Me chamo Edvânia, tenho 30 anos e
moro na região metropolitana de Curitiba – PR. Sou curiosa, gosto de viajar,
trabalho muito (e também gosto disso), gosto de músicas e ler e escrever, é
claro. Escrevo Romances, Contos e Poemas.
Há quanto tempo você
escreve, como começou?
Comecei a escrever em 2019.
Estava de férias e lendo alguns e-books na Amazon e de repente nenhum deles prendia
minha atenção. Eu precisava de uma nova história e não a encontrava. Comecei a
pensar em como essa história seria, sobre quem ela seria e como ela
aconteceria. Assim surgiu “Com os pés sobre a areia” meu primeiro Romance
Contemporâneo.
Você teria algum segredo
de escrita? Algo que faça com que você se sinta inspirada/o antes de
iniciar um novo livro?
A ideia para uma nova história pode
acontecer a qualquer momento, já aconteceu durante uma corrida na esteira
ouvindo uma música, já aconteceu com uma frase aleatória, já aconteceu durante
uma pesquisa, por pura curiosidade, sobre Elizabeth Bathory (e esta ideia
originou um livro ainda não lançado). O que eu costumo fazer quando a ideia vem
é anotar tudo, não perco uma ideia que eu acho que tem potencial, e na hora de
iniciar um novo projeto, eu escolho uma delas para desenvolver.
Quais foram suas
principais referências na literatura, arte e/ou cinema?
Na literatura clássica Jane
Austen, para mim, é um exemplo sobre literatura feminina. Seus textos vão muito
além do romance e isso sempre me inspirou.
Mary Shelley, uma jovem mulher
escritora que trouxe a literatura de terror/ficção científica com seu Romance “Frankenstein” também é uma referência
pessoal.
Na literatura contemporânea, eu
destaco Marian Keyes, autora de Chick-lit que me mostrou como é importante
trazer histórias com mulheres protagonistas contemporâneas.
Eu poderia citar outros nomes,
mas vou dar destaque a estas mulheres incríveis.
Qual foi seu trabalho mais
desafiador até hoje em relação à escrita?
Acredito que foi “Com os pés
sobre a areia” por ser o primeiro Romance. Tudo era novo e eu precisei começar
do zero. Para minha sorte, gosto muito de estudar. Então fui estudar e “Com os
pés sobre a areia” nasceu.
Qual a parte mais difícil
de se escrever um livro?
Reescrever. A primeira versão é
fácil, tranquila e prazerosa, você está ali, dentro da história, descobrindo
cada diálogo, cada cena, cada reviravolta. É mesmo emocionante, mas depois,
você precisa reescrever tudo de novo, não dá para entregar a primeira versão de
um texto ao seu leitor, pelo menos, não recomendo. Acontece que lapidar o
texto, reavaliar cada linha é extremamente cansativo. Você precisa ler, reler e
reescrever muitas vezes. É um trabalho árduo.
Qual foi seu primeiro
livro, o que pensou ao iniciar sua escrita? o que te incentivou?
“Com os pés sobre a areia”.
Comecei com a ideia na cabeça, a tal história que eu gostaria de ler, mas a
história foi crescendo, se desenvolvendo e pensei “Caramba! Isso daria um
livro” anotei alguns rascunhos e quando percebi que tinha mesmo algo para
desenvolver, comecei a estudar para escrever esse livro. O primeiro incentivo
veio da minha vontade de ler aquele livro, eu queria muito conhecer aquela
história, conhecer aqueles personagens. Em seguida tive incentivo do meu marido
também. Ele me incentiva até hoje. Incentivo é importante, pode ser o primeiro
passo dessa jornada.
Tem algum personagem que
você tenha criado ao qual foi difícil desapegar?
Acredito que não. Meus
personagens cumprem suas trajetórias dentro de suas histórias e quando eu
coloco “FIM” é realmente o fim.
Quais são suas principais referências
literárias na hora de escrever? Eu admiro um autor por vários
motivos: pode ser pela forma que ele desenvolve suas histórias, pode ser pela
forma que ele escreve, pode ser por uma obra específica que me fez pensar “um
dia quero escrever como ele”, pode ser porque o tempo passou e sua obra
continua sendo marcante, pode ser porque ele inaugurou um novo gênero
literário.
Então posso citar alguns nomes como: Jane Austen, Mary Shelley,
Marian Keyes, Stephen King, Edgar Allan Poe, Anton Tchekhov, Juan Rulfo, Maria
Dueñas. Todos eles têm algo que me inspira.
Você reúne notas,
anotações, músicas, filmes e/ou fotografias para se inspirar durante a
escrita?
Sim. Gosto de anotar tudo o que
pode ser aproveitado para enriquecer o enredo durante a escrita. Também ouço
uma playlist que me faça sentir ainda mais envolvida com a história. Filmes e séries
também podem ser fonte de inspiração.
O que você faz para
driblar a ausência de criatividade que bate e trava alguns momentos da
escrita? Existe algo que você faça para impedir ou driblar estes momentos? Para impedir que o meu texto
“trave” eu planejo a história antes de começar a escrever. Eu trabalho na
premissa, storyline, resumo da história, resumo de cada capítulo, mas acredito
que a maior força que impede que isso aconteça e ter em mente: quem é o meu
protagonista, o que ele quer e o que poderá impedi-lo de conquistar seu
objetivo. E trabalho em cima disso.
A maioria dos autores
possuem contatos e amigos de confiança para mostrar o progresso do seu
trabalho durante o percurso da escrita. Você teria um time de “leitores
beta”, para analisar seu livro antes de prosseguir com a escrita? Sim, eu tenho um time de leitores
beta desde o primeiro livro, me orgulho deles que estão comigo nesta jornada e
sou grata a cada um. Trabalho com eles de maneira um pouco diferente, eu
escrevo a versão final e antes de ir para a revisão passa pelas mãos deles. Os
meus leitores beta trazem para mim suas experiências de leitura, é isso que
busco neles. O que acharam do enredo? Quais cenas mais gostaram e por que? Não
entenderam alguma coisa dentro da história? Recomendariam a leitura a um amigo?
Entre outras questões. São os primeiros leitores e suas impressões são
importantes para mim.
Você prefere escrever
diversas páginas por dia durante longas jornadas de escrita ou escrever um
pouco todos os dias? O que funciona melhor para você? Prefiro escrever durante muitas
horas seguidas. Prefiro mergulhar na história e sinto que consigo fazer quando
escrevo durante várias horas seguidas.
Em relação ao mercado
literário atual: o que você acha que deve melhorar?
Acho que a literatura nacional
contemporânea precisa conquistar mais espaço. Não estou dizendo que seja uma
tarefa fácil, mas é possível, já vemos um crescimento nesse sentido e espero
que continue.
A maioria das pessoas não
conseguem se manter ativas em vários projetos, como funciona para você,
você escreve vários rascunhos de diferentes obras ou se mantém até o final
durante o processo de um único livro?
Quando inicio um livro novo vou
com ele até o final. Durante o processo surgem ideias para novos livros e o que
eu faço e anotar tudo para poder explorar mais tarde em um novo projeto. Posso
ler vários livros ao mesmo tempo, mas escrever apenas um. Gosto de manter o
foco e energia naquele projeto em andamento.
O que motiva você a
continuar escrevendo?
Conhecer uma nova história. Amo
criar, me descobri escritora, nunca foi algo que imaginei, mas quando aconteceu
eu tive a certeza de que eu precisava continuar escrevendo. Criar uma história
sempre traz experiências únicas para mim.
Que conselho você daria
para quem está começando agora?
Estude. Sempre digo isso quando
me fazem essa pergunta. Estude técnicas de escrita (não, elas não vão te
“engessar”, vão te guiar), estude o mercado editorial para decidir qual o
melhor caminho para você. Estude marketing, vendas. Trace planos, metas
(realistas). Seja persistente.
Para você, qual o maior
desafio para um autor/a no cenário atual? Você tem algum hábito ou rotina
de escrita?
Para mim o maior desafio é o
tempo. Tempo para escrever, tempo para estudar, tempo para divulgar (e isso
falando apenas da carreira literária). Por isso, planejamento para mim é
fundamental. Minha rotina de escrita começa com o planejamento da história (pesquisas,
perfil dos personagens, storyline, premissa), depois a escrita em si. Primeira
versão, segunda, terceira até finalizar e entregar para os leitores beta.
Como você enxerga o
cenário literário atual e a recepção dos leitores da atualidade em relação
aos novos autores?
Felizmente estou tendo ótimas
experiências desde que comecei a escrever e divulgar meus livros. Fui recebida
com carinho por influencers literários, leitores que conheci nas redes sociais,
leitores que conheci em grupos de leituras coletivas, amigos que se tornaram
leitores. Não estou dizendo que é fácil ou que leitores caem do céu, estou
dizendo que os que conheci me receberam muito bem e espero continuar conhecendo
novos leitores a cada dia.
Se pudesse indicar quatro
obras literárias que te inspiraram, quais seriam?
Orgulho e Preconceito — Jane
Austen
O tempo
entre costuras — Maria Dueñas
Pedro
Paramo — Juan Rulfo
Gótico
Mexicano — Silvia Moreno-Garcia
Que conselho você daria
para quem está começando a escrita do primeiro livro?
Estude, planeje, tenha calma e
seja persistente. Provavelmente não será fácil, mas valerá a pena.
O que esperar para o ano
de 2023 em relação à sua escrita? No dia 13 de janeiro, sexta-feira
13, lançarei na Amazon um conto de terror chamado “Procura-se Enfermeira”.
Tenho pronto, recém terminado, um
Romance do gênero de horror, ainda não sabemos quando será lançado, mas
esperamos ter novidades este ano.
Ainda em janeiro começo a
escrever o segundo livro da série “Maisquerer”. Uma série de Romance
Contemporâneo que as leitoras tem me cobrado bastante para dar continuidade.
Por enquanto é isso, no meu Instagram estou sempre atualizando os leitores com
as próximas novidades e lançamentos.
Quero deixar um agradecimento,
obrigada pela oportunidade de falar do meu trabalho e obrigada a todos
leitores, parceiras, amigos e família que estão ao meu lado nesta caminhada.
A AUTORA
Edvânia Voitzszn, 30 anos, descobriu na
leitura a paixão pela escrita. Autora dos Romances Contemporâneos
"Com os pés sobre a areia" e "Isis", também
escrevo poemas e contos. Adora doces, (o que geralmente não
combina com a minha tentativa de levar uma vida fitness) música, e
livros, é claro!
Nascida em Cacoal - RO, mas vivo há 20 anos
em São José dos Pinhais - PR.
Me chamo Edvânia, tenho 30 anos e moro na região metropolitana de Curitiba – PR. Sou curiosa, gosto de viajar, trabalho muito (e também gosto disso), gosto de músicas e ler e escrever, é claro. Escrevo Romances, Contos e Poemas.
Comecei a escrever em 2019. Estava de férias e lendo alguns e-books na Amazon e de repente nenhum deles prendia minha atenção. Eu precisava de uma nova história e não a encontrava. Comecei a pensar em como essa história seria, sobre quem ela seria e como ela aconteceria. Assim surgiu “Com os pés sobre a areia” meu primeiro Romance Contemporâneo.
Mary Shelley, uma jovem mulher escritora que trouxe a literatura de terror/ficção científica com seu Romance “Frankenstein” também é uma referência pessoal.
Na literatura contemporânea, eu destaco Marian Keyes, autora de Chick-lit que me mostrou como é importante trazer histórias com mulheres protagonistas contemporâneas.
Eu poderia citar outros nomes, mas vou dar destaque a estas mulheres incríveis.
Então posso citar alguns nomes como: Jane Austen, Mary Shelley, Marian Keyes, Stephen King, Edgar Allan Poe, Anton Tchekhov, Juan Rulfo, Maria Dueñas. Todos eles têm algo que me inspira.
Sim. Gosto de anotar tudo o que pode ser aproveitado para enriquecer o enredo durante a escrita. Também ouço uma playlist que me faça sentir ainda mais envolvida com a história. Filmes e séries também podem ser fonte de inspiração.
Acho que a literatura nacional contemporânea precisa conquistar mais espaço. Não estou dizendo que seja uma tarefa fácil, mas é possível, já vemos um crescimento nesse sentido e espero que continue.
Quando inicio um livro novo vou com ele até o final. Durante o processo surgem ideias para novos livros e o que eu faço e anotar tudo para poder explorar mais tarde em um novo projeto. Posso ler vários livros ao mesmo tempo, mas escrever apenas um. Gosto de manter o foco e energia naquele projeto em andamento.
Estude. Sempre digo isso quando me fazem essa pergunta. Estude técnicas de escrita (não, elas não vão te “engessar”, vão te guiar), estude o mercado editorial para decidir qual o melhor caminho para você. Estude marketing, vendas. Trace planos, metas (realistas). Seja persistente.
Para mim o maior desafio é o tempo. Tempo para escrever, tempo para estudar, tempo para divulgar (e isso falando apenas da carreira literária). Por isso, planejamento para mim é fundamental. Minha rotina de escrita começa com o planejamento da história (pesquisas, perfil dos personagens, storyline, premissa), depois a escrita em si. Primeira versão, segunda, terceira até finalizar e entregar para os leitores beta.
Felizmente estou tendo ótimas experiências desde que comecei a escrever e divulgar meus livros. Fui recebida com carinho por influencers literários, leitores que conheci nas redes sociais, leitores que conheci em grupos de leituras coletivas, amigos que se tornaram leitores. Não estou dizendo que é fácil ou que leitores caem do céu, estou dizendo que os que conheci me receberam muito bem e espero continuar conhecendo novos leitores a cada dia.
Orgulho e Preconceito — Jane Austen
O tempo entre costuras — Maria Dueñas
Pedro Paramo — Juan Rulfo
Gótico Mexicano — Silvia Moreno-Garcia
Estude, planeje, tenha calma e seja persistente. Provavelmente não será fácil, mas valerá a pena.
Tenho pronto, recém terminado, um Romance do gênero de horror, ainda não sabemos quando será lançado, mas esperamos ter novidades este ano.
Ainda em janeiro começo a escrever o segundo livro da série “Maisquerer”. Uma série de Romance Contemporâneo que as leitoras tem me cobrado bastante para dar continuidade. Por enquanto é isso, no meu Instagram estou sempre atualizando os leitores com as próximas novidades e lançamentos.
Quero deixar um agradecimento, obrigada pela oportunidade de falar do meu trabalho e obrigada a todos leitores, parceiras, amigos e família que estão ao meu lado nesta caminhada.
A AUTORA
Nascida em Cacoal - RO, mas vivo há 20 anos em São José dos Pinhais - PR.
Link na Amazon: Amazon.com: Edvânia Voitzszn: Livros, biografia, blog, audiolivros, Kindle
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