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companhia das letras

CRÍTICA: Alguém tem que ceder, 2003

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

/ by Vitor Zindacta

SINOPSEHarry Sanborn (Jack Nicholson) é um executivo que trabalha no ramo da música e que namora Marin (Amanda Peet), que tem idade para ser sua filha. Harry e Marin decidem ir até a casa de praia da mãe dela, Erica (Diane Keaton), para visitá-la. Lá Harry sofre uma parada cardíaca, ficando sob os cuidados de Erica e de Julian (Keanu Reeves), um jovem médico local. Aos poucos Harry percebe que está se interessando cada vez mais por Erica, mas tenta esconder seus sentimentos. Julian também sente atração por ela, tornando-se um rival de Harry.


Este filme possui um significado além do proposto para mim, afinal, eu o descobri em 2009, num filme aleatório em algum canal do qual não me lembro na tevê, foi tudo pelo tédio. Naquele dia eu estava me recuperando de um fracasso em relação à minha vida amorosa, eu realmente havia desistido de tudo e todos (ou foi o inverso?). Lá estava ela, Diane Keaton, a quem eu assistia me espelhando em cada detalhe, até que tudo mudou, o roteiro me penetrou de uma forma que eu sinceramente não esperava, não esperava chorar com o roteiro e muito menos me ver tão delineado em uma sequência de cenas como me ocorreu.

Alguém tem que ceder narra a vida de duas pessoas da terceira idade com vidas completamente diferentes e com um ritmo incomum em relação ao outro, porém, que acabam se encontrando. De um lado, temos Erica (Diane Keaton), uma renomada escritora de peças de teatro, divorciada, trabalha com o ex-marido que é responsável por dirigir suas peças nos teatros e trabalha 90% do tempo escrevendo em sua casa de campo em Hampton. Do outro, temos Harry Sanborn, um velho rico considerado por todos um partidão, um solteirão da terceira idade por nunca ter se casado e por não se relacionar com mulheres com mais de trinta anos. Harry, conhece a filha de Érica, Marin (Amanda Peet) e acaba indo com ela até à casa de campo de Erica para passar o final de semana, porém, tudo muda quando Érica decide aparecer de surpresa na casa de campo com sua irmã, causando um estresse mútuo, o que em determinado momento, leva Harry à um princípio de infarto, a partir dai, Hanry precisa ficar sobre os cuidados de Érica para ficar próximo do hospital, e tudo se desenvolve a partir deste ponto.


Eu adoro analisar este roteiro, acho incrível como ele foi tão bem elaborado e desenvolvido quando falamos de acasos e de vida. Érica é uma escritora divorciada que nunca mais se relacionou com mais ninguém, encontra-se na fase mais rígida de sua vida consigo mesmo em relação à rotina, e pra superar o casamento, dedicou-se à estudar idiomas, escrever peças e acabou acumulando capital e uma série de conhecimentos aos quais não se dedicava dentro do casamento, isso à tornou extremamente produtiva, e claro, muito mais atraente aos olhos dos demais homens do filme, uma vez que ela mostrava-se inteiramente realizada consigo mesmo, exceto, claro, no campo sentimental. Harry, por outro lado, coleciona uma série de cartões e números de mulheres lindas e jovens, torna-se dependente, por um tempo, da fama de garanhão, isso o prende em seu mundo e o impede de progredir na realidade com pessoas que realmente valham a pena, porém, tudo isso muda quando Érica é introduzida em seu caminho, e como ele mesmo diz: os assuntos começam a ficar complicados, uma vez que ambos, praticamente na mesma faixa etária, começam a participar entre si de diálogos de experiências de vida e vivências em comum, à se completarem de um jeito ou de outro. A forma como Érica e Marin lidam com a situação de que ambas estavam, até certo ponto, afim do mesmo homem foi algo tão espontâneo e lindo de se observar que seria difícil colocar em palavras todo misto de emoções que se formam em torno da casa de campo e toda energia ali fluente.

O enredo em sua totalidade nos mostra que nunca é tarde para encontrar o amor. O incrível de todo enredo é que temos quatro linhas que se cruzam para resolução do mesmo problema, sendo estas: 1º. Marin, a filha de Érica, encontra-se solteira e com uma vida extremamente agitada. Em dado momento, Marin encontra sua mãe chorando na escada da praia, e após uma conversa, percebemos que a filha era tão carente de atenção, carinho e romance como a mãe. A vida de Marin começa a mudar quando ela percebe que outros caminhos começaram à se abrir para ela e sua mãe. 2º. Érica, uma escritora divorciada que trabalha com o ex marido em suas peças está com cinquenta anos e vinte anos solteira, encontra em si a possibilidade de amar novamente, uma vez que estava cansada de observar que os homens em sua idade estavam mais interessados em se relacionar com mulheres mais jovens, como no caso de Henry. 3°. Henry encontra-se com 63 anos, um empresário de sucesso, dono do segundo maior selo de hip-hop do mundo, dando e recebendo diversas festas regrada de bebidas, charutos e mulheres jovens, porém, repleto de uma carência afetiva provocado pela ausência de compreensão e da diferença de idade entre ele e suas pretendentes joviais, porém, tudo isso muda quando ele começa a conhecer uma mulher, Érica, que o desafia à percorrer por longos e melhores caminhos acerca do amor e da maturidade. 4° Julian, o medico que torna-se responsável pelos exames de Henry durante sua estadia na casa e Érica, um médico de 36 anos, nunca casado e com uma vasta lista de mulheres interessadas em seu potencial de capital, este encontra-se apaixonado por Érica, 26 anos mais velha, e terá, através desta experiência a busca pela compreensão acerca dos motivos que regram uma relação e da experiência do amadurecimento em seus caminhos e escolhas.

Vale ressaltar que eu passei ANOS procurando este filme depois de tê-lo lembrado infinita vezes, até cogitei piratea-lo para assistir (não me orgulho, mas os caminhos eram escassos), até que eu o encontrei no catálogo da HBO MAX, no Brasil, com áudio e imagem impecáveis.

Alguns takes inesquecíveis desta obra prima :





























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