[RESENHA #323] O príncipe congelado, de Raigor Ferreira

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Foto por: @caisdaleitura 

FERREIRA,
Raigor. O príncipe Congelado. Bauru,
SP: Astral Cultural, 2019. 176p.

Bem-vindo a Arvoredo, um reino
tomado pelo gelo. Depois de muitas desventuras e tragédias, Arvoredo conheceu o
impiedoso Inverno que se prolonga e dificulta a vida de todos os seus
habitantes. Porém, a chegada de uma forasteira misteriosa e de cabelos vermelhos
pode mudar o futuro do reino para sempre. O Príncipe Congelado é um conto de
fadas que revela o lado mais encantador do amor entre dois jovens bem
diferentes do “convencional”. Entre nessa aventura de autodescoberta, amizade e
aceitação de quem somos da forma como somos. Você está pronto para deixar seu
coração se aquecer com essa história?

RESENHA
O príncipe congelado
narra a vida de Phelipe, o futuro herdeiro do trono do reino de Arvoredo. A
história se inicia narrando a infância do menino Phelipe, enquanto criança.
Durante sua infância, Phelipe visitava seu avô Dimitri para patinar, porém, não
detinha muito jeito, então, sempre caia durante suas tentativas e gerava boas
gargalhadas ao avô, mas isso não o impedia de continuar tentando dominar o gelo.
Com o tempo, Dimitri acaba falecendo, o que o faz ficar apenas com as
lembranças dos bons tempos que passava junto do avô, então o reino passou a ser
governado por seus pais. Seu pai era extremamente autoritário, pulso firme, e
não aceitava um não como resposta, já a mãe de Phelipe, é extremamente doce e
preocupada com o filho, já que o marido o impõe uma rotina cansativa que não
condiz com sua idade, mas a ausência de concordância entre ambos gerava muita
discussão, mas isso não durou muito, pois Phelipe acaba ficando órfão. Seu pai
falece e menos de dez anos depois, sua mãe falece de desgosto. Após esta série
de acontecimentos, Phelipe começa a ficar frio e menos emotivo, já não
aparentava mais ser aquele garoto cheio de vida e energia que visitava o avô
para patinar, com isso, Phelipe começa a congelar (literalmente), começando
pelos pés, até que o gelo toma conta de todo o seu corpo. A partir deste dia,
Phelipe recebe o apelido de “príncipe congelado”, sua fama se estende por
outros reinos. A cada dia que se passava, o príncipe ficava ainda mais frio, e
com isso, Arvoredo congelava junto com o rei, fazendo todos os seus habitantes
sofrerem com o terrível inverno que tomara conta daquela região.
Em um reino não muito
distante de Arvoredo, chamado de Ignis, uma princesa chamada Lavinah fica
sabendo da história do príncipe congelado e decide fugir de seu reino para ir
ao encontro do jovem príncipe e ajuda-lo. De um lado, temos Phelipe, um
príncipe que sofreu as piores perdas de sua vida e acabou sendo congelado por
suas emoções, do outro, Lavinah, princesa de Ignis, um reino completamente
aquecido pela primavera, assim como o coração e os cabelos de Lavinah. A partir
daqui, inicia-se uma jornada de descoberta: Lavinah tenta a todo custo descobrir
o que levou Arvoredo a um inverno interminável e o que tanto aflige o príncipe.
Opinião: Um enredo que fala por
si só. O príncipe congelado narra a vida de alguém que perdeu o calor da vida
através de acontecimentos trágicos, e que por este motivo, acabou congelado e
congelando todo o reino, porém, narra a vida de alguém que possui o frescor da
primavera em seus cabelos de fogo, de alguém que preocupa-se com àqueles que
estão enfrentando a caminhada dura e gélida da vida. Alguém que deslocou-se de
longe pra viver altos e baixos pra enfim resgatar o calor da vida. Uma história
realmente comovente, meiga, única. Recomendadíssimo para qualquer idade. Raigor
possuí uma escrita fluída, meiga, única.

Blogueiro, escritor, poeta, professor, ensaísta, cinéfilo, viajante e filantropo. Estudante de Ciências Sociais em busca de uma compreensão mais assertiva do nosso local em sociedade.

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