[RESENHA #907] Para o inferno com a correria: os benefícios das interações em um mundo de desconfiança, de Jefferson Bethke

Esse é o seu chamado para resistir à cultura da correria e adotar a calmaria de Jesus.

Nossa cultura, constantemente exige de nós as seguintes coisas: fazer mais, realizar mais, comprar mais, postar mais, ser mais. Ao seguir tais demandas, aos poucos nos tornamos mais: ansiosos, exaustos, magoados, depressivos e frenéticos. O que estamos fazendo não está funcionando! Em uma sociedade onde a correria é o esperado, a ocupação é o normal e a informação se sobressai, esquecemos os fundamentos que nos tornam humanos, ancoram nossas vidas e fornecem um sentido.

Jefferson Bethke, autor best-seller e popular no YouTube, conviveu com a correria e entende que devemos parar de fazer e começar a ser. Esse livro nos ensina: • Como estabelecer limites de forma proativa em nossas vidas. • Como se sentir à vontade com a obscuridade • As melhores estratégias para revidar as demandas da vida contemporânea • A importância de aceitar o silêncio e a solidão • Como lidar com os fatores estressantes que a vida nos oferece. Esse livro é recomendado para todos que: • Se sentem sobrecarregados pelas demandas do trabalho, família e de sua comunidade • Anseiam pela conexão e aproveitar os momentos com sua família • Estão cansadas de se sentirem ansiosas, solitárias e esgotadas mentalmente.

RESENHA

O livro Para o inferno com a correria: os benefícios das interações em um mundo de desconfiança, de Jefferson Bethke, é uma obra que propõe uma reflexão sobre os efeitos negativos da cultura da produtividade e da pressão social sobre a saúde mental e espiritual das pessoas. O autor, que é um cristão norte-americano, compartilha sua experiência pessoal de como se libertou da correria e encontrou a paz em Jesus Cristo.

O livro foi publicado em português pela editora Alta Life em 25 de março de 2023, sendo uma tradução de Luciana Palhanos do original em inglês To Hell With the Hustle: Reclaiming Your Life in an Overworked, Overspent, and Overconnected World, lançado em 2019 pela editora Thomas Nelson. O livro faz parte de uma série de obras do autor que abordam temas como religião, família, propósito e sociedade.

O contexto histórico, cultural, político e social em que o livro foi escrito é marcado por uma crescente insatisfação e angústia das pessoas com o ritmo acelerado e competitivo da vida moderna, que gera estresse, ansiedade, depressão e solidão. Ao mesmo tempo, há uma busca por alternativas que ofereçam mais sentido, equilíbrio e felicidade, como o minimalismo, o slow living, o mindfulness e a espiritualidade.

O livro traz alguns fatos e curiosidades históricas que ilustram como a correria se tornou um valor dominante na sociedade ocidental, como a invenção do relógio, a revolução industrial, o consumismo, a tecnologia e as redes sociais. O autor também cita exemplos de personalidades históricas e contemporâneas que resistiram à correria e optaram por um estilo de vida mais simples e consciente, como Jesus, Gandhi, Martin Luther King Jr., Madre Teresa de Calcutá, Steve Jobs e Bill Gates.

Um dos trechos do livro que resume a mensagem principal do autor é o seguinte:

“Não se trata de fazer menos, mas de ser mais. Não se trata de ter menos, mas de amar mais. Não se trata de evitar o trabalho, mas de encontrar o propósito. Não se trata de fugir do mundo, mas de transformá-lo. Não se trata de seguir a multidão, mas de seguir a Cristo.” (p. 17)

A resenha crítica acerca da obra é a seguinte:

O livro de Jefferson Bethke é uma obra provocativa e inspiradora, que convida o leitor a questionar os valores e as práticas que regem sua vida e a buscar uma mudança radical de perspectiva e de comportamento. O autor usa uma linguagem simples, direta e envolvente, misturando relatos pessoais, dados científicos, citações bíblicas e históricas, e conselhos práticos. O livro é dividido em duas partes: a primeira expõe os problemas e as consequências da correria, e a segunda apresenta as soluções e os benefícios da calmaria.

O livro tem o mérito de abordar um tema relevante e atual, que afeta a maioria das pessoas na sociedade contemporânea, e de oferecer uma visão cristã e contracultural sobre o assunto. O autor defende que a correria é uma forma de idolatria, que nos afasta de Deus, de nós mesmos, dos outros e da criação, e que a calmaria é uma forma de adoração, que nos aproxima de Deus, de nós mesmos, dos outros e da criação. O autor também propõe que a calmaria não é uma questão de quantidade, mas de qualidade, e que não depende das circunstâncias externas, mas das escolhas internas.

O livro, porém, também apresenta algumas limitações e pontos fracos, que podem comprometer sua credibilidade e sua eficácia. O autor, por vezes, usa generalizações e simplificações excessivas, que podem ignorar ou desconsiderar a complexidade e a diversidade da realidade. O autor, por vezes, também usa argumentos e exemplos que podem ser questionados ou contestados, que podem revelar uma visão parcial ou tendenciosa da história e da sociedade. O autor, por vezes, ainda usa um tom moralista e dogmático, que pode soar arrogante ou intolerante, que pode afastar ou ofender alguns leitores.

O livro, portanto, é uma obra que pode ser lida com interesse e proveito, mas também com discernimento e crítica, por aqueles que desejam refletir sobre o sentido e o propósito de sua vida, e que estão dispostos a enfrentar os desafios e as oportunidades de viver de forma mais calma e mais cristã em um mundo de correria e de desconfiança.

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