companhia das letras

Batismo de Sangue (2006) ► (Análise)

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

/ by Vitor Zindacta

O filme mostra um grupo de padres dominicanos que passam a colaborar com outro grupo dedicado à luta armada contra a ditadura (comandados por Maringhela), por isso vão sentir e pagar o preço na pele da repressão e toda a sua força. No filme fica bem claro toda a repressão e perseguição àqueles que sonhassem em discordar da ditadura, as pessoas tinham o direito de ir, vir e pensar totalmente tolhidos, caso fosse contrário à ditadura. Tudo estava sempre sendo vigiado, e ai desses que se mostrassem contrário, porque como vemos no filme, a morte era um sossego para essas pessoas.

Atualmente vez ou outra se escuta alguém se queixar ‘ah, isso é contra a liberdade de expressão’, mas qualquer pessoa hoje em dia sabe que pode falar mal do governo, do estado, fazer piadas... Tanto é que a própria mídia o faz, sem ser perseguida ou ter sua vida em risco, vivemos em outra realidade, e nessa realidade temos o direito à “liberdade” até onde não tire o direito do outro, de pelo menos poder expressar um desgosto com relação às políticas do estado e não ter o risco de ser convidado a sair do país, porque na ditadura era assim: ‘BRASIL AME-O OU DEIXO-O’.


E mesmo vivendo nessa liberdade de expressão, filmes como este ainda encontram algumas dificuldades para serem financiados, por ‘n’ motivos, seja por ser um passado próximo e que escancara fatos que as pessoas não queiram enxergar, as atrocidades que realmente foram cometidas. Batismo de Sangue nos põe diante dessas reflexões e questionamentos, e vai muitos além dos outros filmes da temática, ao relacionar duas coisas que para muitos não parecia ter separação na época, que era: igreja e política, uma história pouco comum na ditadura, mas que houve, e o filme dá visibilidade.
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