[RESENHA #777] O homem do terno marron, de Agatha Christie


“(...) escrito com verve e humor.” The Observer A jovem e bela Anne vai a Londres atrás de aventuras – e as encontra no local mais corriqueiro possível: a estação de metrô Hyde Park Corner. Ela está na plataforma quando um sujeito magro, com cheiro de naftalina, se desequilibra e cai nos trilhos, morrendo eletrocutado. O veredito da Scotland Yard é de morte acidental. Mas Anne não está convencida. Afinal, quem era o homem do terno marrom que examinou o corpo? E por que ele saiu correndo, deixando atrás de si uma mensagem enigmática? Publicado originalmente em 1924, este romance de mistério que mistura thriller, espionagem e paisagens africanas é um dos preferidos dos fãs de Agatha Christie."

RESENHA

O Homem do Terno Marrom é um romance policial de Agatha Christie, publicado em 1924. A obra é uma das primeiras da autora, que se tornaria famosa por seus mistérios envolvendo o detetive belga Hercule Poirot e a simpática Miss Marple. Neste livro, porém, os protagonistas são a jovem Anne Beddingfeld, que sonha com aventuras, e o misterioso Coronel Race, um agente secreto do governo britânico.

A história começa quando Anne presencia a morte de um homem na estação de metrô de Londres, e encontra um bilhete com uma estranha mensagem: "17.1 22 Kilmorden Castle". Curiosa, ela decide investigar o caso, que a leva a uma viagem de navio para a África do Sul, onde se envolve com uma quadrilha de criminosos liderada pelo temido "Coronel", que planeja um golpe milionário envolvendo diamantes. No meio do caminho, ela conhece o Coronel Race, que também está atrás do "Coronel", e se apaixona por ele. Juntos, eles enfrentam perigos, traições e reviravoltas, até chegarem à surpreendente revelação da identidade do homem do terno marrom.

O livro é um exemplo do estilo de Agatha Christie, que mistura romance, aventura, humor e suspense, com uma narrativa ágil e envolvente. A autora cria personagens carismáticos e bem construídos, que cativam o leitor e o fazem torcer por eles. Anne é uma heroína moderna, inteligente, corajosa e independente, que não se conforma com a vida monótona e busca emoções. Race é um herói charmoso, elegante e misterioso, que esconde um passado trágico. Os vilões são cruéis, astutos e implacáveis, mas também têm suas fraquezas e motivações. O livro também traz uma rica descrição dos cenários, que vão desde a Londres dos anos 20 até as paisagens exóticas da África, passando pelo luxuoso navio Kilmorden Castle.

O livro ensina ao leitor sobre a importância de seguir seus sonhos, de ter coragem e determinação, de confiar em sua intuição e de não julgar as pessoas pela aparência. Também mostra a complexidade da natureza humana, que pode ser capaz tanto do bem quanto do mal, e que nem sempre é fácil de desvendar. O livro também reflete o contexto histórico e social da época em que foi escrito, retratando aspectos como o colonialismo, o racismo, o machismo, a guerra e a política.

Algumas citações marcantes do livro são:

- "A vida é uma aventura, e não há nada de errado em arriscar tudo por ela." (Anne)

- "Não há nada mais enganoso do que um fato óbvio." (Race)

- "O amor é uma coisa estranha. Não se pode explicá-lo. Não se pode controlá-lo. Às vezes, ele vem como um raio. Outras vezes, ele cresce lentamente, dia após dia." (Anne)

- "O crime é uma arte, e como todas as artes, requer um talento especial, certa quantidade de coragem, uma audácia imaginativa." (O Coronel)

O livro é uma obra de grande importância e relevância cultural, pois é um dos primeiros romances policiais de Agatha Christie, que se tornaria uma das maiores escritoras do gênero, influenciando gerações de autores e leitores. O livro também é um dos poucos que apresenta o personagem do Coronel Race, que reapareceria em outras obras da autora, como Morte no Nilo e Cartas na Mesa. O livro também foi adaptado para o cinema, em 1989, com o título de The Man in the Brown Suit, estrelado por Stephanie Zimbalist e Edward Woodward.

Agatha Christie nasceu em 1890, na Inglaterra, e desde cedo demonstrou interesse pela literatura. Casou-se duas vezes, teve uma filha, e viajou pelo mundo com seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan. Escreveu mais de 80 livros, entre romances, contos, peças de teatro e poemas, sendo a maior escritora policial de todos os tempos, com mais de 4 bilhões de cópias vendidas. Foi condecorada pela rainha Elizabeth II com o título de Dama do Império Britânico, em 1971. Morreu em 1976, aos 85 anos, deixando um legado de obras que continuam a encantar e intrigar milhões de leitores pelo mundo.

O Homem do Terno Marrom é um livro que merece ser lido por todos os fãs de Agatha Christie, e por todos os que apreciam uma boa história de mistério, romance e aventura. É um livro que prende a atenção do início ao fim, que surpreende com suas reviravoltas, que diverte com seu humor, que emociona com seu romance, e que fascina com sua imaginação. É um livro que prova que Agatha Christie é, sem dúvida, a rainha do crime.

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