[RESENHA #902] Por que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor, de Alan e Bárbara Pease

"Este livro é leitura obrigatória para todos os homens e mulheres que se amam, se odeiam ou simplesmente convivem. Você vai aprender sobre si, sobre o sexo oposto e como melhorar seus relacionamentos." - Dr. Denis Waitley, autor de Impérios da Mente Neste livro você vai conhecer os importantes avanços da ciência da evolução humana e como suas descobertas se aplicam ao relacionamento entre homens e mulheres. Serão apresentadas algumas conclusões perturbadoras e controvérsias vão surgir, mas vamos nos reconhecer, entender melhor muitas coisas e, certamente, aprender a conviver melhor. Você vai saber, entre outras coisas: - Por que as mulheres se desesperam com o silêncio dos homens - Por que os homens não devem mentir para as mulheres - Por que as mulheres são mais fiéis do que os homens - Por que os homens monopolizam o controle remoto - Por que as mulheres têm dificuldade de estacionar junto à calçada - Por que os homens detestam críticas - Por que quando estressados os homens se calam e as mulheres falam tanto.

RESENHA

O livro Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor, dos autores Allan e Barbara Pease, é uma obra que explora as diferenças entre os modos de pensar e agir de homens e mulheres, baseando-se em pesquisas científicas sobre o cérebro, a biologia evolutiva e a psicologia. Publicado originalmente em 1999, com o título Why Men Don’t Listen and Women Can’t Read Maps, o livro foi traduzido para mais de 50 idiomas e se tornou um best-seller mundial, com mais de 10 milhões de exemplares vendidos.

O livro se divide em quatro partes: a primeira trata das origens evolutivas das diferenças entre os sexos, mostrando como os papéis de caçador e coletora moldaram o comportamento e as habilidades de homens e mulheres ao longo da história. A segunda parte aborda as diferenças estruturais e funcionais entre os cérebros masculino e feminino, explicando como eles influenciam a forma de se comunicar, de resolver problemas, de lidar com o estresse e de expressar emoções. A terceira parte analisa as diferenças entre os hormônios, os genes e os cromossomos que determinam o sexo biológico e as características físicas e psicológicas de cada um. A quarta e última parte discute as implicações práticas dessas diferenças para o relacionamento entre homens e mulheres, seja no âmbito pessoal, familiar, profissional ou social.

O livro é escrito em uma linguagem simples, acessível e bem-humorada, com exemplos cotidianos, ilustrações, gráficos e testes que facilitam a compreensão e o interesse do leitor. Os autores também apresentam dicas e sugestões de como melhorar a comunicação e a convivência entre os sexos, respeitando e valorizando as diferenças. O livro não pretende ser um manual de autoajuda, mas sim um instrumento de diálogo e de reflexão sobre as questões de gênero que afetam a todos.

O livro pode ser considerado uma obra pioneira e relevante, pois aborda um tema que ainda é tabu e polêmico em muitas sociedades, que é a diversidade entre homens e mulheres. O livro também contribui para desmistificar alguns estereótipos e preconceitos que prejudicam a igualdade de oportunidades e de direitos entre os sexos. No entanto, o livro também pode ser criticado por alguns aspectos, como a generalização de algumas afirmações, a falta de contextualização histórica e cultural de algumas pesquisas, a simplificação de alguns conceitos científicos e a tendência a reforçar alguns clichês e estigmas sobre o comportamento masculino e feminino. O livro também pode ser visto como datado, pois não contempla as mudanças sociais e culturais que ocorreram nas últimas décadas, que afetaram a forma de se relacionar e de se identificar de homens e mulheres.

Em suma, o livro Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor, de Allan e Barbara Pease, é uma obra que propõe uma visão científica e bem-humorada das diferenças entre os sexos, que pode ser útil e interessante para quem busca entender melhor a si mesmo e ao outro, mas que também pode ser questionada e complementada por outras perspectivas e fontes de conhecimento.

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