companhia das letras

A vida é bela (1997) ► (Resenha)

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

/ by Vitor Zindacta



O filme nos conta a história do carismático Guido, filho de judeus, que levava uma vida tranquila, durante a Segunda Guerra Mundial, na Itália. Até que é mandado para um campo de concentração com seu filho Giosé e -para que o filho não perceba os horrores da vida que viveriam no campo- passa a fingir que tudo aquilo é um jogo, onde teriam de conseguir passar por todos os desafios para que ganhassem o suposto grande prêmio.
A Vida é Bela pode ser considerado dois filmes em um, pois os primeiros 50 minutos de filme mostram somente a vida honesta e pacata que Guido levava e como este conquistou Dora (sua esposa). Enquanto a outra parte do filme mostra a vida de Guido e Giosé dentro do campo de concentração e os horrores do lugar.
Apesar de a primeira parte do filme parecer somente uma comédia leve, pastelão, que retrata a história amorosa de Guido e Dora, esta nos passa a leveza com que viviam os personagens antes das tragédias da Segunda Guerra, causando-nos maior impacto quando chegamos à segunda parte do filme (no campo de concentração), ficando ainda mais forte a mensagem passada pelo filme.

Em algumas cenas podemos observar o início da persuasão à população, fazendo-a acreditar na existência de uma raça perfeita e na necessidade de exterminar todos aqueles que não pertencessem a mesma. Como a cena em que a diretora de uma escola convida o governador da Itália para que fizesse uma palestra às crianças ensinando-as sobre a raça ariana perfeita e quando a mesma comenta, impressionada, como crianças arianas são mais inteligentes que o normal (por terem realizado uma simples conta de multiplicação).

Por meio de cenas leves e divertidas, o filme nos passa os grandes horrores da Segunda Guerra, em que famílias e pessoas honestas, pacatas e inocentes eram levadas à morte e tortura simplesmente pela loucura da sociedade que foi persuadida por propagandas políticas e discursos quanto a purificação do povo, com a raça perfeita. E, se visto com olhos menos histórico-críticos e mais sensíveis, criamos carinho e respeito pelo carismático Guido que nos ensina a importância de um olhar positivo e esperaçoso sobre a vida, que salvou seu filho.

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