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Destaques de fevereiro da editora fósforo e circulo de poemas


Índice, uma história do

SOBRE O LIVRO

Qual a relação entre Santo Agostinho e as hashtags? O que os sermões de padres do século 13 têm a ver com pesquisas no Google em 2024? Este livro responde de modo divertido a essas e a outras perguntas ao narrar a história de uma ferramenta cotidiana pouco conhecida, mas extraordinária, e que hoje é a tecnologia-chave que alicerça toda a nossa leitura on-line: o índice.

Com um passado ilustre, porém pouco visitado, o índice remissivo de assuntos e seus irmãos correlatos, como a concordância e o sumário, estão intimamente ligados à história dos livros, do conhecimento e das universidades, passando pela política e pela literatura. Apesar de relegado às páginas finais dos volumes impressos, e de mal constar nos livros digitais, o índice foi objeto de interesse e de narrativas de Virginia Woolf, Italo Calvino, Vladimir Nabokov e Platão. E é justamente esta a surpresa do livro de Dennis Duncan: fazer com que pensemos sobre esse dispositivo textual muitas vezes considerado menor ou trivial, mas que hoje é a base de nosso dia a dia.

O autor domina a arte de desautomatizar visões pré-estabelecidas, chamando a nossa atenção para a invenção da ordem alfabética, do número de página nos livros impressos, bem como para polêmicas que parecem atuais, mas que há oitocentos anos permeiam a vida pública. Um exemplo delas é o fato de acharmos a ideologização dos dados um problema contemporâneo, sem nos darmos conta de que as entregas personalizadas dos algoritmos do Vale do Silício não estão muito distantes dos índices que, desde os primórdios, eram usados para zombarias, maledicências e formação de opinião.

Eleito um dos melhores livros de 2022 pela revista New Yorker, Índice, uma história do traz uma série de anedotas com papas, filósofos, primeiros-ministros, poetas e, claro, indexadores, que guiam desde o bibliófilo mais apaixonado até o mais casual dos leitores por uma viagem divertida à curiosidade humana. Com humor bastante espirituoso, este livro não é só sobre leitura, mas sobre o modo como nos relacionamos com o mundo, como o categorizamos e o entendemos. É impossível não esboçar ao menos um sorriso ao navegar por esta ode às histórias bem contadas.


O autor apresenta o livro

Neste vídeo curto [em inglês] — “From Heretics to Hashtags: The History of Book Indexes” [Dos hereges às hashtags: a história dos índices de livros] —, o autor fala sobre o livro e descreve como pode ser fascinante o universo da indexação, desde sua origem até as versões atuais.

O que estão falando sobre o livro

✸ Livro conta a origem do índice, e o que os sermões do século 13 têm a ver com o Google” | O Globo
✸ “‘Índice, uma história do’: o aperfeiçoamento da indexação” | Nexo
✸ “‘Índice, uma história do’: a incrível saga da invenção que moldou o mundo” | Veja
✸ Como os índices evoluíram da Biblioteca de Alexandria, no século III a.C., para o Google nos dias atuais” | Valor



A arte de driblar destinos    

Segundo romance do matemático Celso Costa, este livro, vencedor do prêmio LeYa 2022, faz jus à máxima atribuída a Liev Tolstói: “Canta a tua aldeia e cantarás o mundo”. Ao narrar a luta de um garoto e sua família para escapar da pobreza no interior rural do Paraná nos anos 1960, Costa mescla memórias autoficcionais e “causos” do interior do país para dar origem a um grande romance de formação, que é também uma história do Brasil.


Na orelha do livro

O que estão falando sobre o livro

✸ ‘A arte de driblar destinos’: o prélio de uma família do Paraná | Nexo
✸ “Prémio LeYa 2022 para o matemático brasileiro Celso José da Costa” | Público
✸ “‘A arte de driblar destinos’ — Trecho do romance inédito de Celso José da Costa | Rascunho

Avenida Beberibe

Na extensa e sinuosa avenida Beberibe, no Recife, uma casa com jardim frondoso é o cenário da infância de várias gerações. Ela também é o ponto de partida deste romance inventivo, que retoma e renova a tradição memorialística brasileira ao lançar mão do recurso fotográfico como parte constitutiva do texto. Guiada por uma sensibilidade que se aproxima da lógica poética, Claudia Cavalcanti expande a avenida para outros tempos e espaços, construindo esta narrativa de filiação parcialmente ficcional, na qual eventos da história do país e da vida pública do Recife mesclam-se a lembranças da neta dos donos da casa que, meio século mais tarde, se debruça sobre as relações sociais latentes no seio do próprio lar.

Playlist para acompanhar a leitura

A autora Claudia Cavalcanti preparou uma playlist — “Música do Recife e de outros tempos” — com faixas que conversam com o universo de seu livro.


Negros na piscina

    
Organizado pela curadora, escritora e pesquisadora Diane Lima, Negros na piscina: arte contemporânea, curadoria e educação é uma publicação que documenta o momento histórico do debate racial na arte brasileira ao longo dos últimos dez anos. A partir de contribuições ou aproximações acerca do pensamento curatorial, o livro conta com mais de trinta vozes que, ao unir teoria e prática, antecipam estratégias e narram os desafios de produzir cultura no país. Negros na piscina é composto de textos inéditos, conversas, análises de práticas artísticas e projetos expositivos que, acompanhados de uma série de imagens, confrontam e interseccionam os discursos sobre raça, arte, educação e estrutura institucional. 

Panfleto que acompanha o livro



Os exemplares da primeira tiragem do livro Negros na piscina vão acompanhados de um panfleto numerado com a reprodução da obra Nós podemos nadar, do artista brasileiro Paulo Nazareth. Esta obra é uma atualização feita pelo artista, dez anos depois da icônica fotografia conhecida como Negros na piscina — que também dá título ao livro — e faz parte da Série Cadernos de África. 



Poesia 1969-2021




O nome de Duda Machado está associado a um dos períodos mais ricos da arte brasileira — a Tropicália —, que chacoalhou a cena cultural no final dos anos 1960 e projetou nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre tantos outros. Àquela época, Machado foi letrista cantado por Gal Costa, Elis Regina e Jards Macalé. Dali em diante, além de atuar como editor, tradutor e professor, publicou livros de poemas que se destacam pela forma precisa e original, dialogando com a tradição e com as questões do seu tempo.
 

O que estão falando sobre o livro

✸ “Duda Machado, parceiro de tropicalistas, lança antologia” | Folha de S.Paulo

Mistura adúltera de tudo
    


Mistura adúltera de tudo apresenta as reflexões de um dos mais talentosos poetas e críticos da nova geração, o paulista Renan Nuernberger, sobre os sentidos da poesia escrita no Brasil a partir da década de 1970, sua relação com a realidade brasileira de então e possíveis chaves de interpretação para os rumos da poesia dali em diante. Estudioso da forma como a geração de poetas surgida nos anos da ditadura militar encarou os desafios de escrever poesia, Nuernberger se debruça sobre a multiplicidade característica da produção poética daquele momento e investiga suas causas, comentando a forma como essas vozes se distinguem e completam.

Marque na agenda

Lançamento de Poesia 1969-2021
Leitura de poemas com o autor Duda Machado, Renan Nuernberger e Maria Esther Maciel
Data: 9.3
Horário: 11h
Local: Livraria Quixote
Endereço: R. Fernandes Tourinho, 274 - Savassi, Belo Horizonte - MG

Clube de Leitura do Círculo de Poemas #8
Com mediação de Tarso de Melo e Zilmara Pimentel 
Venha tomar um vinho com a gente!
Livros: A morte também aprecia o jazz, de Edimilson de Almeida Pereira + Ancestral, de Goliarda Sapienza (Âyiné, 2020)
Data: 21.3
Horário: 19h
Local: Casinha dos Círculos de Leitura
Endereço: Rua Tinhorão, 60, Higienópolis. São Paulo - SP
Apoio: Dante Robino

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