Análise: Agosto, de Rubem Fonseca


ISBN-13: 9788520938065
ISBN-10: 852093806X
Ano: 2020 / Páginas: 368
Idioma: português

Agosto, de Rubem Fonseca, é um romance policial publicado em 1971. A obra narra a investigação do comissário Alberto Mattos sobre o assassinato do jornalista Carlos Castilho, que foi encontrado morto em sua casa, com um tiro na cabeça.

A trama se desenrola em um contexto histórico turbulento, o Brasil de 1954, marcado por uma forte crise política e social. O país está sob o governo de Getúlio Vargas, que enfrenta uma oposição cada vez mais forte. O jornalista Castilho é um dos principais críticos do governo, e seu assassinato é visto como um crime político.

O romance é dividido em 12 capítulos, que narram os diferentes passos da investigação de Mattos. O comissário é um homem experiente e perspicaz, mas a investigação é complexa e cheia de obstáculos. Mattos precisa lidar com a corrupção policial, a indiferença das autoridades e a pressão da opinião pública.

Ao longo da investigação, Mattos vai descobrindo que o assassinato de Castilho está ligado a uma série de outros crimes, incluindo o assassinato de um político, o suicídio de uma atriz e o desaparecimento de uma jovem. O comissário também vai se deparar com a violência e a corrupção que dominam a sociedade brasileira.

Agosto é um romance policial clássico, mas também é uma obra que vai além do gênero. O romance é um retrato da sociedade brasileira do século XX, com suas contradições e violência. A obra também é uma crítica ao poder, à corrupção e à falta de justiça.

Análise da obra

Contexto histórico

Agosto é uma obra que está inserida no contexto histórico do Brasil de 1954. O país está sob o governo de Getúlio Vargas, que enfrenta uma forte oposição cada vez mais radicalizada. O jornalista Castilho é um dos principais críticos do governo, e seu assassinato é visto como um crime político.

O contexto histórico da obra é importante para a compreensão da trama. O assassinato de Castilho é um evento que simboliza a crise política e social que o Brasil enfrentava na época. O romance também reflete a intolerância e a violência que dominavam a sociedade brasileira.

Narrativa

Agosto é narrado em terceira pessoa, com um narrador onisciente. O narrador acompanha a investigação do comissário Mattos, revelando os diferentes passos da investigação e os pensamentos dos personagens.

A narrativa é fluida e envolvente. O leitor é levado a acompanhar a investigação de Mattos, sentindo a tensão e o suspense da trama.

Personagens

Alberto Mattos é o personagem central da obra. Ele é um comissário de polícia experiente e perspicaz, mas também é um homem cínico e desiludido. Mattos é um dos poucos personagens que se preocupa com a verdade, e ele está determinado a resolver o caso do assassinato de Castilho.

Carlos Castilho é o jornalista assassinado. Ele é um homem honesto e corajoso, que não tem medo de denunciar os crimes do governo. Castilho é um símbolo da luta pela liberdade e pela justiça.

Outros personagens

  • O coronel Sarno é o comandante da polícia. Ele é um homem corrupto e incompetente, que está disposto a tudo para encobrir o caso Castilho.
  • A atriz Maria Luiza é uma mulher misteriosa que está ligada ao caso Castilho. Ela é uma personagem complexa e fascinante, que esconde muitos segredos.
  • A jovem Beatriz é uma menina que desapareceu misteriosamente. Seu desaparecimento está ligado ao caso Castilho.

Temas

Agosto é uma obra que aborda uma série de temas, incluindo:

  • A violência é um tema recorrente na obra. A violência está presente em todos os níveis da sociedade, desde a violência política até a violência doméstica.
  • A corrupção é outro tema importante na obra. A corrupção está presente em todas as esferas do poder, desde o governo até a polícia.
  • A falta de justiça é um tema que permeia toda a obra. O assassinato de Castilho é um crime impune, que reflete a falta de justiça no Brasil.

Conclusão

Agosto é um romance policial clássico, mas também é uma obra que vai além do gênero. O romance é um retrato da sociedade brasileira do século XX, com suas contradições e violência. A obra também é uma crítica ao poder, à corrupção e à falta de justiça.

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