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| Imagem: Divulgação / Royal Rumble |
O Royal Rumble 2026 não é apenas o 39º evento anual da linhagem; é uma declaração de expansão global. No dia 31 de janeiro, o King Abdullah Financial District (KAFD), em Riade, Arábia Saudita, será o palco de um dos "Big Five" da WWE. Esta mudança de localização traz uma dinâmica inédita: o fuso horário. Para os fãs nas Américas, o show será um evento vespertino (iniciando por volta das 16h no horário de Brasília), enquanto em Riade, a ação varará a madrugada sob as luzes do deserto.
A atmosfera de "Riyadh Season" promete uma produção sem precedentes. Diferente das edições em arenas de beisebol nos EUA, a Arábia Saudita costuma exigir um espetáculo visual de proporções épicas. Historicamente, os eventos no país favorecem grandes nomes e momentos de choque. Com a parceria entre a WWE e o governo saudita em seu auge, espere que o Rumble de 2026 tenha a magnitude de uma WrestleMania antecipada. A grande questão que paira no ar é: como a exaustiva viagem transatlântica afetará as "entradas surpresa", que são a alma do evento? Rumores indicam que jatinhos particulares já estão reservados para nomes que não aparecem na TV há meses.
A luta Royal Rumble masculina de 2026 está mais aberta do que nunca. Após perder o título para Drew McIntyre, o "American Nightmare" Cody Rhodes foi o primeiro a se declarar para a luta. Cody busca algo que ninguém jamais fez: vencer três Rumbles. No entanto, o caminho não será fácil. Gunther, o "Ring General", e Jey Uso já confirmaram presença, trazendo consigo o ímpeto de quem dominou o ano de 2025.
As casas de apostas e os bastidores apontam três nomes principais como possíveis vencedores:
Bron Breakker: A ascensão meteórica do jovem prodígio o coloca como o favorito para um "momento Brock Lesnar", dominando a luta do início ao fim.
Roman Reigns: O "OTC" (Original Tribal Chief) continua sendo a sombra que paira sobre o título da WWE. Um confronto final contra Cody Rhodes ou Jacob Fatu na WrestleMania 42 passa, necessariamente, por uma vitória em Riade.
Sami Zayn: Por ser um ídolo absoluto no Oriente Médio, uma vitória de Sami em solo saudita seria um dos momentos mais emocionantes da história recente, selando sua jornada rumo ao título mundial.
Além dos favoritos, os olhos estão voltados para o cronômetro. Quem será o número 30? Nomes como Chris Jericho (em um retorno bombástico após anos), Zack Ryder e até a estrela da TNA, Joe Hendry, estão no topo da lista de boatos.
O Royal Rumble feminino consolidou-se como o melhor lugar para retornos lendários. Para 2026, a expectativa é o retorno de Bianca Belair, que tem estado fora de ação, para desafiar o domínio de Jade Cargill ou Stephanie Vaquer. Rhea Ripley e Liv Morgan já trocaram farpas públicas sobre quem será a última mulher no ringue, e a rivalidade entre as duas deve ser o fio condutor de grande parte da luta.
Além das batalhas reais, o card de 31 de janeiro deve apresentar lutas de título cruciais:
CM Punk vs. Logan Paul: O campeão mundial peso-pesado deve defender seu ouro contra o "Maverick" em uma luta que promete ser tanto um espetáculo técnico quanto um show de entretenimento puro.
Drew McIntyre vs. Sami Zayn: Pelo Undisputed WWE Championship. Se Sami não vencer o Rumble, esta pode ser sua grande chance de conquistar o título diante de uma plateia que o trata como um herói nacional.
A inclusão de Stephanie Vaquer como campeã defensora também sinaliza a nova fase internacional da divisão feminina, trazendo um estilo de luta mais agressivo e técnico para o palco principal.
O que acontece em Riade não fica em Riade. O Royal Rumble 2026 ditará o tom de todo o ano. Julie Holiday observa que a WWE está usando este evento para testar a viabilidade de levar a própria WrestleMania para fora da América do Norte no futuro. Os vencedores das lutas reais terão o "poder da escolha", podendo desafiar os campeões do Raw ou do SmackDown.
Espera-se que esta edição termine com um "cliffhanger" envolvendo a Bloodline. Com Jacob Fatu retornando de lesão e Solo Sikoa tentando manter o controle da família, o Rumble pode ser o cenário de uma implosão interna. Se Roman Reigns vencer, a dinastia estará em rota de colisão. Se um "outsider" como Breakker vencer, veremos a coroação de uma nova era.
Independentemente de quem aponte para o letreiro da WrestleMania ao final da noite sob o céu de Riade, uma coisa é certa: no dia 31 de janeiro, o mundo do wrestling estará olhando para o deserto. A contagem regressiva começou. 10... 9... 8...
por: Julie Holiday
