RESENHA: A firma, de John Grisham

Este foi o segundo livro que li de John Grisham, tendo sido o primeiro “tempo de matar”, lido em meados de 2012 através do kindle, em uma versão totalmente em inglês. Quando me foi ofertada a oportunidade de ler mais uma obra do autor, não perdi tempo, iniciei a leitura quase que de imediato, e prometo, claro, tentar de forma clara e minuciosa explicar os motivos pelos quais Grisham merece toda sua atenção e dedicação.

Lembro-me desta ser uma leitura indicada por uma professora, de acordo com ela, a obra foi lida pela mesma em sua classe de ensinos literários em 1995, uau. O livro narra a história de uma firma que é controlada por terceiros, estes, claro, transformam o enredo em algo fascinante de se ser observado, afinal, a partir deste ponto é que se desenvolve todo o clímax do enredo. O mais interessante nesta obra é a forma como o autor trabalha as descrições. Prédios, bebidas, comidas e etc. Não há descrições chulas e mal feitas como “caminhou pela calçada branca da avenida central”, não, não há. O autor trabalha narrando minucias do enredo, o que possibilita ao leitor entender claramente o cenário descrito, deixando assim a possibilidade imaginária clara e com poucas rotas. Tudo o que sabemos é que os clientes e envolvidos e forma terceirizada não possuem conhecimentos acerca das atividades exercidas pela empresa dentro de sua esfera particular. O trabalho, a casa e os afazeres andam de mãos dadas, de forma quase que siamesa.

Se você não pensa na morte, não aprecia a vida

A história é extremamente convincente, houve um período em que eu mesmo indaguei acerca do ocorrido: será que tudo realmente flui e acontece de tal forma, ou foi apenas a imaginação fértil de um autor que criou um universo paralelo às firmas de advocacia? Não sei, e talvez nunca venha a saber. Só há algo que me incomodou em toda a narrativa, sendo, por mais que o livro prenda o leitor, ele não é tão ávido quanto a outra obra que me dediquei a ler do autor, aqui as páginas e narrativas são demasiadamente longas, é um teste de paciência do leitor, onde devemos nos preocupar apenas em concentrar na narrativa e deixar tudo fluir, se não for assim, a leitura é facilmente abandonada. Mas quer um conselho? Seja bravo e tenha paciência, Grishan não dorme em serviço.

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Blogueiro, escritor, poeta, professor, ensaísta, cinéfilo, viajante e filantropo. Estudante de Ciências Sociais em busca de uma compreensão mais assertiva do nosso local em sociedade.

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