RESENHA: Marionete, por Daniel Cole

SINOPSE: Muitos meses depois, mas a detetive Emily Baxter ainda está desaparecida com cicatrizes no caso de boneco de pano e com o desaparecimento de seu amigo William Fawkes, ou Wolf.

Apesar da relutância em envolver outra investigação horrível, ela é convocada para uma reunião com o FBI e a CIA, onde é surpreendida com fotografias macabras de um corpo retificado em uma pose familiar, pendurada na ponte do Brooklyn, com uma palavra “isca” entalhada no peito.

Logo em seguida, uma nova vítima aumenta as condições idênticas. Só que, dessa vez, o corpo do assassino também foi encontrado na cena do crime, com a palavra “marionete” entalhada no tórax.

Quando uma pressão da mídia e a opinião pública se intensificam, a Baxter recebe uma ordem de cruzar o Atlântico e ajudar na investigação. Enquanto as mortes se multiplicam em Nova York e em Londres, uma força-tarefa vê impotente e o Baxter precisa vencer o medo de paralisar o último ano para impedir o sacrifício de mais vidas inocentes.

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Confesso que há muito tempo eu não lia um enredo tão complexo e tão fantástico ao mesmo tempo. Cole consegue nos prender até o ultimo folhear de suas páginas, e não é por mero acaso.

O livro narra a história de Emily Baxter, uma detetive que está envolvida em uma série estranha de acontecimentos envolvendo vítimas de rituais cruéis. A abertura deste livro é o estopim para que possamos enlouquecer com cada detalhe de sua obra. Tudo começa quando uma série de pessoas começa a aparecer em diversos cantos da cidade, todas sob as mesmas circunstâncias, porém, com um detalhe diferente, todas elas estavam com palavras-chave entalhadas em seus corpos, cada qual, dando pistas sob uma marca registrada do assassino.

Emily acaba de ser promovida, suas conquistas lhe rendem grandes responsabilidades, o que a deixa cada vez mais intrigada, afinal, cabe a ela descobrir quem está matando pessoas inocentes e as colocando em poses delicadas com sinais nos corpos e mensagens sem nexo algum aparente. Baxter é atéia – eu adoro isso – e sua descrença no divino é algo interessante de se ser observado, afinal, podemos notar que por diversas vezes ela acusa a crença, tentando entender os ocorridos e tentando encontrar uma lógica conectiva que permita a ela e sua equipe começar a raciocinar e ir em busca de maiores informações para acabar de vez com todas as mortes que espalham-se cada vez mais pela cidade.

A protagonista empenha-se ao máximo para esforçar-se em descobrir o responsável pelos assassinatos, porém, sua capacidade de ir de encontro com a verdade parece cada vez mais criticada pelos companheiros de corporação, afinal, alguém com tal legado não deveria encontrar tantos impedimentos na busca pelo desenrolar destes acontecimentos, porém, não importa onde Baxter vá, o assassino está sempre um passo a frente, o que acaba a deixando infeliz consigo mesmo e com seu desempenho, porém, como sabemos, não há ninguém mais infeliz com tudo isso do que a própria investigadora.

Humor e tensão, uma narrativa realmente memorável em busca pela verdade.

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Blogueiro, escritor, poeta, professor, ensaísta, cinéfilo, viajante e filantropo. Estudante de Ciências Sociais em busca de uma compreensão mais assertiva do nosso local em sociedade.

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