companhia das letras

Análise comparativa da obra “Alice no país das maravilhas” de Lewis Carroll e do seriado “Alice”.

sábado, 21 de agosto de 2021

/ by Vitor Zindacta



Ao longo do tempo, a literatura e o cinema têm mantido um vasto e conturbado diálogo, pois o cinema tem incorporado técnicas próprias da literatura, da mesma forma, o modelo narrativo do cinema tem influenciado a narrativa literária, porém, essa relação sempre despertou muitas discussões e críticas, uma vez que, muitos estudiosos reconhecem que o cinema só recorre à literatura, por acreditar que o texto literário é superior ou que o cinema seja incapaz de transpor a obra literária.

Contudo, nota-se que o cinema é uma inter-relação de inúmeros discursos, pois o crítico Ricardo Zani destaca que o cinema “é composto de diversos meios, entre eles, o fotográfico e o sonoro, tornando-se um exemplo de inter-relação de discurso” (2003, p.125). Isto é, além de proporcionar a convivência com diversos atos de comunicação, permite o diálogo com diferentes recursos. O que implica dizer que o filme é o resultado da relação entre diferentes meios e linguagens.

A literatura e o cinema são linguagens artísticas que se constituem por dois campos de produção distintos, mas que se entrecruzam, em razão da visualidade presente em algumas obras literárias que permitir a adaptação do texto literário para o cinema. Assim, a literatura é de certa forma um modelo para a criação cinematográfica.
Por isso, Curado (s/n, p.2) destaca que ao se verificar as relações existentes entre o texto literário e o cinematográfico, merecem respeito às características peculiares de cada um deles, uma vez que, ao escrever um romance, o autor não o faz pensando em termos de roteiros cinematográficos; seu objetivo é, evidentemente, literário. Sendo assim, a possibilidade de transformação de uma novela ou romance para o cinema é uma forma de interação entre mídias, a qual dá espaço a interpretações, apropriações, redefinições de sentido. O filme passa a ser, então, apenas uma experiência formal da mudança de uma linguagem para a outra, porque o escritor e o cineasta têm sensibilidades e propósitos diferentes. Por isso, “a adaptação deve dialogar não só com o texto original, mas também com seu contexto, [inclusive] atualizando o livro, mesmo quando o objetivo é a identificação com os valores neles expressos” (XAVIER, 2003, p. 62).

Ou seja, a transformação da obra literária para o cinema é uma tarefa bastante complexa já que, de um modo geral, existem elementos que estavam no texto literário e não são necessários na adaptação para o cinema, assim como, existem elementos que aparecem no filme e que não estavam presentes no texto literário ou que estão nos dois, mas de modo diferente.

Logo, ainda que pautados nos textos literários, os cineastas representam na adaptação, seus objetivos, suas crenças, seus conhecimentos. Desse modo, eles buscam adaptar a obra literária ao cinematográfico, observando as possibilidades de ligação de uma arte com a outra, tendo em vista os elementos que desejam expressar.
Fiorin (2006) salienta que “um texto pode passar de um gênero para o outro quando for colocado em outro contexto, ou seja, em outra esfera de atividade” (p.72). Isso significa que o texto ganha novas significações e possibilidades de serem explorados de acordo com objetivos previamente determinados.

Entretanto, essa atividade de adaptar uma obra literária para o cinema requer conhecimentos específicos de cada uma dessa linguagem artística de maneira que essa fusão desses dois sistemas de arte resulte em um movimento bastante intenso, que articule a linguagem literária a linguagem cinematográfica.

Nesse processo, a busca pela sutileza de ideias é fundamental para garantir a eficiência da transposição dessas artes, pois se trata de reelaborar com um novo olhar, um texto já existente, tentando manter sua originalidade.

A partir desse contexto, neste estudo, pretendemos realizar uma análise crítica e comparativa entre a obra literária clássica “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carroll com o seriado “Alice”, tendo como embasamento teórico aas concepções de Curado (s/n), Fiorin (2006), Ricardo Zani (2003), Eco (2008), dentre outros.

O principal objetivo desse trabalho é discutir a relação que o cinema mantém com a linguagem literária, de modo a analisar as semelhanças e diferenças entre a estética literária e a estética cinematográfica, já que, considerando os corpus, o seriado “Alice” é uma adaptação que traduz, transforma e aproveita elementos presentes no romance “Alice no país das maravilhas”.
Cabe ressaltar, por fim, que como a adaptação de uma obra da literatura para o cinema se baseia em um texto já existente, há vários pontos de convergência e de divergências. Contudo, apesar dos cortes, que às vezes se tornam indispensáveis, é de suma importância tentar manter a originalidade do texto base.




A ADMIRÁVEL COMPLEXIDADE DA ARTE
Conceituar arte é uma difícil tarefa, por existir uma vasta gama de definições, cada uma especificando um elemento e, tomando as palavras de Coli (1995, p.3) que na Introdução do seu livro “O que é Arte” salienta que "Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes, contraditórias, além de frequentemente se pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única."

Podemos perceber que essas definições quase sempre empobrecem a arte, pois se utilizam de poucas palavras, não expressando todas as características e riquezas do objeto definido.
Tradicionalmente, a definição de arte oscilou entre “afirmar que arte é fazer, arte é forma, arte é comunicação, arte é representação. Ou ainda, nos tempos modernos, entende-se a arte como uma forma especial de conhecimento ou de expressão”. (ARAÚJO, 2000, p.252).

Para Platão, a arte está bastante distanciada do belo. O filósofo acreditava que o homem alcança a beleza mais pela moral e pela ciência do que pela arte. Ou seja, o belo pode ser um dos atributos da arte, mas não é o único, tampouco o mais importante, pois o feio também pode dela fazer parte, além disso, a missão do artista é criar e não pregar a verdade, a beleza, etc. A arte deve é ser bem-feita. Isso, porém, não significa que a arte não alcance a beleza ou a verdade.

Araújo (2000) ressalta que:
Sem dúvida, todas as definições de arte envolvendo beleza, verdade, forma, expressão são sempre históricas, uma vez que estão ligadas a um universo de valores culturais. Cada cultura acaba criando a sua concepção de arte. Parece-nos impossível uma definição geral e única que dê da própria universalidade da arte e de toda a experiência artística em todos os tempos. Todo definição exige uma situação no espaço e no tempo. E definir é indicar limites.

Ou seja, cabe-nos destacar que é uma ilusão acreditar que uma definição particular possa abranger todo o universo da arte, haja vista que, cada cultura tem o seu conceito de arte, e, no interior, é verdadeiro e absoluto, porém, quando comparado às outras culturas, ele é relativo.
Dessa forma, as definições de arte são históricas, pertencentes às culturas. Logo, arte é beleza, verdade, criação, forma, expressão. Mas é, sobretudo, uma linguagem que fala e ao mesmo tempo oculta, pois toda arte guarde um caráter enigmático, é autorreferente, sendo esse ar misterioso que nos propicia tanto prazer. Tomado as palavras de Dino Formaggio, “Arte é tudo aquilo que os homens chamam arte”.

A arte tem diferentes funções, segundo Araújo (2000, p.274)
A arte pode servir à política, à religião, á ideologia, pode se transformar em mercadoria ou proporcionar meramente prazer. A arte pode mesmo revelar as contradições da sociedade, prestando-se, desse modo, a uma crítica social. Pode também vir a ser uma forma de conhecimento ou revelação, oscilando entre o desejo e a realidade, é sempre a realidade alargada ao imaginário ou a realidade não mitigada.

Logo, a arte pode vir a ser crítica, evocada, reforçadora de uma ideologia, de um sentimento ou emoção, pode ser religiosa ou política, pode ser recusa, crítica ou transgressora da realidade. Mas ela é fundamentalmente constituinte da realidade, é uma forma do ser e, por meio de olhos e ouvidos, se dirige a nossa alma.

De todas as funções da arte, a mais importante e a mais simples, de acordo com Araújo (2000, p.275) é “a função lúdica. Arte é essencialmente prazer. (...). O prazer da arte pode ser experimentado na sua capacidade de revelar o ser”. Isto é, a arte, diferentemente dos conhecimentos que só revelam o que está no objeto, nos ensina a ver e a criar. O ser da arte vive quando ela possibilita uma experiência de prazer. Este prazer da arte é também o prazer da reflexão.

Dessa maneira, observa-se que todo esse contexto aqui apresentado nos permite perceber que encontrar uma única função ou significado para a arte é uma tarefa quase que impossível, pois uma pintura, uma música, um poema, um romance, um filme podem significar coisas diferentes para épocas e espectadores diferentes.
Portanto, as definições da arte são pontos móveis, oriundos de um tempo e de uma sociedade e mudam de cultura para cultura, uma vez que, cada conceito é uma escolha, uma interpretação, em que se busca o significado da arte. Assim, qualquer definição de arte estará vinculada á historia e ao desenvolvimento de uma sociedade ou cultura.

LITERATURA E CINEMA: AS SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE A OBRA LITERÁRIA E A ADAPTAÇÃO PARA O CINEMA
É evidente que, para falar das relações entre o cinema e a literatura é necessário distinguir as características específicas destas duas formas da arte, que são “diferentes pela matéria artística de que se servem pela relação de fruição em que se encontram produto estético e consumidor, (...) (ECO, 2008, p.189) e, portanto, por todos os elementos que os tornam artes distintas, mas que podem se entrecruzar.
A obra narrativa é uma arte que se serve de palavras, enquanto que o cinema se serve da imagem.

Devemos pensar que no primeiro caso (o da literatura) o fruidor é estimulado por um signo linguístico recebido de forma sensível, mas usufruído apenas por meio de uma operação mais complexa, embora imediata, de exploração do campo semântico conexo com aquele signo, de modo que, acompanhado pelos dados contextuais, o signo deixará por evocar na acepção apropriada da palavra, uma série de imagem capazes de estimular emotivamente o receptor. Pelo contrário, no caso da estimulação por meio da imagem (e é o que se passa com o filme), o percurso é justamente o inverso, e o primeiro estímulo é fornecido pelo dado sensível ainda não racionalizado e contextualizado, recebido com toda a vivacidade emotiva que comporta. (ECO, 2008, P.189-190)

Ou seja, a linguagem do escritor é a palavra e a do roteirista é a imagem, sendo que a palavra tem sempre muitos significados. Assim, a literatura pode, e às vezes deve, se dar ao luxo de ser ambígua. Contudo, as imagens também podem ter vários significados, mas no cinema a ambiguidade pode gerar uma indesejável perplexidade e deve, portanto, ser usada com rigor. As imagens, no cinema, têm um impacto (emocional e intelectual) e uma velocidade que impedem uma vagarosa interpretação dos seus significados. Assim, no cinema, a imagem, mesmo oferecendo inúmeras decifrações, deve sempre permitir ao espectador uma primeira interpretação.

Ainda de acordo com esse estudioso, o leitor da obra literária recebe o conjunto de estímulos quando se encontra em relação individual e privada com a página escrita, enquanto o espectador da obra cinematográfica consome esta obra num ambiente social com características precisas. Ou seja, a relação que o texto literário possui com o leitor, ocorre de forma isolada e tem como matéria-prima a linguagem e não a imagem, ao contrário do filme que é feito para projeções em salas escuras, onde atinge um público determinado, porque o cinema “não pode existir sem o mínimo de audiência imediata” (BAZIN, 1999, p. 100).

A Literatura é a arte da palavra, seu material é a palavra, na qual o artista, partindo das suas experiências pessoais e sociais em que vive, transcreve ou recria a realidade, originando uma realidade ficcional. Ao transcrever a realidade se pode usar a imaginação, tanto o autor como o leitor, são livres para recriar livremente a realidade ao escrever e ao ler o texto.
Enquanto que no cinema há uma maior quantidade e diversidade de linguagem não-verbal, onde possuem diferentes significados na construção do filme. Este consegue descrever principalmente o que pertence ao visual, como os objetos filmados, movimentos, expressões, gestos, olhares das personagens, ao sonoro, como as músicas, ruídos, tons, tonalidades das vozes. Ou seja, no cinema dar ênfase a imagem.

Apesar de estamos lidando com estéticas diferentes, a literatura e o cinema possuem pontos em comum. Segundo Eco (2008, p.191) “ambas são artes da ação, (...), uma relação que se estabelece entre uma série de fatos, um desenrolar de acontecimentos reduzidos à estrutura de base”. Isto é, apesar de a ação no romance ser narrada e no cinema, representada, não elimina o fato de que em ambos os casos, ser estruturada uma ação.
Para Eco (2008, p. 194)

O filme, quando descobre a possibilidade de jogar, através da montagem, com vários “presentes”, pondo em causa, deste modo, uma certa noção da sucessão temporal, serve-se dessa sua prerrogativa como de um meio para representar algo de diferente; enquanto a narrativa, no momento em que descobriu esta possibilidade, elevou-a a objeto de discurso, isto é, não se serviu da combinação de séries temporais para contar uma história que exigisse este artifício, mas, de fato, contou certas histórias para poder aprofundar a possibilidade de combinação de séries temporais, isto é, elevou a “tema” da narrativa o problema do tempo (e, através dele, o problema da consciência).

Assim, nota-se que a diferença entre a ação fílmica e a ação parece ser a seguinte: o romance diz-nos aconteceu isto, depois aconteceu isto, etc., enquanto o filme nos coloca diante uma sucessão de isto+ isto+ isto, etc., “uma sucessão de representação de um presente, hierarquizáveis apenas na fase da montagem”, ou seja, é uma sucessão de momentos presentes que, sabiamente montada, se transforma num discurso capaz de dar motivações psicológicas e desenrolar um conflito de sentimentos, etc.

Em síntese, percebe-se que a diferença entre a literatura e o cinema não se reduz apenas a linguagem escrita e a visual, mas aquilo que é particular de cada um deles. Assim, se o cinema, com toda a tecnologia que dispõe, tem “dificuldade em fazer determinadas coisas que a literatura faz” (Johnson, 2003:42), o inverso também pode acontecer.

No que se refere a relação da literatura com o cinema, esta sempre dialogou com aquela, porém esta relação é alvo de muitas criticas, pois segundo Curado (s/n, p. 01)
Quando o assunto em pauta envolve a relação da literatura com o cinema, estabelecem-se, de antemão, questões polêmicas e discussões bizantinas. A maior parte dos teóricos lamenta que o cinema, no afã de narrar uma história, apele à literatura, por acreditarem que a película perde aquilo que chamam de “específico fílmico”. Entretanto, como “o que interessa ao homem é seu próprio drama que, de certa maneira, já se encontra pronto na literatura, o cinema volta-se para essa arte em busca de fundamento às histórias que ele quer contar” (CAMPOS, 2003, p. 43). Ou, então, apropria-se da literatura, porque ela “é um sistema ou subsistema integrante do sistema cultural mais amplo, que permite estabelecer relações com outras artes ou mídias” (CAMARGO, 2003, p. 9).

Isto é, a literatura e o cinema têm mantido um vasto e conturbado diálogo, porém, essa relação sempre despertou muitas discussões e críticas, uma vez que, muitos estudiosos reconhecem que o cinema só recorre à literatura, por acreditar que o texto literário é superior ou que o cinema seja incapaz de transpor a obra literária.
Ainda de acordo com a doutora Dourado (s/n, p.02)

A literatura e o cinema constituem dois campos de produção distintos cuja relação pode se tornar possível em razão da visualidade presente em determinados textos literários, permitindo sua transformação em películas. Isso implica afirmar que a literatura serve de motivo à criação de outros signos e coloca em jogo, não só a linguagem dos meios, mas também os valores subjetivos, culturais, políticos do produtor da película. Além disso, a linguagem de cada meio deve ser respeitada e “apreciada de acordo com os valores do campo no qual se insere e não em relação aos valores do outro campo” (JOHNSON, 2003, p. 42).

Sendo assim, ao se verificar as relações existentes entre o texto literário e o cinematográfico, merecem respeito às características peculiares de cada um deles, haja vista que, o autor, ao escrever um romance, não o faz pensando que sua obra se torne em uma linguagem cinematográfica, seu objetivo é meramente literário. Logo, a possibilidade de transformação de um texto literário para o cinema é uma forma de interação entre mídias, a qual dá espaço a interpretações, apropriações, redefinições de sentido. O filme passa a ser, então, apenas uma experiência formal da mudança de uma linguagem para a outra, porque o escritor e o cineasta têm sensibilidades e propósitos diferentes. Por isso, “a adaptação deve dialogar não só com o texto original, mas também com seu contexto, [inclusive] atualizando o livro, mesmo quando o objetivo é a identificação com os valores neles expressos” (XAVIER, 2003, p. 62).

Aguiar (2003, p.119) observa que ”grande parte das produções cinematográficas do século XX seguiu ou perseguiu enredos e personagens consolidados primeiro na literatura”. O estudioso acredita que isso ocorra em razão do prestígio de determinados autores e obras. Desse modo, o sucesso da adaptação já estaria consagrado devido o prestígio do texto original.
Assim, como o livro “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carroll é um clássico da literatura mundial, várias adaptações para o cinema e para a televisão já foram criadas baseadas nesta obra, dentre eles, o seriado “Alice”.

Essa obra clássica narra às aventuras de Alice no País das maravilhas. Alice é uma menina, que, certo dia, está sentada com sua irmã no jardim, quando vê passar um Coelho Branco com um relógio de bolso. Fascinada pela visão, ela segue o coelho, entra num buraco e começa a cai lentamente por um longo tempo num corredor cheio de portas. Há também uma chave numa mesa, que abre uma porta minúscula, através desta porta, ela vê um lindo jardim. Alice quer ir até lá, mas a porta é muito pequena. Pouco depois, ela encontra uma garrafa cheia de líquido e que tem um rótulo onde está escrito "Beba-me", e um bolo com uma etiqueta onde se lê "Coma-me". Alice prova os dois e descobre que um deles faz com que ela diminua de tamanho e o outro a faz crescer. A garota tem dificuldades ao usar ambos, pois ou ela fica grande demais para passar pela porta ou fica pequena demais para alcançar a chave.
Enquanto Alice está pequena demais, ela escorrega e cai numa piscina que tinha sido formado pelas lágrimas que ela derramara ao chorar porque era uma gigante e não conseguia pagar a chave para a pequena porta que dava em um lindo jardim. Na piscina, encontra muitas criaturas, inclusive um rato. As criaturas e Alice conseguem sair da piscina, mas ela consegue ofender todos eles ao falar sobre a habilidade da sua gata em capturar ratos e pássaros e os animais a deixa sozinha.

Deixada sozinha, ela corre através da floresta e encontra o Coelho Branco, que a confunde com sua criada e ordena que ela vá pegar várias coisas na casa dele. Alice obedece e vai até a casa do Coelho. Ao chegar lá, ela bebe outro líquido e fica grande demais para sair pela porta e acaba descobrindo um pequeno bolo que, quando comido, faz com que ela volte ao seu tamanho normal.

De volta à floresta, Alice encontra uma Lagarta sentada num cogumelo gigante. O réptil dá alguns conselhos preciosos, além de ensinar Alice a usar o cogumelo: um lado faz crescer e outro faz diminuir. A primeira vez que Alice prova o cogumelo faz com que ela estique seu corpo tremendamente, especialmente o pescoço, os braços e as pernas. Enquanto estava toda esticada, enfia a cabeça através da copa das árvores e encontra um Pombo que tem certeza que a garota é uma serpente e, quando Alice tenta raciocinar com ele, o pássaro manda ela se calar.

Assim, Alice volta às suas proporções normais e continua a andar pela floresta. Numa clareira, ela encontra uma pequena casa e escolhe o bastante para entrar nela. É a casa da Duquesa. Ela e o Cozinheiro estão brigando furiosamente, e os dois não parecem se preocupar nem um pouco com a segurança do bebê que a Duquesa está embalando. Alice pega o bebê para tomar conta dele, mas ele se transforma num leitão e escapole para a floresta.
Mais tarde, Alice encontra o Gato de Cheshire, que antes estava sentado na casa da Duquesa, mas não tinha se manifestado. O Gato a ajuda a achar o caminho através da floresta e a avisa que todos aqueles que ela irá encontrar são loucos.

Alice chega até a casa da Lebre, onde estão presentes a Lebre, o Chapeleiro Louco e o Rato do Campo e, sem ser convidada, fica para o Chá. Uma vez que o Tempo parara de funcionar para o Chapeleiro, são sempre seis horas da tarde e é hora do chá. As criaturas da Festa do Chá são as que mais discutem em todo o País das Maravilhas.
Alice sai da casa da Lebre e encontra uma árvore com uma porta, quando espia pela porta, vê o corredor onde tinha começado sua aventura. Desta vez, ela está preparada e consegue ir até o lindo jardim que tinha visto antes. Ao chegar lá, Alice descobre que está no jardim da Rainha de Copas e vê três jardineiros, cujos corpos têm a forma de cartas de baralho. Eles estão muito ocupados pintando as rosas de vermelho. Alice os interroga e os jardineiros dizem que, se a Rainha de Copas descobri que eles haviam plantado rosas brancas ao invés de vermelhas, eles seriam decapitados. Logo a seguir, chega a Rainha e ordena a execução imediata dos jardineiros. Alice os ajuda a se esconderem num grande vaso de flores.

A Rainha a convida para jogar croquê, um jogo muito difícil de ser jogado no País das Maravilhas, pois as bolas e os tacos são animais vivos. A partida é interrompida pela chegada do Gato de Cheshire, com o qual o Rei de Copas antipatiza instantaneamente. A Rainha leva Alice até o Grifo, e este, por sua vez, a leva até a Tartaruga Falsa. O Grifo e a Tartaruga contam-lhe histórias estranhas sobre a escola deles no fundo do mar. A Tartaruga Falsa canta uma canção melancólica sobre sopa de tartaruga, e pouco depois o Grifo arrasta Alice para assistir ao julgamento do Valete de Copas. Esta, por sua vez, estava sendo acusado de roubar as tortas da Rainha, mas as provas contra ele eram muito ruins e deixou Alice abismada com os ridículos procedimentos do tribunal. Ela começa a crescer e é chamada para testemunhar.
Nesta altura, Alice já estava com um tamanho gigantesco, e se recusa a ser intimidada pela lógica distorcida do tribunal e pelas acusações do Rei e da Rainha de Copas. Subitamente, todas as cartas se levantam e a atacam. Neste momento, ela acorda. Suas aventuras no País das Maravilhas tinham sido apenas um sonho fantástico.
Já no seriado, Alice é uma adulta que aparentemente tem uma vida normal: é filha única, mora com sua mãe e recentemente conheceu um rapaz chamando Jack com quem mantém um relacionamento amoroso.

Certa noite, Jack foi jantar na casa de Alice e, além de convidá-la para conhecer a sua família, presenteou-a com um anel, mas ela não aceitou. Neste momento, Jack recebe um telefonema e sai, porém antes de sair, ele Alice e sem que ela perceba coloca o anel no bolso do seu vestido.

Após ele ter saído Alice percebe o anel e corre para devolver a jóia a Jack. Nesta busca, um homem tenta lhe tomar o anel. Ele consegue pegar a caixinha na qual a jóia estava e sai correndo. Contudo, ela tinha tirado o anel da embalagem sem que o homem pudesse percebe.
Após o estranho fugir, Alice sai correndo atrás dele e cai dentro de um espelho onde chega ao País das maravilhas. Lá, se depara com várias situações inusitadas, conhece várias pessoas como o Chapeleiro maluco, a malvada Rainha de Copas, o Cavalheiro branco, dentre outros, e descobre que Jack é filho da Rainha de Copas e que foi para o mundo dela com o intuito de convencê-la a vir com ele para o País das maravilhas, pois só ela poderia salvar esse país da crueldade da Rainha de Copas, uma vez que, esta, controlava o pai de Alice, que por sua vez, era o responsável pela perda da consciência das pessoas que eram capturadas a mando da Rainha. Assim, Alice descobriu que seu pai estava vivo e que ele não tinha lhes abandonado como ela e a mãe pensava.

Ao longo da narrativa, Alice é perseguida por vários personagens que querem lhe tomar o anel. Este é muito cobiçado, pois é uma espécie de chave entre o País das maravilhas e o mundo real, o mundo onde Alice mora, e ele que abre o espelho, que é o portal entre esses dois mundos. Mas, tudo se resolve: a Rainha perde o seu poder, Jack passa a ser rei e Alice consegue voltar para a sua realidade, novamente sem o seu pai que morre para salvar a vida da filha.

Ao final, quando Alice volta do país das maravilhas através do espelho, ela acorda em uma cama de hospital e, como no livro, é como se ela estivesse acordando de um sonho profundo, e tudo que viveu neste país fantástico não passou de um sonho. Ao voltar para casa, ela recebe a visitar do seu grande amigo, o Chapeleiro Maluco.

Ao analisar a narrativa literária, podemos perceber que “Alice no país das maravilhas” é uma obra fantástica que apresenta um espaço surreal onde lugares e animais são personalizados, e se caracteriza pela não linearidade dos acontecimentos e pelo o caráter estético bem trabalhado.
Inicialmente, esta obra mais parece uma brincadeira. Entretanto, segundo Monteiro (2010, p.3-4) “consistem em uma reflexão dos exageros que as convenções dominantes durante aquele período submetiam seus subordinados.” Assim, através do jogo com as palavras e mesmo dentro de um mundo irreal e fantasioso, Carroll mostra o contexto sócio-político da sociedade ao qual estava inserido.

Já no que se refere ao seriado, este é escrito de modo a expressar a atualmente. O que se percebe é que, enquanto o livro enfoca conhecimentos sobre a época em que foi escrito- sua primeira publicação foi em 1865-, essa adaptação abrange o conhecimento dos dias atuais, pois “dentro desse processo de adaptação de obras, um aspecto relevante é justamente a relação entre o global e o local. Obras que foram escritas em outro tempo e espaço são reutilizadas e adaptadas para compor a programação de outro período” (CASTANHAIRA; KONDLATSCH e BRUMATTI, 2010, p.02). Ou seja, a obra cinematográfica permite atualizar os padrões estéticos, comunicando aos receptores da atualidade valores e estéticas de outra época e lugar.

Kellner (2001) enfatiza que toda obra dialoga com o seu contexto histórico e social. Se a obra original assinala ideologias da época em que foi escrita, assim também será a adaptação, que dialogará com o seu período histórico, visões de mundo e discursos contra hegemônicos. Assim, é quase que impossível que o texto original seja seguido na integra.

Sobre a fidelidade do filme ao livro, o pesquisador e professor do departamento de espanhol e português da University of California (UCLA), Randal Johnson criticou a valorização do texto literário sobre o discurso cinematográfico, indicando que é muito comum entre os espectadores uma exigência de fidelidade do filme ao livro. Segundo o professor este frequente discurso da fidelidade é baseado na crença difundida de que a literatura é superior ao cinema.

A adaptação da literatura para a obra cinematográfica fornece muitas mudanças, pois enquanto a base do texto literário é a escrita, o cinema trabalha com a imagem, com o som, com a música, etc. Comparato (1996) afirma que este processo de adaptação é uma transcrição de linguagem que altera o suporte linguístico utilizado para contar a mesma história, equivalente, portanto, à recriação da mesma obra levando em consideração a linguagem própria do meio para o qual se está produzindo.
Para Balogh (2005)

o filme adaptado deve preservar em primeiro lugar a sua autonomia fílmica, ou seja, deve-se sustentar como obra fílmica, antes mesmo de ser objeto de análise como adaptação ,na prática, se reconhece como adaptado o filme que ‘conta a mesma história’ do livro no qual se inspirou, ou seja, a existência de uma mesma história é o que possibilita o ‘reconhecimento’ da adaptação por parte do destinatário (p.58).

Isto é, a obra adaptada carrega em si um leque de modificações, já que a uma transição de uma arte para outra, porém essa adaptação deve ocorrer de forma a possibilitar que o receptor reconheça o texto original, apesar das possíveis mudanças.

No caso da narrativa “Alice no País das Maravilhas”, a adaptação “Alice”, conta a mesma história do livro que o inspirou, sendo que se antes de ver o filme, o público ler o livro, ele vai reconhecer a história da obra literária na cinematográfica, pois existem semelhanças entre a obra literária e o seriado, dentre os quais podemos citar os nomes dos personagens, o país das maravilhas, o sonho, a mesma temática, a presença do flashback, uma vez que, Alice sempre se lembra de coisas acontecidas fora do País das Maravilhas, porém, o leitor também vai perceber as modificações estabelecidas por essa adaptação.

Uma grande diferença entre o livro e essa adaptação é que nessa versão cinematográfica a personagem Alice vivenciar os desafios do País das Maravilhas já em sua condição adulta, atualizando a obra com uma importância muito interessante ao contexto atual e no livro, Alice é uma menina corajosa e inocente. Neste, a “sonhadora menina” vive situações bastante inusitadas, com personagens malucas, que através de suas maluquices ironizam o mundo real. Naquele, por sua vez, há um confronto entre o bem e o mal, no qual, após uma difícil jornada, os heróis conseguem vencer os vilões, e assim o bem se sobressai.

No livro, a personagem Alice é um símbolo da pureza, da inocência. Ela cria um mundo totalmente mutável, onde tudo é completamente ao contrário, o país das maravilhas. Alice sonha um reinado totalmente diferente em que a identidade, personalidade, tamanho, memória, lugar, conhecimento, distância, sensação, velocidade, progresso e tempo são completamente simples de serem mudados. Além disso, o livro é uma obra escrita para criança, por isso há um toque de magia na narrativa. Já o seriado, por todos os elementos que o compõem, torna-se mais adequada há um público mais adulto.

Segundo o Portal Literal, na maioria das vezes, na adaptação da obra literária pra o cinema
os personagens são desenhados superficialmente, sem o esmero e detalhamento descritivo comum à literatura -- mas como no cinema, um retratar rápido e sumário (já que o espectador vê) como se o leitor os estivesse vendo em imagem, numa tela de cinema ou de tv, e não delineando-os na imaginação; os personagens são moldados, agem e comportam-se como atores, que são vistos na tela, prontos, sem necessitar de muita elaboração.

Logo, observa-se que a adaptação deve ser elaborada de acordo com os métodos próprios e intrínsecos à sua linguagem, uma vez que, Balogh (2005) afirma que é importante manter a natureza dos meios e suas regras que definem como será feito o produto. Segundo essa mesma autora, “o filme adaptado deve preservar em primeiro lugar a sua autonomia fílmica, ou seja, deve-se sustentar como obra fílmica, antes mesmo de ser objeto de análise como adaptação” (2005, p.53).

Em outras palavras, a adaptação do texto literário em obra cinematográfica é uma transcrição de estéticas, de linguagem, na qual cada uma possui características próprias, assim, essa recriação deve levar em consideração a linguagem e o suporte linguístico do meio que esta sendo utilizado para contar a mesma narrativa, nesse caso, o cinema.

Para o Portal Literal, em sua grande maioria, a adaptação da obra literária para o cinema acarreta na construção de uma ‘personalidade’ própria para os personagens. No caso do seriado “Alice”, isso também ocorre, pois, no livro a personagem que faz com que Alice chegue ao País das maravilhas é um Coelho, no caso do filme é um homem. Aquele está apenas atrasado, enquanto este está atrás de um anel que está com ela. o personagens do livro não apresenta um caráter duvidoso como o do seriado, pois enquanto o coelho apenas confunde Alice com sua criada, o homem a ataca afim de lhe tomar o anel. Porém, existe uma semelhança, ambos trabalham para o vilão da história.

Outra personagem que sofre essa modificação em sua personalidade é o Chapeleiro Maluco, haja vista que a relação entre este personagem e a personagem principal Alice é uma tarefa difícil de ser definida no livro, sendo quase que impossível descrever com exatidão o sentimento de um pelo outro, enquanto que no filme, alguns aspectos ressaltam que Alice é muito importante para o Chapeleiro maluco e que ele também a considera especial, além disso, no livro a maioria dos personagens são animais, enquanto que no seriado são seres humanos.

Sobre a perspectiva da adaptação O Portal Literal salienta que a escrita possui maior espaço temporal e permite ao receptor dominar o momento de fruição da obra, já no cinema o espaço temporal é limitado e o telespectador não controla o processo. Sendo a ordem temporal na obra literária maior que no audiovisual, implica-se uma série de cortes da história literária narrada para a sua adaptação em uma obra de ficção cinematográfica. Por isso, muitas pessoas que vão ao cinema, ou assistem a uma novela adaptada de um livro ou de um romance de folhetim, não gostam muito do ajuste ao novo suporte, e observam que há muitas coisas que havia no livro e não estão presentes no filme ou na novela.

O que implica dizer que a ordem temporal da obra literária é maior do que a cinematográfica, assim o tempo de duração da adaptação é menor, pois no cinema a ação é rápida, por isso, os cortes são necessários, e muito da narrativa original é omitido. É por isso que quem leu o livro antes de assistir o filme, falam que o filme é muito resumido e que faltam pontos relevantes do livro para ser abordado. Portanto como não poderia ser diferente, o seriado “Alice”também omite muitos acontecimentos da narrativa principal e lhe acrescentam outras. Logo, há coisas que existem no texto original que não está presente no filme, da mesma forma que existem elementos que não estavam no livro e aparecem no seriado.

Em síntese, por se tratar de uma adaptação o seriado “Alice“ apresenta algumas diferenças em relação ao texto original “Alice no país das maravilhas”, pois ambos utilizam linguagens diferentes no processo da comunicação. Contudo, apesar dessas diferenças também existem muitas semelhanças, pois são suportes diferentes que narram uma mesma história.
Portanto, a partir da análise supracitada, podemos perceber que a adaptação
“Alice” difere essencialmente da obra original, o clássico de Carroll “Alice no país das maravilhas”. Contudo, a adaptação é uma forma do leitor reviver uma mesma história, só que em outro suporte, e reconhecer o quanto essas diferenças modificam o texto original. Assim, o cinema traz uma nova visão do livro por meio da imagem e representa uma das leituras feitas da obra de Lewis Carroll.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Diante da análise efetivada durante esse trabalho que aqui se finaliza, constata-se que ao longo do tempo, a literatura e o cinema têm mantido um vasto e conturbado diálogo, pois o cinema tem incorporado técnicas próprias da literatura, da mesma forma, o modelo narrativo do cinema tem influenciado a narrativa literária, porém, essa relação sempre despertou muitas discussões e críticas, uma vez que, muitos estudiosos insistem na fidelidade da adaptação cinematográfica à obra literária que o originou.

Contudo, nota-se que seguir o texto original na integra é quase que impossível devido os elementos próprios de cada uma dessa arte. Dentre os quais podemos citar o tempo, a linguagem, a época, etc., porém, a adaptação deve recriar o texto literário de modo que o público, ao vê-lo o reconheça na tela.

Logo, ao analisarmos a obra “Alice no País da maravilhas” e o seriado “Alice” observamos que essa adaptação apresenta muitas diferenças em relação ao texto original. Todavia, ao ver o filme, o público reconhecer a história da obra literária na cinematográfica, pois, apesar das diferenças, existem semelhanças entre a obra literária e o seriado, dentre os quais podemos citar os nomes dos personagens, o país das maravilhas, o sonho, a mesma temática, a presença do flashback.

Em síntese, por se tratar de uma adaptação o seriado “Alice“ apresenta algumas diferenças em relação ao texto original “Alice no país das maravilhas”, pois ambos utilizam linguagens diferentes no processo da comunicação. Contudo, apesar dessas diferenças também existem muitas semelhanças, pois são suportes diferentes que narram uma mesma história.

É importante salientar que a adaptação fílmica não se limita ao recorte do texto principal nem tampouco à sua remontagem, pois ela é uma recriação do texto fonte.

Portanto, a partir da análise supracitada, podemos perceber que a adaptação “Alice” difere essencialmente da obra original, o clássico de Carroll “Alice no país das maravilhas”. Contudo, a adaptação é uma forma do leitor reviver uma mesma história, só que em outro suporte, e reconhecer o quanto essas diferenças modificam o texto original. Assim, o cinema traz uma nova visão do livro por meio da imagem e representa uma das leituras feitas da obra de Lewis Carroll.

Para finalizar, salientamos que “Alice no País das Maravilhas” é uma das mais famosas obras da literatura infantil mundial por se tratar de uma narrativa que retrata a realidade através de fantasias, do imaginário lúdico de uma criança. Assim, explorando a aparente falta de sentido, Carroll apresenta questionamentos de toda a espécie, como problemas psicológicos de identificação, de política: tudo isso sobre o véu do fantástico É por tudo isso que existem varias adaptações dessa obra-prima para o cinema.

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