Divulgação 1. colagem - pág. 25 dar corpo aos restos espalhados da outra de mim expelida, fraturada pela finitude de um tempo bom acolher esse corpo refeito, marcado por cicatrizes riscadas em queloides lembranças e movimentá-lo todos os dias em direção ao possível 2. das mulheres - pág. 31 ser só mulher um devaneio 3. sanidade - pág. 40 não se culpar pelos incontroláveis gritos que causaram a mudez se abraçar e sentir o confortável silêncio de ser uma mulher louca 4. dos fragmentos, o poema - pág. 51 tocar no trincado do vidro interior estilhaçar amparar cada pedaço meu com um poema de amor 5. todo dia - pág. 54 abraçar aquela que não desiste de estender meu coração ao sol Minibio da autora: Talita Franceschini de Carvalho ( @talita.franceschini ) é bibliotecária e professora, nasceu e reside na cidade de Descalvado, interior de São Paulo. Formou-se em Biblioteconomia e Ciência da Informaçã...
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Vitor Zindacta
Seleção de poemas do livro “Instruções de uma equilibrista”, de Talita Franceschini
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Vitor Zindacta
“Ariano Suassuna: no teatro da vida”: livro celebra a vida e a obra de Ariano Suassuna nos 10 anos de sua morte
Divulgação Com organização do pesquisador Anderson da Silva Almeida, “Ariano Suassuna: no teatro da vida” esmiúça passado do escritor ressaltando sua relevância para a cultura brasileira “Pois se a minha vida é um sonho, é um sonho de um demente, cuide-se de fazer aqui, desse pesadelo feio e sujo uma narração cruelmente alegre ali, sangrenta e colorida acolá, sagrada em sua profanidade, (...) luzida e intrépida em sua feiura.” Ariano Suassuna, 1972 Como narrar a trajetória de Ariano Suassuna, um dos maiores nomes da cultura brasileira? Pela vida? Pela obra? Pelo passado? Pelo presente? E quem é capaz de abarcar a totalidade de um sujeito que mudou a história da arte brasileira? Pensando nestas questões, o pesquisador Anderson da Silva Almeida ( @andersondasilvalmeida ), doutor e mestre em história pela Universidade Federal Fluminense (UFF), organizou a obra “Ariano Suassuna no teatro da vida” , publicada pela editora CRV. Com extenso trabalho no campo de pesqui...
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Vitor Zindacta
ENTREVISTA | Escritora e roteirista carioca Luiza Conde explora o tempo e a morte por meio do fantástico e do terror em “Relógios partidos”
Divulgação Rituais longínquos, maldições pregadas na parede e amigos monstruosos. Um ônibus para lugar nenhum, um metrô infinito e uma coleção sanguínea. Esses são cenários que atravessam “Relógios partidos” ( Editora Litteralux, 114 páginas ), o primeiro livro da roteirista carioca Luiza Conde (@luizacma) . Com uma carreira profícua no roteiro, Luiza agora se lança na literatura fantástica com 12 contos sobre o tempo e os principais medos que acometem a humanidade: envelhecer, ficar só, errar, escolher, morrer, viver. Dividido em três partes que remetem ao passado (“Tempos que foram”), presente (“Tempos que são”) e futuro (“Tempos que podem ser”), “Relógios partidos” é influenciado pelas obras de autoras que conversam com o insólito e o terror, como Mariana Enriquez, Lygia Fagundes Telles, Silvina Ocampo e Socorro Acioli. A obra tem texto de orelha assinado pelo escritor e pesquisador Leonardo Villa-Forte. Nascida no Rio de ...
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Vitor Zindacta
A perpetuação de ciclos traumáticos em diferentes gerações de mulheres é tema do livro de estreia da escritora e roteirista paulistana Patricia Tischler
Foto: Divulgação A morte de uma tia querida é o início de uma jornada de descobertas e compreensão do amor em “Vanessa Halen: tudo o que não quis mas já é”. A jornalista investigativa Vanessa Halen precisa lidar com o luto pela morte de Leila, tia-avó e única familiar que realmente impactou sua vida. Porém, ao começar a explorar a história da tia, Vanessa será confrontada por segredos e mistérios que nunca poderia imaginar. É assim que a escritora paulistana Patricia Tischler apresenta o seu primeiro romance, “Vanessa Halen: tudo o que não quis mas já é” (135 págs.). A obra gira em torno de traumas e do reflexo que os “carmas familiares” têm em diferentes gerações, assim como da capacidade de cada um construir o seu próprio caminho a despeito deles, ainda que aos trancos e barrancos. Em contraponto à dor vivenciada pela personagem, um passeio por seus afetos revela mais sobre a personalidade de Vanessa. Seja nas lembranças sobre a tia Leila ou na relação com a a...
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