Resenha do filme ❝alguém tem que ceder❞, 2003



Harry Sanborn (Jack Nicholson) é um executivo que trabalha no ramo da música e que namora Marin (Amanda Peet), que tem idade para ser sua filha. Harry e Marin decidem ir até a casa de praia da mãe dela, Erica (Diane Keaton), para visitá-la. Lá Harry sofre uma parada cardíaca, ficando sob os cuidados de Erica e de Julian (Keanu Reeves), um jovem médico local. Aos poucos Harry percebe que está se interessando cada vez mais por Erica, mas tenta esconder seus sentimentos. Julian também sente atração por ela, tornando-se um rival de Harry.


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RESENHA


Falar sobre este filme é uma grande responsabilidade poética, não apenas pelos atores que fazem parte de todo o desenrolar do enredo, mas por suas brilhantes e categóricas reflexões filosóficas acerca das relações e da liquidez contemporânea.

“Alguém Tem Que Ceder” é um filme de comédia romântica lançado em 2003. O título original do filme é "Something’s Gotta Give". Foi escrito, produzido e dirigido por Nancy Meyers. O filme foi produzido para a Columbia Pictures e Warner Bros.

“Alguém Tem Que Ceder” é uma comédia romântica encantadora que desafia as convenções de Hollywood sobre o amor e o envelhecimento. O filme é um lembrete refrescante de que o amor não tem idade e pode florescer em qualquer fase da vida.

O roteiro, escrito por Nancy Meyers, é inteligente e perspicaz, explorando as complexidades do amor maduro com humor e sensibilidade. A história de Harry Sanborn, um executivo de música que se apaixona pela mãe de sua namorada muito mais jovem, é contada com uma mistura perfeita de humor e emoção.

A química entre Jack Nicholson e Diane Keaton é inegável e eles entregam performances memoráveis. Nicholson, como sempre, é carismático e encantador, enquanto Keaton brilha como a bem-sucedida dramaturga Erica.

O filme também faz um excelente trabalho ao retratar a dinâmica do amor em diferentes fases da vida, com o jovem médico Julian, interpretado por Keanu Reeves, adicionando uma camada extra de complexidade à trama.

Harry Sanborn (63) (Jack Nicholson) é um empresário multimilionário e produtor musical de uma gravadora de Hip Hop. O filme se inicia com o encontro entre ele e Marin (Amanda Peet) em um leilão da Christie's onde ela trabalha. Após se conhecerem, ambos vão para a casa de praia da mãe de Marin, Érica Berry (Diane Keaton), que trabalha produzindo peças de teatro para o seu ex-marido.

O encontro entre o casal e a mãe de Marin causa uma série de cenas desconfortantes e cômicas. Érica não aprova o envolvimento da filha com um homem tão mais velho, porém, todos decidem passar o final de semana na casa de praia da família: Zoe (Frances McDormand), tia de Marin, Érica e Harry. Zoe ensina estudos femininos na Colúmbia.

Harry é considerado um homem famoso por nunca ter se casado em seus 63 anos de idade, durante mais de quarenta anos da sua vida ele se envolveu com diversas mulheres abaixo dos trinta anos de idade, o que o faz colecionar diversos corações e decepções amorosas ao longo de sua vida. Em determinado momento, em um jantar durante uma breve discussão sobre a vida do empresário, Zoe, decide fazer uma análise dos acontecimentos de forma cirúrgica. Para ela, homens mais velhos se envolvem com mulheres mais novas por temerem o medo do compromisso e do controle que a idade detém sobre a pessoa mais jovem, enquanto mulheres na casa dos 50 (idade de Érica) se tornam menos atraentes com o tempo devido ao poder igualitário dentro do relacionamento, fazendo com que elas fiquem de fora dos relacionamentos mais duradouros sendo ignoradas pela maior parte dos homens enquanto os homens disponíveis em sua faixa etária se ocupam com mulheres mais novas como Marin, o que claro, as torna cada vez mais e mais produtivas, e portanto, mais e mais interessantes. A resposta de Zoe sobre a situação gera uma série de desconfortos entre os presentes, o que faz com que todos fiquem em um silêncio ensurdecedor.

A partir deste ponto, a narrativa ganha forma e se desenvolve com o envolvimento silencioso entre Harry e Érica. Marin, ao perceber a química latente entre os dois, decide abrir caminho para que ambos possam se conhecer melhor, o que ocasiona em uma série de acontecimentos reflexivos acerca dos relacionamentos na terceira idade. Os acontecimentos também envolvem terceiros e o desenvolvimento de uma história de reencontro e reconciliação após anos.

Em suma, “Alguém Tem Que Ceder” é uma comédia romântica madura e sofisticada que prova que o amor e o romance não são apenas para os jovens. É um filme que vai fazer você rir, chorar e, acima de tudo, acreditar no poder do amor.

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