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Resenha: Sobrados e Mucambos, de Gilberto Freyre

A obra Sobrados e Mucambos , de Gilberto Freyre, constitui o segundo tomo da trilogia fundamental sobre a formação da sociedade patriarcal brasileira, sucedendo o texto de tese Casa-Grande & Senzala . Se no primeiro volume Freyre estabelece a plataforma culturalista para romper com o racismo biológico e descreve a integração simbiótica entre senhores e escravos na unidade de produção rural, em Sobrados e Mucambos o foco desloca-se para a dinâmica das transformações e o declínio desse sistema tutelar.   A desintegração do patriarcado rural brasileiro e o impacto de 1808 marcam o ponto de inflexão na paisagem social do país. A chegada da Família Real ao Rio de Janeiro em 1808 promoveu uma "radical e carnavalizadora troca de lugar", fazendo com que um Brasil marginal passasse a ser o centro do poder monárquico. A presença física do monarca e da corte alterou a fisionomia da sociedade colonial, centralizando o poder que antes emanava de forma autocrática das casas-g...

Titanic não é sobre amor: Uma análise da estética burguesa aristocrata do século XX

Rose e Jack | Titanic | Reprodução Para compreender a trajetória de Rose, é necessário situá-la não apenas como uma indivíduo, mas como o sintoma de uma classe em declínio. No início do século XX, a aristocracia eduardiana enfrentava uma agonia existencial frente ao surgimento do novo capital industrial. O casamento de Rose com Cal Hockley não era uma união afetiva, mas uma transação de fusão de capitais : o prestígio nobiliárquico dos Bukater em troca da liquidez financeira dos Hockley. Sob a lente da sociologia clássica, Rose atua como um agente de sabotagem de classe. Sua "angústia" é, fenomenologicamente, uma recusa em cumprir sua função de mercadoria. No entanto, ao rebelar-se, ela não busca uma emancipação proletária real, mas sim uma apropriação do "exotismo" da pobreza, personificado em Jack Dawson. A Psicologia da Projeção e o Narcisismo Romântico A atração de Rose por Jack pode ser analisada através da teoria lacaniana do "estágio do espelho". Ja...

Como Automatizar a Geração de APKs com GitHub Actions

Se você é desenvolvedor Android, sabe bem como é a rotina: você termina uma funcionalidade, precisa gerar um APK para testar no aparelho (ou enviar para um cliente) e, nesse momento, o Android Studio decide consumir toda a memória RAM do seu computador para compilar o projeto. Além de lento, é um processo manual que interrompe seu fluxo de trabalho. Mas e se eu te dissesse que você nunca mais precisará clicar em "Build APK" na sua máquina? A resposta está no CI/CD (Integração e Entrega Contínua) . Usando o GitHub Actions , é possível configurar um fluxo de trabalho onde o próprio GitHub percebe que você atualizou o código, prepara um ambiente virtual, compila o seu projeto e te entrega o APK pronto para baixar. Tudo isso de forma gratuita e automática. Neste artigo, vamos percorrer o caminho completo: Preparação: Como enviar seu projeto local para o GitHub. Automação: Como configurar o "workflow" que faz o trabalho pesado. Distribuição: Como baixar e instalar o ...