10 livros que falam sobre tragédias reais

As tragédias reais sempre exerceram um fascínio sobre os leitores ávidos por conhecer histórias impactantes e dolorosas. Diante disso, decidimos trazer uma lista com os 10 livros mais marcantes que abordam essas tragédias, retratando eventos que marcaram a humanidade de forma profunda. Prepare-se para se emocionar e refletir com histórias autênticas e surpreendentes, que revelam a capacidade de superação e resiliência do ser humano diante das adversidades mais intensas. Acredite, essas obras vão muito além da simples curiosidade, oferecendo uma oportunidade única de compreender o peso e a complexidade das tragédias reais e as lições que podemos aprender delas. Conheça agora os 10 livros que capturam a essência desses eventos trágicos e mergulhe nessas histórias repletas de emoção, verdade e aprendizado.

Holocausto - Gerald Green



HOLOCAUSTO é o relato de uma das décadas mais negras em toda a história da humanidade. O romance de Gerald Green é ficção apenas na forma. Reconstitui com a fidelidade de um documentário os anos entre 1935 e 1945: a escalada do nazismo, o delírio expansionista de Hitler, o esmagamento da Europa sob os exércitos do Reich, o frio e impiedoso planejamento da "solução final" - o massacre de seis milhões de judeus nos campos de extermínio. Estes tempos trágicos são vistos através da saga da família Weiss, de judeus berlinenses, e da carreira paralela de Erik Dorf, jovem advogado empobrecido que, pressionado por uma esposa ambiciosa, ingressa nas SS e se torna um dos principais arquitetos do monstruoso projeto hitlerista.



Os Meninos que Enganavam Nazistas - Joseph Joffo


Paris, 1941. O país é ocupado pelo exército nazista e o medo invade as casas e as ruas francesas. O poder de Hitler se mostra absoluto e brutal na França… É durante um dos períodos mais turbulentos da História que a emocionante narrativa de Joseph e Maurice se desenrola. Irmãos judeus de 10 e 12 anos de idade, eles perambulam sozinhos pelas estradas, vivendo experiências surpreendentes, tentando escapar da morte e em busca da zona livre para ganhar a liberdade.

Essa é uma história real, autobiográfica, cuja espontaneidade, ternura e humor comprovam o triunfo da humanidade e da empatia nos momentos mais sombrios, quando o perigo está sempre à espreita... Os meninos que enganavam nazistas conta a fantástica e emocionante epopeia de duas crianças judias durante a ocupação, narrada por Joseph, o mais jovem."A Lista de Schindler" - Thomas Keneally

A Casa do Céu - Sara Corbett

Quando criança, Amanda escapava de um lar violento folheando as páginas da revista National Geographic e imaginando-se em lugares exóticos. Aos dezenove anos, trabalhando como garçonete, ela começou a economizar o dinheiro das gorjetas para viajar pelo mundo. Na tentativa de compreendê-lo e dar sentido à vida, viajou como mochileira pela América Latina, Laos, Bangladesh e Índia. Encorajada por suas experiências, acabou indo também ao Sudão, Síria e Paquistão. Em países castigados pela guerra, como o Afeganistão e o Iraque, ela iniciou uma carreira como repórter de televisão. Até que, em agosto de 2008, viajou para a Somália - "o país mais perigoso do mundo". No quarto dia, ela foi sequestrada por um grupo de homens mascarados em uma estrada de terra. Mantida em cativeiro por 460 dias, Amanda converteu-se ao islamismo como tática de sobrevivência, recebeu "lições sobre como ser uma boa esposa" e se arriscou em uma fuga audaciosa. Ocupando uma série de casas abandonadas no meio do deserto, ela sobreviveu através de suas lembranças - cada um dos detalhes do mundo em que vivia antes do cativeiro -, arquitetando estratégias, criando forças e esperança. Nos momentos de maior desespero, ela visitava uma casa no céu, muito acima da mulher aprisionada com correntes, no escuro e que sofria com as torturas que lhe eram impostas.


O Diário de Anne Frank - Anne Frank


O diário de Anne Frank, o depoimento da pequena Anne, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Suas anotações narram os sentimentos, os medos e as pequenas alegrias de uma menina judia que, como sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.

Uma poderosa lembrança dos horrores de uma guerra, um testemunho eloquente do espírito humano. Assim podemos descrever os relatos feitos por Anne em seu diário. Isolados do mundo exterior, os Frank enfrentaram a fome, o tédio e a terrível realidade do confinamento, além da ameaça constante de serem descobertos. Nas páginas de seu diário, Anne Frank registra as impressões sobre esse longo período no esconderijo. Alternando momentos de medo e alegria, as anotações se mostram um fascinante relato sobre a coragem e a fraqueza humanas e, sobretudo, um vigoroso autorretrato de uma menina sensível e determinada.

A príncipio, escreveu seu diário apenas para si. No entanto, ao ouvir no rádio um membro do governo holandês sugerir que diários e cartas documentando a ocupação alemã fossem publicados após a guerra, ela resolveu que, assim que o conflito acabasse, iria publicar um livro, tendo seu diário como base. Então começou a reescrevê-lo, melhorando o texto, omitindo algumas passagens e acrescentando outras.

Após a captura dos moradores do anexo secreto, as secretárias que trabalhavam no prédio encontraram o diário. Quando a guerra acabou, entregaram tudo a Otto Frank, que continuou o desejo da filha, selecionando seus escritos e organizando-os numa versão mais concisa do diário, publicado em 1947.

Os Filhos de Hitler - Gerald Posner

Por meio deste relato surpreendente, o autor Gerald L. Posner nos revela, como os filhos de nazistas proeminentes julgam os pecados dos pais como testemunhas oculares da história e como familiares. Muitos deles cresceram na atmosfera privilegiada do círculo íntimo de Hitler e evocam o Terceiro Reich pelos olhos da infância.

Rolf Mengele, por exemplo, conta como descobriu o pai vivo no Brasil e viajou até aqui às escondidas para confrontar o "Anjo da Morte" sobre os crimes em Auschwitz. Wolf Hess defende com orgulho o pai, Rudolf, o vice-Führer, e seu surpreendente voo solitário em 1941 para a Grã-Bretanha. Ilustradas com fotografias reveladoras, muitas delas inéditas, estas são histórias cruciais, que proporcionam uma nova visão da vida privada e das ações públicas daqueles que trabalharam próximos de Adolf Hitler e foram testemunhas oculares do regime de terror mais perverso de todos os tempos.

A Noite - Elie Wiesel


Em uma cidade que hoje é parte da Romênia, Eliezer se dedicava aos estudos judaicos quando, em 1944, sua família foi transferida para os guetos e, depois, aos campos de concentração.

A mãe e a irmã mais nova foram mortas logo ao chegar, enquanto Elie e o pai seguiram juntos na luta pela sobrevivência. Com apenas 15 anos, ele enfrentou a fome, o frio e a tortura, testemunhando a morte das piores formas possíveis.

Neste livro, Elie narra suas memórias em um relato conciso, com uma linguagem direta que surpreende pela intensidade.

Mas ele vai além, ao expressar a perda da inocência, a sensação de abandono quando deixa de acreditar em Deus e a vergonha de ter sua dignidade arruinada pela banalização do horror

Foi com A noite que ele enfim reencontrou sua voz dez anos após o Holocausto, descobrindo na preservação da memória um sentido para sua sobrevivência."Depois de Auschwitz" - Eva Schloss

Operação Valkíria - Philipp von Boeselager


Em 18 de julho de 1944, Philipp von Boeselager, jovem oficial alemão, liderou 1.200 cavaleiros da Wehrmacht. O objetivo deles, conhecido apenas por Philipp, era retomar a capital alemã e tirar o poder do Reich depois de um atentado contra Hitler. A história deste complô, designado Operação Valquíria, é narrada neste livro pelo último sobrevivente e um dos principais integrantes da conspiração. Quando a Segunda Guerra Mundial irrompeu, Philipp von Boeselager - criado em uma aristocrática e tradicional família católica de Renânia, onde a liberdade de pensamento e o senso de responsabilidade eram as bases da educação - lutou entusiasticamente por seu país como oficial da cavalaria. No verão de 1942, no entanto, ao testemunhar a brutalidade do regime contra judeus e ciganos, seu patriotismo transformou-se rapidamente em desprezo, e Philipp tomou o caminho da desobediência e da resistência - uma alta traição para os alemães da época. Em Operação Valquíria, ele conta seu itinerário sinuoso, notadamente na França e depois na União Soviética, que culminou com o convencimento da necessidade de matar Hitler. O percurso do autor é bastante parecido com o de outros oficiais rebelados: filhos da burguesia ou da aristocracia, que começaram a apoiar lealmente o regime antes de integrarem a resistência. A decisão de entrar para a dissidência foi fruto de longo amadurecimento, e o fato de o complô ter seguido em frente, resultado de circunstâncias fortuitas, como o encontro providencial com o carismático Henning von Tresckow - um dos membros da resistência que pertencia ao centro do Exército - executado em 1944, aos 33 anos. Após uma tentativa frustrada, em que uma bomba destinada ao Führer não explodiu, Boeselager conseguiu retirar sua tropa antes que os outros conspiradores fossem detidos, torturados e executados. Nenhum deles o traiu.

Todo dia a mesma noite, de Daniel Arbex


Ao reconstituir de maneira sensível e inédita os acontecimentos da madrugada de 27 de janeiro de 2013, quando a cidade de Santa Maria perdeu de uma só vez 242 vidas, Daniela Arbex constrói uma obra que homenageia as vítimas e dá voz aos envolvidos em um dos episódios mais estarrecedores da história do país. Agora, dez anos após a tragédia, o livro dá origem a uma minissérie produzida pela Netflix e dirigida por Julia Rezende, com estreia marcada para o dia 25 de janeiro. No elenco, há nomes como Thelmo Fernandes (Os Salafrários) e Leonardo Medeiros (O Mecanismo) e Bianca Byington (Homem Onça).

Para sentir e entender a verdadeira dimensão de uma catástrofe sobre a qual já se pensava saber quase tudo, foram necessárias centenas de horas dos depoimentos de sobreviventes, familiares das vítimas, equipes de resgate e profissionais da área da saúde ― ouvidos pela primeira vez neste livro. Daniela Arbex produziu um memorial para as vítimas dessa noite tenebrosa, que nos transporta até o momento em que as pessoas se amontoaram nos banheiros da Kiss em busca de ar, ao ginásio onde pais foram buscar seus filhos mortos, aos hospitais onde se tentava desesperadamente salvar as vidas que se esvaíam. A autora também foi em busca dos que continuam vivos, dos dias seguintes, das consequências de descuidos banalizados por empresários, políticos e cidadãos.

A leitura de Todo dia a mesma noite é uma dolorosa e necessária tomada de consciência, um despertar de empatia pelos jovens que tiveram o futuro barbaramente arrancado. Enxergá-los com tanta vivacidade no livro é um exercício que afasta qualquer apaziguamento que possamos sentir em relação ao crime, ainda impune.

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