companhia das letras

Resenha: Iracema, de José de Alencar

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

/ by Vitor Zindacta

ISBN-13: 9788572322744
ISBN-10: 8572322744
Ano: 1998 / Páginas: 169
Idioma: português
Editora: Martin Claret

Dois romances de um dos grandes patriarcas da literatura brasileira, "Iracema" e "Cinco minutos" são clássicos do nosso Romantismo. "Iracema" é mais do que um romance sobre "a virgem dos lábios de mel", a índia cujo nome é um anagrama que simboliza a própria América. "Iracema" representa o nascimento lendário do Ceará. Trata-se de uma alegoria genial à história da colonização do Brasil pelos invasores portugueses, e, por que não dizer, à história da colonização de toda a América pelo povo europeu. "Cinco minutos" é um romance urbano da primeira fase do Romantismo - e o primeiro de José de Alencar -, que revela o ideal de amor romântico: puro, casto e regenerador, sentido por duas almas que lutam e enfrentam obstáculos aparentemente intransponíveis para que possam concretizá-lo.

RESENHA

Iracema estava a ser banhar a sobra da oiticica, ao sair do banho ela se depara com uma guerreiro observando-a, ele tinha o rosto branco e olhos azuis. A jovem índia rapidamente atira uma flecha no guerreiro acertando ele, o guerreiro caiu e Iracema correu ao seu encontro arrependida. Ela com sua mão estancou o sangue e quebrou a flecha. Esse ato para os indígenas era uma maneira simbólica de estabelecer a paz. Iracema o leva a cabana de seu pai, o velho pajé Araquém que recebe o guerreiro com todo a hospitalidade e carinho. No outro dia a índia leva Martim pelo bosque de jurema sagrado, em certo ponto ela faz gesto para que ele espere em silencio e penetra ainda mais no bosque, ao anoitecer ela volta com uma folha cheia de gotas verdes e manda Martin tomar, ele sente o sono da morte, mais a luz enche sua alma e seu coração e reviveu o passado, ele estava sonhando.

De repente Iracema pega seu arco e ver uma sombra, era Irapuã, um espirito mau da floresta, ele queria beber o sangue do estrangeiro branco mas Iracema jamais permitiria isso, ela rapidamente atinge o chefe guerreiros no coração antes que ele acertasse seu tacape em Iracema. Ele fala que ela não conseguirá proteger Martim e some na floresta. O amor deles é forte mais eles não podem ficar juntos.Ao acordar Martim encontra Iracema na saída do bosque e ele o fala que seu irmão Caubi logo chegará e ele poderá voltar pra casa. O guerreiro Caubi guia Martin de volta pra casa mas no meio do caminho são atacados por guerreiros liderados por Irapuã, e eles voltam para a cabana do pajé. Quando Irapuã entra na cabana o pajé Araquém diz que se ele der mais um passo a ira de Tupã o esmagarão mais Irapuã não acredita, então o velho pajé vai ao meio da cabana e ergue uma grande pedra e bate o pé no chão abrindo-se uma rachadura no chão por onde sai das profundezas da terra um gemido horroroso e Irapuã não sentiu medo mais sentiu luz dos olhos tremerem e ele sai e vai embora. A noite ouve-se o grito da gaivota, logo Martim sabia que era seu amigo Poti. Iracema foi ao encontro dele para lhe dizer que Martim iria com ele, antes ela ouve de seu pai a recomendação de que se os guerreiros de Irapuã tentassem matar Martim ela o escondesse no subterrâneo da cabana. Quando Iracema volta do encontro com Poti ela percebe várias sombras na floresta, depois de contar a Martim o que seu amigo lhe disseram o guerreiro Caubi entra avisando que os guerreiros de Irapuã vem chegando. Iracema remove a grande pedra e entra no esconderijo com Martim e Caubi fica de guarda. A noite Iracema se deita mais Martim, logo ela havia envergonhado sua tribo, pois ela era a virgem que guardava o segredo da jurema. No momento que ela perdeu sua virgindade ela perdeu o direito sobre o segredo. Ao decorrer da história Iracema vai para uma caba afastada com Martim e Poti. Eles viviam em harmonia e tranquilos. A gravida Iracema se banhava todo dia no lago da beleza que tinha esse nome porque ela se banhava lá. A alegria reinava na cabana de Iracema até o dia que Martin teve que ir ajudar seus irmãos, ele saiu sem se despedir mais deixou a flor do maracujá símbolo da lembrança. Martin não voltou logo, Iracema ficou muito triste por dias e dias. Certo dia seu filho nasceu e ela o deu nome de Moacir, filho da dor. Um dia ao acordar ela se deparou com seu irmão Caubi que veio em paz visita-la, ele admirou a criança mais se surpreendeu com a tristeza da irmã e a chamou pra voltarem juntos para casa. De tanto chorar pela saudade do seu amado e do seu pai, Iracema perdeu o leite para alimentar seu filho, então ela foi a mata e amamentou alguns cachorrinhos que retiram dela o leite grosso, depois que os cachorrinhos sugam de Iracema o leite sujo ela amamenta seu filho deixando ele nutrido, então ele é agora duas vezes seu filho da dor. Quando Martim volta com Poti ele se enche de alegria ao ver sua ­esposa amada, ao ver seu filho ai que ele fica ainda mais alegre, então Iracema o entrega seu filho e morre. Seu último pedido foi que fosse enterrada ao pé do coqueiro. Martim enterrar sua amada e parti com seu filho e as terras em que ela foi enterrado passaram a se chamar Ceará.
O livro Iracema é uma obra bem interessante mais um pouco complicado de entender, porque ele tem uma linguagem muito formal diferente da linguagem que estou acostumado a ver nos livros. Nos primeiros capítulos ele não envolve muito o leitor mais fiquei tentado a ler ele porque eu queria descobrir o segredo da jurema que a índia Iracema era guardiã. Pelo que conseguir entender apenas uma virgem poderia preparar o licor da jurema, esse licor era uma espécie de alucinógeno que quem o bebesse tinha um sono delirante mais bom. No momento que Iracema perdeu sua virgindade ela envergonhou sua tribo e não podia mais guarda o segredo, Tupã que era o Deus dele abandono a jovem índia.


Uma coisa interessante foi a esperteza do pajé Araquém: “Araquém proferindo essa palavra terrível avançou a o meio da cabana, ali ergueu a grande pedra e calcou o pé com força no chão; súbito, abriu-se a terra. Do antro profundo saiu um medonho gemido, que parecia arrancado das entranhas do rochedo.” A cabana do pajé ficava no alto de uma colina que tinha uma galeria subterrânea que se comunicava com a floresta por uma estreita abertura, o pajé tampara as duas aberturas com grandes pedras, quando ele retirou uma das pedras o barulho que eles ouviram semelhante ao de um trovão era apenas os ar passando. O pajé foi esperto e utilizou isso para fazer medo ao guerreiro Irapuã.


O amor de Iracema e Martim era algo forte, tanto que quando Martim saiu para a luta com Poti sem se despedir dela, ela ficou muito triste que nem se banhava mais no seu lago mas passava o dia todo na praia esperando seu marido volta. Para Iracema saber que ele voltaria ele usou símbolos que ela saberia o significado: “...da aljava de setas que Iracema emplumara com penas vermelhas e pretas e suspendera aos ombros do esposo, tirou uma. O chefe pitiguara vibrou o arco; a seta rápida atravessou um goiamum que discorria pelas margens do lago; só parou onde a pluma não a deixou mais entrar. Fincou o guerreiro no chão a flecha com a presa atravessada e tornou para para Coatiabo”. “...Martim sorriu; e quebrando um ramo do maracujá, a flor da lembrança, o entrelaçou na haste da seta, e partiu enfim, seguido por Poti”. Ao ver o que o marido deixará ela sabia que ele queria que ela voltasse pra casa e guarde a lembrança dele e que ele voltará.


Algo que eu gostei muito no livro foi o ato de amor de Iracema com seu filho, de tanta tristeza ela ficou com o leite dos seios sujo e amamentou um cachorrinhos para que eles tirassem o sangue dos seus seios e que ficasse somente o leite puro, isso doeu muito nela, quando ela amamentou seu filho ela já estava muito fraca e não se alimentava mais, ela morreu de tão fraca, pois ela preferiu nutrir seu filho do que vê-lo morre e isso custou a própria vida dela.


Alencar deu a Iracema o nome de virgem dos lábios de mel. Ele queria retratar o índio como seres bonitos e não que o que a maioria dos viajantes descrevia, como povos decadentes.
O livro pode ser considerado um romance indianista e regionalista. Ele retrata os costumes dos índios e o índio como herói. No livro Iracema enfrenta Irapuã pra proteger Martim e isso é um ato de heroísmo. Ele é regionalista pois o romance acontece longe da cidade, destacando características da região.


Na minha opinião alguma editora deveria pegar o livro e reescreve-lo utilizando palavras de fácil entendimento, algumas pessoas achariam que isso tiraria a essência de certo modo sim, mas ajudaria as pessoas a lerem sem se preocuparem em terem que procuram em dicionários ou na internet o significado de várias coisas. E acho que os livro deveria virar filme.
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