[RESENHA #859] A descoberta do mundo, de Clarice Lispector


As crônicas de Clarice Lispector publicadas no Jornal do Brasil de 1967 a 1973 nos permitem compreender melhor a escritura desta que se consagrou como uma das maiores escritoras do Brasil. Se nos contos e romances o mistério de uma narrativa envolve o leitor num processo quase que iniciático, nas crônicas esse mistério vai aos poucos sendo desvendado, revelando o mundo pessoal e subjetivo da autora enigmática que viveu no Leme, próximo às areias e ao mar de Copacabana, que tanto apreciava.

RESENHA

“A Descoberta do Mundo” é uma coletânea de crônicas escritas por Clarice Lispector e publicada originalmente em 1984. O livro reúne 468 crônicas publicadas na coluna semanal que a autora mantinha no Jornal do Brasil, entre 1967 e 1973. A obra aborda temas diversos, sob o impacto de quem observa o mundo pela primeira vez - a descoberta.

Clarice Lispector é uma das mais importantes escritoras brasileiras do século XX. Nascida na Ucrânia em 1920, ela chegou ao Brasil com a família ainda criança, fugindo da perseguição aos judeus na Europa. Lispector é autora de obras como “A Hora da Estrela”, “Perto do Coração Selvagem” e “Laços de Família”.

“A Descoberta do Mundo” é uma obra que apresenta uma visão única e sensível do mundo, com reflexões profundas sobre a vida, a existência e a alma humana. A autora faz referências a outras obras literárias, como “O Pássaro da Manhã”, e aborda temas como a descoberta do amor e da vida. A obra é um retrato da autora em sua essência reflexiva, preocupada com a essência da alma humana e com a troca profunda com o leitor.

Não há uma lista de personagens na obra, pois se trata de uma coletânea de crônicas. A importância e relevância cultural da obra se dá pela qualidade literária e pela sinceridade da autora. A obra fornece ensinamentos e aprendizados sobre a vida, a existência e a alma humana, e é uma leitura recomendada para todos aqueles que buscam uma visão única e sensível do mundo.

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