Imagem: Acervo pessoal / Divulgação Nesta conversa exclusiva, mergulhamos no universo de "O Ano que Tudo Mudou" , a nova obra de Rô Del Carlo . Longe de ser apenas uma narrativa sobre o ambiente escolar tradicional, o livro é descrito pela autora como uma "escola de sentimentos intensos", onde o foco sai dos boletins e se volta para as complexas descobertas da juventude . A trama acompanha a jornada de Humberto, um adolescente que enfrenta os desafios de uma mudança de cidade, as pressões familiares e o peso das escolhas de seus pais. Entre dramas, comédias e o conceito marcante dos "entrelaçados", Rô Del Carlo nos transporta para uma Acácia nostálgica, inspirada em referências dos anos 80 e 90, onde amizades improváveis e encontros inesperados — como o com a enigmática Marina — forçam o amadurecimento "na marra". A trama acompanha a jornada de Humberto, um adolescente que enfrenta os desafios de uma mudança de cidade, as pressões familiares e o ...
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Vitor Zindacta
Resenha crítica: O aviador (2004)
Imagem: ImDb / Divulgação A jornada de Howard Hughes em direção ao isolamento e à obsessão, conforme retratada na obra de Scorsese, oferece um estudo de caso clínico sobre a intersecção entre a genialidade industrial e o colapso psíquico. Sob a lente de uma linguagem jornalística interessada na profundidade da mente, percebemos que a narrativa não é apenas sobre a aviação ou o cinema, mas sobre a tentativa fútil de um homem de exercer controle absoluto sobre um universo inerentemente caótico. Hughes não é apenas um visionário; ele é o arquétipo do ícaro moderno, cujas asas não são feitas de cera, mas de um perfeccionismo patológico que o eleva a altitudes insustentáveis enquanto corrói sua estrutura interna. A cinematografia utiliza cores saturadas para espelhar a euforia das descobertas técnicas, mas à medida que o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) se intensifica, a paleta visual torna-se claustrofóbica, refletindo o estreitamento dos horizontes mentais do protagonista. Do ponto d...
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Vitor Zindacta
Resenha crítica: Garota Interrompida (1999)
Imagem: NETLIX / Reprodução A jornada cinematográfica proposta por James Mangold em 1999 transcende a mera adaptação literária para se converter em um estudo fenomenológico sobre a fragmentação da psique feminina e a subsequente institucionalização da subjetividade. Ao debruçar-se sobre as memórias de Susanna Kaysen, o longa-metragem estabelece um diálogo denso com a psicopatologia clássica, mas o faz através de uma lente que privilegia a experiência vivida em detrimento do diagnóstico estrito. A narrativa se desenrola no crepúsculo da década de 1960, um período de efervescência sociocultural onde as fronteiras entre a rebeldia geracional e o colapso mental eram frequentemente borradas por uma psiquiatria ainda tateante e profundamente normatizadora. O ponto nevrálgico da obra reside na tensão dialética entre a identidade em formação da protagonista e o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline. Sob a ótica de uma linguagem jornalística que busca dissecar o fenômeno, perceb...
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