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O Ano da Inteligência Artificial e dos Óculos Inteligentes

JULIE HOLIDAY
ERIC MONJARDIM
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O ano  está sendo definido pela Meta como o momento em que a Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa futurista para se tornar uma ferramenta prática e onipresente no dia a dia. Através de avanços no modelo Llama, da evolução dos óculos inteligentes e de uma infraestrutura de energia sustentável, a empresa consolidou sua visão para a próxima era da computação.

Abaixo, apresentamos os quatro pilares fundamentais que resumem o ano de 2025 para a Meta:

1. O Llama 4 e a IA de Código Aberto

A Meta continuou a liderar o movimento de IA de código aberto (open source), acreditando que a colaboração global acelera a inovação e a segurança.

  • Lançamento do Llama 4: O novo modelo superou marcos da indústria em raciocínio, codificação e conhecimento geral. Ele foi projetado para ser mais eficiente, permitindo que desenvolvedores criem aplicações mais rápidas e baratas.

  • Meta AI: O assistente inteligente da empresa tornou-se o mais utilizado no mundo, integrado nativamente ao WhatsApp, Instagram, Messenger e Facebook, ajudando utilizadores com tarefas que vão desde planeamento de viagens até explicações complexas.

2. A Revolução dos Óculos de IA (Wearables)

Para a Meta, o futuro da computação não está apenas nos telemóveis, mas em dispositivos que usamos no rosto, permitindo uma interação mais natural com o mundo.

  • Ray-Ban Meta: Os óculos inteligentes tornaram-se um sucesso de vendas, com melhorias significativas na câmara e no áudio. A funcionalidade de tradução em tempo real permitiu que pessoas falassem línguas diferentes e se entendessem instantaneamente.

  • Avanços no Orion: O protótipo de óculos de Realidade Aumentada (AR) mais avançado do mundo continuou a evoluir, aproximando-se de uma versão de consumo que projeta hologramas diretamente no campo de visão do utilizador.

  • Interação Multimodal: Através dos óculos, os utilizadores passaram a poder "mostrar" o que estão a ver à IA e fazer perguntas como: "O que é este monumento?" ou "Como conserto esta torneira?".

3. Infraestrutura Energética e Centros de Dados

Para sustentar a escala massiva da IA, a Meta fez investimentos históricos na base física da tecnologia.

  • Energia Nuclear: A empresa anunciou parcerias estratégicas para utilizar energia nuclear limpa e segura, visando alimentar os seus centros de dados de forma sustentável e garantir a liderança tecnológica dos EUA.

  • Superclusters de Computação: A expansão de infraestruturas como o cluster "Prometheus" permitiu o treino de modelos cada vez mais complexos com maior rapidez e menor impacto ambiental por operação.

4. Novas Ferramentas para Criadores e Negócios

As plataformas da Meta foram remodeladas para potenciar a criatividade e o comércio através da IA generativa.

  • Criação de Conteúdo: Ferramentas que permitem criar vídeos e imagens a partir de texto tornaram-se padrão no Instagram, facilitando o trabalho de criadores de conteúdo.

  • IA para Negócios: Pequenas empresas passaram a utilizar agentes de IA no WhatsApp para gerir vendas e suporte ao cliente 24/7, respondendo a perguntas complexas de forma personalizada.

O balanço  mostra que a Meta está a construir um ecossistema onde a IA (software) e os óculos (hardware) trabalham em harmonia. O objetivo final é criar uma experiência de "presença digital" onde a tecnologia é útil, mas não interfere na conexão humana real.

O compromisso com a inovação aberta e a infraestrutura sustentável posiciona a empresa para enfrentar os desafios éticos e técnicos da próxima década.

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