APRESENTAÇÃO Quem é o responsável pelas infelicidades que esmagam a humanidade? Depois de muitas hesitações, os primeiros Pais da Igreja buscaram a explicação no velho mito bíblico de Adão e Eva. Os bispos do concílio de Trento fizeram dele um dogma, afirmando que a falta do primeiro homem corrompeu a natureza humana. Desde então, a doutrina do pecado original moldou a moral cristã e, mais amplamente, a imagem do homem. Construída com cuidado e erudição, esta obra é instrutiva e instigante, feita para pessoas curiosas, crentes ou não, sobretudo numa época em que a distinção entre o bem e o mal ― e sobretudo sua origem ― se articula com dificuldade. RESENHA George Minois é um professor francês de história com trabalhos com ênfase em tópicos religiosos, seus livros mais conhecidos ao redor do globo são: história do riso e do escárnio, as origens do mal, história do ateísmo e história do futuro. Nesta obra, o autor desdobra-se sobre as perguntas mais difundidas dentre os tempos: de onde v...
Search
Faça uma pesquisa
Hit enter to search or ESC to close
Featured Posts
Postagens
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[RESENHA #563] Dezessete anos, de Colombe Schneck
APRESENTAÇÃO Em Dezessete anos, Colombe Schneck estabelece um diálogo direto com a escritora Annie Ernaux, Prêmio Nobel de Literatura. A ideia do livro surge como resposta ao que Schneck descreve como uma espécie de convocação de sua antecessora: “Senti como se ela se dirigisse a mim. Eu precisava contar o ocorrido naquela primavera de 1984”. Era preciso falar sobre a experiência do aborto, um dos atos mais frequentes e, também, mais secretos na história das mulheres. Assim, tal obra, agora no Brasil, traz uma importante contribuição a respeito desse tema tabu, sobre o qual tão pouco se falou na literatura e que envolve interditos ligados ao corpo da mulher. RESENHA O livro de Columbe Schneck é um relato difícil de ler de uma mulher no auge de seus dezessete anos que descobre o prazer e a perda do controle das ações. Ela era jovem, sentia-se, de alguma forma, presa, ela precisava descobrir-se livre de amarras e obrigações e sentimentos ociosos, queria desvendar o poder do sexo, da libe...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[LISTA] Mês do Orgulho: indicações de livros com protagonismo LGBTQIAP+
Do infanto-juvenil a fantasia, essas leituras levantam a bandeira da representatividade Junho é conhecido como o Mês do Orgulho LGBTQIAP+. Este período de celebração também é marcado pela conscientização e luta pelos direitos e igualdade. Durante o mês, diversos lugares do mundo realizam uma série de eventos, manifestações e atividades que buscam promover a visibilidade. Celebre o respeito e a inclusão com protagonistas que erguem a bandeira da comunidade e trazem a representatividade para a literatura. Confira as indicações e escolha sua obra preferida: A Banda Sagrada de Tebas Quem foram os deuses homossexuais? Neste livro, o jornalista, escritor e pesquisador Thiago Teodoro apresenta uma perspectiva LGBTQIAP+ para as divindades. Ele aborda nomes como Pã, Apolo, Dionisio e Zeus, mas também mergulha na mitologia brasileira ao falar de Anhangá, o protetor da floresta, e Acauã, a defensora das mulheres. Um dos principais objetivos do autor é destacar como a homos...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
Theo G. Alves faz apanhado das miudezas da vida em ‘Inventário de tão pouco’
Em seu novo livro, o oitavo em 14 anos, o escritor potiguar continua exercitando a maneira de dizer as coisas que lhe compõem. Obra está em pré-venda com o autor. Poesia como espólio. Em “Inventário de tão pouco”, seu novo livro — o oitavo de uma carreira literária que soma 14 anos —, o escritor potiguar Theo G. Alves, 42, tenta fazer um apanhado das coisas que parecem menores na urgência da vida cotidiana. Nessa miuçalha a que em geral o mundo é indiferente, estão os tais grandes temas da humanidade: o tempo, o amor, perdas, caminhos, cidades. “Tudo o que compõe a pequena herança do que escrevo está nele. Continuo exercitando a maneira de dizer as coisas que me compõem. Então, de alguma forma, este inventário é algo que está dentro e fora de mim simultaneamente. É como recebo, transformo e devolvo ao mundo o que me toca”, diz Theo Alves, que nesse exercício de dizer as coisas que o compõem acaba por se ver diante de uma versão mais jovem de si mesmo, estreando como escritor com ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
Wilson Gorj volta à ativa depois de 10 anos com lançamento do livro ❝a inevitável fraqueza da carne❞
A INEVITÁVEL FRAQUEZA DA CARNE Felino selvagem é metáfora para desejos reprimidos em novo livro de escritor paulista Depois de uma década sem publicar, o escritor Wilson Gorj, que também é editor, está com um novo livro na praça. Trata-se do seu romance de estreia, “A inevitável fraqueza da carne” (Penalux), que o autor deve lançar no próximo dia 29, às 18h, no Museu Conselheiro Rodrigues Alves, em Guaratinguetá, cidade que é sede de sua editora. Tempos atrás, Gorj ficou conhecido pelos seus livros de microcontos, gênero pelo qual militou durante um bom tempo, tendo, inclusive, comandado um selo específico do gênero, o 3x4: microficções (2010 a 2012), que foi um dos primeiros selos a se focar exclusivamente na prosa minimalista. Dessa vez, porém, o autor investe sua escrita numa narrativa de mais fôlego. “É um enredo relativamente simples”, relata o escritor à nossa entrevista, “mas que traz assuntos de interesse geral, como paixão, traição, conflitos familiares, entre outras abor...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
Lançamentos do Grupo Editorial Record :: Maio
O grupo editorial Record é o maior conglomerado editorial da América Latina, sendo um conjunto editorial de 16 editoras:Record; Verus; Bertrando Brasil; José Olympio, BestSeller, Galera; Junior; Galerinha; Rosa dos tempos; Civilização brasileira; Paz e terra; Difel; Best Business. BestBolso; Viva Livros e Nova Era. Confira abaixo os títulos recém lançados do grupo para o mês de Maio.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
[RESENHA #562] Homens (não) choram, de Joan Turu
APRESENTAÇÃO Nil é um garotinho, mas agora ele precisa se tornar um homem! Mas o que isso quer dizer? Não ter medo? Não demonstrar sentimentos? Não chorar? Acompanhe Nil em seu processo de autodescoberta sobre o que realmente é ser um homem nesta tocante história ilustrada. Chega a hora em que todo menino precisa virar homem. Quando Nil percebe que está ficando mais velho, surge a preocupação: o que significa ser homem? Olhando os homens ao seu redor, os da televisão e os das revistas, parece que as respostas já vem prontas.Então por que, logo após começar a agir como um verdadeiro homem, Nil se sente tão mal?Homens choram é a leitura ideal para mostrar aos meninos a importância de serem fieis a quem eles são de verdade, e de demonstrar os seus sentimentos, inclusive chorando, sempre que for necessário. RESENHA Nil é um garotinho que está crescendo, e com a idade vem as dúvidas, afinal, quando os meninos crescem, eles se tornam homens, mas...como era um homem? o que constitui o homem? ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Por
Vitor Zindacta
Nova edição de 'Quando me descobri negra', de Bianca Santana
PRÓXIMO LANÇAMENTO Quando me descobri negra Usar um turbante com cores vibrantes pela primeira vez, sentir o vento balançar os cabelos sem o peso dos produtos químicos, reconhecer nos filhos os traços da ancestralidade. Esses são alguns dos temas que Bianca Santana expurga em busca do encontro com sua negritude nesta nova edição, revista e ampliada, de Quando me descobri negra. A autora traz à tona sua trajetória de autorreconhecimento e aceitação. Mesclando trechos autobiográficos à história recente do país com pinceladas de ficção, Santana narra sua passagem por um processo complexo de letramento racial, aceitação do corpo e reconhecimento familiar. Tudo isso enquanto se desvencilha do racismo brasileiro presente no bairro de classe média, na cliente branca do restaurante que acha que negros são serviçais, na ação violenta da polícia, no bullying sofrido na escola e na desigualdade salarial no trabalho. Com a altissonante frase “Tenho trinta anos, mas sou negra há dez”, a a...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos