alguém, mostrando vulnerabilidade e entrega total. A linguagem poética e a intensidade das emoções transmitem ao leitor a força e a profundidade dos sentimentos ali presentes. Já no texto da página 9, a autora explora o medo dos sonhos e a necessidade de proteção e segurança, especialmente destacando a presença reconfortante de alguém amado para acalmar os medos. A transição do medo para a coragem e a insegurança diante da distância iminente evidenciam a complexidade das relações interpessoais e a importância de conexões genuínas.

Os textos conseguem dialogar com o leitor através de uma linguagem íntima e poética, abordando questões universais de forma singular e emocionante. A autora demonstra habilidade em explorar temas profundos e complexos, convidando o leitor a refletir sobre suas próprias emoções e vivências. Em suma, os textos apresentam uma análise crítica positiva por sua capacidade de transmitir emoções com intensidade e sensibilidade.

No texto da página 11, a autora expressa sentimentos de ansiedade, pânico e desconexão com o presente. Ele descreve a sensação de estar no limite, enfrentando crises internas e buscando por si mesmo. Utiliza metáforas como a ideia de se transformar em poeira espacial para transmitir a intensidade de suas emoções. 

A citação "nem todos que vagueiam estão perdidos" sugere uma reflexão sobre a jornada de autoconhecimento e as dúvidas sobre a própria identidade. A autora questiona sua existência e o significado de sua busca interior, comparando-se a uma pessoa-formiga vista pelos olhos de uma criança de dentro de um avião, o que sugere uma visão diminuída de si mesmo e a sensação de estar perdido no mundo.  A última parte do texto revela um desejo de transformação, de explodir e se tornar micro partículas subatômicas na esperança de se encontrar. Essa imagem sugere uma busca por algo mais profundo e uma vontade de se reconectar consigo mesmo.  Em suma, o texto aborda temas como ansiedade, identidade, busca interior e a sensação de estar perdido, transmitidos através de metáforas e reflexões poéticas.

"É Que Essa Pequenez do (Nosso) Universo Sempre Me Assustou Um Pouco" é uma obra que convida o leitor a mergulhar nas profundezas da alma humana, explorando questões universais de solidão, dor e redenção. A autora, Rafaella Pastore Miotto, revela sua própria jornada de luta interna através de textos poéticos intensos e carregados de emoção. Por meio de uma linguagem rica em simbolismos e metáforas, somos levados a refletir sobre nossa insignificância diante da vastidão do universo e a necessidade de olhar para dentro de nós mesmos em busca de cura e transformação. Os textos apresentados transmitem uma sensibilidade profunda ao abordar sentimentos como entrega total, medo dos sonhos, ansiedade e identidade, convidando o leitor a se conectar com suas próprias emoções e vivências. Em suma, esta obra ressoa com aqueles que buscam compreender a complexidade da existência e encontrar um caminho para a verdadeira redenção interior.

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