companhia das letras

Resenha critica sobre o filme Mr. Jones

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

/ by Vitor Zindacta


 O filme trata sobre o Distúrbio Bipolar contando a historia de Jones, um homem de 35 anos, que é internado num Hospital Psiquiátrico após subir no telhado de uma construção e fazer menção de que iria voar. De inicio Jones é diagnosticado com esquizofrenia paranoica, mas após conversa com a Drª Elizabeth Bowen é diagnosticado que ele possui Psicose maníaco-depressivo (Transtorno Bipolar), podendo apresentar sintomas de distração, redução da necessidade de sono, capacidade de discernimento diminuída, pouco controle do temperamento, promiscuidade, gastos excessivos, hiperatividade, aumento de energia, pensamentos acelerados que se atropelam, fala em excesso, autoestima muito alta (ilusão sobre si mesmo ou habilidades), grande inquietação (agitação ou irritação). 

Sempre muito envolvente, desloca-se ate um Banco para fazer um saque, mas facilmente consegue conquistar a caixa que o atende, saindo com ela para curtir e gastar todo seu dinheiro. Durante essa curtição, sofre outra crise, na qual sobe ao palco no meio de uma apresentação de uma orquestra para reger uma sinfonia de Beethoven e novamente é internado, mas rejeita a medicação e o tratamento por acreditar que não está doente. 
Após começar a ser tratado pela Drª Elizabeth, Jones passa pela sua fase mais depressiva, apresentando-se sujo e mal vestido, com a barba por fazer e o cabelo desarrumado. Anda na rua de forma desatenta, seu pensamento agora tem um curso mais lento e ele não mais consegue fazer contas de cabeça, seu raciocínio encontra-se visivelmente prejudicado. E é nesse momento que ele começa a se envolver afetivamente com sua medica, chegando a viver uma noite de amor, por esse motivo e em respeito às condutas da Ética profissional, Elizabeth pede afastamento do caso. 
No final do filme Jones volta ao topo da mesma construção onde esteve antes de ser internado pela primeira vez e novamente faz menção de voar, só que dessa vez Elizabeth vai ao seu encontro para tentar salva-lo de um provável suicídio e consegue convence-lo a não consumar o ato.  Ele, assim como os outros pacientes que apresentam distúrbio bipolar, vive a felicidade efêmera e fugaz, como se a vida se resumisse e fosse se acabar em instantes. 
Em suma, o filme ajuda a entender melhor como funciona a doença que não tem cura, mas pode ser controlada, deixando visível que o diagnóstico precoce permanece como prioridade para detecta-la e trata-la com ajuda médica, terapias alternativas e medicamentos, mostra também que as pessoas que sofrem desse transtorno necessitam de muito apoio da família e amigos para conseguir dar prosseguimento ao tratamento, uma vez que o mesmo não aceita ser tratado. Entretanto, ao analisarmos o lado da Ética profissional, foi um erro da Drª Elizabeth se envolver com Jones, mesmo ele demonstrando ser um grande conquistador, ela deveria ter se mantido firme no tratamento e conseguido a estabilidade do caso, o que também seria um final feliz e se encaixaria melhor na nossa realidade.
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