companhia das letras

[RESENHA/FILMICA] 127 horas

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

/ by Vitor Zindacta

127 horas conta a história de Aron Ralston, engenheiro mecânico que abandonou sua carreira para se dedicar à sua vida aventureira e acaba por sofrer um acidente onde uma rocha de 200 quilos esmaga sua mão direita e o deixa preso no fundo de um cânion no estado de Utah, Estados Unidos. A partir daí começa sua luta pela vida na iminência da morte. Após se manter preso por 5 dias, com escassez de água e comida, e enfrentando as intempéries do ambiente (clima variável, enxurrada de mosquitos e possíveis perigos de morte), Aron toma a decisão de cortar o próprio braço para conseguir escapar com vida.


Foram 127 horas de agonia em que o valente Aron tenta manter a sanidade, equilíbrio e descobrir uma maneira de sair daquela situação que a princípio lhe parecia sem saída. A história de alguém que sobreviveu a uma situação limítrofe e ficou de cara com a morte. O filme chama a atenção para a sanidade do personagem. Antigas namoradas, família e amigos aparecem para interagir com sua abalada mente.

É impressionante ver como ele não desiste e tão pouco pensa em suicídio, aguenta firme, sempre pensando numa saída. E ele passa horas tentando. Dias tentando. E enquanto não tenta, ele repensa sua vida e suas atitudes. Desesperado depois de tentar de tudo e morrendo de desidratação, ele tem uma alucinação muito forte: vê a si mesmo no fundo da caverna com um menino que aparentemente era seu filho (lembrando que Aron não tinha filhos). Decidido a não desistir, percebe o único jeito de sair dali: amputar o próprio braço com o canivete cego.

Para conseguir, ele quebrou os dois ossos (ulna e tíbia) e saiu dilacerando o resto sem desmaiar. Depois disso ele tira uma foto do lugar e agradece a experiência. Escala a fenda até a superfície, anda cerca de 12km até encontrar uma família que lhe dá água e corre para chamar o resgate. Mas mesmo assim Aron ainda tem que andar alguns quilômetros até que o helicóptero chegue.Ele conseguiu sair de sua prisão pra contar a sua história, mas não sem antes esgotar todas as suas opções racionais até que só lhe restou a maior vontade de todas, “Continuar vivo".

A experiência vivida por Aron em sua luta para se manter vivo e alcançando êxito só foi possível porque Aron controlou a dor durante todo o processo inclusive no momento da amputação de seu braço. o sistema da dor não é localizado em uma única via neural, evoluindo de um aparelho receptor para uma área definida do cérebro. Além disso, não existe um único tipo de estímulo que dispare a dor.

Os pesquisadores Ronald Melzack e Patrick Wall acreditavam que a medula, espinhal contém um "portão" neurológico que tanto pode bloquear os sinais da dor como deixar que passem para o cérebro. A medula espinhal contém pequenas fibras finas nervosas que conduzem a maior parte dos sinais da dor, e fibras largas que conduzem a maior parte dos outros sinais. Quando o tecido sofre uma agressão, as fibras finas se ativam e abrem o portão neural, e você sente a dor. A atividade das fibras mais grossas fecha o portão da dor, desligando-a.
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