Meu fluxo de trabalho no blog


Definir o fluxo criativo aqui no Post Literal é um desafio constante. O blog nasceu da casualidade, mas aprendi que ter tópicos bem definidos facilita muito a gestão do conteúdo. Aquela máxima de "escreva sobre o que você gosta" nem sempre funciona sozinha, especialmente quando ainda estamos construindo um nome na web. Gostar do assunto é o motor, mas nem sempre é o suficiente para atrair público.

Por isso, o segredo está em unir o que eu amo com o que as pessoas buscam. Se o blog é apenas um hobby, a liberdade é total; mas se o objetivo é ser lido, a criação precisa ter uma utilidade prática. Um texto sem aplicação para o leitor acaba sendo apenas um desabafo que só faz sentido para quem escreve.

Meu passo principal é o Google Trends. Uso a ferramenta para monitorar nossas linhas editoriais — como cinema, receitas e notícias — e identificar o que está em alta. O pulo do gato é encontrar a brecha: aquilo que todo mundo está pesquisando, mas que ninguém explorou a fundo ou sob uma perspectiva diferente. É assim que consigo atrair visitas, oferecendo uma nova camada de informação para quem já está buscando o tema.

  1. Revista superinteressante
  2. Revista planeta
  3. Revista Galileu
  4. The intercept
  5.  Revista Quatro cinco um
  6. Diplomatique Brasil

Depois de mapear os assuntos em alta, eu analiso como eles estão sendo abordados para encontrar lacunas. Se a tendência é uma nova cor de esmalte, por exemplo, eu não fico apenas na sugestão de uso; eu mergulho na história por trás da cor, nos motivos da escolha e no impacto dessa estética, trazendo camadas que complementam o que já existe por aí.

Esse rigor é o mesmo que aplico no RADIO LITERAL. No podcast, que produzo em parceria com a escritora Julie Holiday, nós investigamos a relevância e o volume de buscas para construir debates que fujam do comum, unindo curiosidades práticas a reflexões mais profundas.

Quando as tendências do momento não me convencem, eu prefiro explorar novas perspectivas dentro do que já funciona no blog. Essa estratégia de olhar para o que o público realmente consome tem dado resultado: nossas publicações mais populares superam a marca de 10.000 visualizações:



Aperfeiçoei o fluxo de trabalho recriando publicações que já performam bem no blog. Um exemplo prático foi o post sobre as 50 melhores séries policiais, que evoluiu para uma lista com as 60 maiores séries de investigação já produzidas. Nessa atualização, incluí quinze novos títulos, expandindo a pesquisa e entregando um resultado muito mais completo para o leitor.

No processo de escrita, utilizo ferramentas de IA para garantir uma revisão ortográfica impecável e otimizar os títulos para os mecanismos de busca (SEO). Atualmente, minha prioridade é o Gemini. Ele tem sido fundamental para analisar as pautas e sugerir melhorias na estrutura dos posts, focando sempre em manter a retenção e o interesse de quem lê.

O Notion é o meu centro de comando. É onde eu jogo tudo: ideias brutas, roteiros de episódios, cronograma do blog e referências de livros. O que eu mais gosto é que ele é moldável; se eu preciso de uma lista simples ou de uma tabela complexa para gerenciar capítulos, ele resolve.

Quando o assunto é escrever para valer, eu foco no iA Writer ou no Scrivener. O iA Writer é para aqueles momentos em que eu só quero a tela limpa e o texto, sem botões me distraindo. Já o Scrivener é o meu tanque de guerra para projetos longos e livros; ele permite que eu mude a ordem dos capítulos e organize toda a pesquisa em um só lugar, o que salva muito tempo de edição.

Para o podcast, o Adobe Podcast é um caminho sem volta. Ele usa inteligência artificial para limpar o áudio, então mesmo que eu grave em um ambiente que não seja um estúdio perfeito, a voz sai com uma qualidade profissional absurda. Se tenho convidados remotos, uso o Riverside.fm, porque ele grava o áudio direto no computador de cada um, evitando que uma internet ruim estrague o episódio.

Na parte visual, o Canva é o que me dá agilidade para criar as capas dos episódios e artes para o site sem sofrimento. Mas, se eu preciso pensar na estrutura do layout do blog antes de mexer no HTML ou CSS, eu prefiro desenhar tudo no Figma, que me dá uma precisão muito maior.

Para publicar, eu recomendo dar uma olhada no Ghost. Ele é muito mais direto e rápido que o WordPress para quem quer um blog focado em leitura e newsletters.

Em geral eu não faço nada particular quando estou escrevendo, mas deixo a liberdade fluir, dai podem nascer diversos posts que acabam ficando em rascunho para a publicação em um momento mais oportuno ou como um 'post à mais', para complementar o que foi exposto em outros posts, funcionando como um brinde para o leitor, um convite para que continuem explorando o tópico.

No meu processo de escrita, eu costumo deixar a liberdade fluir sem muitas amarras. É nessa espontaneidade que nascem diversos textos que guardo como rascunhos para o momento oportuno. Muitas vezes, esses conteúdos surgem como um "post extra" para complementar o que já foi publicado. Encaro isso como um brinde para o leitor: um convite para que ele continue explorando o tópico e mergulhe ainda mais fundo no assunto.

Postar um comentário

Comentários