Os 50 livros mais importantes da literatura americana



1. Moby Dick, de Herman Melville


Na cidade de New Bedford, em Massachusetts, o marinheiro Ismael conhece o arpoador Queequeg e, juntos, partem para a ilha de Nantucket em busca de trabalho no mercado de caça às baleias. Lá, eles embarcaram no baleeiro Pequod para uma viagem de três anos aos mares do sul. Entre eles, tripulantes de diversas nacionalidades: os imediatos Starbuck, Stubb e Flask; os arpoadores Tashtego e Daggoo, além de Ahab, o sombrio capitão que ostenta uma enorme cicatriz do rosto ao pescoço e uma perna artificial, feita do osso de cachalote. Obcecado por encontrar a fera responsável por seus ferimentos e que nenhum arpoador jamais conseguiu abater - a temível "Moby Dick" -, o capitão Ahab conduz o baleeiro e toda a sua tripulação por uma rota de perigos e incertezas.


2. As Grandes Esperanças, de Charles Dickens

Pip é um menino simples e obediente. Sua vida se transforma quando começa a freqüentar a mansão da senhora Havishan, onde vive a linda Estella. Ele passa a acreditar que o mundo em que antes vivia não era bom. Pip terá a oportunidade de mudar de vida. Saberá aproveitá-la bem?

Por intermédio do tio de seu cunhado, Pip consegue um emprego na mansão de Miss Havisham como garoto de companhia; lá, conhece Estella, o advogado Mr. Jaggers e outros parentes da solitária e amargurada senhorita. A vida de Pip é radicalmente alterada logo após Pip deixar os serviços de Miss Havisham, ao ser informado por Mr. Jaggers que um misterioso benfeitor financiará sua educação em Londres, que passa a contar então com grandes esperanças com relação ao seu futuro. Sua mudança para Londres, o esforço em se tornar um cavalheiro e os dilemas morais tornam este romance de Charles Dickens uma leitura profunda e inesquecível. Charles Dickens ainda aborda questões envolvendo a justiça, o racismo, a escravidão e o alcance do Império Britânico. As “Grandes Esperanças” do título revelam a ironia e a maestria de Charles Dickens ao narrar o desenvolvimento da história: ao mesmo tempo em que elas são o norte e o guia para o futuro do jovem Pip, transformam-se no elemento que determinarão seu futuro. “Grandes Esperanças” revela ainda a compreensão suave e amarga que Charles Dickens tinha dos nossos mais profundos dilemas, nascidos das nossas obsessões e de as nossas ilusões.

3. O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald


Obra-prima de Scott Fitzgerald, "O Grande Gatsby" é o romance americano definitivo sobre os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. O texto de Fitzgerald é original e grandioso ao narrar a história de amor de Jay Gatsby e Daisy. Ela, uma bela jovem de Lousville e ele, um oficial da marinha no início de carreira. Apesar da grande paixão, Daisy se casa com o insensível, mas extremamente rico, Tom Buchanan. Com o fim da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para reconquistar Daisy. Já milionário, ele compra uma mansão vizinha à de sua amada em Long Island, promove grandes festas e aguarda, certo de que ela vai aparecer. A história é contada por um espectador que não participa propriamente do que acontece - Nick Carraway. Nick aluga uma casinha modesta ao lado da mansão do Gatsby, observa e expõe os fatos sem compreender bem aquele mundo de extravagância, riqueza e tragédia iminente.


4. As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain


Mark Twain o imortal escritor norte-americano foi muito mais do que um contador de histórias. Foi piloto no rio Mississipi soldado garimpeiro de ouro tipógrafo repórter conferencista etc. Tornou-se célebre na costa oeste ao publicar em 1865 seu conto humorístico ‘A famosa rã saltadora do Condado de Calaveras’. Esta famosa história foi o marco inicial da brilhante carreira de Mark Twain. Considerado o maior humorista da literatura norte-americana satirizou acidamente a sociedade de seu país pondo a nu as hipocrisias e retórica oficial. Produziu várias obras-primas entre as quais esta extraordinária ‘As Aventuras de Hucklebery Finn’.


5. Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway


Esta comovente história, cujo pano de fundo é a Guerra Civil Espanhola, narra três dias na vida de um americano que se ligara à causa da legalidade na Espanha. Robert Jordan é um americano integrante das Brigadas Internacionais, que luta ao lado do governo democrático e republicano, recebendo a missão de dinamitar uma ponte. Com ele está um grupo de guerrilheiros/ciganos, integrado por Pilar, mulher com extraordinária força de vontade, o perigoso Pablo e a bela Maria. Por quem os sinos dobram apresenta ao leitor uma das mais inesquecíveis histórias de amor da literatura moderna. Tal clássico da literatura trabalha o lado humano dos personagens diante da Guerra Civil Espanhola e, apesar de uma obra de muitas páginas, transcorre em leitura leve e poética. As nuances pessoais e íntimas daqueles que viveram aquele tempo encorpam as páginas do que se apresenta como obra histórica do conflito espanhol.

 

6. As vinhas da ira, de John Steinbeck

Publicado em 1939, As vinhas da ira marcou o auge da carreira de John Steinbeck, vencedor do Nobel de Literatura, e se mantém como um documento social e um marco da literatura. Assim como o livro, o filme, que rendeu um Oscar ao diretor John Ford e foi protagonizado por Henry Fonda, tornou-se um clássico.

Dez anos depois do início da Grande Depressão de 1929, Steinbeck criou um manifesto perene com foco na luta dos excluídos. As vinhas da ira representa o confronto entre indivíduo e sociedade, através da epopeia da família Joad, expulsa pela seca dos campos de algodão de Oklahoma, para tentar sobreviver como boias-frias nas plantações de frutas do Vale de Salinas, na Califórnia.

Prêmio Nobel de Literatura em 1962, Steinbeck retratou a situação do homem moderno diante das dificuldades, a pobreza e a privação em um universo feroz, protagonizado por vítimas da competição e párias sociais. Ao testemunhar as debilidades humanas diante de um sistema econômico implacável, nos deparamos com situações repletas de dramaticidade. O realismo do texto, com fortes tons naturalistas, expõe o escritor como experimentador de inovadoras técnicas narrativas, ricas em simbolismo e elaboração mítica.

Tão americano quanto universal, Steinbeck exibe na vida e na arte irredutíveis paradoxos, provocados pela tensão entre instinto e mente, natureza e história, a civilização e seus descontentes. As vinhas da ira é a prova de que homens em lugares e situações comuns podem ser trocados pela intenção épica e conduzidos à imortalidade.


7. Morte em Veneza, de Thomas Mann

Publicado em 1912, A Morte em Veneza conta a estória do escritor alemão Gustav von Aschenbach, que vai passar férias em Veneza. Lá, apaixona-se platonicamente pelo jovem polonês Tadzio, de 14 anos, e passa os dias a admirá-lo. O livro praticamente traz considerações de Aschenbach sobre as dicotômicas beleza natural do jovem e a arte da escrita tão arduamente trabalhada por ele. Ou sobre juventude e velhice, sabedoria e ignorância, saúde e doença.





8. A Máquina do Tempo, de H.G. Wells

A Máquina do Tempo: a mais espantosa das invenções, capaz de levar seu criador a uma viagem surpreendente através de milhares de anos de transformações sobre a Terra. Novos seres ocupando a superfície e as entranhas do planeta, vivendo numa incrível civilização do futuro, onde a luta pela vida é implacável. O final dos tempos e a agonia do sistema solar com o colapso de nossa estrela, prestes a explodir. Uma história de aventura e emoções inimagináveis, esta obra também é uma reflexão sobre os valores de nossa sociedade e sobre o mundo que construímos hoje.


9. Os Contos de Cantuária, de Geoffrey Chaucer

Redigidos por Geoffrey Chaucer entre 1386 e 1400, Os Contos de Canterbury são o primeiro grande clássico da literatura mundial composto em língua inglesa e provaram ser, ao longo do tempo, fonte recorrente de inspiração para autores tão diversos como William Shakespeare, James Joyce e Pier Paulo Pasolini, que o adaptou para o cinema.

Com uma estrutura análoga ao Decameron, de Boccaccio, mas sem nada dever à obra do italiano, aqui trinta peregrinos (entre os quais se inclui o próprio autor) partem em romaria para a catedral de Canterbury e durante a viagem contam, cada um à sua maneira, uma história para entreter o grupo. O conjunto das narrativas forma um panorama extremamente vivo dos gêneros cultivados na época - o romance de cavalaria, o poema heroico-cômico, a fábula, as legendas dos santos e a narrativa popular, com tons que vão do cômico ao sublime, do tratado moral à pura malícia e picardia.

A partir dessa multiplicidade de registros e situações, Chaucer compôs um conjunto coeso que casa com perfeição os discursos com a profissão e a personalidade de quem narra, criando um jogo de espelhos entre as histórias que ilumina de maneira fascinante as diversas facetas da vida medieval.

A presente edição, bilíngue, traz a premiada tradução em prosa de Paulo Vizioli, realizada diretamente a partir do original em inglês médio, além de notas e uma esclarecedora introdução do tradutor sobre Chaucer e o contexto histórico de sua obra. Complementam o volume notas adicionais e um posfácio redigidos por José Roberto O'Shea, professor-titular de literatura inglesa da UFSC, e as xilogravuras realizadas para a primeira edição ilustrada do livro, impressa por William Caxton em 1483.

10. A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson


Stevenson concebeu A ilha do tesouro para o divertimento de seu enteado, Lloyd Osbourne, que tinha doze anos em 1881. Escrevendo a seu amigo W. H. Henley a respeito do novo livro, ele declarou que "se isto não encantar os garotos, ora, então eles mudaram muito desde que eu era criança". Uma história de piratas, com um mapa, um tesouro, um motim e um cozinheiro de bordo com uma perna só, A ilha do tesouro permanece uma das histórias de aventuras mais amadas da literatura.


11. A volta do parafuso, de Henry James


Uma casa antiga, longe de tudo. Duas crianças enigmáticas. E uma inocente governanta assombrada pelos mortos. Impossível não sentir calafrios com a clássica história de terror de Henry James. O suspense pontua cada trecho da narrativa e cabe ao leitor decifrar se todos os estranhos acontecimentos são de fato reais ou criações da atormentada governanta.







12. O Homem Invisivel, de H.G. Wells

Uma mistura fascinante de ficção científica e humor, gênero que H. G. Wells ajudou a estabelecer e no qual se consagrou. Os habitantes da calma Iping têm toda razão de não conseguirem falar sobre outra coisa. O desconhecido que se hospedou na pensão local está sempre coberto da cabeça aos pés com o rosto inteiramente envolto em bandagens. Além disso, chegou trazendo um verdadeiro laboratório portátil e um rastro de mistério que aumenta ainda mais quando crimes começam a acontecer e quando se descobre que o homem é... Invisível. Sucesso desde a publicação, em 1897, o Homem Invisível mistura ficção científica e humor, além de ser também um belo livro sobre os laços entre a humanidade e o indivíduo, incompreensão e solidão. Essa edição, com o selo de qualidade Clássicos Zahar, traz cronologia de obras e vida do autor, o texto integral, uma instigante apresentação e mais de 90 notas. A versão impressa apresenta ainda acabamento de luxo e capa dura.


13. Contos, de Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe é o grande mestre do conto, ocupando lugar inconteste na história da literatura mundial. Ao longo do tempo, sua obra tem sido fartamente traduzida e editada no Brasil. Mas grande parte das coletâneas apresenta, compreensivelmente, os dez ou quinze textos que fizeram sua fama. A antologia "Contos obscuros de Edgar Allan Poe" cumpre um novo e importante papel: oferecer ao leitor dezesseis histórias raramente traduzidas no país. A seleção de Braulio Tavares, autor de celebradas antologias de literatura fantástica, leva em conta a indiscutível qualidade dos textos, além da presença dos temas mais caros ao autor e suas principais obsessões. Assim, a edição acaba atendendo a uma busca permanente do próprio Poe: a diversidade. É ele quem diz: "Se todos os meus contos estivessem agora à minha frente e eu tivesse a incumbência de compor uma nova seleção, o critério que primeiro ocuparia minha atenção seria o de diversidade e variedade." No posfácio, o organizador ilumina, a partir de uma minuciosa pesquisa e do conhecimento de especialista, o contexto dessa produção, traços da misteriosa biografia do autor e os caminhos de sua criação. Ao fim dessa jornada, é possível entender por que Edgar Allan Poe continua sendo, 160 anos após sua morte, um dos mais contemporâneos escritores da literatura ocidental.


14. 1984, de George Orwell


Publicada originalmente em 1949, a distopia futurista 1984 é um dos romances mais influentes do século XX, um inquestionável clássico moderno. Lançada poucos meses antes da morte do autor, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário.




15. As Crônicas de Narnia, de C.S. Lewis


Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal - o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é 'O leão, a feiticeira e o guarda-roupa', escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. MasLewis não parou por aí. Seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como 'As crônicas de Nárnia'. Nos últimos cinqüenta anos, 'As crônicas de Nárnia' transcenderam o gênero da fantasia para se tornar parte do cânone da literaturaclássica. Cada um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo em que a magia encontra a realidade, e o resultado é um mundo ficcional que tem fascinado gerações. Esta edição apresenta todas as sete crônicas integralmente, num único volume. Os livros são apresentados de acordo com a ordem de preferência de Lewis, cada capítulo com uma ilustração do artista original, Pauline Baynes. Enganosamente simples e direta, 'As crônicas de Nárnia' continuam cativando os leitores com aventuras, personagens e fatos que falam a pessoas de todas as idades.


16. O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Versão de Oscar Wilde para o mito faustiano da perda da alma em troca dos prazeres mundanos, "O retrato de Dorian Gray" é um relato de decadência moral e punição, exemplo do humor cáustico e refinado de seu autor. Dorian Gray é um belo e ingênuo rapaz retratado pelo artista Basil Hallward em uma pintura. Mais do que um mero modelo, Dorian Gray torna-se inspiração a Basil em diversas outras obras. Devido ao fato de todo seu íntimo estar exposto em sua obra prima, Basil não divulga a pintura e decide presentear Dorian Gray com o quadro. Com a convivência junto a Lorde Henry Wotton, um cínico e hedonista aristocrata muito amigo de Basil, Dorian Gray é seduzido ao mundo da beleza e dos prazeres imediatos e irresponsáveis, espírito que foi intensificado após, finalmente, conferir seu retrato pronto e apaixonar-se por si mesmo. A partir de então, o aprendiz Dorian Gray supera seu mestre e cada vez mais se entrega à superficialidade e ao egoísmo. O belo rapaz, ao contrário da natureza humana, misteriosamente preserva seus sinais físicos de juventude enquanto os demais envelhecem e sofrem com as marcas da idade.

17. O Processo, de Franz Kafka



O Processo (1925), publicado postumamente, conta a história do bancário Joseph K., que, por razões que nunca chega a descobrir, é preso, julgado e condenado por um misterioso tribunal. Nesse romance, a ambiguidade onírica do peculiar universo kafkiano e as situações do absurdo existencial chegam a limites suspeitados. A Ação desenvolve-se num clima de sonhos e pesadelos misturados a fotos corriqueiros, que compõem uma trama em que a irrealidade beira a loucura.





18. Caminhada, de Emerson and Thoreau

Em seu livro Caminhada, Henry David Thoreau nos convida á viver na Natureza e a preservá-la. É um verdadeiro manual para aqueles que desejam se embrenhar na natureza em busca de silêncio e paz para a alma cansada da correria e do barulho ensurdecedor da sociedade. Thoreau nos desafia á entender que o homem faz parte da Natureza, sendo o homem um dos aspectos mais importantes de sua manifestação.Caminhada foi inicialmente apresentado em uma de suas palestras em 1851 com o título de The Wild e publicado como ensaio anos depois de sua morte com o titulo Walking.Sua mensagem poética e cheia de beleza continua atual e, suas palavras servem de inspiração para escritores, ambientalistas e amantes da natureza por todo o mundo. Henry David Thoreau (1817-1862) was an essayist, poet, philosopher, and anti-slavery activist. Among his other notable books are A Week on the Concord and Merrimack Rivers and Civil Disobedience. He died of tuberculosis and he is buried in his familys plot near the graves of his friends Hawthorne, Alcott, Emerson, and Channing on Authors Ridge in Concords Sleepy Hollow Cemetery.

19. As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley

Em 'As brumas de Avalon', Marion Zimmer Bradley reconta a lenda do rei Artur , descrevendo os seus esforços para unificar a Bretanha contra a invasão Saxônica, a partir da perspectiva das poderosas mulheres do reino de Avalon e Camelot. Mesmo aqueles que normalmente não gostam das lendas de Artur irão se encantar com as mulheres por trás do trono. Morgana e Guinevere lutam pelo poder, usando Artur para promover suas respectivas visões de mundo. As intrigas e a política do reino de Camelot descritas em 'Brumas de Avalon' se passam quando o Cristianismo começa a dominar a ilha-nação da Bretanha estabelenco o conflito com os cultos pagãos.


20. Jogo Perigoso, de Stephen King

O livro que inspirou o filme homônimo da Netflix  partindo de um jogo erótico para uma trama que mistura terror psicológico e sobrenatural, Stephen King revela o estilo eletrizante que o consagrou como o mestre do terror..

Jessie e Gerald estão passando por uma crise no casamento e, na tentativa de salvar a relação, resolvem viajar para uma região isolada no Maine. Mas um jogo sexual acaba se transformando em prelúdio para uma história de terror; no exato momento em que Jessie está algemada à cama, Gerald tem um ataque cardíaco que o leva à uma morte súbita. Ela então se vê presa em um quarto, acompanhada apenas do cadáver do marido, e logo percebe que não há chance de alguém ouvir seus gritos.

Tentando descobrir uma forma de se soltar e se manter viva e sã, Jessie descobre forças que nem sabia ter e percebe os desafios de lidar com a própria mente, que a faz confundir fantasia e realidade, perder a noção do tempo e reviver memórias de um trauma de infância. Jogo perigoso é um livro intenso, com nuances psicológicas, dramáticas e sobrenaturais que o tornam atrativo para vários tipos de leitores.


21. A Balada de Narayama, de Shichiro Fukazawa

A balada de Narayama, livro escrito por Shichigoro Fukuzawa, conta a história de uma comunidade que sacrifica seus idosos ao atingirem 70 anos. Independente de sua saúde, os septuagenários são considerados inúteis e devem subir o monte Narayama até o fim de suas vidas. Próximo a esse modelo de sociedade, o Chile pós-Reforma da Previdência sacrifica os aposentados que não conseguiram contribuir e destrói por completo os direitos humanos. O aumento da taxa de suicídio entre os que têm mais de 60 anos corrobora o martírio de uma população inteira em favor do crescimento empresarial e privado. Portanto, lute, servidor! Não podemos permitir que o Brasil se torne a próxima vítima desse sistema que já se provou um fracasso em vários países do mundo


22. O Homem de Areia, de E.T.A. Hoffmann

Hoffmann. O homem de areia é um personagem habitual do folclore europeu. É tradicionalmente caracterizado como um ser mágico que aparece à noite provocando o sono nas crianças. Seja no caso dos contos de Hans Christian Andersen, jogando areia em seus olhos, dando-lhes bons ou maus sonhos de acordo com seu comportamento.





23. Assombração na casa da colina, de Shirley Jackson

Considerada a rainha do terror por mestres como Stephen King e Neil Gaiman, Shirley Jackson cria uma obra perturbadora sobre a relação entre a loucura e o sobrenatural.

Sozinha no mundo, Eleanor fica encantada ao receber uma carta do dr. Montague convidando-a para passar um tempo na Casa da Colina, um local conhecido por suas manifestações fantasmagóricas. O mesmo convite é feito a Theodora, uma alma artística e sensitiva, e a Luke, o herdeiro da mansão. Porém, o que começa como uma exploração bem-humorada de um mito inocente se transforma em uma viagem para os piores pesadelos de seus hóspedes. Com o tempo, fica cada vez mais claro que a sanidade ― e a vida ― de todos está em risco.

“Nenhum organismo vivo pode existir muito tempo com sanidade sob condições de realidade absoluta; até cotovias e gafanhotos, supõem alguns, sonham. A Casa da Colina, desprovida de sanidade, se erguia solitária contra os montes, aprisionando as trevas em seu interior; estava desse jeito havia oitenta anos e talvez continuasse por mais oitenta. Lá dentro, paredes continuavam de pé, tijolos se juntavam com perfeição, assoalhos estavam firmes e portas estavam sensatamente fechadas; o silêncio se escorava com equilíbrio na madeira e nas pedras da Casa da Colina, e o que entrasse ali, entrava sozinho.”


24. As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain

Órfão desde bebê, Tom Sawyer vive com sua tia Polly, seu irmão, Sid, e sua prima, Mary, num vilarejo às margens do rio Mississipi, nos Estados Unidos. Menino de bom coração, de bom caráter, Tom é também muito levado e esperto, e vive aprontando, sozinho ou com seu melhor amigo Huckleberry Finn, um garoto que mora nas ruas, dorme em barris vazios e come o que lhe dão. O tempo todo, os dois vivem aventuras emocionantes, na maioria das vezes, imaginárias. Frequentam cavernas, cemitérios, casas mal-assombradas e ilhas desertas. Brincam de pirata, de pele-vermelha, de Robin Hood, caçam tesouros, planejam formar uma gangue de ladrões e ficar ricos. E é numa dessas brincadeiras que suas aventuras se tornam bem reais e assustadoras...

Considerado um dos mais importantes clássicos da literatura para crianças e jovens, As aventuras de Tom Sawyer permanece no imaginário de inúmeras gerações, desde a publicação original, em 1876, até os dias de hoje

25. O Corvo, de Edgar Allan Poe


Escrito há quase duzentos anos, esse poema atravessa gerações e continua sendo um marco da literatura mundial. Imprescindível para todos os apaixonados por literatura, O Corvo é considerada a obra-prima de Edgar Allan Poe. Mesmo tendo escrito diversos livros e contos, nenhuma outra história atraiu tantos leitores e tamanho respeito pela crítica especializada. Um homem atormentado pela morte da amada é despertado pelo barulho incessante de um corvo e a trama que se desenrola no poema demonstra tanto a genialidade do autor quanto os demônios que ele carregava. Dizem que a vida imita a arte, mas nesse caso, a arte imitou a vida. O Corvo foi publicado dois anos após a morte precoce da esposa de Poe. E, como muitas vezes acontece, o autor não teve tempo para ver o sucesso de sua obra. Morreu na miséria e sem saber que seu corvo atormentaria muitas outras almas mesmo anos depois de sua morte.


26. O Silmarillion, de J.R.R. Tolkien

O Silmarillion é o relato dos Dias Antigos da Primeira Era do mundo criado por J.R.R. Tolkien. É a história longínqua para a qual os personagens de O Senhor dos Anéis e O Hobbit olham para trás, e em cujos eventos alguns deles, como Elrond e Galadriel, tomaram parte. Os contos de O Silmarillion se passam na época em que Morgoth, o Primeiro Senhor Sombrio, habitava a Terra-média, e os Altos-Elfos guerreavam contra ele pela recuperação das Silmarils, as joias que continham a pura luz de Valinor. O livro começa com o "Ainulindalë", o mito da criação do Universo, seguido pelo "Valaquenta", onde estão descritas a natureza e os poderes de cada um dos deuses. Em o “Quenta Silmarillion” há o início da contagem dos dias em Arda (o mundo onde está inserido o continente da Terra-média), a história dos Elfos na Terra Abençoada do Oeste, seus êxodos e o desenrolar das guerras élficas em Beleriand, que culminaram com o final da Primeira Era. O "Akallabêth" narra o apogeu e a queda do reino da grande ilha de Númenor no final da Segunda Era. Por fim, "Dos Anéis de Poder" fala dos grandes eventos no final da Terceira Era, como narrado em O Senhor dos Anéis.

O livro começa com "O Ainulindalë", o mito da criação do Universo, seguido pelo "Valaquenta", onde estão descritas a natureza e os poderes de cada um dos deuses. O "Akallâbeth" narra o apogeu e a queda do reino da grande ilha de Númenor no final da Segunda Era e "Dos Anéis de Poder" fala dos grandes eventos no final da Terceira Era, como narrado em "O Senhor dos Anéis".

27. O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway


Havia tempos que Santiago não pescava um só peixe. Sozinho, sem a companhia de seu melhor amigo - um menino que o ajudava e que muito o estima -, o velho pescador rema mar adentro e se vê cercado por água cristalina e animais marinhos. Até que fisga um peixe especial: o peixe que mudaria sua vida.

Dias se passam enquanto a batalha dos dois é travada. Apesar dos sonhos e pensamentos que transcorrem em meio à solidão do alto-mar, o pescador não esmorece. Essa é a história de um homem de mãos calosas cuja crença em si mesmo é a única coisa que importa.

Nessa adaptação do clássico indiscutível de Ernest Hemingway, Thierry Murat propõe uma versão personalíssima de O velho e o mar, em que o despojamento e a contenção de seu estilo combinam admiravelmente com a deriva solitária do velho pescador


28. O Sonho Americano, de Norman Mailer

Stephen Rojack é um herói de guerra condecorado, ex-congressista e um respeitado intelectual que tem seu próprio programa de televisão. Além disso, é casado com uma bela e rica mulher da alta sociedade. Entretanto, certa noite, no auge desse existência dourada, na cobertura do seu invejável apartamento em Nova York, Stephen dá um passo irreversível rumo à perdição. Um sonho americano, publicado em 1965, chocou os Estados Unidos devido às cruas descrições de sexo e violência. À medida que Rojack enlouquece pelas ruas da cidade na qual antes fora um cidadão privilegiado, Mailer revela as camadas das normais sociais e mostra um mundo de incessante crueldade. Sensual e aterrorizante, Um sonho americano - romance emblemático da crítica à sociedade norte-americana dos anos 60 e 70 - pega o leitor pela gargante e não o solta mais.
29. Farenheit 451, de Ray Bradbury


Guy Montag é um bombeiro. Sua profissão é atear fogo nos livros. Em um mundo onde as pessoas vivem em função das telas e a literatura está ameaçada de extinção, os livros são objetos proibidos, e seus portadores são considerados criminosos. Montag nunca questionou seu trabalho; vive uma vida comum, cumpre o expediente e retorna ao final do dia para sua esposa e para a rotina do lar. Até que conhece Clarisse, uma jovem de comportamento suspeito, cheia de imaginação e boas histórias. Quando sua esposa entra em colapso mental e Clarisse desaparece, a vida de Montag não poderá mais ser a mesma.

Um clássico da ficção científica e da literatura distópica, Fahrenheit 451 foi escrito originalmente como um conto: "O bombeiro", contido no volume Prazer em Queimar: histórias de Fahrenheit 451. Incentivado pelo seu editor, transformou a ideia inicial em um romance, que se tornou um dos livros mais influentes de sua geração – e também um dos mais censurados e banidos de todos os tempos. Foi adaptado para o cinema duas vezes, a primeira pelas mãos do lendário cineasta francês François Truffaut, e depois para diversos formatos.

Escrito durante a era do macartismo – a sistemática censura à arte promovida pelo governo americano nos anos 1950 – Bradbury costumava dizer que a proibição a livros não foi o motivo central que o levou a compor a obra, e sim a percepção de que as pessoas passavam a se interessar cada vez menos pela literatura com o surgimento de novas mídias, como a televisão. Com o passar do tempo, Fahrenheit 451 ganhou muitas camadas de interpretação: a história de um burocrata que questiona a vileza do seu trabalho, o poder libertador da palavra, a estupidez da censura às artes.

Embora soubesse estar testemunhando uma transformação social única, Bradbury afirmava não acreditar que o cenário que imaginou se tornaria realidade tão rápido. Lançado em 1953, Fahrenheit 451 é hoje uma obra de leitura indispensável junto com 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.

30. O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Bronte





Único romance da escritora inglesa Emily Bronte, O morro dos ventos uivantes retrata uma trágica historia de amor e obsessão em que os personagens principais são a obstinada e geniosa Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo, Heathcliff.






31. A Caça ao Outubro Vermelho, de Tom Clancy

"A mais importante embarcação soviética - um moderníssimo submarino equipado com mísseis poderosos e um sistema de camuflagem que torna sua localização quase impossível - está tentando fugir para os Estados Unidos. No comando, um dos mais conceituados oficiais, agora perseguido por toda a esquadra soviética do Atlântico, que tem ordens do Kremlin para destruir o desertor a qualquer preço. Se a Marinha americana encontrar o 'Outubro Vermelho' a tempo e conduzi-lo com segurança a uma de suas bases navais, dará o maior golpe de espionagem de todos os tempos."


32. O Retorno do Rei, de J.R.R. Tolkien

 Em O Retorno do Rei, acompanhamos o mago Gandalf e o hobbit Pippin em sua visita à majestosa cidade de Minas Tirith, que já foi o principal baluarte dos Homens contra a ameaça de Sauron, mas que está prestes a sucumbir diante da força avassaladora do Senhor Sombrio. Outros membros da Sociedade do Anel se juntam a Aragorn, herdeiro da longa linhagem dos reis de Minas Tirith, na tentativa de evitar que a antiga capital do reino de Gondor seja destruída.    

 Nas fronteiras de Mordor, Sam resgata Frodo, e os dois hobbits partem para o último estágio de sua jornada rumo ao Monte da Perdição, uma jornada que testará os limites do corpo e da mente dos pequenos heróis.  O livro inclui ainda numerosos apêndices, nos quais Tolkien explora detalhes da história, das línguas, dos alfabetos e até dos calendários de seu mundo ficcional.

Em comemoração à estreia da aguardada série O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder do serviço de streaming Prime Video, novas capas foram lançadas para os três volumes da maior obra de J.R.R. Tolkien. Na capa de O Retorno do Rei, temos a figura de um poderoso ser das Trevas. Seria ele um dos Nove nazgûls? Talvez até mesmo o poderoso Rei-bruxo de Angmar? Ou quem sabe, ele, o Senhor Sombrio Sauron?

 Na série acompanharemos Elrond o Meio-Elfo (Robert Aramayo) e grandes nomes do legendário da Terra-média como o Alto Rei dos Noldor, Gil-galad (Benjamin Walker), Galadriel (Morfydd Clark), Celebrimbor (Charles Edwards), Durin VI (Owain Arthur) e Isildur (Maxim Baldry), desbravando diferentes locais como o reino de Lindon, a cidade de Eregion, as Mansões de Moria e a ilha de Númenor. Além disto as regiões de Eriador, Rhovanion e Mordor também serão apresentadas por grandes diretores como J.A. Bayona. Poderemos ainda ver os antepassados dos amados e pequeninos hobbits na figura dos Pés Peludos como no caso de Elanor “Nori” Brandyfoot (Markella Kavenagh).



33. O Jogo de Ender, de Orson Scott Card

Uma espécie alienígena está pronta para lançar o ataque final. A sobrevivência da humanidade depende de um gênio militar que possa derrotar os alienígenas. Mas quem? Ender Wiggin. Brilhante. Implacável. Astuto. Mestre da tática e da estratégia militar. E uma criança. Adaptado para cinema em megaprodução de Hollywood dirigida por Gavin Hood (X-Men Origens: Wolverine) com um elenco de astros encabeçado por Harrison Ford (Guerra nas Estrelas, Blade Runner, Indiana Jones) e Asa Butterfield (A Invenção de Hugo Cabret), Ender’s Game: O Jogo do Exterminador é um romance clássico da ficção científica, com mais de três milhões de exemplares vendidos no mundo, ganhador dos principais prêmios da ficção científica.Ender’s Game: O Jogo do Exterminador(Ender’s Game) é a história de Ender Wiggin, em quem os comandantes militares colocam todas as suas esperanças, e do que ele sofre para sobreviver ao processo de brutalização psicológica imposto às crianças na Escola de Combate. Para dramatizar esse processo e ilustrar as dificuldades da luta contra um inimigo alienígena, Orson Scott Card criou o conceito da “sala de combate”, onde as crianças ensaiam batalhas em gravidade-zero – reproduzidas com maestria técnica no filme dirigido por Gavin Hood.


34. Boneco de Neve, de John Gardner

A primeira neve do ano cai sobre Oslo num dia frio de novembro. Birte Becker chega do trabalho e elogia o boneco de neve que o marido e o filho fizeram no jardim. Os dois ficam surpresos - eles não tinham feito boneco nenhum. Ao olhar pela janela, o menino Jonas nota que a figura branca está virada para a casa, com os olhos negros voltados para a janela. Para eles.

Quando o inspetor Harry Hole recebe uma carta do autointitulado Boneco de Neve, não desconfia do tenebroso significado dessa alcunha. Somente após descobrir alarmantes traços em comum entre vários desaparecimentos na Noruega, o policial percebe que está envolvido numa trama muito maior, capaz de testar os limites de sua sanidade.

Embora seja comum que desaparecidos retornem justificando o sumiço com um motivo banal, ele suspeita haver uma ligação entre o fatídico destino da mãe de Jonas e a carta que recebera assinada pelo Boneco de Neve. Enquanto avançam nas investigações, o inspetor e sua equipe se veem diante de vários casos similares não solucionados na última década: todas as vítimas são mulheres casadas e com filhos, sempre na primeira neve do ano.


35. As Aventuras de Augie March, de Saul Bellow








Se em Ulisses James Joyce encena nas ruas de Dublin um épico labirinto de vozes míticas, As aventuras de Augie March consagra os bairros do empobrecido sul de Chicago, durante a Grande Depressão, como cenário natural das andanças desta espécie de desiludido Cândido do século XX.


36. Ulysses, de James Joyce

Um homem sai de casa pela manhã, cumpre com as tarefas do dia e, pela noite, retorna ao lar. Foi em torno desse esqueleto enganosamente simples, quase banal, que James Joyce elaborou o que veio a ser o grande romance do século XX. Inspirado na Odisseia de Homero, Ulysses é ambientado em Dublin, e narra as aventuras de Leopold Bloom e seu amigo Stephen Dedalus ao longo do dia 16 de junho de 1904. Tal como o Ulisses homérico, Bloom precisa superar numerosos obstáculos e tentações até retornar ao apartamento na rua Eccles, onde sua mulher, Molly, o espera. Para criar esse personagem rico e vibrante, Joyce misturou numerosos estilos e referências culturais, num caleidoscópio de vozes que tem desafiado gerações de leitores e estudiosos ao redor do mundo. O culto em torno de Ulysses teve início antes mesmo de sua publicação em livro, quando trechos do romance começaram a aparecer num jornal literário dos EUA. Por conta dessas passagens, Ulysses foi banido nos Estados Unidos, numa acusação de obscenidade, dando início a uma longa pendenga legal, que seria resolvida apenas onze anos depois, com a liberação do romance em solo americano. Mas, para além das disputas e polêmicas, Ulysses segue como um divisor de águas por conta do êxito do autor no principal ponto do romance: esticar e moldar a língua inglesa ao limite, a fim de retirar disso um retrato fiel, divertido e comovente do que se convencionou chamar de o “homem moderno”. Em seu clássico estudo sobre a obra de James Joyce, Homem comum enfim, o crítico e escritor britânico Anthony Burgess afirma que, “se alguma vez houve um grande escritor popular, Joyce foi este escritor”. Guiado por esse espírito eminentemente democrático da escrita joyceana, Caetano Galindo realizou esta nova tradução de Ulysses, a fim de captar “a imensa gama de cores, registros, estilos, recursos e efeitos” de sua prosa revolucionária.

37. A Cantora de Jazz, de Toni Morrison


A cena do loft jazz de Nova York da década de 1970 foi um período crucial para o trabalho intransigente produzido por artistas. Diante de uma economia do jazz em declínio, um grupo de jovens improvisadores de vanguarda optou por evitar a esfera comercial e desenvolver locais alternativos nas fábricas e armazéns abandonados de Lower Manhattan. Loft Jazz fornece o primeiro estudo de livro deste período, traçando sua história em meio a uma série de discursos sobrepostos em torno do coletivismo, renovação urbana, estética experimentalista, arquivos subterrâneos e a política radical de autodeterminação.

38. O Nome do Vento, de Patrick Rothfuss

Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.

Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.

Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. Nessa provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.
Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial – que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times – é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades.

39. As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift

Quem lê pela primeira vez a versão original de Viagens de Gulliver, tendo como pano de fundo uma vaga lembrança de adaptações infantis, espanta-se ao constatar que tem nas mãos um dos textos mais amargos do cânone ocidental. Como observa George Orwell no prefácio incluído nesta edição, o livro de Jonathan Swift, apesar de todo o seu ressentimento e misantropia, é uma obra deliciosa, que permite vários níveis de leitura. É primeiro um livro de viagens - ou melhor, uma sátira aos livros de viagens, tal como Dom Quixote é, entre outras coisas, uma sátira aos romances de cavalaria; para as crianças, é uma história de aventuras, cheia das criaturas fantásticas e do humor escatológico de que tanto gostam; e é um dos marcos iniciais da ficção científica. Entretanto, o que mais fascina o leitor maduro nessa obra publicada pela primeira vez em 1726 é o olhar implacável que seu autor volta sobre o homem, suas instituições, seu apego irracional ao poder e ao ouro, e sua insistência em prolongar a vida mesmo quando esta só proporciona sofrimento. Esta edição de Viagens de Gulliver foi organizada pelo professor Robert DeMaria Jr., também responsável pelo texto de introdução e pelas notas, e conta com imagens preciosas, como reproduções da folha de rosto e do frontispício da primeira edição da obra-prima de Jonathan Swift, além de mapas das diferentes terras citadas no romance, inestimáveis para a leitura.

40. O Lago dos Cisnes, de E.T.A. Hoffmann


Este conhecido balé conta a história de Odette, a jovem que vive sob um terrível feitiço. Durante o dia, transforma-se em um lindo cisne e só à noite retorna à forma humana. Apenas o verdadeiro amor é capaz de quebrar essa maldição. A coleção Música clássica em cena apresenta histórias de importantes libretos, recontadas especialmente para o público infantojuvenil. Cada livro vem acompanhado de um CD de áudio com algumas faixas dessas reconhecidas canções para serem apreciadas.


41. As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin

A guerra dos tronos é o primeiro livro da série best-seller internacional As Crônicas de Gelo e Fogo, que deu origem à adaptação de sucesso da HBO, Game of Thrones.
O verão pode durar décadas. O inverno, toda uma vida. E a guerra dos tronos começou. Como Guardião do Norte, lorde Eddard Stark não fica feliz quando o rei Robert o proclama a nova Mão do Rei. Sua honra o obriga a aceitar o cargo e deixar seu posto em Winterfell para rumar para a corte, onde os homens fazem o que lhes convém, não o que devem... e onde um inimigo morto é algo a ser admirado.

Longe de casa e com a família dividida, Eddard se vê cada vez mais enredado nas intrigas mortais de Porto Real, sem saber que perigos ainda maiores espreitam a distância.

Nas florestas ao norte de Winterfell, forças sobrenaturais se espalham por trás da Muralha que protege a região. E, nas Cidades Livres, o jovem Rei Dragão exilado na Rebelião de Robert planeja sua vingança e deseja recuperar sua herança de família: o Trono de Ferro de Westeros.

42. Se Eu Ficar, de Gayle Forman


Por que eu tenho a impressão de que você está prestes a mudar a minha vida?Em uma manhã de fevereiro, Mia sai para um passeio de carro. E, em um instante, tudo muda. Todas as escolhas se perderam, menos uma. A única que realmente importa.O livro está entre os mais vendidos em todo o Brasil desde a primeira semana do lançamento# O Livro foi adaptado para os cinemas e o filme será lançamento em setembro, no Brasil. Será protagonizado pela atriz Chloë Grace Moretz, famosa por filmes como a série Kick Ass e A Invenção de Hugo Cabret.# Livro Vencedor de 10 importantes prêmios literários no exterior, entre os mais recentes: Abraham Lincoln Award Nominee (2012) e Goodreads Choice Nominee for Young Adult Fiction (2009).# Conteúdo extra: Entrevista realizada pela autora Gayle Forman com os atores protagonistas do filme.Às vezes você faz escolhas na vida, e às vezes as escolhas fazem você. Essa é a beleza das coisas.SinopseDepois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas: se ela irá ficar."Impossível parar de ler" - The Bookseller

43. O Conto da Aia, de Margaret Atwood


O romance distópico O conto da aia, de Margaret Atwood, se passa num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no Muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Para merecer esse destino, não é preciso fazer muita coisa – basta, por exemplo, cantar qualquer canção que contenha palavras proibidas pelo regime, como “liberdade”. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. Uma das obras mais importantes da premiada escritora canadense, conhecida por seu ativismo político, ambiental e em prol das causas femininas, O conto da aia foi escrito em 1985 e inspirou a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original), produzida pelo canal de streaming Hulu em 2017. As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado. A Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar, depois que uma catástrofe nuclear tornou estéril um grande número de pessoas. E sem dúvida, ainda que vigiada dia e noite e ceifada em seus direitos mais básicos, o destino de uma aia ainda é melhor que o das não-mulheres, como são chamadas aquelas que não podem ter filhos, as homossexuais, viúvas e feministas, condenadas a trabalhos forçados nas colônias, lugares onde o nível de radiação é mortífero. Com esta história assustadora, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente. Vencedor do Arthur C. Clarke Award.

44. O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien





O Senhor dos Anéis é uma série de três filmes épicos de aventura e fantasia dirigidos por Peter Jackson, baseados no romance O Senhor dos Anéis de J. R. R. Tolkien. Os filmes são legendados A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei




45. Os Animais Fantásticos e Onde Habitam, de J.K. Rowling


A acromântula é uma aranha monstruosa de oito olhos e dotada de fala humana, foi desenvolvida pelos bruxos para guardar suas casas ou tesouros. O basilisco, também chamado de rei das cobras, é verde-vivo e pode alcançar até quinze metros de comprimento. Sua criação foi declarada ilegal, desde a época medieval. O dragão é o animal mais mágico do mundo - seu couro, sangue, coração, fígado e chifre têm grandes propriedades ilusionistas. Estas descrições são apenas uma amostra do que apresenta 'Animais fantásticos e onde habitam'.

46. Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll


Uma menina, um coelho e uma história capazes de fazer qualquer um de nós voltar a sonhar. Alice é despertada de um leve sono ao pé de uma árvore por um coelho peculiar. Uma criatura alva e falante com roupas engraçadas, que consulta seu relógio e reclama do próprio atraso. Curiosa como toda criança, Alice segue o animal até cair em um buraco sem fim que mudou para sempre a literatura infantil. Mais de 150 anos depois, Alice no País das Maravilhas continua repleto de ensinamentos para aqueles que ousaram seguir o Coelho Branco até sua toca.


47. Uma Passagem Para a Índia, de E.M. Forster

O livro reconstitui, de maneira ficcional, aspectos da colonização inglesa na Índia, detendo-se sobretudo no conflito que se estabeleceu durante o contato de duas culturas tão diferentes. Uma passagem para a Índia mistura o relato de viagem à análise da sociedade que se criou com a chegada dos colonizadores. Forster, no entanto, não esbarra em um problema comum a esse tipo de texto – a parcialidade –, e abre espaço no livro para uma pluralidade de pontos de vista que compõem painel bastante diversificado da Índia ocupada pelos ingleses.


48. Jonathan Strange, de Susanna Clarke

Em 1806, a maioria da população britânica acreditava que a magia estava perdida há muito tempo - até que o sábio Mr. Norrell revela seus poderes, tornando-se célebre e influente. Ele abandona a reclusão e parte para Londres, onde colabora com o governo no combate a Napoleão Bonaparte e coloca em prática seu plano de controlar todo o conhecimento mágico do país. Tudo corre bem até que Jonathan Strange, um jovem nobre e impetuoso, descobre que também possui talentos mágicos. Ele é recebido por Norrell como seu discípulo, mas logo os dois começam a se desentender... e essa rixa pode colocar em risco toda a Inglaterra. Misturando ficção e fatos históricos, Jonathan Strange & Mr. Norrell levou dez anos para ser escrito e foi baseado em uma extensa pesquisa da autora sobre a história da magia inglesa. O livro combina a mitologia fantástica de J.R.R. Tolkien com a comédia de costumes de Jane Austen, de quem Clarke é admiradora confessa, e ainda acena ao romantismo, à observação social de Charles Dickens e à literatura gótica de Anne Radcliffe.


49. O Sol é para Todos, de Harper Lee


Nesta emocionante história ambientada no Sul dos Estados Unidos da década de 1930, região envenenada pela violência do preconceito racial, vemos um mundo de grande beleza e ferozes desigualdades através dos olhos de uma menina de inteligência viva e questionadora, enquanto seu pai, um advogado local, arrisca tudo para defender um homem negro injustamente acusado de cometer um terrível crime.

Uma história sobre raça e classe, inocência e justiça, hipocrisia e heroísmo, tradição e transformação, O sol é para todos permanece tão importante hoje quanto foi em sua primeira edição, em 1960, durante os anos turbulentos da luta pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos.

Considerado um dos romances norte-americanos mais importantes do século XX, O sol é para todos surpreende pela atualidade de seu enredo e estilo. A lamentável permanência do tema, o racismo, percorre a narrativa de Scout, criança sensível, filha do advogado Atticus Finch, responsável pela defesa de um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca em Maycomb, pequeno município de Alabama, no sul dos Estados Unidos, no início dos anos 1930.Os sentimentos que cercam a família e a cidade de Scout - desde que Atticus se dispôs a cuidar do famigerado caso - são nossos velhos conhecidos: preconceito racial e social, conformismo diante das injustiças e a mais pura malícia destilada em relações banais e familiares. Apesar da crua humanidade desses personagens, Scout enxerga a realidade com o frescor dos olhos infantis, e conta sua história, deixando um improvável rastro de esperança.

Scout narra a rotina de um ambiente rural e pacato, as férias de verão com o irmão, Jem, e o melhor amigo deles, Dill, a curiosidade com os vizinhos, as travessuras inventadas, as aventuras na escola e a vida em família.

O conjunto de pequenos casos nos transporta a um lugar de aparente quietude. No entanto, esse suposto relaxamento se transforma e desespero quando vemos a reação da população de Maycomb diante de denúncia contra Tom Robinson.

O impacto da publicação e da contínua exposição de O sol é para todos o fez figurar em dezenas de listas e pesquisas, tendo sido escolhido pelo Library Journal como o melhor romance do século XX e eleito pelos leitores da Modern Library um dos 100 melhores romances em língua inglesa desde 1900. O livro apareceu pela primeira vez em uma lista feita por bibliotecários em 2006 como o livro que todos deveriam ler antes de morrer, seguido da Bíblia. Um clássico moderno que continua a emocionar jovens e adultos.


50. O Hobbit, de J.R.R. Tolkien

Bilbo Bolseiro era um dos mais respeitáveis hobbits de todo o Condado até que, um dia, o mago Gandalf bate à sua porta. A partir de então, toda sua vida pacata e campestre soprando anéis de fumaça com seu belo cachimbo começa a mudar. Ele é convocado a participar de uma aventura por ninguém menos do que Thorin Escudo-de-Carvalho, um príncipe do poderoso povo dos Anãos.
Esta jornada fará Bilbo, Gandalf e 13 anãos atravessarem a Terra-média, passando por inúmeros perigos, sejam eles, os imensos trols, as Montanhas Nevoentas infestadas de gobelins ou a muito antiga e misteriosa Trevamata, até chegarem (se conseguirem) na Montanha Solitária. Lá está um incalculável tesouro, mas há um porém. Deitado em cima dele está Smaug, o Dourado, um dragão malicioso que... bem, você terá que ler e descobrir.
Lançado em 1937, O Hobbit é um divisor de águas na literatura fantástica mundial. Mais de 80 anos após a sua publicação, o livro que antecede os ocorridos em O Senhor dos Anéis continua arrebatando fãs de todas as idades, talvez pelo seu tom brincalhão com uma pitada de magia élfica, ou talvez porque J.R.R. Tolkien tenha escrito o melhor livro infanto-juvenil de todos os tempos.

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