[RESENHA #774] O assassinato no expresso oriente, de Agatha Christie

Neste clássico da literatura, e um dos mistérios mais famosos da Rainha do Crime, Hercule Poirot precisa descobrir quem está por trás do assassinato no Expresso do Oriente – e o culpado está entre os passageiros do trem.

Em meio a uma viagem, Hercule Poirot é surpreendido por um telegrama solicitando seu retorno a Londres. Então, o famoso detetive belga embarca no Expresso do Oriente, que está inesperadamente cheio para aquela época do ano. Pouco tempo após a meia-noite, o excesso de neve nos trilhos obriga o trem a parar. Na manhã seguinte, o corpo de um dos passageiros é encontrado, golpeado por múltiplas facadas. Isolados, e com um assassino entre eles, a única solução é que Poirot inicie uma investigação para descobrir quem é o criminoso ― antes que ele faça mais uma vítima. 

O livro é parte das novas edições de luxo de Agatha Christie da HarperCollins, com novas traduções, capa dura e detalhes sobre a obra ao final da história. Você vai se surpreender a cada plot twist.

RESENHA

O assassinato no expresso oriente, de Agatha Christie, é um clássico do romance policial que envolve o leitor em um mistério intrigante e surpreendente. Publicado em 1934, o livro é inspirado em um caso real de sequestro e assassinato que chocou os Estados Unidos na década de 1930, e também em uma experiência pessoal da autora, que ficou presa em um trem por causa de uma nevasca.

A história é protagonizada pelo famoso detetive belga Hercule Poirot, que embarca no luxuoso trem Expresso do Oriente, que liga Paris a Istambul, para resolver um caso urgente em Londres. No entanto, sua viagem é interrompida quando o trem fica parado na Iugoslávia por causa de uma forte tempestade de neve, e um dos passageiros é encontrado morto em sua cabine, com doze facadas. Poirot é então encarregado de investigar o crime e descobrir quem é o assassino, que só pode estar entre os demais ocupantes do trem.

O livro é dividido em três partes: os fatos, os depoimentos e a solução. Na primeira parte, somos apresentados aos personagens e ao cenário do crime. Na segunda parte, acompanhamos as entrevistas que Poirot faz com cada um dos suspeitos, buscando pistas e contradições em seus relatos. Na terceira parte, Poirot revela sua genial dedução e explica como chegou à identidade do assassino, em um desfecho que desafia as expectativas do leitor.

O estilo de Agatha Christie é ágil, envolvente e cheio de detalhes. A autora cria uma atmosfera de suspense e tensão, que mantém o interesse do leitor até o final. Os personagens são bem construídos e diversificados, representando diferentes nacionalidades, classes sociais e personalidades. Poirot é um personagem carismático e inteligente, que usa sua lógica e sua observação para solucionar os casos mais complexos. Ele é o narrador da maior parte da história, mas também há trechos narrados em terceira pessoa, que mostram o ponto de vista de outros personagens.

O livro traz alguns ensinamentos sobre a natureza humana, a justiça e a moralidade. O caso envolve questões éticas e emocionais, que colocam o leitor diante de um dilema: até que ponto vale a pena vingar-se de um crime hediondo? Qual é o papel da lei e da ordem em uma situação extrema? Como lidar com a culpa e o perdão? O livro também reflete sobre a diversidade cultural e os preconceitos que existem entre as pessoas de diferentes países e origens.

Algumas citações marcantes do livro são:

  • "O impossível não pode ter acontecido, portanto o impossível deve ser possível, por mais improvável que seja." (Poirot)
  • "A verdade, por mais feia que seja em si mesma, é sempre curiosa e bela para os que a buscam." (Poirot)
  • "O mal nunca vai embora sem deixar um rastro." (Poirot)
  • "Não há nada mais enganoso do que um fato óbvio." (Poirot)

O livro se passa em um período histórico marcado por conflitos políticos e sociais na Europa e no mundo, entre as duas guerras mundiais. O Expresso do Oriente era um símbolo de luxo e sofisticação, que atraía viajantes ricos e famosos. O livro retrata o contraste entre a elegância e o glamour do trem e a violência e o horror do crime.

O livro tem uma grande importância e relevância cultural, sendo considerado um dos melhores e mais populares da autora e do gênero policial. O livro foi adaptado várias vezes para o cinema, o teatro e a televisão, com diferentes elencos e interpretações. O livro também influenciou outras obras literárias e artísticas, que se inspiraram em seu enredo e em seus personagens.

A autora, Agatha Christie, foi uma das maiores escritoras de todos os tempos, tendo vendido mais de quatro bilhões de livros em todo o mundo. Ela nasceu em 1890, na Inglaterra, e começou a escrever histórias de mistério em 1920, com o livro O misterioso caso de Styles, que introduziu o personagem de Poirot. Ela escreveu mais de 80 livros, alguns sob o pseudônimo de Mary Westmacott, e 17 peças teatrais. Ela foi condecorada pela rainha Elizabeth II com o título de Dama do Império Britânico, em 1971. Ela morreu em 1976, aos 85 anos.

Em conclusão, O assassinato no expresso oriente é um livro imperdível para os fãs de literatura policial e para os admiradores de Agatha Christie. É uma obra que combina suspense, mistério e reflexão, com uma trama bem elaborada e um final surpreendente. É um livro que desafia a inteligência e a sensibilidade do leitor, e que proporciona uma leitura envolvente e prazerosa.

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