Crítica: O quatrilho, 1995


SINOPSE

Rio Grande do Sul, 1910. Em uma comunidade rural composta por imigrantes italianos, dois casais muito amigos se unem para poder sobreviver e decidem morar na mesma casa. Mas o tempo faz com que a esposa (Patricia Pillar) de um (Alexandre Paternost) se interesse pelo marido (Bruno Campos) da outra (Glória Pires), sendo correspondida. Após algum tempo, os dois amantes decidem fugir e recomeçar outra vida, deixando para trás seus parceiros, que viverão uma experiência dramática e constrangedora, mas nem por isto desprovida de romance.

CRÍTICA

"O Quatrilho" é um filme de 1995 dirigido por Fábio Barreto, baseado no livro homônimo de José Clemente Pozenato. A trama se passa na década de 1910, no Rio Grande do Sul, e conta a história de dois casais de imigrantes italianos que decidem dividir a mesma casa para economizar recursos. Porém, essa convivência compartilhada confronta valores e emoções, levando a consequências inesperadas. A narrativa do filme é cativante e bem desenvolvida, levando o espectador a se envolver com os personagens e sua jornada. A história aborda temas como amor, traição, tradições culturais e as consequências de nossas escolhas. A trama mostra de forma realista as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes, tanto no Brasil quanto em suas origens, e como essa experiência molda suas identidades.

As atuações do elenco são convincentes e emocionantes. O quarteto principal formado por Glória Pires, Patrícia Pillar, Bruno Campos e Alexandre Paternost é especialmente forte, trazendo veracidade e profundidade aos seus personagens. A química entre eles é notável, tornando as relações entre os casais críveis e emocionalmente envolventes. Em termos técnicos, o filme se destaca pela direção de Fábio Barreto, que conduz a narrativa de forma sensível e habilidosa. A cinematografia e o design de produção retratam com precisão a atmosfera da época, contribuindo para a imersão do espectador na história. A trilha sonora, composta por Antônio Pinto, complementa a narrativa de maneira emocionalmente ancorada, realçando as emoções e a profundidade dos personagens.

O estilo de Fábio Barreto é evidente em "O Quatrilho", explorando temas universais e se aprofundando nas complexidades dos relacionamentos humanos. As escolhas estéticas e autorais do diretor contribuem para uma experiência cinematográfica cativante e impactante. Refletindo sobre o conteúdo do filme, é possível notar a abordagem sensível e profunda de questões relacionadas ao amor, lealdade, moralidade e sexualidade. Através da história dos personagens, o filme nos faz refletir sobre as consequências de nossas ações e a importância de enfrentar as consequências de nossas escolhas.

Em comparação com outros filmes do mesmo gênero ou contexto histórico, "O Quatrilho" se destaca pela qualidade de sua narrativa e atuações. Ele aborda temas universais de forma delicada e emocionalmente impactante, deixando uma marca duradoura no espectador. Em minha opinião pessoal, "O Quatrilho" é um filme emocionante e envolvente que vale a pena ser assistido. Sua história cativante, atuações convincentes e aspectos técnicos bem executados fazem dele uma obra de arte cinematográfica de alta qualidade. Recomendo sua visualização para aqueles que apreciam narrativas profundas e emocionalmente impactantes.

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