RESENHA: Cilada, de Harlan Coben

Cilada, nome ideal para esta obra, não somente por sua escrita, mas por sua essência e pelas armadilhas que sua escrita escondem. Conheci Coben em 2015, uau, lembro como se fosse ontem a primeira história que li do autor, o livro “The Stranger”, publicado no brasil pela Arqueiro com o nome “Não fale com estranhos”, a obra me prendeu de tal forma que tornou-se minha ficção preferida, depois dela vários outros livros do autor entraram para o “hall” dos queridinhos da minha estante.

Bom, o que podemos dizer sobre Cilada? A história possui dois momentos, e eles nos envolvem de tal forma que não conseguimos de forma alguma nos livrar das amarras escondidas dentro de seus mistérios. A primeira parte da narrativa conta-nos acerca de Haley, uma jovem de dezessete anos cheia de sonhos, vida e planos. Ela desaparece. A história começa a partir do momento em que sua ausência é notada, ela é querida e persistente, então não demora muito para que as pessoas passem a sentir sua falta do âmbito social. Enquanto isso, em um plano de fundo quase que perfeito, inicia-se o clímax do enredo de Coben, a história de Dan, que recebe um telefonema estranho e acaba caindo em uma rede de acusações, o que o envolve diretamente ao desaparecimento de Haley. Cheio de acusações, porém, sem nenhuma prova concreta acerca de seu envolvimento, ele é considerado inocente. Só que algo acontece com Dan, algo que muda todo o curso da história e nos apresenta novos personagens – planos e fixos – estes, por sua vez, tornam-se conectivos existentes entre uma série de acontecimentos entre a cilada existente na história de Haley e Dan. Bom, isso é tudo o que posso contar para não acabar narrando de forma direta um spoiler.

Lembro-me de uma vez que ouvi um professor de inglês perguntando à classe qual era o barulho mais assustador do mundo. É um homem chorando de dor? O grito de terror de uma mulher? Um tiro? Um bebê chorando? E o professor balança a cabeça e diz: ‘Não, o barulho mais assustador é que você está sozinho em sua casa escura, você sabe que está sozinho, você sabe que não há chance de alguém estar em casa ou a quilômetros de distância – e então, de repente, do andar de cima, você ouve o banheiro dar descarga. 

A história é como qualquer outra narrativa de Coben – fantástica, e completamente envolvente. O autor trabalha com nossa mente de forma que o leitor se perca completamente dos acontecimentos e de tudo o que envolve o cenário de todo o seu mistério. O que mais me prende dentro do universo criado pelo autor é subjetividade de ideias e interpretações que ocorrem quando o leitor não se atenta para os fatos. Como poderíamos descrever essa cadeia de mistérios e acontecimentos? Imprevisível. Haverá momentos em que você irá surpreender-se, e até mesmo indagar-se: afinal, o que isso tem a ver com toda a história? Mas não se preocupe, com Harlan, não há ponta sem nó.

Indicado para todo fã de uma ficção estrangeira e estarrecedora.

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Blogueiro, escritor, poeta, professor, ensaísta, cinéfilo, viajante e filantropo. Estudante de Ciências Sociais em busca de uma compreensão mais assertiva do nosso local em sociedade.

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