[RESENHA #901] Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus: Um guia prático para melhorar a comunicação e conseguir o que você quer nos seus relacionamentos, de John Gray

O livro de relacionamentos mais famoso e confiável de todos os tempos ganha nova edição. Era uma vez um marciano e uma venusiana que se encontraram, se apaixonaram e viveram bem, porque respeitavam suas peculiaridades. Um belo dia, eles desembarcaram na Terra e foram acometidos de forte amnésia: esqueceram que vinham de planetas diferentes e começaram a se desentender. Usando essa metáfora para ilustrar os conflitos que normalmente ocorrem entre homens e mulheres, John Gray explica como as divergências podem surgir entre os sexos, impedindo o florescimento de relações saudáveis e duradouras. Apoiando-se em muitos anos de bem-sucedido aconselhamento a casais, Gray mostra como se deve agir para neutralizar a discrepância nos estilos de comunicação, necessidades emocionais e formas de comportamento. Como fazer, enfim, quando se tem como meta promover um maior entendimento entre parceiros amorosos. Homens são de Marte, mulheres são de Vênus é um requisito indispensável para quem queira atingir um grau mais profundo de intimidade e uma compreensão mais plena de seu companheiro. Um guia que aposta realmente no final feliz.

RESENHA

O livro Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus, do terapeuta norte-americano John Gray, é um dos maiores best-sellers sobre relacionamentos amorosos de todos os tempos. Publicado originalmente em 1992, o livro foi traduzido para mais de 45 idiomas e vendeu mais de 50 milhões de exemplares em todo o mundo. No Brasil, a primeira edição foi lançada em 1995 pela editora Rocco, que relançou o livro em 2015 com uma nova capa e um prefácio atualizado do autor.

O livro parte da metáfora de que homens e mulheres são de planetas diferentes, com culturas, hábitos e linguagens distintas, e que precisam aprender a se comunicar e a se compreender melhor para terem relacionamentos saudáveis e duradouros. O autor usa sua experiência como conselheiro de casais para apresentar as principais diferenças entre os sexos, como as formas de expressar amor, lidar com o estresse, resolver conflitos, pedir ajuda, oferecer apoio, entre outras. Cada capítulo aborda um aspecto específico do relacionamento, com exemplos práticos, dicas e exercícios para os leitores aplicarem em suas vidas.

O livro é uma obra de autoajuda, que tem como objetivo ajudar os casais a melhorarem a comunicação e a conseguirem o que querem nos seus relacionamentos. O autor não pretende fazer uma análise científica ou sociológica das diferenças entre homens e mulheres, mas sim oferecer uma visão simplificada e generalizada, baseada em sua observação clínica e em sua própria experiência pessoal. O livro não leva em conta as variações individuais, culturais, históricas e sociais que podem influenciar o comportamento e as expectativas de cada pessoa em um relacionamento. O livro também não aborda questões como diversidade sexual, violência doméstica, infidelidade, separação, entre outras.

O livro pode ser considerado um clássico da literatura de autoajuda, que teve um grande impacto na cultura popular e na forma como as pessoas pensam sobre os relacionamentos amorosos. O livro foi elogiado por muitos leitores, que afirmaram que o livro os ajudou a entender melhor seus parceiros e a melhorar a qualidade de seus relacionamentos. O livro também foi criticado por alguns especialistas, que apontaram que o livro é baseado em estereótipos de gênero, que reforçam a ideia de que homens e mulheres são essencialmente diferentes e opostos, e que ignoram a complexidade e a diversidade das relações humanas. O livro também foi acusado de ser simplista, superficial, repetitivo e até mesmo machista, por defender que as mulheres devem se adaptar aos homens e aceitar suas limitações.

Em suma, o livro Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus é um livro que pode ser útil para quem busca uma orientação prática e simples para melhorar a comunicação e a harmonia nos relacionamentos amorosos, mas que deve ser lido com cautela e senso crítico, pois não abrange todas as nuances e desafios que envolvem as relações entre homens e mulheres. O livro é uma obra que reflete o contexto histórico, cultural, político e social em que foi escrito, e que pode ser questionado e atualizado à luz das transformações que ocorreram desde então.

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