[RESENHA #333] Alzheimer – A família, a doença, de Érico J. Santos

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Foto: Entre páginas e café

O livro Alzheimer – a família, a doença lhe
convida a fazer uma reflexão sobre a vida e a descobrir de fato quem somos, de
onde viemos e para onde devemos ir. Acredite, você não vai ler apenas um livro
que fala da doença. Vamos falar das nossas emoções, das ações do tempo, dos
nossos desejos, das inquietações da família. O livro se propõe a refletir sobre
qual caminho devemos seguir e nos convida a buscar o amor, o perdão, a
compreensão. Venha, você está convidado a descobrir a si mesmo. O momento mais
importante da vida é o agora; sinta-se vivo, ame agora.
Leiaumaamostragratis21 - [RESENHA #333] Alzheimer - A família, a doença, de Érico J. Santos
SANTOS, Érico J. Alzheimer. a
família, a doença
. Barueri, SP: Novo Século: 2017,158p
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa crônica
e a forma mais comum de demência. A doença manifesta-se lentamente e vai-se agravando
ao longo do tempo. O sintoma inicial mais comum é a perda de memória a curto
prazo, com dificuldades em recordar eventos recentes. Os primeiros sintomas são
geralmente confundidos com o processo normal de envelhecimento ou manifestações
de estresse. À medida que a doença evolui, o quadro de sintomas inclui
dificuldades na linguagem, desorientação, perder-se com facilidade, alterações
de humor, perda de motivação, desinteresse por cuidar de si próprio,
desinteresse por tarefas quotidianas e comportamento agressivo. Em grande parte
dos casos, a pessoa com Alzheimer afasta-se progressivamente da família e da
sociedade. Gradualmente, o corpo vai perdendo o controlo das funções corporais,
o que acaba por levar à morte. Embora a velocidade de progressão possa variar,
geralmente a esperança de vida após o diagnóstico é de três a nove anos.
Neste livro, o autor e palestrante Érico J.
Santos mostra-nos todo um percurso metodológico de estudo com relação ao
Alzheimer para uma compreensão mais acentuada acerca dos sintomas e da
realidade daqueles que são afetados por ela. Com uma sensibilidade sem
precedentes, o autor consegue não somente introduzir a doença de forma clara e
objetiva, mas explicar os primeiros sinais, os cuidados, o carinho e o amor que
a família devem nutrir por aqueles que são diagnosticados. A progressão da
doença é variável, e isso dá-se por diversos fatores, muitos deles ainda não
explicados. Neste livro, iremos entender um pouco mais sobre como a família
deve importar-se e tratar de seus entes durante o tratamento. Este é um livro
que nos ensina o exercício diário do amar.
A doença de Alzheimer não escolhe classe social, não escolhe cor,
não tem uma bandeira. O Alzheimer tem uma reação. Uma vez acontecendo no corpo
humano, gera grandes mudanças de ordem financeira, emocional e intelectual.
Acredito que livros como este, são em sua
maioria, destinados ao conforto daqueles que o leem. É claro que há informações
valiosíssimas em suas páginas, mas as frases motivacionais dão um novo sentido
a todo contexto adotado pelo autor.
“O tempo passa com a mesma intensidade para todos, mas infelizmente
deixamos para amanhã soluções que exigem respostas agora. Não podemos esquecer
que o dia mais importante da nossa vida sempre será o dia de hoje. De que vale
o dia de amanhã se eu tiver a doença hoje? De que me serve o dia de amanhã se
eu tiver lembranças da tristeza do hoje? De que me adianta o dia de amanhã se
eu não tiver vivido hoje o melhor e o maior dia da minha vida?”
Sempre que leio este livro eu me recordo do
discurso de Alice Holand, no filme “Para sempre Alice”, onde a protagonista é
diagnosticada com Alzheimer Precoce aos cinquenta anos de idade, após construir
uma carreira sólida de sucesso como professora de linguística. A doença
fragiliza Alice em todos os sentidos: ela não reconhece amigos, familiares, nem
mesmo sua própria casa. Ela torna-se dependente do aparelho celular para
executar toda e qualquer tarefa, inclusive as mais simples que se possa
imaginar, só que com o tempo ela também acaba perdendo o celular, e isso traz
muitos transtornos para a casa e uma irritação em Alice a todo instante. Em seu
discurso, Alice diz que “domina a arte de perder”, pois vive perdendo suas
coisas, seus compromissos, sobretudo, perdendo memórias. Algo muito tocante é
sua frase final “não pensem que eu estou sofrendo, eu não estou sofrendo, sou
apenas uma pessoa sofrendo de mal de Alzheimer, e há dias em que eu tenho puros
e verdadeiros momentos de alegria”. Acredito – e confesso — que esta leitura
torna-se ainda mais emocionante quando o lemos após assistir a este filme,
justamente pelo fato de nos ajudar a criar empatia pelas famílias que sofrem
com seus familiares diagnosticados.
“Alzheimer, a doença terrível que nos maltrata, humilha e nos torna
frágeis, dependentes e incapazes, não nos permite sentir emoções e vibrações
que só o amor é capaz de oferecer.”
Livro indicado para todo e qualquer leitor que
deseja obter maiores informações acerca da doença do Alzheimer. E claro, não
deixem de conferir as outras resenhas do autor em nosso blog:

Blogueiro, escritor, poeta, professor, ensaísta, cinéfilo, viajante e filantropo. Estudante de Ciências Sociais em busca de uma compreensão mais assertiva do nosso local em sociedade.

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