companhia das letras

Resenha: A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo

domingo, 8 de agosto de 2021

/ by Vitor Zindacta

ISBN-13: 9788508043101
ISBN-10: 8508043104
Ano: 2011 / Páginas: 152
Idioma: português

Como se manter fiel ao juramento de amor feito no passado, diante de uma nova e ardorosa paixão? É o que se pergunta Augusto ao conhecer Carolina, a Moreninha. Uma resposta surpreendente será dada ao personagem nas páginas deste agradável livro de Joaquim Manuel de Macedo. Publicado em 1844, este é o primeiro romance da nossa literatura. Esta divertida história de amor retrata com perspicácia a sociedade do Rio de Janeiro do Segundo Reinado.

RESENHA

A Moreninha. Joaquim Manuel de Macedo. Editora: Objetivo. São Paulo. 2000.

Joaquim Manuel de Macedo nasceu no Rio de Janeiro em 1820. Em 1844 formou-se em Medicina no Rio de Janeiro, e no mesmo ano estreou na literatura com a publicação daquele que viria a ser seu romance mais conhecido, "A Moreninha", que lhe deu fama e fortuna imediata. Macedo foi jornalista, professor de Geografia e História do Brasil no Colégio Pedro. Macedo também atuou decisivamente na política, tendo militado no Partido Liberal, durante a sua militância política foi deputado provincial (1850, 1853, 1854-59) e deputado geral (1864-1868 e 1873-1881). Além de A Moreninha, Macedo escreveu ainda outros dezessete romances, dezesseis peças de teatro e um livro de contos. Entre essas obras destacam-se: O Moço Loiro (1845) Os Dois Amores (1848) Rosa (1849) Vicentina (1853) O Forasteiro (1855) Os Romances da Semana (1861) Rio do Quarto (1869) A Luneta Mágica (1869) As Vítimas-Algozes (1869) As Mulheres de Mantilha (1870-1871). Nos últimos anos de vida padeceu de problemas mentais, morrendo pouco antes de completar 62 anos.


O romance a Moreninha é escrito em 23 capítulos mais o epílogo, totalizando 190 páginas. Aqueles são nomeados conforme a temática de todos os acontecimentos, dia, festa, local, emoções e etc. O romance passa-se no Rio de Janeiro do século XIX, a história conta sobre um rapaz chamado Augusto conhecido como namorador inconstante, viaja com seus amigos Filipe, Fabrício e Leopoldo para passarem um fim de semana na casa de D. Ana, avó de Filipe, situada em uma ilha, rapaz que aposta com amigos (Felipe) que não ficaria apaixonado por mais de 15 dias por mulher alguma, se Augusto amasse uma só mulher durante quinze dias ou mais, deveria escrever um romance narrando acontecimento; se isso não acontecesse, quem escreveria o romance seria Filipe. O romance A moreninha é o fruto desta aposta. Augusto é estudante e colega de Felipe, cuja irmã é Carolina. Augusto quando criança jurou amar eternamente uma menina cujo nome ignora e fica inconstante em seus amores, até que conhece Carolina, pela qual se apaixona e persegue. Quando no final ficam noivos, ela primeiro manda-o casar-se com sua amada de infância e depois revela ela ser esta amada.


A Moreninha expressa valores de fidelidade e respeito, permanecendo por isso atual como um livro que trata do amor e do sentimento moral do ser humano.

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