[RESENHA #916] Por que fazemos o que fazemos?, de Mário Sergio Cortella

Bateu aquela preguiça de ir para o escritório na segunda-feira? A falta de tempo virou uma constante? A rotina está tirando o prazer no dia a dia? Anda em dúvida sobre qual é o real objetivo de sua vida?

O filósofo e escritor Mario Sergio Cortella desvenda em Por que fazemos o que fazemos? as principais preocupações com relação ao trabalho. Dividido em vinte capítulos, ele aborda questões como a importância de ter uma vida com propósito, a motivação em tempos difíceis, os valores e a lealdade a si e ao seu emprego.

O livro é um verdadeiro manual para todo mundo que tem uma carreira mas vive se questionando sobre o presente e o futuro. Recheado de ensinamentos como 'Paciência na turbulência, sabedoria na travessia', é uma obra fundamental para quem sonha com realização profissional sem abrir mão da vida pessoal.

RESENHA

O livro Por que fazemos o que fazemos? é uma obra do filósofo, escritor e professor Mário Sergio Cortella, publicada em 2016 pela editora Planeta do Brasil. O livro é um manual para quem busca compreender as motivações, os desafios e os propósitos do trabalho na vida contemporânea. Dividido em vinte capítulos, o autor aborda questões como a importância de ter uma vida com sentido, a ética, os valores, a lealdade, a liderança, a criatividade, a inovação, a felicidade e a realização profissional.

O livro não tem um enredo ou personagens principais, mas sim uma série de reflexões e provocações que estimulam o leitor a pensar sobre o seu papel no mundo do trabalho e na sociedade. O autor utiliza exemplos, citações, dados, fatos históricos e experiências pessoais para ilustrar seus argumentos e questionamentos. O livro é escrito em uma linguagem clara, acessível e envolvente, que convida o leitor a participar do diálogo proposto pelo autor.

O livro tem como símbolo a imagem de uma ampulheta, que representa o tempo, um dos elementos centrais da obra. O autor discute como o tempo é um recurso escasso, valioso e irrecuperável, que deve ser usado com sabedoria e responsabilidade. O autor também enfatiza que o tempo é relativo, dependendo da percepção e da situação de cada um. O autor propõe que o leitor faça uma reflexão sobre o seu tempo de vida, o seu tempo de trabalho e o seu tempo de lazer, e como esses tempos se relacionam e se equilibram.

A mensagem principal do livro é que o trabalho é uma dimensão fundamental da existência humana, que pode ser fonte de prazer, de sofrimento, de aprendizado, de transformação, de contribuição, de frustração ou de realização, dependendo das escolhas, das atitudes, dos valores e dos propósitos de cada um. O autor defende que o trabalho deve ser feito com paixão, com significado, com competência, com ética e com coragem, e que o trabalho deve estar alinhado com os projetos de vida pessoal e coletivo.

O livro traz vários ensinamentos para o leitor, entre eles:

  • O trabalho não é apenas uma forma de sobrevivência, mas também uma forma de expressão, de criação, de cooperação e de intervenção no mundo.
  • O trabalho não é apenas uma obrigação, mas também uma oportunidade, um desafio, um estímulo e uma realização.
  • O trabalho não é apenas uma fonte de renda, mas também uma fonte de dignidade, de identidade, de reconhecimento e de pertencimento.
  • O trabalho não é apenas um meio, mas também um fim, um sentido, um propósito e uma missão.
  • O trabalho não é apenas um fator de produção, mas também um fator de educação, de cultura, de cidadania e de humanização.

O autor do livro, Mário Sergio Cortella, é um renomado filósofo, escritor e professor brasileiro, que nasceu em Londrina, no Paraná, em 1954. É formado em Filosofia pela Faculdade Nossa Senhora Medianeira, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP, onde foi professor titular do Departamento de Teologia e Ciências da Religião e de pós-graduação em Educação. Foi secretário Municipal de Educação de São Paulo na gestão de Luiza Erundina, entre 1991 e 1992, e é professor-convidado da Fundação Dom Cabral desde 1997. É autor de vários livros, entre os quais se destacam: Não nascemos prontos!, Não espere pelo epitáfio, Ética e vergonha na cara, A era da curadoria, entre outros. É também palestrante, comentarista, entrevistador e apresentador de programas de rádio e televisão.

O livro Por que fazemos o que fazemos? se insere na linha de pensamento do autor, que busca analisar os dilemas, as angústias, as aspirações e as potencialidades do ser humano na sociedade contemporânea, com ênfase na dimensão ética, política, educacional e existencial. O livro dialoga com outras obras do autor, que também abordam temas como a felicidade, a motivação, a liderança, a inovação, a criatividade, a espiritualidade, a cidadania, a cultura, a diversidade, a tolerância, entre outros. O livro também dialoga com outros autores e pensadores, que o autor cita e referencia ao longo da obra, como Paulo Freire, Sócrates, Platão, Aristóteles, Kant, Nietzsche, Freud, Jung, Sartre, Camus, Fromm, Frankl, Bauman, Morin, entre outros.

A crítica que se pode fazer ao livro é que ele é mais uma obra de divulgação e de popularização do que de aprofundamento e de originalidade. O livro não apresenta uma tese ou uma teoria nova, mas sim uma compilação e uma síntese de ideias e de conceitos já existentes na filosofia, na psicologia, na sociologia, na economia, na história e na educação. O livro também não apresenta uma metodologia ou uma pesquisa rigorosa, mas sim uma argumentação e uma ilustração baseadas na experiência, na intuição, na opinião e na citação do autor. O livro também não apresenta uma crítica ou uma proposta radical, mas sim uma reflexão e uma orientação moderada, equilibrada, conciliadora e otimista.

No entanto, o livro também tem seus méritos e suas virtudes, que são:

  • O livro é uma obra de fácil leitura, de linguagem clara, de estilo envolvente, de humor inteligente e de sensibilidade humana.
  • O livro é uma obra de grande alcance, de interesse geral, de relevância social, de atualidade temática e de utilidade prática.
  • O livro é uma obra de estímulo ao pensamento, de provocação ao questionamento, de convite ao diálogo e de incentivo à ação.
  • O livro é uma obra de valorização do trabalho, de resgate do sentido, de busca do propósito e de celebração da vida.

Portanto, o livro Por que fazemos o que fazemos? é uma obra que merece ser lida, discutida, compartilhada e aplicada por todos aqueles que desejam compreender melhor o seu papel no mundo do trabalho e na sociedade, e que desejam viver com mais paixão, com mais significado, com mais competência, com mais ética e com mais coragem.

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