[RESENHA #604] O lado bom de ser traída, de Sue Hecker


APRESENTAÇÃO

Bárbara é uma profissional de sucesso. Noiva há cinco anos de Caio, um empresário no ramo de telecomunicações, sua vida é completa e plena. Porém, ao ver uma foto dele ao lado de uma mulher que se intitula também sua noiva, o mundo de Bárbara desmorona. Decidida a não se entregar à decepção, ela resolve dar a volta por cima. Com o visual renovado, começa a adotar outras posturas, afastando de vez a depressão. Para a sua surpresa, o destino coloca em sua vida Marco, um juiz extremamente sexy. Bastou um olhar para que ambos fossem tomados por uma alucinante tensão sexual. Resta saber se, de fato, Bárbara mudou o suficiente para se entregar sem amarras.

RESENHA

A ideia do livro é ótima, com um título completamente chamativo e convidativo, porém, a narrativa é totalmente elaborada em primeira pessoa, tornando a leitura totalmente fraca. Sue Hecker é excelente em criar roteiros apaixonantes e uma narrativa cativante, mas acredito que a escolha do título tenha sido mais comercial do que certeira, isso se evidencia na lentidão em que os acontecimentos de desenvolvem, bem como a descrição adolescente do desenvolvimento do amor entre os personagens e a nada árdua tarefa da protagonista em recuperar-se.

Marco e Barbara são um casal muito bem construído em termos, mas completamente previsíveis, as descrições elaboradas pela autora para sair de uma cena e entrar em outra tornam tudo completamente ilusório (roteiro de ficção mesmo), acredito que, todo leitor tenha lido esta obra pensando em ser surpreendido, o que de fato, não acontece.

“O Lado Bom de Ser Traída”, é uma obra que promete explorar um tema controverso e intrigante: a traição. No entanto, ao longo de suas páginas, o livro se revela uma decepção completa.

Desde o início, a narrativa é confusa e mal estruturada. A autora parece incapaz de criar personagens interessantes e bem desenvolvidos, deixando o leitor sem qualquer conexão emocional com eles. Os diálogos são superficiais e desprovidos de autenticidade, tornando as interações entre os personagens extremamente artificiais.

Além disso, a trama em si é extremamente previsível e sem originalidade. A autora não apresenta nenhum elemento novo ou surpreendente em relação ao tema da traição, deixando o leitor entediado e desinteressado ao longo da leitura. Os eventos se desenrolam de maneira monótona e sem nenhum tipo de reviravolta emocionante.

Outro aspecto problemático é a escrita pobre e repleta de clichês. Hecker faz uso excessivo de metáforas e descrições exageradas, tornando a leitura cansativa e pouco envolvente. Em suma, “O Lado Bom de Ser Traída” é um livro que promete muito, mas entrega pouco. Com uma narrativa confusa, personagens rasos e uma trama previsível, a obra não consegue cativar o leitor e se torna uma experiência frustrante. Recomendaria que os leitores procurassem outras opções mais interessantes e bem escritas sobre o tema da traição.

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