Desvendando a alma de 'Eu me amo (eu acho)': uma conversa com a escritora Sabrina Guzzon


Em "Eu me amo (eu acho)", a escritora e publicitária Sabrina Guzzon (@sabrinaguzzon) mergulha nas profundezas da autoficção para narrar histórias de desamor. Publicada pela Editora Paraquedas (@editoraparaquedas), a obra revela comportamentos masculinos problemáticos e aborda o impacto do  abuso na autoestima da protagonista. Sabrina não teme expor fragilidades, construindo uma narrativa autêntica e apaixonada que explora cenários cinematográficos e aventuras amorosas, marcando sua presença como uma voz única no universo literário.


Residente em São Paulo, Sabrina encontra na escrita um espaço de reflexão e cura. O encontro com a autoficção, após uma oficina com Tati Bernardi, inspirou "Eu me amo (eu acho)", seu quarto livro. Apaixonada por contar histórias, Sabrina abraça a crueldade da realidade em sua escrita direta, refletindo sua busca por verdade e autenticidade. O livro, iniciado durante a pandemia, é fruto de um processo profundo de reflexão, autoconhecimento e cura, destacando a escrita como uma poderosa forma de expressão para a autora.


Mãe da Maria Flor e do Antonio, suas “maiores obras” segundo ela mesma, Sabrina já lançou três livros, sendo dois independentes e um com selo da Ed. Giostri. Apaixonada por ouvir pessoas e suas histórias, ela se autodefine como uma estudante da vida cotidiana e uma aprendiz de si própria. Sua trajetória na escrita começou com a poesia na infância, mas foi na busca pela realidade, nos fatos sem enrolação e na escrita direta que encontrou seu verdadeiro espaço. 

Confira uma entrevista com a autora.


Se você pudesse resumir os temas centrais do livro, quais seriam? 

Autoestima, superação, abuso. Eles fazem parte da minha história e evolução pessoal.

O que motivou a escrita do livro? Como foi o processo de escrita?

Quero viver disso um dia. Para isso, preciso treinar e aprender. Acredito que preciso me testar.  Comecei esse livro na pandemia - 2020 e terminei este ano. Foi um longo processo de reflexão, autoconhecimento e cura. Acredito muito na escrita como um ambiente de cura pessoal também. A escrita me faz bem. Tenho dificuldade para falar as coisas, muitas vezes. Acabo encontrando na escrita um jeito de colocar minhas histórias para fora.


Quais são as principais influências literárias? Suas e da obra diretamente.

De forma geral, Isabel Allende é minha principal influência. Mas para escrever “Eu me amo (eu acho)” um livro me influenciou bastante:. "Depois a louca sou eu", de Tati Bernardi.


Escreve desde quando? Como começou a escrever?

Escrevo poesias desde criança e até hoje não aprendi a fazer poesia direito. Já tentei escrever de tudo. Inventar histórias. Mas também não sou tão boa no ato de inventar. Gosto da cruel realidade. Dos fatos sem enrolação. Da escrita direta. Me encontrei na autoficção depois de ter feito um mini curso com Tati Bernardi há alguns anos atrás.


Como você definiria seu estilo de escrita?

Eu gosto de me despir por meio da escrita. Uma escrita completamente nua.


Como é o seu processo?

A escrita é necessária no meu cotidiano. É meu momento de relaxamento. É meu depósito de ideias e a forma que tenho de me reconstruir. Eu me sento em qualquer lugar e escrevo. O mundo se fecha, não importa onde eu esteja. Ficamos a sós. Eu e a escrita.

Como ritual, apenas gosto de uma cachaça para acompanhar de vez em quando. Ajuda a atrair os bons e maus espíritos.


Quais são os seus projetos atuais de escrita? O que vem por aí?

Tudo que a vida me reservar.

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