[RESENHA #923] A Coragem de Não Agradar, de Ichiro Kishimi, Fumitake Koga

Na periferia de uma cidade milenar vivia um filósofo que ensinava que o mundo era simples e que a felicidade estava ao alcance de todos. Certo dia, um jovem insatisfeito com a vida foi desafiá-lo a provar sua tese.

Com mais de 3 milhões de exemplares vendidos, A coragem de não agradar conta uma história capaz de iluminar nosso poder interior e nos permitir ser quem somos.

Inspirado nas ideias de Alfred Adler – um dos expoentes da psicologia ao lado de Sigmund Freud e Carl Jung –, o livro apresenta o debate transformador entre um jovem e um filósofo.

Ao longo de cinco noites, eles discutem temas como autoestima, raiva, autoaceitação e complexo de inferioridade. Aos poucos, fica claro que libertar-se das expectativas alheias e das dúvidas que nos paralisam e encontrar a coragem para mudar está ao alcance de todos.

Assim como nos diálogos de Platão, em que o conhecimento vai sendo construído através do debate, o filósofo oferece ao rapaz as ferramentas necessárias para que ele se torne capaz de se -reinventar e de dizer não às limitações impostas por si mesmo e pelos outros.

RESENHA

O livro A Coragem de Não Agradar é uma obra de autoajuda que apresenta a filosofia de Alfred Adler, um psicólogo austríaco que foi contemporâneo de Sigmund Freud e Carl Jung. Adler defendia que o ser humano tem o poder de escolher sua própria felicidade, independente das circunstâncias externas ou da opinião dos outros. Ele propunha que cada pessoa é responsável por sua própria vida e que pode mudar sua forma de pensar e agir para alcançar seus objetivos e valores.

O livro é estruturado em forma de diálogo entre um jovem insatisfeito com sua vida e um filósofo que o ensina os princípios da psicologia adleriana. Ao longo de cinco noites, eles conversam sobre temas como autoestima, raiva, autoaceitação, complexo de inferioridade, relacionamentos, trabalho, educação e sociedade. O jovem questiona e desafia as ideias do filósofo, que o ajuda a compreender e aplicar os conceitos de Adler em sua própria situação.

O enredo do livro se passa no Japão, país de origem dos autores, mas os temas abordados são universais e atemporais. O livro reflete sobre as questões existenciais que afetam a todos os seres humanos, como o sentido da vida, a liberdade, a felicidade, o amor e a morte. O livro também aborda os aspectos sociais e políticos que influenciam a forma como as pessoas se relacionam consigo mesmas e com os outros, como a cultura, a religião, a moral, a ética, a democracia e a justiça.

Os personagens principais do livro são o jovem e o filósofo, que representam, respectivamente, o leitor e o autor. O jovem é um arquétipo do indivíduo que busca a felicidade, mas se sente frustrado, inseguro, ansioso e infeliz. Ele tem dificuldade em aceitar a si mesmo e aos outros, em expressar seus sentimentos e em tomar decisões. Ele se preocupa em agradar a todos e em seguir as normas sociais, mas se sente vazio e sem propósito. O filósofo é um arquétipo do mestre, que possui a sabedoria e a experiência para orientar o jovem. Ele é paciente, gentil, lúcido e confiante. Ele explica os conceitos de Adler de forma clara e simples, usando exemplos e analogias. Ele estimula o jovem a pensar por si mesmo e a encontrar sua própria felicidade.

O livro usa a simbologia do diálogo socrático, que é uma forma de ensino e aprendizagem baseada na troca de perguntas e respostas entre um mestre e um discípulo. O diálogo socrático visa a estimular o raciocínio, a reflexão e a crítica, levando o discípulo a descobrir a verdade por si mesmo. O livro também usa a simbologia da noite, que é o período em que o diálogo ocorre. A noite representa a escuridão, o mistério, o medo e a ignorância, mas também a possibilidade de iluminação, de revelação, de coragem e de conhecimento.

A mensagem principal do livro é que cada pessoa tem o poder de escolher sua própria felicidade, sem depender da opinião dos outros ou das circunstâncias externas. O livro ensina que a felicidade é uma questão de atitude, de perspectiva, de decisão e de ação. O livro propõe que cada pessoa deve se libertar das expectativas alheias e das limitações impostas por si mesmo e pelos outros, e encontrar sua própria voz e seu próprio caminho na vida. O livro sugere que cada pessoa deve se aceitar como é, reconhecer seus pontos fortes e fracos, definir seus objetivos e valores, e buscar a realização pessoal e social.

O livro oferece vários ensinamentos práticos e inspiradores para os leitores, baseados na filosofia de Adler. Alguns deles são:

  • Não se compare com os outros, mas sim com o seu eu ideal.
  • Não se preocupe em agradar a todos, mas sim em ser fiel a si mesmo.
  • Não se deixe levar pela raiva, mas sim pela compaixão.
  • Não se vitimize, mas sim se responsabilize pela sua vida.
  • Não se isole, mas sim se conecte com os outros.
  • Não se acomode, mas sim se desafie a crescer e a mudar.

Os autores do livro são Ichiro Kishimi e Fumitake Koga, ambos japoneses. Ichiro Kishimi é um filósofo e psicólogo, especialista em Platão e em Adler. Ele traduziu para o japonês diversas obras de Adler e é autor de vários livros de psicologia e filosofia. Fumitake Koga é um escritor e jornalista, que se interessou pela psicologia adleriana após ler um livro de Kishimi. Ele propôs a Kishimi a ideia de escrever um livro em forma de diálogo, baseado nas conversas que tiveram sobre Adler.

O livro A Coragem de Não Agradar é o primeiro de uma série de três livros que os autores escreveram juntos, usando o mesmo formato e os mesmos personagens. Os outros dois livros são A Coragem de Ser Feliz e Vive Como se Estivesses a Dançar. Os livros foram publicados originalmente em japonês, entre 2013 e 2017, e foram traduzidos para vários idiomas, incluindo o português. Os livros se tornaram best-sellers internacionais, vendendo mais de 7 milhões de exemplares no mundo todo.

A minha crítica sobre o livro é positiva, pois considero que o livro é uma obra de grande valor e relevância para os leitores que buscam a felicidade e a realização pessoal. O livro é bem escrito, bem estruturado, bem argumentado e bem fundamentado. O livro é claro, simples, acessível e envolvente. O livro é informativo, educativo, motivador e transformador. O livro é uma fonte de sabedoria, de inspiração, de orientação e de esperança. O livro é um convite à reflexão, à mudança, à ação e à felicidade.

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